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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Youtube Motoring Video: O Que Aconteceu a Jacques Villeneuve?

No ano em que ele comemora 50 anos de vida (o aniversario é a 9 de abril), Jacques Villeneuve tornou-se alguém que, de amado passou a ser... incómodo. Especialmente alguém que, em meros três anos, conseguiu um título na CART, a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, onze vitórias em Grandes Prémios e claro, o título mundial de 1997, depois de uma batalha com Michael Schumacher, que acabou em Jerez, com uma manobra altamente controversa.

Contudo, depois disso, foi apenas um deslizar para baixo. A aventura da BAR não correu muito bem, especialmente uma desastrosa temporada de 1999 onde conseguiu... zero pontos, passando pela sua aventura na Sauber, em 2005 e 2006, que foi discreta, e depois foi um conjunto de aventuras em diversos monolugares - desde NASCAR à Formula E, sem resultados - e claro, as sua opiniões sempre abrasivas sobre este ou aquele piloto, esta ou aquela situação, fizeram erodir completamente a sua simpatia por ele, e ser o filho de alguém como Gilles Villeneuve.  

Assim sendo, o Josh Revell fez um video - bem longo, mais de meia hora! - onde fala sobre ele e as múltiplas coisas que andou a fazer ao longo da sua vida. Acho que vão gostar. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

GP Memória: Uma introdução sobre a temporada de 2003

Há precisamente quinze anos, começava em Melbourne uma das temporadas mais equilibradas dos tempos recentes na Formula 1. Apesar desse equilíbrio ter acontecido depois de uma das temporadas mais dominadoras da categoria, o resultado acabou por ser o mesmo: Michael Schumacher conquistou ali o seu sexto mundial de pilotos, tornando-se no mais vencedor dos campeões. E no ano seguinte, em nova dominação, elevaria o seu total pessoal para sete campeonatos.

Contudo, esta foi uma temporada equilibrada, com corridas caóticas, e oito vencedores diferentes. E também foi a temporada em que vimos surgir dois dos pilotos que iriam brilhar na década a seguir: o finlandês Kimi Raikkonen e o espanhol Fernando Alonso, bem como a consagração de outros pilotos como Juan Pablo Montoya.

Hoje é uma introdução a esse campeonato marcante, que faz agora 15 anos sobre o seu começo.


ALTERAÇÃO DAS REGRAS


Em 2002, a Ferrari dominou completamente o campeonato: vencedor em 15 das 17 corridas da temporada, resolveu cedo a luta entre eles, especialmente depois do episódio do GP da Áustria, onde Rubens Barrichello abdicou da vitória para Michael Schumacher nos últimos metros, perante os olhares do mundo. Schumacher conseguiu 144 pontos, contra os 77 do seu companheiro de equipa, e ficou a 94 pontos do terceiro classificado, o escocês David Couthard. 

E no campeonato de Construtores, não se falava: a Ferrari tinha obtido 221 pontos, contra os... 92 da McLaren! 

Assim sendo, a FIA, então chefiada por Max Mosley, decidiu mexer em algumas regras para evitar novo domínio da Ferrari. A qualificação iria ser agora feita numa única volta para dar maior espectacularidade, e o sistema de pontuação seria modificado, pela primeira vez desde 1960, com uma ligeira alteração em 1990, acrescentando um ponto ao vencedor. Dos seis primeiros, agora seriam oito os que acabariam por pontuar, com o vencedor a conseguir dez pontos, e o segundo levava oito para casa, o terceiro seis, o quarto cinco, o quinto quarto, o sexto três, o sétimo dois e o oitavo um.

Para além disso, as sextas-feiras seriam usadas para dar maior quilometragem a carros e pilotos, sendo totalmente dedicados a treinos livres e preparar o carro para a sessão de qualificação no sábado. Mexer nos pontos significaria que o título seria decidido mais tarde na temporada, quase na última corrida do ano, pois a diferença entre o primeiro e o segundo seria apenas de dois pontos.

Para além disso, haveria uma medida de segurança importante para os pilotos: depois de um teste no ano anterior, a FIA aprovou o sistema HANS (Head and Neck Support), um sistema que segurava no seu lugar a cabeça e pescoço do piloto, especialmente em termos de impactos contra a parede e impedissem, entre outros, mortes devido a fraturas na base do crânio. A medida, porém, contou com algumas queixas de pilotos como Rubens Barrichello e Jacques Villeneuve, que se queixavam de, entre outros, tonturas na cabeça. Mas de resto, os pilotos adaptaram-se rapidamente ao novo dispositivo.


AS EQUIPAS EM DISPUTA


Sem a Arrows, que abandonou a Formula 1 a meio do ano, depois de 26 temporadas ao mais alto nível, iriam existir dez equipas a lutar pelo campeonato. Se na Ferrari, Williams e McLaren, tudo ficava na mesma - Schumacher e Barrichello na Scuderia, Raikkonen e Coulthard pelas máquinas de Woking e Montoya e Ralf Schumacher pela equipa de Grove, havia alterações no resto do pelotão.

Começa-se pela Toyota, que trocou a dupla do ano anterior, constituida por Mika Salo e Alan McNish, por uma nova, constituída pelo francês Olivier Panis, que vinha da BAR-Honda, e pelo brasileiro Christian da Matta, que tinha vindo da IndyCar, depois de ter sido vencedor no ano anterior em terras americanas. E esperava-se que o TF103 fosse uma melhor máquina do que a do ano anterior.

Na Renault, Jenson Button saía de cena para dar lugar a um jovem espanhol, então com 21 anos, e que tinha andado em 2001 pela Minardi: Fernando Alonso. Tinha ficado de fora em 2002, como piloto de testes, e Flávio Briatore esperava que ele fosse aquilo que andava a prometer nas categorias inferiores. E Jarno Trulli iria ser o seu companheiro de equipa.

A Jaguar iria ter uma dupla totalmente nova, constituída pelo australiano Mark Webber, que vinha da Minardi, e pelo brasileiro Antônio Pizzonia. Na BAR, Jacques Villeneuve iria ter a companhia de Takuma Sato, que tinha estado na Jordan na temporada anterior. Já na Sauber, Felipe Massa saia para ser piloto de testes da Ferrari, enquanto que para o seu lugar ia o veterano alemão Heinz-Harald Frentzen, que tinha ficado sem lugar depois da falência da Arrows. E ele fazia companhia a Nick Heidfeld.

Na Jordan, que perdia os motores Honda e os trocava pelos Ford, Giancarlo Fisichella iria ter a companhia do irlandês Ralph Firman Jr, filho de um dos fundadores do construtor de chassis Van Diemen (o outro é o australiano Ross Ambrose, o pai do piloto Marcus Ambrose). Contudo, na equipa de Eddie Jordan, depois de terem perdido o apoio da Honda, era o sinal da decadência sda sua equipa, depois dos bons momentos que tinha vivido desde 1998.

Na Minardi, Jos Verstappen alinhava com o britânico Justin Wilson ao seu lado. E Wilson era provavelmente um dos pilotos mais altos do campeonato, pois tinha 1,93 metros. E claro... teria de arranjar um chassis só para ele.

No final, estava desenhado o cenário para aquela que viria a ser uma das temporadas mais interessantes da história da Formula 1. Mas nesta altura, aquilo que se esperava era que o domínio da Ferrari fosse um pouco mais atenuado...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O efeito Sroll

Lance Stroll (e os 72 milhões que o seu pai gastou até agora) causaram consequências no Canadá. Para além de terem o seu primeiro piloto na Formula 1 em onze anos, depois de Jacques Villeneuve, os organizadores do GP do Canadá disseram que a Formula 1 andará por ali não só em 2017, mas também nos anos seguintes. Apesar de ser uma corrida popular, num circuito popular como é o Gilles Villeneuve, em Montreal, a sua realização sempre esteve na corda bamba por causa do (muito) dinheiro que Bernie Ecclestone exige aos organizadores.

Contudo, a entrada de Stroll fez com que as empresas locais começassem a investir no Grande Prémio e os organizadores estão mais confiantes de que a corrida ficará no lugar por muitos e bons anos.  “A única coisa que posso dizer é que está iminente o anúncio [da permanência em 2017] e neste momento já falamos sobre a permanência a longo prazo”, afirmou o promotor François Dumontier.

Quem também anda a elogiar Stroll é o próprio Jacques Villeneuve. Apesar das cautelas que ele tem sobre ele acerca do facto de ser filho de milionário, ele não tem culpa por ser quem é. “Eu disse que o dinheiro não compra talento e mantenho essa afirmação”, disse Villeneuve ao Journal de Montreal. “Mas o dinheiro não significa que não tenhas talento", continuou.

Analisando a sua carreira, Villeneuve disse que a sua vitória na Formula 3 não é curriculo que chegue para dizer que tem talento, e o seu sucesso pode não ser imediato, pois em 2017, ele irá mais para aprender alguma coisa. 

“Existem tantos pilotos que venceram a Formula 3, mas nada daí em diante. E outros que nada fizeram na Fórmula 1 e foram lá bater. Resta saber como o Lance irá evoluir psicologicamente na Fórmula 1. Ele já não vai ser protegido pelo pai e terá antes que lidar com as situações sozinho. Ele é muito rápido e talentoso, mas ainda não aprendeu a sofrer. O Lance lutou para vencer corridas, mas ainda não lutou para sobreviver no desporto motorizado. Ainda não terminou a sua aprendizagem, e estou ansioso por ver como irá reagir”.

E no final, elogiou o seu pai Lawrence, pelas suas escolhas: “Ele fez as opções corretas e foi capaz de preparar o seu filho, que em troca correspondeu”.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A imagem do dia

Há precisamente vinte anos, a Formula 1 passava por Portugal pela última vez. Foi uma boa corrida, ganha por Jacques Villeneuve, numa dobradinha da Williams. O piloto canadiano brindou-nos com uma ultrapassagem que fazia lembrar as que o seu pai fazia, quase quinze anos antes. 

Ultrapassar Michael Schumacher por fora, na Parabólica, estava ao alcance de muito poucos, e ao longo da sua longuissima carreira, poucos conseguiram ultrapassar o alemão, e somente dois passaram de maneira espectacular. Jacques ultrapassou dessa forma, e quatro anos depois, em Spa-Francochamps, Mika Hakkinen conseguiu uma ultrapassagem tão boa como essa, que nos fez encher o olho.

Depois disto, foi o deserto. Construimos outra pista, mas muitos gostavam que a Formula 1 regressasse ao Estoril. Considero que a chance existe, mas apenas só poderá ser considerada uma vez que se mude completamente a politica de calendarização atual, onde se deixe de procurar dinheiro e comece a procurar por espectadores.  

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Noticias: Reinaugurado monumento a Gilles Villeneuve em Imola

Já se passaram 34 anos, mas a memória de Gilles Villeneuve continua viva, pelo menos em Itália. Em Imola, existe um monumento na zona da curva com o seu nome, inaugurada em 1983, mas que se tinha vindo a degradar-se com os anos. Ontem, porém, foi reinaugurado, depois de ter passado por uma restauração, com a presença do seu filho Jacques Villeneuve, que manifestou admiração pelas pessoas que acorreram para a reinauguração do monumento.

"Eu estou muito surpreso", começou por dizer Jacques Villeneuve. "Eu não esperava ver tantas pessoas e tanta paixão, é um sinal de que a memória do meu pai ainda está vivo no coração dos fãs. Quero agradecer a todos por este dia maravilhoso", concluiu.

Umberto Selvatico Estense, presidente da Formula Imola, recordou o piloto canadiano da seguinte forma.

"Pensando em Gilles Villeneuve, as primeiras palavras que me vêm à mente são 'Audaz como Nuvolari!' Estas palavras foram ditas pelo comendador Enzo Ferrari, e não qualquer um! A citação porque, para aqueles que não viveram aqueles momentos, acho que não há melhor maneira de revivê-los através de suas próprias palavras e porque acredito que se Ferrari não se tivesse apaixonado por este piloto, o mito Villeneuve nunca teria existido", começou por afirmar. 

"E então posso acrescentar que os pilotos, para nós aqui na Emilia-Romagna, que pertenciam ao mesmo povo apaixonado que "Drake" [outro apelido para Enzo Ferari], estão sempre com os seus "Herois" com H grande. Gilles Villeneuve nunca ganhou um campeonato mundial de Fórmula 1, mas a cada corrida que ele disputou, foi um campeão moral para aqueles que o amavam. E, portanto, como nos lembramos das batalhas de um herói, temos também de lembrar este piloto fantástico que arrastou multidões".

O monumento tem a inscrição "Salut Gilles", e tem a seu lado uma árvore de acer, cujas folhas são o símbolo nacional do Canadá.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Formula E: Villeneuve não descarta retorno, mas...

... não está ativamente à procura de um lugar, admite o canadiano. Depois de ter participado em três provas nesta temporada, ao serviço da Venturi, sem resultados, Jacques Villeneuve foi subsituido por Mike Conway para o resto do ano. Contudo, o filho de Gilles Villeneuve, atualmente com 45 anos, não descarta a ideia de um retorno, mas não em breve.

"Não estou a perseguir um assento de corrida", disse o canadiano ao site Motorsport.com. "Um jornalista britânico perguntou-me se eu estaria interessado em fazer um regresso na Fórmula E, e eu obviamente disse que sim. Mas neste momento, não houve nenhum contato com as equipes nesse sentido. Absolutamente nada", continuou.

Villeneuve, no entanto, admitiu que, caso apareça uma clara oportunidade para retornar à Fórmula E, estaria aberto à ideia - especialmente quando se sabe que a competição visitará Montreal em julho do ano que vêm, numa rodada dupla.

"Bem, estaria interessado", afirmou. "Minha primeira temporada terminou cedo demais. Seria divertido para voltar, mas eu não tenho trabalhado na ideia, para lhe ser honesto. Se alguém me perguntar se eu gostaria de voltar, eu vou dizer que sim, mas não vai acontecer amanhã", concluiu.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

GP Memória - França 1996

Duas semanas depois de terem estado em paragens canadianas, a Formula 1 atravessava de novo o Atlântico e estava em paragens francesas. Enquanto que na Forti, as coisas iam de mal a pior, apesar da compra da equipa pela misteriosa Shannon... a Renault aproveitava o fim de semana francês para anunciar que iria embora da Formula 1 no final da temporada de 1997. Tinham dominado tudo desde o seu regresso, sete anos antes, e agora era a altura de abandonar pela porta grande, enquanto venciam campeonatos de construtores com a Williams.

A qualificação ficou marcada pela saída de pista de Jacques Villeneuve, que perdeu o controle do seu Williams na curva Estoril, batendo nos pneus. O carro ficou danificado, mas foi reconstruido a tempo do canadiano poder correr.

No final da qualificação, Michael Schumacher conseguiu a pole-position para a Ferrari, com Damon Hill a seu lado. Na segunda fila ficaram os Benetton-Renault de Jean Alesi e Gerhard Berger, enquanto que na terceira, Mika Hakkinen ficava com o quinto melhor tempo, na frente de Jacques Villeneuve. David Coulthard era o sétimo, no segundo McLaren, seguido pelo Jordan de Martin Brundle. A fechar o "top ten" ficaram o Ligier de Olivier Panis e o segundo Jordan-Peugeot de Rubens Barrichello.

Eddie Irvine chegou a ficar com o décimo melhor tempo, mas foram-lhe retirados os tempos quando se descobriu irregularidades nas suas asas. 

A corrida para Schumacher, contudo, terminou ainda antes de começar, quando o seu motor Ferrari explodiu. Na partida, Damon Hill aproveitou a ocasião para ficar na frente e... afastar-se dos seus adversários. Jacques Villeneuve tentava chegar mais adiante, mas tinha os carros da Benetton no seu caminho, o que lhe dificultava a tarefa.

Na quinta volta, o mau dia da Ferrari ficava completo quando Eddie Irvine encostou de vez, com a caixa de velocidades partida.

Passado algum tempo, Villeneuve conseguiu livrar-se dos Benetton, passando Berger, e depois Alesi, ficando com o segundo posto. Contudo, ele estava demasiado distante de Damon Hill para o apanhar, e a luta pela liderança já tinha ficado decidida.

No final, Hill foi o grande vencedor, com Villeneuve um pouco mais perto, a seis segundos. Jean Alesi completou o pódio, seguido por Gerhard Berger, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram os McLaren de Mika Hakkinen (que ficou sem a primeira e segunda velocidades a partir da volta 30...) e David Coulthard. Com isto, a diferença entre os dois pilotos da Williams era agora de 25 pontos, e com metade da temporada, o britânico já caminhava alegremente para o título... 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Seis pilotos que nunca venceram em Montreal

O que Gilles Villeneuve, Thierry Boutsen, Jean Alesi, Lewis Hamilton, Robert Kubica e Daniel Ricciardo tem em comum? Todos venceram ali pela primeira vez na Formula 1. Mas provavelmente isso é algo do qual já deve saber. Mas provavelmente o que pode não saber é que há pilotos que nunca venceram naquele circuito, e alguns deles são campeões do mundo! 

A corrida canadiana é um local onde houve muita variedade em termos de vencedores, mas Michael Schumacher, o mais vencedor deles todos, com sete triunfos entre 1994 e 2004. Mas entre muitos dos vencedores da Formula 1, houve quem não tenha conseguido entrar nessa variedade, por algum motivo. Aqui aparecem cinco histórias de pilotos que tentaram sempre, mas não conseguiram nunca. 


1 - Niki Lauda


O piloto austríaco, tricampeão mundial - e um dos poucos pilotos cuja vida deu um filme - nunca subiu ao lugar mais alto do pódio. A sua primeira corrida, em 1972, acabou em... desclassificação, e na segunda, no ano seguinte, deu nas vistas, liderando boa parte da corrida no seu BRM, até ter um problema na bomba de combustível, quando seguia no quinto posto.

Nos anos seguintes, pela Ferrari, Lauda nunca teve grande sorte em paragens canadianas, e em 1975 não houve corrida, o que poderia ter dado azo para consagrar-se no seu primeiro campeonato do mundo. em 1977, despediu-se da Ferrari ainda antes da corrida de Mosport, o que fez antecipar a estreia de Gilles Villeneuve na Scuderia. E em 1979, Lauda escolheu o Canadá para retirar-se da Formula 1 pela primeira vez, depois de uma temporada frustrante na Brabham.

O seu único resultado relevante aconteceu em 1984, quando foi segundo classificado, a bordo do seu McLaren-TAG Porsche, numa corrida ganha pelo seu antigo companheiro de equipa, Nelson Piquet.


2 - Keke Rosberg


Entre 1978 e 1986, Keijo "Keke" Rosberg participou em sete corridas em paragens canadianas, e em nenhuma delas, se ouviu o hino finlandês. A razão? Por vezes, os carros que tinha em mãos, outras, por estar no lugar errado à hora errada. Nos primeiros anos, a bordo de carros como a ATS, Wolf e Fittipaldi, não se qualificou em 1979 e 81, mas na segunda parte, quando correu pela Williams, e depois McLaren, foi um pouco melhor: quartos lugares em 1983, 1985 e 1986.

Aliás, na edição de 85, a bordo do seu Williams FW10, Rosberg foi protagonista de um momento espectacular quando conseguiu controlar um pião na zona do "hairpin", evitando bater no guard-rail, rumando depois para o quarto posto final.

Curiosamente, o seu filho Nico ainda não subiu ao lugar mais alto do pódio em terras canadianas... será que conseguirá este domingo? 


3 - Jacques Villeneuve


As tentativas de Jacques Villeneuve de emular o sucesso do seu pai foram muitas mas todas terminaram sem que ele subisse ao lugar mais alto do pódio na corrida "caseira". Se o seu pai, Gilles, estreou-se ali na galeria dos vencedores, já o filho Jacques, nascido no Quebec, nunca teve essa chance, apesar das passagens por Williams, BAR, Renault e Sauber-BMW.

A sua primeira passagem por terras canadianas, em 1996, foi promissora, quando chegou no segundo posto e com a volta mais rápida no seu bolso. Mas isso viria a ser o seu melhor lugar, pois nos anos seguintes, isso viria a não acontecer. Entre muitas desistências, não voltou a pontuar. A única vez em que esteve próximo foi em 2005, quando chegou na nona posição, à porta dos pontos.


4 - David Coulthard

Senhor de uma carreira bem longa na Formula 1 - tal como os dois pilotos que apresentarei a seguir - o piloto escocês com passagens pela Williams, McLaren e Red Bull, nunca fez tocar o "God Save the Queen" nas quinze temporadas que esteve na categoria máxima do automobilismo.

A sua primeira passagem por terras canadianas, em 1994, foi importante porque foi ali que conseguiu os seus primeiros pontos, com um quinto lugar. Voltaria a pontuar em 1996, já na McLaren, com um quarto posto, e teve de esperar seis anos, até 2002, para subir ao pódio, com um segundo lugar. Pelo meio, teve uma pole-position em 1998, mas não terminou as corridas até ali.

Já na Red Bull, pontuou em 2005 e 2006, e foi em 2008 que o escocês subiu de novo ao pódio, com um terceiro lugar. O último de 62 pódios recolhidos ao longo da sua carreira.


5 - Rubens Barrichello


Entre 1993 e 2011, Rubens Barrichello foi um dos pilotos com a carreira mais extensa na história da Formula 1, com treze vitórias, mas nenhuma delas foi em terras canadianas, apesar das tentativas que fez e dos pódios que alcançou, ao serviço de equipas como Jordan, Stewart, Ferrari, BAR, Honda, Brawn GP e Williams.

O seu primeiro resultado relevante foi em 1995, quando foi segundo classificado, e conseguindo ali o seu segundo pódio da sua carreira. Só iria voltar a pontuar três anos depois, a bordo de um Stewart.

Já na Ferrari, Barrichello subiu ao pódio nas edições de 2000 (segundo), 2002 (terceiro), 2004 (de novo em segundo), 2005 (outra vez em terceiro), mas sem vencer. Em 2008, foi sétimo, a bordo do seu Honda, e em 2011, foi nono, a bordo da sua Williams.


6 - Felipe Massa


Tal como Barrichello, Felipe Massa tem uma carreira bem grande na Formula 1 - está a correr desde 2002 na categoria máxima do automobilismo - mas subir ao lugar mais alto do pódio em terras canadianas é algo que nunca conseguiu. Aliás, para sermos honestos, Felipe Massa nunca subiu ao pódio em terras canadianas!

O seu primeiro resultado relevante foi em 2005, quando Massa terminou a corrida na quarta posição, a bordo do seu Sauber, e no ano seguinte, a primeira na Ferrari, chegou ao fim na quinta posição. Só voltaria a pontuar em 2008, com um quinto posto, e sextos lugares em 2011, 2013 e 2015.

Claro, a sua carreira ainda está algo longe do fim, mas numa altura em que o Brasil vive um jejum de sete anos sem vitórias na Formula 1, não parece que esteja perto de acontecer. 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quatro pilotos que passagem pela Formula 1... e ganharam em Indianápolis

Alexander Rossi não foi o primeiro, e de certeza não será o último piloto a vencer em Indianápolis com passagens pela Formula 1. A categoria máxima do automobilismo foi sempre um magneto para atrair os melhores pilotos do mundo, mas as corridas na "Brickyard" sempre atraíram esses pilotos, e por vezes, a atração era suficientemente forte para que eles voassem para os Estados Unidos em detrimento do GP do Mónaco, quando ambos coincidiam no calendário. Durante muitos anos, as 500 Milhas de Indianápolis foi a prova mais rica do mundo, e em 1965, quando Jim Clark foi o vencedor, num Lotus 38, ele recebeu 166 mil dólares, uma soma considerável na época, quando os pilotos ganhavam em média, seis mil dólares por... temporada.

Mas Clark, Graham Hill (no ano seguinte), Mário Andretti (em 1969) e Rossi não foram os únicos pilotos com passagem pela Formula 1 e que venceram no "Brickyard". Já houve outros vencedores, alguns dos quais com passagens dramáticas por lá, mas outros com imenso prestigio também andaram por ali, e sem grande sucesso. Por hoje, recordo cinco dos que tiveram passagens em ambas as competições... e nem todos são americanos.


1 - Mark Donohue


Donohue foi um dos grandes pilotos do automobilismo americano no final dos anos 60 e inicio dos anos 70. Vencedor da Can-Am e da Trans-Am, foi um dos melhores na USAC, o campeonato de monopostos existente na altura. O primeiro grande piloto de Roger Penske, Donohue começou a correr no "Brickyard" em 1969, terminando a corrida na sétima posição e sengo o "rookie" do ano. No ano seguinte andou melhor, acabando no segundo lugar.

Contudo, a sua coroa de glória foi a temporada de 1972, quando a bordo de um McLaren-Offy, ele cruzou a meta no primeiro lugar, sendo o primeiro piloto a vencer ao serviço da Penske e com um chassis McLaren. Depois de vencer mais um título na Can-Am, vai para a Formula 1 em 1974, acompanhando Roger Penske, acabando por morrer num acidente no GP da Áustria de 1975.


2 - Danny Sullivan


Danny Sullivan foi um piloto que quis ter sucesso na Europa em vez de ser nos Estados Unidos. Nascido a 9 de março de 1950, teve vários empregos para sustentar o seu sonho - em deles foi o de taxista... em Nova Iorque - foi correr para a Europa aos 21 anos, antes de chegar à Formula 1 em 1983, ao serviço da Tyrrell, onde conseguiu como melhor resultado um quinto lugar... no GP do Mónaco.

Depois disto, Sullivan decidiu ir para a CART, e começou logo a ser um dos mais velozes do pelotão. Em 1985, participava pela segunda vez nas 500 Milhas de Indianápolis e tinha acabado de passar Mário Andretti, na volta 120, quando perdeu o controle do seu Penske, entre as curvas 1 e 2. Miraculosamente, não bateu no muro e voltou para a corrida, sem grandes estragos nos pneus. Sullivan depois foi atrás de Andretti e ficou de novo com a liderança, aguentando até à meta. Foi um "spin and win" (despiste e vitória) que o catapultou para a imortalidade.

Sullivan viria depois a vencer o campeonato em 1988 e continuou a ser competitivo até 1995, altura em que se retirou da competição. 


3 - Emerson Fittipaldi


Emerson dispensa apresentações. Duas vezes campeão do mundo de Formula 1, primeiro pela Lotus e depois pela McLaren, curiosamente, teve a sua primeira experiência em Indianápolis no final de 1974, pouco tempo depois de ter sido campeão do mundo, no McLaren que deu a vitória a Johnny Rutheford, naquele ano. Fittipaldi afirmou ter ficado "assustado" com a experiência, mas em 1984, dez anos depois, estava a andar nas ovais americanas e a mostrar o seu talento.

Em 1989, Fittipaldi corria pela Patrick Racing quando disputou as 500 Milhas de Indianápolis. Até então, a sua melhor participação tinha sido um segundo lugar na edição anterior, mas em 1989, a disputa foi com Al Unser Jr, um dos melhores pilotos de então. A corrida foi decidida na penúltima volta, quando Emerson tentou ultrapassá-lo, mas este acabou numa colisão entre os dois, prejudicando o americano. Ele tornou-se, então, no primeiro estrangeiro a vencer desde 1966, com Graham Hill, e o primeiro brasileiro a vencer por ali. 

No final daquele ano, Emerson tornou-se também no primeiro estrangeiro a vencer a CART, e tal como acontecera anos antes com a Formula 1, pavimentou o caminho de muitos mais brasileiros a chegar à categoria americana.  


4 - Jacques Villeneuve


O filho de Gilles Villeneuve começou a carreira na Europa, mas depois tentou a sua sorte na América, acabando por se estrear na CART em 1994, e em consequência, nas 500 Milhas, onde acabou na segunda posição, atrás de Al Unser Jr. Contudo, no ano seguinte, Villeneuve esteve melhor com o seu carro da Team Green, com o mítico número 27 usado pelo seu pai durante parte da sua carreira.

Na corrida, marcada pelo choque da não-qualificação dos Penske de Emerson Fittipaldi e do vencedor do ano anterior, Al Unser Jr, Villeneuve teve as suas polémicas, quando na volta 37, se envolveu com um incidente com o Pace Car, passando-o por duas vezes, desconhecendo que era o líder da corrida - ele queria reabastecer-se, pois tinha pouco combustível. A organização decidiu penalizá-lo em... duas voltas, mas naquele ano, caindo para a 27ª posição. Contudo, a corrida tinha sido muito atribulada, devido aos vários acidentes, e o canadiano conseguiu recuperar uma das voltas na 84ª passagem pela meta.

Na volta 124, quando o Pace Car voltou a entrar devido a um problema com o carro da André Ribeiro, Villeneuve já andava na volta do líder e recuperava lugares atrás de lugares e a onze voltas do fim, era segundo, atrás do seu compatriota Scott Goodyear. Contudo, o pace-car ia devagar, quando ia na curva 4 e, lembando-se da penalidade anterior, abrandou, enquanto que Goodyear ia de prego a fundo, passando pelo carro antes de este entrar nas boxes. Resultado: Goodyear foi penalizado em uma volta, e Villeneuve ganhou.

Tal como Fittipaldi, no final daquele ano, Villeneuve foi o campeão da CART e teve um teste na Williams, do qual foi mais do que suficiente para o convencer a correr na categoria máxima do automobilismo, pela porta grande. No final de 1997, ele seria campeão. 

domingo, 29 de maio de 2016

Oito campeões que nunca ganharam no Mónaco (parte 2)

(continuação do capitulo anterior)


Na segunda parte da matéria sobre os campeões que nunca venceram no Mónaco, falo dos piltoos que nos anos 80 e 90 foram dos melhores, mas que nunca conseguiram aparecer no lugar mais alto do pódio. E dois deles são filhos de campeões do mundo cujos pais, juntos, conseguiram seis vitórias nas ruas do Principado, mas os filhos não conseguiram... nada.

Mas também falarei de dois pilotos que preencheram boa parte do imaginário da década de 80 na categoria máxima do automobilismo, mas que em termos de glória suprema em termos de Principado, nunca a alcançaram.



5 - Nelson Piquet


Ao contrário do seu compatriota - e arqui-rival - Ayrton Senna, Nelson Piquet, tal como o seu compatriota Emerson Fittipaldi, nunca subiu ao lugar mais alto do pódio nas doze temporadas em que participou no GP do Mónaco, entre 1979 e 1991. 

Se a partir de 1984, apanhou Senna no seu melhor, antes até teve algumas participações honrosas, como um terceiro posto em 1980, um segundo posto três anos depois - depois de conseguir a pole-position - e oitro em 1987, atrás de... Ayrton Senna, que vencia ali pela primeira vez, no seu Lotus-Honda. 

E pelo meio, Piquet teve alguns sustos, como em 1985, quando bateu com o Alfa Romeo de Ricciardo Patrese.   


6 - Nigel Mansell


O "brutânico", com uma extensa carreira nas ruas monegascas entre 1981 e 1992, pela Lotus, Ferrari e Williams, nunca foi feliz por ali, acabando muitas vezes por bater, vitima dos seus excessos. Em 1984, liderou a corrida à chuva, mas bateu na subida para a curva Massenet, acabando por desistir e de uma certa forma, cavar a sua porta de saída da equipa de Colin Chapman.

Na Williams, as coisas até foram um pouco melhores, mas a vitória sempre lhe escapou. A mais famosa delas todas foi em 1992, quando Mansell liderava com mais de 40 segundos de avanço quando sofreu um furo a poucas voltas do fim, tendo de ir às boxes e ficado trancado atrás de Ayrton Senna. As suas tentativas desesperadas de o passar ficaram na história, mas teve de se contentar com o segundo posto, o mesmo lugar que tinha conseguido no ano anterior, outra vez atrás de Senna.  


7 - Damon Hill


Filho de Graham Hill, o "principe do Mónaco", vencedor de cinco corridas nas ruas do Principado, Damon Hill nunca alcançou o sucesso do pai no "quintal" onde o seu pai dominou nos anos 60. Entre 1993 e 1999, Hill nunca venceu e a sua melhor participação aconteceu nas edições de 1993 e 1995, ambas ao serviço da Williams, onde foi segundo classificado.

Na sua primeira participação, em 1993, acabou atrás de Ayrton Senna, que vencia ali pela sexta vez e via-o bater o recorde do seu pai, igualado no ano anterior. Dois anos depois, Hill repetiu o segundo posto, batido por Michael Schumacher, e depois de fazer a pole-position.

A partir dali, e tirando um oitavo lugar na edição de 1998, onde já corrida pela Jordan, nunca mais terminou qualquer corrida nas ruas do Principado, embora tenha tido uma grande chance de vitória em 1996, mas o seu motor Renault V10 não o deixou.   


8 - Jacques Villeneuve


Gilles Villeneuve, o seu pai, venceu ali em 1981, numa vitória celebrada pelos seus fãs, mas o seu filho nunca conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio ao longo do tempo em que esteve na Formula 1, entre 1996 e 2006, com interrupção em 2004. 

O seu melhor lugar de sempre nas ruas do Principado foi em 2001, com um quarto lugar, ao serviço da BAR-Honda, superando o quinto lugar que alcançou em 1998, quando guiava o seu Williams. Mas de resto, todas as suas participações acabaram ora fora dos pontos, ora nos rails de proteção, ora vitima de algum problema mecânico no seu carro.

domingo, 8 de maio de 2016

Quando mudar a meio do ano fez bem... ou nem tanto (Parte 3)

(continuação do capitulo anterior)

Na terceira (e última) parte desta série de trocas a meio da temporada, vamos para as últimas duas décadas e meia, incluindo a primeiras duas grandes trocas do qual a Red Bull se tornou famosa na Formula 1.


11 - Michael Andretti/Mika Hakkinen (1993)


Em 1993, Ayrton Senna andava indeciso sobre se iria ficar ou correr na McLaren, mas Ron Dennis não perdeu tempo em arranjar um piloto que o poderia substituir. O americano Michael Andretti, filho de Mário Andretti, era uma espécie de "vingança" da Formula 1 sobre a CART, ao tirar um dos seus pilotos mais proeminentes, depois de Nigel Mansell ter trocado as pistas europeias pelas americanas.

Depois de algum tempo, Senna decidiu ficar - a troco de um milhão de dólares por corrida - e começou a "devastar" o americano, que nitidamente tinha um problema de adaptação à Europa. Enquanto que Senna vencia corridas e era a verdadeira oposição à Williams, Andretti apenas conseguia três pontos até à prova de Monza, onde deu um ar da sua graça e conseguiu um terceiro lugar. 

Mas já era tarde para convencer Dennis, que trocou pelo finlandês Mika Hakkinen no GP de Portugal. Ali, o jovem piloto, com passagem pela Lotus, andou a par de Senna desde a primeira corrida e conseguiu um terceiro lugar no Japão, demonstrando a sua rapidez e um passaporte para ficar na equipa de Woking até ao final da sua carreira, em 2001.



12 - Jan Magnussen/Jos Verstappen (1998)



O pai de Kevin Magnussen é um dos melhores exemplos de talento desperdiçado. Certo dia, Ron Dennis contou que tinha aberto a sua mala de viagem para descobrir aquilo que considerou como "a mais desarrumada mala que tinha alguma vez visto. Se ele era assim para arrumar uma mala, imagino como seria a mente dele", concluiu.

Piloto de testes da McLaren, fez uma corrida pela equipa de Woking no final de 1995, quando Mika Hakkinen teve de ser operado devido a uma apendicite. Contudo, Magnussen queria correr, e conseguiu a sua chance em 1997, quando alinhou na Stewart Racing, a equipa de Jackie Stewart. Contudo, não teve muitas chances de brilhar, não só devido à fragilidade do seu carro, como também ao seu estilo fraco de condução. Tanto que Stewart o aconselhou a fazer umas lições de condução com ele (!). 

Quando por fim, Jan Magnussen conseguiu tirar partido do carro, veio tarde. O sexto lugar no GP do Canadá aconteceu irónicamente na sua última corrida pela equipa, sendo substituído por Jos Verstappen, pai de Max. Não fez grande coisa em termos de resultados - não pontuou nessa temporada. 


13 - Jacques Villeneuve/Robert Kubica (2006)


Jacques Villeneuve nunca mais foi o mesmo após ter vencido o mundial de Formula 1 em 1997, ao serviço da Williams. Foi para a BAR, conseguindo alguns resultados de relevo, até abandonar a Formula 1 em 2003. Regressou à categoria máxima do automobilismo no ano seguinte, pela Renault, e depois seguiu para a Sauber, assinando um contrato de duas temporadas, correndo ao lado de Felipe Massa. Contudo, em 2006, a BMW adquiriu a Sauber e contratou o alemão Nick Heidfeld, ficando com Villeneuve, para cumprir o seu contrato com a anterior entidade.

Contudo, ele era constantemente batido por Heidfeld e o canadiano mostrava uma crescente desmotivação para continuar na categoria máxima do automobilismo, e após um acidente feio na Alemanha, Villeneuve decidiu pendurar o capacete de vez. Os alemães não perderam tempo e foram buscar o seu piloto de testes, o polaco Robert Kubica, que tinha vencido a World Series by Renault no ano anterior.

Kubica estreou-se no GP da Hungria, deslumbrando quem não esperava muito dele. Acabou a prova no sétimo posto, mas acabou por ser desclassificado. Contudo, pouco tempo depois, em Monza, conseguiu o terceiro lugar final, sendo o primeiro piloto do Leste Europeu a subir ao pódio. 


14 - Scott Speed/Sebastian Vettel (2007)


Scott Speed foi um dos primeiros pilotos da Red Bull Junior Series, que tinha como objetivo de colocar pilotos jovens na Formula 1. Em dois anos, a equipa comprou primeiro a Jaguar, e depois a Minardi, para fazer, respectivamente a Red Bull e a Toro Rosso. Em 2006, ambas as equipas estavam prontas, e na "equipa B", o americano alinhava ao lado do italiano Vitantonio Liuzzi. 

Contudo, em 2007, as coisas não estavam a correr muito bem para o americano, que até então, ainda não tinha pontuado. No GP da Europa de 2007, a corrida ficou conhecida pelo temporal que se abateu logo na primeira volta, colocando muitos carros na gravilha, incluindo o de Speed. Chegado à boxe, Franz Tost, o diretor da equipa, teve uma discussão com ele que rapidamente virou azeda, com agressões de parte a parte. 

Speed foi despedido e logo a seguir, arranjou como substituto um alemão que lutava pelo comando da World Racing by Renault com o português Alvaro Parente. Chamava-se Sebastian Vettel, e não demorou muito para dar nas vistas, pontuando pela primeira vez na China, com um quinto lugar... depois de arranjar confusão na prova anterior, ao bater na traseira do Red Bull de Mark Webber!  


15 - Sebastian Bourdais/Jaime Alguersuari (2009)


Sebastien Bourdais era um europeu que foi à America para conquistar prestigio. Em 2007, tinha alcançado 31 vitóirias e quatro títulos seguidos na CART, já na sua decadência final, e resolveu tentar a sua sorte na Formula 1, ao serviço da Toro Rosso. Depois de um ano de adaptação, com dois sétimos lugares, esperava-se algo mais em 2009, agora que Sebastian Vettel tinha ido para a Red Bull. 

Contudo, o francês não tinha conseguido nenhum resultado de relevo e estava a ser constantemente batido por Sebastien Buemi. Depois de ter conseguido apenas dois pontos nessa temporada, foi dispensado após o GP da Alemanha, e para o lugar foi o espanhol Jaime Alguersuari, que na altura era o piloto mais novo de sempre ao volante de um Formula 1, com 19 anos de idade.

Bourdais foi de novo para os Estados Unidos, agora na IndyCar, e Alguersuari passou para a história como mais um dos pilotos "queimados" pelos energéticos.  


16 - Timo Glock/Kamui Lobayashi (2009)



A Toyota estava na Formula 1 desde 2002 e tinha ganho a reputação de ser uma equipa muito rica, mas sem alcançar resultados de relevo. Até 2009, não tinha alcançado qualquer vitória. E o mesmo se poderia dizer de Timo Glock, campeão da GP2 em 2007, e que em 2009 tinha conseguido dois pódios, um na Malásia e outro em Singapura. Mas durante a qualificação do GP do Japão, em Suzuka, Glock feriu-se na perna, devido à entrada de um braço da suspensão no seu cockpit, e para o seu lugar veio o japonês Kamui kobayashi.

O japonês tinha dado nas vistas na Formula 3 europeia, mas na GP2, tinha sido bem discreto. A chance de ser piloto titular numa equipa japonesa era ideal para brilhar e foi isso que aconteceu, na corrida seguinte, no Brasil. Kobayashi deu nas vistas, apesar de ter acabado apenas no nono lugar (na altura, não contava para os pontos), mas um sexto lugar em Abu Dhabi fez com que muitos começassem a ver que ali, poderia ter despontado um excelente piloto. Contudo, a Toyota decidiu retirar-se da Formula 1 no final desse ano, e mostrou o seu talento na Sauber.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Formula E: Jacques Villeneuve comenta a sua saída da Venturi

A aventura de Jacques Villeneuve na Venturi e na Formula E durou apenas três corridas. O piloto canadiano resolveu sair esta semana da equipa, depois de divergências com o patrão da Venturi sobre o rumo a tomar, isto quando faltam duas semanas para a ronda de Buenos Aires. O seu substituto vai ser Mike Conway, que é atualmente piloto da Toyota mo Mundial de Enduance.

"Como se pode ler na imprensa, não houve acordo sobre a direcção a tomar no futuro", começou por dizer o filho de Gilles Villeneuve ao Journal de Montréal. "Não vou comentar sobre o conteúdo das discussões que levaram a essa decisão. No entanto, é uma pena não ter tido a oportunidade de me expressar", continuou. 

Sobre as provas que disputou, Villeneuve afirmou que "Enfrentamos uma série de problemas no início da temporada, o que fez a minha aprendizagem muito difícil. Eu não conhecia Fórmula E, excepto pelo facto de que ter visto algumas corridas na TV". Apesar de tudo, Jacques ainda afirma dizer "não ter ainda terminado ainda a carreira de piloto", embora este ano volte a ser comentador na francesa Canal +. 

Nas três provas que disputou na Formula E, Villeneuve não conseguiu melhor do que um 11º posto na prova de Putrajaya, não marcando qualquer ponto pela Venturi.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Formula E: Conway corre no lugar de Villeneuve na Venturi

A Venturi anunciou esta sexta-feira que Mike Conway vai ser o seu piloto oficial a partir da corrida de Buenos Aires. O britânico, com experiência na IndyCar e na Endurance, vai para o lugar do canadiano Jacques Villeneuve, que abandona a competição após três corridas modestas na Formula E.

“A Venturi é um equipa de top na Fórmula E, por isso é ótimo juntar-me a ela. As corridas são inovadoras e completamente únicas. Estão num rápido momento de crescimento e são um atrativo para muitos construtores para mostrarem as seus tecnologias, por isso é entusiasmante fazer parte
destas corridas”, comentou o piloto britânico.

Conway, de 32 anos (nasceu a 19 de agosto de 1983 em Bromley, nos arredores de Londres), andou por três anos na GP2, onde venceu uma corrida em 2008, ao serviço da Trident Racing, antes de mudar de ares e tentar a sua sorte do outro lado do Atlântico. Chegou à IndyCar em 2009, ficando lá até 2014, conseguindo quatro vitórias, mas não conseguindo mais do que o 17º posto em 2009 e 2011. Também ficou conhecido por ter sofrido um forte acidente nas 500 Milhas de Indianápolis de 2011, que o deixou fora de combate para o resto da temporada e dizendo que não queria andar mais em ovais.

Em 2014, passou para a Toyota Racing, onde participou no Mundial WEC e nas 24 Horas dee Le Mans, onde conseguiu ser sexto classificado na edição de 2015 da clássica de La Sarthe.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A imagem do dia (II)

Na véspera da primeira corrida do ano, em Pequim, só a Formula E poderia juntar quatro sobrenomes famosos do automobilismo: Senna, Prost, Piquet e Villeneuve. Três filhos e um sobrinho, e um deles campeão do mundo.

Veremos o que farão nesta temporada.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Formula E: Villeneuve vibra no regresso aos monolugares

Jacques Villeneuve está de volta aos monolugares, quase dez anos após a sua passagem pela Formula 1, e depois de passagens pontuais nas 500 Milhas de Indianápolis, em 2013. Mas no final dos dois dias de testes, em Donington Park, o piloto canadiano de 44 anos afirmou que, apesar dos tempos modestos, o que interessa é estar em forma para disputar por vitórias.

"Parece muito com as minhas origens. Comecei minha carreira nos monolugares e é ótimo regressar aos carros deste tipo. Mas no geral, é ótimo estar a competir de novo a nível internacional. Estou ansioso para fazer uma temporada completa, e não apenas uma corrida aleatória", começou por afirmar o canadiano da Venturi.

"Adoro correr em circuitos de rua. Eles são complexos, turbulentos e sempre difíceis, o que torna divertido. Parece animado, e ao assistir às corridas, deu para ver imediatamente que isto era profissional", continuou.

"Todos têm um novo "powertrain" e acreditam que têm uma nova invenção. Mas neste momento, ninguém sabe quem será competitivo. Contudo, a minha meta é estar na frente. Seria legal voltar aos lugares cimeiros - é para isso que estou correndo", concluiu.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

As imagens do dia












Estas são algumas das imagens do primeiro dia de testes da Formula E no circuito de Donington Park, com grande parte do pelotão para a próxima temporada. Aqui nas imagens poderemos ver desde os fãs que fizeram fila para assistir aos testes, até a sessões de autógrafos feitos aos pilotos da Mahindra, bem como as voltas que eles deram na pista, passando por pilotos como Sebastien Buemi ou Jacques Villeneuve, agora o novo piloto da Venturi.