terça-feira, 7 de abril de 2009

As notas do GP da Malásia

Um pouco mais cedo, eis as notas do GP da Malásia, elaboradas pelo Troféu Blogueiros. E as notas dadas por nós continuam a dar polémica, claro!


Achei hoje o quadro demasiado claro para se poder ver alguma coisa. Não adianta clarear, pois descobre-se na mesma! Quanto à nota 1 dada pelo Jorge Pezzolo ao Lewis Hamilton, ele justifica no seu post: "Antes que alguém proteste: o 1 para Lewis Hamilton é por causa da mentirada da Austrália. Assim como fez com todo mundo, ele me enganou na sua nota anterior. Aliás, minha vontade é que ele leve zero em todas as provas para ver se aprende. Como não posso fazer isso, dou nota um na Malásia porque a corrida até que foi razoável. Conta paga!" Por mim, aceito as explicações. Mas somente como excepção.


A nota zero da Priscilla ao Robert Kubica só se justifica pelo facto de só ter andado algumas centenas de metros no dia da corrida. Mas é uma avaliação tão boa como qualquer uma. Eu avalio todo o fim de semana, pois avaliar um piloto que teve o azar (ou a azelhice) de correr somente 100 metros no dia da corrida, é demasiado injusto.


E quanto às minhas notas baixas... ei, eu dei 9 ao Nico Rosberg!

Formula 1 em Cartoons - Animação do Mantovani (Malásia)



Agora o Bruno Mantovani passou para a animação. Se na semana passada, foi simples, sem banda sonoroa, como se fosse algo experimental, desta vez fomos brindados com uma musiquina para animar. A primeira parte é uma extensão do cartoon parado, mas o resto é surpreendente...

Formula 1 em Cartoons - Laser Car Design (Malásia)

Desta vez, é o Tony Costa, mais conhecido por laserbombo, a fazer dois cartoons sobre os acontecimentos do fim de semana malaio. Mas este tem a sua graça, pois segundo ele, como os pilotos conseguiram metade dos pontos que deveriam ser atribuidos, o verdadeiro vencedor deveria ser... Bernd Mylander, o homem que conduz o Safety Car. E o cartoon reflecte exactamente essa ideia...


Logo coloco mais cartoons, cada qual o mais engraçado...

GP Memória - Africa do Sul 1984

Quinze dias depois de Jacarépaguá, o pelotão da Formula 1 desembarcava em paragens sul-africanas para disputar a segunda prova do campeonato. No circuito de Kyalami, quase seis meses depois da decisão do campeonato, máquinas e pilotos estavam de volta.


A McLaren, depois da vitória de Alain Prost no Brasil, esperava continuar a senda vitoriosa, mas tinha que contar com fortes oposições da Lótus, Williams e Brabham. E nada melhor do que o resultado dos treinos, onde Nelson Piquet levou a melhor sobre o Williams-Honda de Keke Rosberg, enquanto que na segunda fila ficavam Nigel Mansell, no seu Lótus-Renault, à frente do Renault oficial de Patrick Tambay. Só na terceira fila é que aparecia o primeiro McLaren, de Alain Prost, tendo a seu lado o segundo Brabham de Teo Fabi. Niki Lauda partia do oitavo lugar, atrás de Elio de Angelis, que tinha feito a “pole-position” no circuito brasileiro. Para fechar o “top ten”, ficaram o segundo Renault de Derek Warwick e o Ferrari de Michelle Alboreto.


Ayrton Senna, ainda no seu Toleman do ano anterior, foi 13º na grelha, muito à frente de Johnny Cecotto. O melhor Cosworth era o de Marc Surer, na 23ª posição da grelha. Dos 27 inscritos, havia apenas 26 vagas, e o infeliz contemplado foi o Arrows-Cosworth do belga Thierry Boutsen. Mas o azar do belga rapidamente se transformou em sorte: no Domingo de manhã, o Osella de Piercarlo Ghinzani despista-se violentamente, partindo-se a meio e pegando fogo. O italiano, quando tentava sair do carro, tirou a sua luva e ficou queimado da mão, impedindo assim de correr. E assim, Boutsen pode correr na Africa do Sul.


Nos momentos em que antecederam a partida, Alain Prost teve um problema com o carro, pois este recusava-se a partir, e teve de ir para o carro de reserva, e largou das boxes, algo que segundo os regulamentos… era ilegal. Contudo, no meio do azar, Prost teve sorte, pois a partida tinha sido abortada devido ao facto do Lótus de Mansell ter ficado parado na grelha, em posição perigosa. Uma segunda partida foi feita, e Prost largava das boxes.


Nessa segunda partida, mais confusão: desta vez, Piquet largou mal e foi suplantado por Mansell. Mas o inglês engatou mal uma marcha e foi passado pelo resto do pelotão, liderado por Rosberg. Enquanto isso, o brasileiro da Brabham conseguiu colocar o carro e usando o seu poderoso motor BMW, passou os vários carros que tinha atrás e chegar à segunda posição, atrás de Rosberg. No inicio da segunda volta, Piquet desafia Roberg para a liderança e consegue ultrapassá-lo, com o segundo Brabham de Teo Fabi na terceira posição. Na volta seguinte, é a vez de Fabi passar Rosberg e os Brabham monopolizavam as duas primeiras posições, com Rosberg em terceiro, e os dois McLaren atrás, com Derek Warwick no sexto posto. Por esta altura, o novato Ayrton Senna perde parte do nariz, mas em vez de parar para o substituir, decide continuar a correr.


Com o desenrolar das voltas, os pneus Goodyear de Rosberg tem problemas, em contraste com os Michelin que calçam os McLaren e os Renault, que estão mesmo atrás do piloto da Williams-Honda. Em menos de duas voltas, Lauda passa Rosberg e aproveita a paragem de Fabi nas boxes para chegar à segunda posição. As coisas continuam assim até á volta 21 quando Piquet, que lutava contra os pneus Pirelli usados, fora para as boxes no sentido de os trocar. Contudo, Piquet partiu para o contra-ataque, com o seu poderoso motor BMW Turbo. Mas esse mesmo turbo o iria trair na volta 29, quando já estava na segunda posição e a ameaçar a liderança de Lauda.


Assim, o austríaco esta mais confortável na liderança, com Rosberg e Warwick lutando pela segunda posição. Entretanto, Prost estava atrás dos dois pilotos, e quando estes foram para as boxes (no caso do finlandês, para não mais voltar), o francês herdou a segunda posição, mas quando foi a sua vez de parar, o segundo posto ficou nas mãos do segundo Williams-Honda de Jacques Laffite. Na volta 60, uma das rodas de Laffite decidiu ganhar vida própria e Prost herdou a segunda posição, com Tambay e Warwick nas posições seguintes. Mas a nove voltas do fim, Tambay fica sem combustível no seu Renault, pela segunda vez consecutiva, e Warwick herda o terceiro posto, conseguindo o seu primeiro pódio da sua carreira.


No final da corrida, a McLaren tinha a sua segunda vitória consecutiva no campeonato, com um vencedor diferente, com Lauda na posição de vencedor, a primeira desde Long Beach, um ano antes. Prost, o segundo classificado, era agora o líder do campeonato, enquanto que Warwick dava o primeiro pódio do ano à Renault. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Alfa Romeo de Riccardo Patrese, o Ligier-Renault de Andrea de Cesaris, e o Toleman-Hart de Ayrton Senna. A decisão de não parar para trocar de asa tinha compensado, e o brasileiro obtinha o primeiro ponto da sua carreira.


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1984_South_African_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr390.html

A1GP: Itália com piloto de peso no Algarve

Na semana em que decorrerá a jornada dupla do A1GP no Autódromo de Portimão, a Itália não é uma das equipas da frente nesta temporada, mas vai contar com um reforço de peso: Vitantonio Liuzzi. O ex-piloto da Toro Rosso e actual terceiro piloto da Force India, vai ser o piloto do carro transalpino nas rodas de Portimão e Brands Hatch, com a hipótese de correr na roda final, na Ciadade do México.

Pete da Silva, CEO da A1GP, está muito feliz com este reforço de peso no plantel: ”Esta é uma fantástica notícia para a categoria. Obviamente que a sua reputação o precede e estou encantado por ver um piloto deste calibre feliz por se sentar num carro de A1 GP", afirmou.


Já Liuzzi, que correu na Speedcar Series em Fevereiro, para matar as saudades da pista, também se mostra contente por este regresso às pistas: “Estou verdadeiramente ansioso por poder experimentar o carro de A1 GP e por voltar às corridas, que é o que mais gosto. Estou muito agradecido ao Vijay Mallya e à Force India por me terem permitido tomar parte nestas corridas para que possa voltar a sentir a adrenalina das corridas”, comentou. Neste momento está em Modena, na sede da equipa italiana, para testar o carro no simulador, antes de experimentar na vida real, este fim de semana, na pista portuguesa.

Historieta da Formula 1: Ivan Capelli, o terrível!

Não, não é o blogueiro brasileiro que se esconde sob essa identidade. É o verdadeiro. E tem fama de ser bem humorado e brincalhão, actualmente comentador da RAI Uno e por vezes, gosta de pregar partidas simplesmente... horriveis para com as suas vítimas.

No episódio de hoje, a vitima foi o Dr. Ricardo Ceccarelli, actualmente preparador físico do Toyota, mas amigo pessoal de Ivan Capelli há mais de vinte anos. Cecarelli tem uma paixão por relógios, e um dia tinha arranjado uma preciosidade de origem soviética e do qual se gabava dessa descoberta aos amigos, incluindo "Ivan, o Terrível". Ora, ele decidiu pregar um susto de morte a Ceccarelli.


Primeiro, foi procurar por uma boa imitação do modelo de relógio, o que não era muito fácil. encontrou-a algum tempo depois, numa "feira da ladra" algures em Itália. Depois, elaborou o plano, convencendo os amigos a distrairem o médico durante um almoço, para que assim pudesse trocar o real pela imitação. Quando isso aconteceu, o plano entrou em marcha.


O resto foi contado pelo próprio Capelli: "A meio do almoço falei do relógio e o Riccardo começou logo a dizer maravilhas dele. Pedi-lhe para o mostrar, pois estava mesmao 'curioso' e apesar dele desconfiar que tinha alguma coisa engatilhada, acabou por mo colocar à mão, mas só depois de ter jurado por toda a familia que não iria danificar a sua preciosidade.


Foi nessa altura em que os meus amigos o distrairam por cinco segundos, tempo suficiente para eu trocar o relógio do "dottore" pela minha imitação, colocada na mesa. Depois, disse ao Riccardo que não acreditava que que o relógio soviético não fosse mesmo anti-choque, e para provar que tinha razão, tirei do bolso um martelinho e dei uma grande pancada no relógio. E claro que, sendo uma imitação barata, o relógio desfez-se todos e o Riccardo ia tendo um enfarte! Começou a gritar que era um assassino, e depois atirou-se ao chão para tentar recolher todas as molas e engrenagens que estavam espalhadas, como se fosse possivel reconstruir o relógio.


Claro, nós nos rimos todos ainda mais da sua reacção, o que o deixou ainda mais nervoso. Mas ainda o fiz suar por mais uns minutos, antes de lhe contar a verdade e lhe devolver o relógio soviético. Relógio que ele agora guarda em casa e nunca mais trouxe para as corridas..."

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A capa do Autosport desta semana

Em semana de GP da Malásia, o Rali de Portugal merce destaque. E para melhorar as coisas, o carro da capa é o de Armindo Araujo, o homem que venceu o rali na classe de Produção e é o novo lider do mundial nessa categoria, o que até é bom, pois o vencedor foi o mesmo desde há alguns ralis a esta parte: Sebastien Löeb.
Portanto, o título está embutido desse espírito: "Rali volta a ser Festival", com dois pilotos sorridentes: Löeb e Araujo.


Por cima, o "Diluvio na Malásia", dividido em três partes, com uma a contrastar as outras duas: enquanto que Button celebra a sua meia vitória na Brawn, na McLaren e Ferrari, é a guerra: Michael Schumacher é o culpado no desastre ferrarista, pois aparentemente a sugestão de Raikonnen usar pneus de chuva em seco foi dele, e no caso da equipa de Woking, ainda são as consequências do erro australiano, que lhe custou a desclassificação.


Portanto, é uma revista que valerá a pena ler esta semana. Só pela capa, já é apelativa...

Formula 1 em Cartoons - Blog do Tuta (Malásia)

O Tuta é uma descoberta recente, e ele é bom mesmo nestes desenhos. Então este último cartoon sobre a Formula 1 actual só prova, mais uma vez a velha frase do Colin Chapman: "As regras são para ser seguidas pelos estúpidos e interpretadas pelos inteligentes!" Nem mais...

Esta frase pode ajudar esta ilustração: que todos os outros fizeram mal o seu trabalho de casa, e agora andam a correr atrás do prejuízo, ou então, tentam ganhar na secretária, como o que fez a Ferrari e Flavio Briatore, da Renault, por exemplo.


Irónicamente, Ross Brawn nunca trabalhou na Lotus. Mas neste momento, é o melhor sucessor desse tipo de pessoa: inventivo e genial. Se a FIA deixar, ele vai ser o homem do ano na Formula 1.

Formula 1 em Cartoons - Bruno Mantovani (Malásia)

O Bruno Mantovani já colocou no ar no seu blog a charge acerca do molhado (meio) GP malaio, e mais uma vez, foca os pilotos da Brawn, e vê a diferença de andamentos que ambos tiveram na piscina malásia, cortesia da FIA(sco) e das suas marcações estapafúrdias...




Ah... e para terminar: a expressão FIA(sco) não é da minha autoria. Quem teve esse rasgo de inspiração foi o Rodrigo Lara, do blog Pé na Tábua, que colocou lá um cartaz especial e tudo! Apenas adorei-a e estou usando a torto e a direito...

Depois do Rali de Portugal, o A1GP

O Algarve não para. Ontem pode ter acabado o Rali de Portugal, mas no próximo fim de semana irá receber a A1GP no novo Autódromo de Portimão, com Filipe Albuquerque ao volante, e é um dos favoritos à vitória, pois este ano está a lutar pelo título, nos novos carros construidos pela Ferrari.

Os cartazes já se vêm um pouco por todo o país. A foto de cima foi tirada por mim, e está num dos cruzamentos mais movimentados da cidade, mostrando que a divulgação está a ser forte, no sentido de encher o Autódromo, o que é excelente, em contraste com o que aconteceu em 2005, onde somente cinco mil pessoas foram ao Estoril... e para salientar um pouco isso, o monolugar de Albuquerque mostrou-se na passada sexta-feira na especial do Estádio Algarve, antes do começo do Rali.

Uma actuação que o piloto de Coimbra adorou fazer: "Foi uma actuação espectacular. Conseguia ver no rosto das pessoas que se estavam a divertir. Procurei dar o meu melhor e entusiasmar as pessoas. Acho que o facto de o público português ter na sua frente o carro da equipa lusa com as cores da bandeira de Portugal, tornou tudo mais entusiasmante. Eu pessoalmente diverti-me bastante e estou ansioso por repetir a experiência no Domingo", afirmou. "Espero que esta pequena demonstração traga ao Autódromo do Algarve mais público para assistir ao fim-de-semana de corridas do A1GP", concluiu. Os bilhetes já se encontram há muito à venda, e os preços variam entre os 25 e os 60 euros, com mais um extra de 20 euros para ver o Paddock.

Ah... e sabem quem vai cantar o hino, no Domingo? A Luciana Abreu! Que parola... Para os meus amigos brasileiros, se querem saber como é ela, digo isto: tão a ver a Xuxa? Tirem 20 anos e metade do cérebro, e ficam com uma ideia dela.

Formula 1 - Ronda 2, Malásia (Revista da Blogosfera)

Pela primeira vez em 17 anos (GP da Austrália de 1991, terminada após 14 voltas), foram atribuídos apenas metade dos pontos aos oito primeiros classificados de um Grande Prémio. O Grande Prémio da Malásia acabou oficialmente na 33ª das 59 voltas previstas ao circuito de Sepang, no meio de uma chuva torrencial que durou mais de meia hora, e que acontecera pouco depois das seis da tarde locais. Isso demonstrou cabalmente que a opção de Bernie Ecclestone de colocar a partida para as 17 horas locais, só para agradar os telespectadores europeus, revelou-se uma estupidez de todo o tamanho por parte de Bernie Ecclestone e da FOM, com o beneplácito da FIA(sco). Convenienetemente, Max Mosley, o “whipmaster” estava em Portugal a assistir ao Rali, e a gozar com o sol primaveril que assola as nossas paragens…


Nas linhas que se seguem, iremos ver as opiniões que foram escritas ao longo da Blogosfera em português. Quase todos alinham como eu, mas a piada é ver as “nuances” sobre esse assunto…


Caiu a chuva, caiu a noite

Corrida maluca na Malásia, um oferecimento de São Pedro. GP encerrado com 31 voltas, um oferecimento do Sir Bernie Ecclestone.

O chefão da F-1 teve a brilhante ideia de abusar da sorte e realizar uma prova em momento alternativo, na hora da chuva de cada dia da Malásia.

A estratégia comercial saiu pela culatra. Na tentativa de ganhar público na Europa, perdeu tempo de corrida. A água desceu e impediu qualquer possibilidade de os pilotos se manterem na pista.

(…)

Felipe Maciel, Blog F-1


O Estraga-Prazeres

“Corridas na Malásia sempre tiveram fama de sonolentas, muito por causa do horário que ocorria - de madrugada para nós brasileiros - e mais por causa da chatice causada pelo traçado de Sepang. Chega 2009 e graças ao pacote de mudanças para o certame atual, a corrida se transcorria de forma ESPETACULAR. Brigas diversas, imprevisibilidade de resultados e muitas ultrapassagens. No meio da corrida acontece um DILÚVIO, tragédia previamente anunciada por causa do horário da corrida.

Como assim? Explico: Sepang é como Belém - capital do Pará - tem hora marcada para chover, quem conhece a bela cidade sabe bem disso e sabe também que essas zonas de clima equatorial são caracterizadas por chuvas torrenciais. Mesmo cônscio de que uma mudança de horário das catorze horas tradicionais para dezassete horas o risco de temporal durante a corrida seria exponencialmente aumentado, Bernie Ecclestone ditatorialmente DETERMINOU que ela ocorresse.

E para que mudar? Para atender a sanha por dinheiro de Ecclestone, que lucra mais com o novo horário por causa de transmissões para o continente europeu, que não chegavam a ocorrer de madrugada como para o Brasil, mas aconteciam no começo da manhã, sete horas da matina na Inglaterra, por exemplo. Esse dilúvio interrompeu a corrida que não pôde ser reiniciada não por sua casa, mas por causa de FALTA DE VISIBILIDADE, estava ESCURO.
Parece piada, não? Mas não é... Bernie Ecclestone conseguiu estragar o grande prazer que estávamos tendo com a disputada corrida graças à sua malfadada mudança. Estou de "saco cheio" dessas infelizes decisões arbitrárias que insistentemente a antiga raposa e neo Gagá tem determinado. Por isso, em nome do prazer de assistir a uma espetacular Fórmula 1 que nasceu das felizes mudanças implantadas em 2009, lanço a campanha APOSENTADORIA JÁ para Bernie Ecclestone:



POR FAVOR BAIXINHO, VÁ CUIDAR DE SEU BENS E CURTIR A VIDA, DEIXE A FÓRMULA 1 PARA PESSOAS QUE TÊM HOJE O QUE VOCÊ ESBANJAVA NO PASSADO, COMPETÊNCIA !!!”

Alexandre Ribeiro, Blog do Ribeiro


Pitacos Malaios, a Corrida Maluca

(…)
Outro destaque negativo foi a brilhante idéia do Gnomo Domenicali ou do Bozo, ou sei lá quem, em colocar pneus de chuvas no carro de Raikkonen com a pista seca, foi a coisa mais patética dos ultimos anos, quando a gente pensa que esses caras já fizeram toda a lambança possivel, eles nos surpreendem com outra ainda maior. Esse pessoal passou da conta, a idéia foi tão ridicula que quando começou a chover algumas voltas depois, escutava-se Raikkonen dizendo pelo rádio que seus pneus tinham acabado.

Marcelalonso, Blog do Marcelo F1


Caos

Se um dia eu tivesse os poderes mediúnicos da Mãe Dinah, com certeza não estaria acordando antes das cinco da manhã para ir trabalhar, mas há algumas coisas que estão tão evidentes, que só cego não enxerga! Na sexta-feira havia comentado aqui na possibilidade de uma chuva forte, algo que ocorre todo dia em Kuala Lumpur, interromper a prova pela largada tardia neste ano, quase ao pôr-do-sol. Os céus malaios indicavam uma chuva iminente e ela veio com a força que os manauras conhecem e o lógico aconteceu. A bandeira vermelha veio e a bela corrida que ocorria terminou pelo simples fato de que não havia mais luz natural para se ter uma relargada. O pódio foi realizado à 08:00 no horário brasileiro, e absurdos 19:00 na Malásia, com a pista já totalmente escura. Ou seja, como a corrida se iniciou às 17, havia apenas duas horas de manobra para se ter a corrida completa, ao contrário do que ocorre normalmente quando a largada é realizada entre 13 e 15 horas da tarde, não pensando em qualquer eventualidade ocorrer durante a prova, como uma chuva forte, com direito a raios e uma pista alagada, algo que sempre ocorre na Malásia... depois das 5 da tarde!

(…)

Foi uma corridaça, mas as nuvens ao redor do circuito indicavam que a chuva, que chegou a ser anunciada a Hamilton para os próximos dez minutos, demorou a ocorrer, mas veio bem no momento em que todos faziam suas primeiras paradas. Foi um pandemônio. A chuva que prometia forte, veio fraca. Quase todos colocaram pneus para piso muito molhado, mas tiveram que voltar aos boxes para colocar pneus intermediários, mas então a tempestade veio e lá foram todos em peregrinação rumo aos pits. O problema é que a tempestade veio com tanta força, que nem a Mercedes pilotado por Bernd Maylander foi possível de evitar as rodadas e abandonos que, por sinal, foram poucos pela quantidade de água que havia na pista. A bandeira vermelha foi mostrada e uma intensa espera ocorreu para ver o que ocorria. Mark Webber, ainda mancando pelo seu acidente de bicicleta em Novembro, falava com vários pilotos como representante da GPDA e me pareceu ter uma resposta negativa com relação a Lewis Hamilton. A resposta do inglês deve ter sido a mesma resposta egoísta que Felipe Massa deu a Carlos Gil quando perguntado se queria correr. "Agora não tem condições, mas por mim relargaria para eu conseguir alguns pontos." Antes que crucifiquemos o piloto da Ferrari, muitos ali pensavam a mesma coisa. Talvez o único que não pensasse dessa maneira era Jenson Button, que mostrou isso quando foi anunciado que a corrida não seria reiniciada após quase uma hora de espera. O inglês comemorou timidamente, acenando para o público com a cara de "Fazer o que, né?", mas o piloto da Brawn consegue sua segunda vitória na temporada de forma bem diferente da primeira.

(…)

A F1 termina sua primeira rodada dupla no oriente com a certeza de que acertou com as novas regras, pois as corridas estão muito mais emocionantes e as surpresas já não são tão surpresas assim, como provou a Brawn e a Toyota. No entanto, a política ainda supera alguns aspectos esportivos, como esse horário estúpido de correr na Malásia e pelas constantes punições a pilotos. São 9:30 quando escrevo isso e corro o risco de publicar um post errado pelo o que acontece fora das pistas. Um verdadeiro caos!

João Carlos Viana, jcspeedway


Uma grande meia - corrida. E uma FIA minúscula

A chuva deu um baile nas equipes da Fórmula 1 e deixou o GP da Malásia eletrizante, antes que um dilúvio decretasse o final da prova. A demora da FIA em tomar uma decisão que era óbvia e única mostrou o estágio de total turbulência que a categoria entrou. Foi tosco, pequeno e desrespeitoso com todos.

(…)

Luiz Fernando Ramos, Blog do Ico


Que tal uma aula de geografia?

A aula de geografia básica desse Domingo vai para Bernie Ecclestone. Não era difícil para o dirigente comercial da F-1 perceber que marcar uma largada para as 17 horas locais era um risco. Chove constantemente nos fins de tarde malaios, como nos fins de tarde do norte do Brasil. A equação benefício-risco era das mais fáceis: “corrida nesse horário terá a grande possibilidade de chuva. Chuva forte pode paralisar a corrida. Corrida paralisada por muito tempo tornar-se-á inviável, pois no momento em que a relargada for possibilitada em razão da estiagem, o Sol já estará se despedindo.” Só Ecclestone não pensou nisso.

(…)

Não foi a primeira (e provavelmente não será a última) vez que o lado mercadológico prevaleceu sobre o bom senso na F-1. Os donos do circo continuam a fazer trapalhadas. Dessa vez por não freqüentarem as aulas de geografia.


Fábio Andrade, De Olho na Formula 1


Sepang Demodé

É uma daquelas corridas que só teve vencedor porque não dava para ninguém não chegar em primeiro. Sem desmerecer Button, que está aprendendo que ser Schumacher não é tão difícil quando se tem Ross Brawn do lado. Heidfeld só precisou de um pit stop para sobreviver a todas as configurações climáticas. E Glock calçou os pneus certos – ou menos errados.


E assim completam 10 anos de Fórmula 1 em Sepang, nada pouca coisa, já que foi o primeiro projeto que Hermann Tilke pôde começar do zero. As grandes retas colocadas no miolo do circuito e as curvas dispostas no entorno são suas marcas mais pungentes. Diz o arquiteto que, ao colocar as arquibancadas enormes ao longo das retas, sua intenção era trazer o público para dentro da ação.


Discutível, esta escolha. Em primeiro lugar, porque impede a visão total do traçado em qualquer ponto do autódromo. Em segundo lugar, porque nas arquibancadas internas o público não vê os carros de perto por tanto tempo. Isso sem falar nas outras arquibancadas, menos pitorescas, que ou estão postas ao ar livre, sujeitas às chuvas, ou se localizam a dezenas de metros do asfalto, depois das áreas de escape.


O traço arquitetônico das ‘tendas’ que cobrem as arquibancadas centrais foi modelo para todos os outros suntuosos autódromos Tilke – vide Xangai e Bahrein, nos próximos dias. As extravagâncias dos arquitetos foram incentivadas e cultuadas nos últimos dez anos, e na Fórmula 1 não foi diferente. Acontece que a crise chegou, e a construção civil é um segmento econômico dos mais frágeis. A extravagância é o novo brega. O suntuoso é feio, novo-rico. Convenhamos, não é pelos detalhes que Tilke se sobressaiu.


A crise aumentou a necessidade de visibilidade comercial da categoria, motivo pelo qual Ecclestone quis poupar os europeus de acordar cedo no domingo. Daí a largada ser tão tarde, o que, na latitude 0º, fez da chuva não uma questão de “se”, mas de “quando”. Quando as águas passaram, a noite chegou na Malásia. Bela metáfora. Após dez anos na Fórmula 1, Sepang se depara com seu crepúsculo.

Daniel Médici, Cadernos do Automobilismo


(…)

Último comentário: Que cena mais ridícula! Todos os carros parados na linha de chegada esperando a chuva passar! É lamentável a F1 esteja nas mãos de homens como Bernie Ecclestone e Max Mosley! Ninguém se preocupa com a vida dos pilotos, o que vale é vender a cota de patrocínios no melhor horário europeu! Quem gosta de F1 acorda o horário que for 3h ou 6 h da manhã! Por que nós podemos madrugar e os europeus não, Tio Bernie? Tudo para acabar desta forma PATÉTICA!


E outra coisa: estes pilotos e equipes são um bando de bobões!!! Eles tinham que ter se manifestado FORMALMENTE contra mais esta insanidade do Matuzalém-mor! Não existe GP sem pilotos! Poderiam até correr, mas que fizessem um GRITO de protesto! Mark Webber esperou tudo acontecer para mobilizar os pilotos? E o pior é que se a direcção de prova não tivesse desistido, eles correriam! Uma pena!

Tati, Octeto Racing Team.

domingo, 5 de abril de 2009

Formula 1 em Cartoons - GP Series (Malásia)

Para o nosso amigo Marcos Antônio Filho, do blog GP Series, a principal razão pela qual o "tio Bernie" anda a marca corridas às 5 da tarde em paragens equatoriais, não são as audiências na Europa, mas sim outra razão ainda mais idiota e inutil, fazendo passar-nos por parvos. Mas o Marcos acredita nessa razão. Afinal, tem lógica naquela cabeça senil do Bernie...




Com a idade que tem, já é um pouco tarde para arranjar outra. A não ser que seja alguma bimba com idade para ser sua neta, claro!

Le Mans Series: 1000 km de Barcelona

Sem as Audi e as Peugeot oficiais na lista de inscritos, começou a temporada europeia da Le Mans Series de 2009. Apesar destas ausências oficiais (só os voltaremos a ver juntos em Junho, para as 24 Horas de Le Mans) a lista de inscritos era excelente, liderada pelos três Aston Martin oficiais, na categoria LMP1, um deles guiado pelo português Miguel Ramos.


E sem as duas equipas acima referidas, a vitória calhou obviamente para a Aston Martin. Mas não foi pêra doce. O carro numero 007, conduzido pelos checos Jan Charouz e Thomas Enge, bem como o alemão Stephan Mücke, bateram-se com o Pescarolo numero 18 de Jean Christophe Bouillon e Christophe Tisenau, especialmente nos últimos 40 minutos da corrida, depois desta ter sido neutralizada com a entrada do Safety Car, causada pelo despiste do segundo Aston Martin de Miguel Ramos, Harold Primat e Michael Turner. Nessa altura, o português ia ao volante, e o lider da corrida era o "Pesca".

Assim, quando a corrida recomeçou, o carro numero 18 continuou na frente, mas o Aston Martin pressionou no sentido de alcançar a liderança, e quando o lider parou, Tisneau, que fazia o seu turno no volante, deixou ir o motor abaixo, perdendo segundos preciosos que fizeram com que o Aston Martin, preparado na Prodrive, vencesse a sua primeira prova na categoria.

A fechar o pódio esteve o Courage L70 guiado por Stephane Ortelli e Bruno Senna, que fizeram uma prova sem problemas de maior. João Barbosa, no seu Pescarolo-Judd com as especificações do ano passado, terminou em sexto após cumprir uma penalização stop-and-go de três minutos, devido a uma saída da boxe com o sinal vermelho causado pelo seu companheiro de equipa, o francês Bruce Jouanny, mas foi recuperando lugares à medida que adversários abandonavam.

Na categoria LMP2, a Quifel ASM Team manteve-se na liderança durante o primeiro terço da corrida, sendo consistentemente mais rápida que a concorrência, mas teve um problema com uma roda solta, o que custou o triunfo à equipa portuguesa, comandada por Miguel Pais do Amaral e pelo francês Olivier Pla. A Racing Box ficou em primeiro e terceiro com os seus Lola-Judd.

A próxima prova da categoria será a 10 de Maio, nos 1000 km de Spa-Francochamps, onde os Peugeot oficiais marcarão presença, na sua preparação para as 24 Horas de Le Mans.

WRC - Rali de Portugal (Final)

Terminou esta tarde o Rali de Portugal, com uma Superespecial do Estádio do Algarve como classificativa de encerramento. Isto serviu como consagração para o francês Sebastien Löeb, que ganhou pela quarta vez este ano uma prova do Mundial de Ralies, e afirma-se como o grande dominador do campeonato de 2009. O alsaciano, penta-campeão do Mundo, bateu Mikko Hirvonen, o finlandês da Ford, com uma diferença de 24,3 segundos, diferença essa que foi gerida nesta última etapa, sem que o francês corresse riscos.

Hirvonen esforçou-se para tentar diminuir a distância, mas acabou por reconhecer que já era impossivel chegar a Löeb, resignando-se a trazer o carro até final e garantir o segundo lugar. Com alguns problemas de motor, o espanhol Dani Sordo não teve um dia feliz, e a grande distância que o separava de Hirvonen antevia que já pouco ou nada havia a fazer, terminado no último lugar do pódio, na frente de Peter Solberg, que conseguiu colocar o datado Citroen Xsara num positivo quarto lugar.


Nos restantes lugares pontuáveis ficaram alguns nomes inesperados, pois três dos principais pilotos do WRC, como o Stobart-Ford de Matthew Wilson, e os Citroen C4 WRC de Conrad Rautenbach e Euvgeny Novikov, desistiram na etapa de hoje, vitimas de despistes. Assim, o norueguês Mads Ostberg, num Subaru Impreza, o argentino Frederico Villagra, no Ford Focus WRC e o arabe Khaled Al Quassimi, noutro Ford Focus WRC, fecharam os lugares pontuáveis.


Na Produção, por fim, Armindo Araujo consegue a sua primeira vitória na categoria. E esta prenda acontece no seu país natal, e como beneficiou dos abandonos dos seus rivais, os suecos Patrik Sandell e Patrik Flodin, o piloto de Santo Tirso é agora o novo lider da categoria.


Esse triunfo e consequente ascenção à liderança do campeonato PWRC aconteceu numa chegada apoteótica ao Estádio do Algarve, onde Armindo ajudou à festa ao subir ao capot do Mitsubishi Lancer Evo IX com a bandeira portuguesa às costas. "Este é o triunfo perfeito, é o primeiro e é em Portugal frente a este entusiástico publico, tendo ainda a subida ao 1º lugar do campeonato. É a concretização de um sonho" afirmava o piloto momentos depois da consagração.

Subir ao degrau mais alto do pódio e ouvir o hino nacional foi “maravilhoso. Tenho de agradecer a toda a equipa, que tem feito um trabalho fantástico, bem como o apoio dos meus patrocinadores e do público português que me apoiou ao longo dos três dias nas especiais. Estamos na frente do campeonato e a estratégia para as próximas provas vai ser igual, impor um ritmo forte, mas sem exagerar. O prémio máximo está guardado para Outubro e espero ganhá-lo”, concluiu.

Formula1 - Ronda 2, Malásia (Corrida)

Esta foi uma corrida sob ameaça. A da chuva. A hora pelo qual a FIA(sco) decidiu que o GP da Malásia deveria correr este ano, para contentar os telespectadores europeus, as cinco da tarde locais (10 da manhã GMT), demonstra o seu pouco conhecimento (ou o pouco amor pela vida) pela vida em paragens tropicais, pois no final da tarde, existem as chuvas diluvianas, para além do calor do costume...

E no momento da partida, poderiamos ver isso: nuvens negras em parte da pista, principalmente na zona da meta. Mas os pilotos pouco ou nada se importavam com isso, queriam mas é ver se conseguiam contrariar em corrida a superioridade que os Brawn GP tinham demonstrado nos treinos. E no momento em que os carros se lançaram na pista malaia, Nico Rosberg e Fernando Alonso conseguiram fazer excelentes partidas. O alemão saltava para a liderança, o espanhol era quinto, depois de partir de nono. Mas se o carro da Williams andava bem, Alonso era um obstáculo aos mais rápidos, pois estava mais pesado do que, por exemplo, os Red Bull de Mark Webber e Sebastien Vettel e o Brawn GP de Rubens Barrichello.

Entretanto, Button, Trulli e Rosberg disputavam entre si a liderança, Alonso segurava os outros. Ferrari e McLaren andavam discretos (Heiki Kovalainen ficou pelo caminho na primeira volta), e Lewis Hamilton andava no meio do pelotão, tentando fazer mais uma corrida de trás para a frente. A corrida continuava, com um olho no burro (o tempo) e no cigano (os concorrentes).

Na primeira paragem, por volta da volta 22, estranha-se ver Kimi Raikonnen com pneus de chuva... extremos no seu carro. Já se tinha ouvido nos intercomunicadores de Lewis Hamilton que a chuva poderia cair dali a dez minutos, e à Ferrari, que nada tinha a perder, só podia esperar que a sua aposta estava certa. Durante três, quatro voltas, o finlandês andava devagar nas curvas, para não desgastar os pneus mais do que habitual.

De facto a aposta estava certa. Por volta da volta 26, a chuva cai, mas localizada e fraca. Tão fraca que alguns pilotos, que tinham colocado pneus extremos, tiveram de voltar atrás e colocar pneus intermédios, para poderem rolar como deve de ser. E quem tinha arriscado bem nessa altura fora o Toyota de Timo Glock, que subia lugares atrás de lugares, e estava na liderança. A confusão já se instalava, mais ainda não era o diluvio...

Esse apareceu na volta 30, em certas zonas da pista, como a recta da meta. Um acquaplaning aqui, outro acquaplaning ali... Safety Car em pista na volta 31, e por fim, duas voltas depois, o inevitável: a pista vira piscina, Sebastien Vettel e Giancarlo Fisichella entram em "acquaplanning", e nem o Safety Car podia salvar a corrida. Bandeira vermelha, e todos ficam parados. O mundo inteiro fica à espera da decisão da FIA(sco), e em Sepang, já está escuro! Carros parados, muitos pilotos fora dos cockpits, e o relógio não para: faltam menos de uma hora para o final das duas regulamentares.

Os minutos passam, e todos estão parados na recta. A chuva continua a cair, forte e feia. A visibilidade é escura como bréu, e Mark Webber, o australiano da Red Bull que é ao mesmo tempo o presidente da Grand Preix Drivers Assotiation (GPDA), andava pista fora, falando com pilotos, tentando saber o que achavam desta situação. Carros parados, alguns tapados, alguns pilotos fora dos seus cockpits, e o relógio não para... E à medida que o limite das duas horas estava perto, as pessoas chegavam à ideia de que a corrida tinha terminado, pois da FIA(sco) o silencio era ensurdecedor.

Caso isto fosse o fim, a aritmética era simples: os pilotos recebiam metade dos pontos, com a classificação final a ser determinada nas duas voltas anteriores à amostragem da bandeira vermelha. E Kimi Raikonnen, calmamente, comia um gelado nas boxes. Mas faltavam ainda 40 minutos para a hora limite...

E às 11:55, hora de Lisboa, a FIA(sco) sentencia: não vai haver regresso. A chuva não para e a escuridão já se instalava nessas paragens. Sendo assim, Jenson Button é apanhado de surpresa e ganha pela segunda vez consecutiva (é mais uma meia vitória...), com Timo Glock em segundo e o BMW de Nick Heidfeld na terceira posição. Pela primeira vez desde o GP da Austrália de 1991, iriam ser atribuidos metade dos pontos aos pilotos que tinham terminado a corrida nos lugares pontuáveis. E mais juma vez, a FIA(sco) mostrava que esta corrida, neste horário, era impraticável.

sábado, 4 de abril de 2009

Mosley esteve em Portimão

Max Mosley continua o seu "tour" por Portugal. Esta tarde, o presidente da FIA(sco) decidiu visitar o novo Autódromo de Portimão e ficou agradado com o que viu. Depois de ter visto os pontos mais interessantes do circuito, tendo como cicerone o Director do autódromo, Paulo Pinheiro, Tio Max não se conteve nos elogios:

O circuito é impressionante. É muito bonito e original. Interessante porque tem grandes diferenças de altura e curvas cegas, sendo que muitas vezes não sabemos para onde são as curvas, um pouco a exemplo do que sucede nos antigos circuitos europeus. Quanto a receber a Fórmula 1, isso não depende só de nós, mas também de um acordo comercial e é esse mesmo o primeiro passo. Havendo um acordo comercial, pelo que vi aqui em termos de segurança e por toda a infra-estrutura penso que não será difícil colocar o AIA no calendário”, explicou o Presidente da FIA(sco)


Paulo Pinheiro também era um homem feliz por receber visita tão ilustre: “Penso que este circuito deve ser um orgulho para os portugueses e é fantástico o que conseguimos em tão poucos meses. A visita da figura máxima do automobilismo mundial só nos pode deixar satisfeitos e mais ainda depois dos elogios que ele fez à pista”, referiu o responsável máximo do Autódromo Internacional do Algarve, que vai receber na próxima semana a primeira prova importante do ano, o A1GP.


P.S: Gosto da foto. A cara que ele faz quando vê o circuito, parece ser a de um boi a olhar para o Palácio. Pode ser que a sua cara de espanto seja mais um passo para o regresso da Formula 1 a Portugal!

WRC - Rali de Portugal (Dia 2)

A segunda etapa do Rali de Portugal demonstrou o costume: o francês Sebastien Löeb assumiu o comando da prova e construiu uma liderança sólida que lhe permite controlar o andamento e partir para a etapa final com fortes hipóteses de conseguir o seu quarto triunfo em tantas outras provas do Mundial deste ano.


A liderança do francês ficou decidida quando o então lider, Mikko Hirvonen, estava encarregado de abrir a estrada, e a gravilha solta nas classificativas do Alentejo e Algarve fez com que perdesse tempo em relação á concorrência. Löeb alcançou a liderança nas duas passagens pela classificativa de Almodôvar. Agora, o francês tem uma vantagem de 26,8 segundos sobre o finlandês da Ford.

"Foi um dia muito bom para mim. Senti o carro muito bom, puxei mais e pude construir esta diferença. Tenho uma boa vantagem, mas não muita. Estou muito contente. Não podia pedir mais", afirmou o piloto da Citroen no final da 13ª classificativa do rali a Vascão 2.

Pelo contrário, Mikko Hirvonen confessou que apesar de ter dado o máximo, não foi o suficiente para manter a liderança: "Dei o meu máximo, amanhã vai ser um dia muito longo e vamos tentar lutar. É tudo o que podemos fazer. Não vou abrir a estrada e pode ser benéfico", concluiu.

Atrás de Hirvonen, o actual terceiro classificado é o espanhol Dani Sordo, que viu o seu dia marcado por um pequeno erro numa especial da manhã, que lhe custou muitos segundos e o segundo lugar. Agora está a 29,6 segundos do piloto da Ford, e Sordo sabe que para tentar alcançar o segundo posto vai ser uma tarefa muito difícil. No quarto posto está o norueguês Petter Solberg, no Citroen Xsara WRC, mas está a um minuto de Sordo, completamente isolado e a fazer a sua corrida, pois o quinto classificado, o Stobart-Ford de Matthew Wilson, está também a mais de 1 minuto e 22 segundos de Solberg.

Na categoria de Produção, Armindo Araújo é o lider, com um avanço de mais de dois minutos sobre Eyvind Brynildsen. Mas o dia começou mal, pois perdeu mais de dois minutos para ele e foi batido na liderança. Contudo, à medida que as classificativas passavam, Araujo construiu um ritmo elevado, mas consistente, que lhe permitiu apanhar o piloto sueco (antes deste se despistar e desistir) e assumir a liderança do rali, sendo agora não só o melhor na sua categoria, como o melhor português, na 13ª posição da Geral.

"Como sempre disse, nunca me preocupei com os outros, com todo o respeito por eles, fiz o meu próprio rali e isso parece que está a dar resultados", começou por dizer o piloto no final da derradeira especial do dia. "Esta é a pior parte do rali. Com dois minutos de avanço, agora começo a ouvir todos os pequenos barulhos do carro. Estou muito feliz mas temos de ter calma", explicou o piloto de Santo Tirso.

O dia fica marcado pelo grave despiste do holandês René Kuipers, que a bordo de um Ford Focus, foi vitima de um acidente de viação entre as especiais 12 e 13 do Rali, quando chocaram de frente com outro veículo. Ambos tiveram de ser desencacerados pelos bombeiros, e o seu navegador, Erwin Berkhof, foi transportado de helicóptero para Lisboa, devido à extensão dos seus ferimentos. Outro acidente grave no dia de hoje occorreu na especial de Almodôvar, quando o francês Yoann Bonato, no Suzuki Swift do JWRC, saiu de estrada e atropelou um fotógrafo espanhol, fracturando-lhe um braço e as duas pernas, sendo transportado de helicóptero para o hospital.

P.S: As fotos do Armindo Araujo e do René Kuipers pertencem ao Kimi_Cris, do Galáxia-F1, que está este fim de semana a acompanhar o Rali de Portugal "in loco" e a tirar as fotos dos pilotos nas passagens pelas classificativas. Como sempre, não deixo de os aconselhar a ir ao blog dele para verem estas e outras fotos, e lerem as suas impressões sobre o que anda a passar-se por lá.

GP2 Asia - Sepang (Corrida 1)

Ao mesmo tempo que temos o GP da Malásia, decorreu esta tarde a primeira corrida da GP2 Asia Series. E os portugueses tiveram sortes diferentes. Alvaro Parente foi vitima de um mau arranque, devido a problemas mecânicos e terminou na 11ª posição, enquanto que o holandês Yelmer Buurman, no seu carro da Ocean Racing Technology, levou-o ao quinto lugar final, e em consequência, aos primeiros pontos de sempre para a equipa de Tiago Monteiro.


O calvário de Parente em Sepang começou assim que se apagaram os semáforos, pois devido a um problema de embraiagem que precipitou a entrada em funcionamento do sistema anti-stall, caiu para o 20º posto. Apesar dessas dificuldades, Álvaro Parente não baixou os braços, como é seu timbre, e encetou uma espectacular recuperação que o levou até ao décimo primeiro posto final, terminando nos escapes de Rodolfo Gonzalez, o décimo classificado.



"O arranque quase me custou a corrida, dado que o motor quase se calou e todos os carros passaram por mim. Realizei o meu pit-stop na décima primeira volta, mas este foi muito lento, pois os mecânicos tiveram que arranjar o rádio, que estava solto no carro", afirmou desapontado o jovem piloto do Porto.

Na corrida em si, o vencedor foi o brasileiro Diego Nunes, da Piquet GP, que bateu o japonês Kamui Koboyashi, da DAMS, e o inglês James Jakes, da Super Nova Racing. Curiosamente, quem também andou nesta corrida da GP2 Asia foi o luso-angolano Ricardo Teixeira, num carro da Trident Racing, onde não foi além da 17ª posição final.






A segunda corrida vai ser disputada na madrugada de amanhã.

Formula 1, Ronda 2, Malásia (Qualificação)

Segunda corrida, segunda pole-position para a Brawn GP. Jenson Button foi o melhor, tendo a seu lado o Toyota de Jarno Trulli. Esta manhã, numa qualificação onde o equilíbrio voltou a ser a nota dominante, o piloto britânico só garantiu o primeiro lugar da grelha nos momentos finais, com uma volta feita em 1.35,181 segundos, a apenas 0,092 segundos mais veloz do que o Toyota do italiano, um dos pilotos mais consistentes e rápidos nesta sessão qualificativa.

"Esta 'pole' foi mais especial do que a da Austrália. Conseguir uma 'pole' é muito difícil mas duas é fantástico e é uma prova de que o carro é bom em qualquer tipo de pista", disse Button na conferência de imprensa após a qualificação. Jarno Trulli é também outro piloto optimista para amanhã, apesar de ter ficado um pouco surpreso com a performance de hoje: "Foi uma grande luta com o Jenson e espero continuar amanhã, o carro funciona bem, mas sinceramente não esperava estar aqui, uma vez que ontem tivemos muitas dificuldades com o acerto do carro", declarou o veterano piloto de Pescara. Veremos é se conseguem andar bem à chuva...

Sebastien Vettel foi terceiro na tabela de tempos, mas vai largar da 13ª posição, devido á penaliação aplicada pelos comissários devido ao seu incidente com Robert Kubica no GP da Austrália. Por isso, Vettel confessou-se "triste por ter de perder tantos lugares na grelha com um carro que funciona tão bem, mas tenho de me concentrar na corrida".

Rubens Barrichello foi quarto, mas também vai perder cinco lugares na grelha, devido ao facto de ter trocado a caixa de velocidades na sessão de ontem. Logo, o terceiro lugar da grelha vai pertencer ao piloto que ficou... na quinta posição. Timo Glock, na Toyota, seguido pelo Williams de Nico Rosberg, o Red Bull de Mark Webber e o BMW Sauber de Robert Kubica. Curiosamente, os oito melhores tempos foram conseguidos por carros sem o dispositivo KERS...

Em relação à antiga ordem, Kimi Raikonnen foi o melhor, ao ser nono na grelha, mas a Ferrari cometeu erros de calculo em relação a Felipe Massa, pois este falhou a entrada na Q2, acabando na 16ª posição da grelha de partida, provavelmente uma das piores desde que está na marca dop Cavalino Rampante. Atrás de Raikonnen ficou Fernando Alonso, que conseguiu meter o seu Renault R29 "Ornitorrinco" no "Top Ten", enquanto que Lewis "Pinóquio" Hamilton, que esteve nas bocas do mundo esta semana, vai partir do 13º lugar na grelha, a apenas 0,019 segundos do seu companheiro, Heikki Kovalainen.

Amanhã é dia de corrida. E eventualmente vai ser corrida em situação de dilúvio...