quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Rumor do dia: Renault pode vender a sua estrutura à Prodrive

Pode ser "gossip talk", mas parece que há muita substância atrás dele. O jornal francês L'Equipe afirma na sua edição de hoje que a Renault considera seriamente vender a sua estrutura à Prodrive, de David Richards, enquanto que a marca francesa ficaria somente como fornecedora de motores a partir de 2010. Caso seja verdade, o abandono da Renault faria dela a quarta construtora a abandonar a categoria máxima do automobilismo em apenas um ano.


Segundo o diário gaulês, a Renault informou também que a Prodrive e David Richards têm um o apoio de um construtor, que não foi especificado. Caso o negócio se concretize, a Prodrive ficaria com motores Renault, já que a marca francesa pretende ficar, pelo menos até 2012, pois só nessa altura termina o congelamento de motores.


Do lado da Prodrive, só surgiu um lacónico: "Se algo se concretizar será confirmado". O jornal afirma que Carlos Ghosn, o CEO da Renault, já criou uma "task force" para esta tarefa, e ao mesmo tempo, está a negociar com Bernie Ecclestone uma saída airosa, pois como assinou o Pacto de Concórdia, afirmando que ficaria na Formula 1 até 2012. Caso não cumpra o acordo, arrisca-se a pagar uma pesada multa.


Por agora, tudo isto são rumores. Mas topa-se que (e não é de agora) que eles sempre tiveram ideia para sair. Só faltava o motivo e a altura...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Youtube F1 Classic: Colin Chapman, esse desconhecido



Hoje, sem muito para fazer, a não ser escrever a minha coluna jornalistica, que sairá amanhã, decidi que ia dedicar-me à Lotus. Numa altura em que todos nós estamos curiosos em saber o que é que a segunda encarnação desta equipa nos trará para aquele que viveram o auge e a decadência da equipa fundada pelo mitico Colin Chapman, e que começou a correr no GP do Mónaco de 1958, trago-vos á baila um documentário feito há algum tempo atrás, com a chancela de qualidade da Channel 4 inglesa.


Toda a gente que Chapman era um génio em termos de engenharia, e a sua contribuição para aquilo que é a Formula 1 actual é imensa. Mas este é uma das facetas dele. Tinha muitas mais, e só depois da sua morte se descobriu até que ponto este era um homem complexo. Que fazia carros leves, mas perigosamente dificeis de conduzir. Que foi nos seus carros que pilotos como Alan Stacey, Jim Clark, Jochen Rindt e Ronnie Peterson acabaram por morrer. E que no final da sua carreira, a sua fraude com o De Lorean acabou por ser descoberta. E que as circunstâncias que rodearam a sua morte, a 16 de Dezembro de 1982, continuam rodeadas de mistério. Fala-se até aos dias de hoje que se encontra escondido no Paraguai...


Mas não é disso que falo agora. Coloco aqui uma das partes deste documentário, que aborda o final dos anos 70 e inicio dos anos 80, altura em que Chapman já começava a perder o controlo das coisas e caminhava directamente para o seu fim. Só para exemplo foi o seu patrocinio para 1980, quando ficou impressionado com um tal David Thiemme, de uma desconhecida Essex Petroleum...

A história de um chassis que nunca existiu

Titulo estranho, hein? Mas não. Como sabem, tenho um enorme fascinio sobre a história da Team Lotus. Já escrevi sobre vários chassis, dos pilotos que lá passaram, e o próprio Colin Chapman, claro. Mas hoje falo sobre um chassis que nunca viu a luz do dia: o modelo 112, que deveria ter visto a luz do dia em 1995, mas que foi vitima das convulsões que marcaram os últimos tempos da mitica equipa britânica.


Quando no final de 1990, a tabaqueira Camel retirou o seu apoio, depois de uma péssima temporada, esta ficou sem nada: motores, e patrocinio. No final desse ano, a própria equipa era dada como acabada (só para terem um exeplo, o piloto português Pedro Chaves era uma hipótese para correr lá, mas a indefinição que se vivia nessa altura fez com que se virasse para a malfadada Coloni), mas no inicio de 1991, Peter Collins e Peter Wright decidiram comprar a equipa, salvando-a de uma extinção quase certa. foram buscar um jovem rapaz da Formula 3 britânica chamado Mika Hakkinen e o inglês Julian Bailey, e aproveitaram o chassis 107, do ano anterior, para continuar a correr em 1991.



Nas duas temporadas seguintes, as coisas até correram relativamente bem, para uma equipa sem muito dinheiro: conseguiram 25 pontos nas duas temporadas seguintes, e no final de 1993, tinham conseguido um acordo com a Mugen-Honda para o fornecimento de motores a partir da temporada de 1994. Mas o dinheiro era pouco, as dividas acumulavam-se, e para piorar as coisas, o motor era pesado demais para aquele chassis. Os pilotos sucediam-se no alinhamento, que por causa de acidentes (Pedro Lamy) ou por causa vil metal (Philippe Adams). No dia a seguir ao GP de Itália, Collins e Wright pediram uma moratória para proteger a empresa dos credores, mas era como se estivessem falidos.


Por essa altura, estava a ser desenhado o chassis 112. Desenhado por Chris Murphy, é interessante ver que o carro não seguia o padrão que já começava a ser habitual, que era o dos narizes levantados. Pelo contrário, até o nariz era baixo e mais afilado do que o habitual. Contudo, o esquema da sua suspensão dianteira iria ser fora do padrão habitual... A ideia era de usar os motores Mugen-Honda, e os pilotos que o iriam guiar seriam os que tinham terminado a temporada anterior: Mika Salo e Alex Zanardi.


Mas a 17 de Janeiro de 1995, David Hunt, um homem de negócios e irmão mais novo de James Hunt (que cruiosamente, nunca guiou na Lotus) decidiu que não conseguia pagar as dívidas e fechou a equipa. O Lotus 112 nunca viu a luz do dia, excepto em modelo, e 35 anos de história chegavam ao fim. Agora, aparentemente aparece a reencarnação malaia...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

USF1 - A sátira (Epílogo)



Aparentemente, vai ser o episódio final da saga USF1, mas pelo andar da carruagem, acho que isto vai ter continuação... veremos. Este está tão bom como os outros!

A capa do Autosport desta semana

O Autosport desta semana fala essencialmente da tal hipótese de Alvaro Parente ir para a Formula 1 em 2010, ao serviço da Virgin. Não como um mero facto, mas sim como uma hipótese. Sob o título "Parente em corrida contra o tempo", fala-se que o piloto português precisa de pelo menos cinco milhões de euros de patrocinadores para poder superar Lucas di Grassi e ficar com o lugar na próxima temporada. E isso tem de acontecer até ao final da semana.




Outro assunto que a revista fala na capa é acerca do assunto Renault. A revista fala que será esta semana que se decidirá a continuidade da equipa na categoria máxima do automobilismo. E como se sabe, o seu presidente, Carlos Ghosn, está no mínimo relutante em continuar com a equipa...


E no final do assunto Formula 1, a revista enumera dez casos onde esta não se saiu nada bem na fotografia. Desde o recente "Crashgate" até ás manobras de Michael Schumacher para tentar assegurar os seus títulos... enfim, isto e muito mais na edição desta semana.

O regresso das máquinas

Após exactamente um mês sem que os carros de Formula 1 circulassem em pistas um pouco por todo o mundo, boa parte das equipas decidiram efectuar três dias de testes no circuito espanhol de Jerez de la Frontera, no sentido de essencialmente, dar a muitos pilotos a sua primeira oportunidade de experimentar um Formula 1, ou em alguns casos, como o espanhol Andy Soucek e o do belga Bertrand Baguette, de receber as recompensas que conseguiram por vencer as suas competições, respectivamente a Formula 2 e a World Series by Renault.


E para Soucek, ele foi o melhor do dia, realizou uma volta em 1.19,158 segundos, isto depois de ter sido também protagonista de uma situação de bandeiras vermelhas, obrigando à interrupção da sessão. Logo atrás ficou o escocês Paul di Resta, que mostrou uma vez mais que tem grandes qualidades ao volante de um Formula 1. Neste seu teste com o Force India, Di Resta apenas rodou à tarde, já que de manhã foi a vez do americano J.R. Hildebrand experimentar o monolugar, não indo além do 10º tempo. Logo atrás de Di Resta ficou um dos seus rivais na DTM, o inglês Gary Paffett, a bordo de um McLaren.


Os testes continuam amanhã e depois na pista espanhola.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Extra-Campeonato: As aparências iludem

Este fim de semana surgiram, em Portugal e no Mundo, duas histórias desportivas que, parecendo inócuas a principio, podem esconder outro tipo de realidade, um pouco mais sinistro. A primeira, todos sabem: o acidente de Tiger Woods, á porta de sua casa, na passada sexta-feira. A segunda é mais a ver com a realidade portuguesa: o treinador do Nacional, Manuel Machado, está no hospital desde o inicio da semana, em coma induzido, depois de uma operação que correu mal.


No primeiro caso, quando vi na CNN as noticias sobre o acidente, achei um exagero a maneira como estas foram ditas. Diziam que "tinha sido ferido com gravidade" e tinha ficado "com feridas profundas na cara". Minutos depois, mostrou-se que o alarme era exagerado e poucas horas depois, ele já tinha recebido alta e ido para casa. Mas desde então, este é um caso por esclarecer. Prinmeiro, a relutância do casal Woods em relatar o incidente à policia local, e depois, os rumores de infedelidade que surgiram, primeiro nas colunas de mexericos, e claro, por efeito de contágio, começaram a surgir nos periódicos mais sérios.


O primeiro indicio dessa desconfiança foi o relato, á partida pouco lógico, de que a sua mulher tinha partido o vidro do carro com um taco de golfe, para o retirar do carro. Agora, as coisas estão cada vez mais nebulosas. E a relutância do casal em falar faz aumentar ainda mais os rumores de que Woods tem um caso extra-conjugal e que este acidente foi apenas resultado de uma discussão relativo a essa infedelidade. Se caso assim for, isto é uma bomba na imagem de Woods. Não como desportista, mas como ser humano.

O segundo caso é também estranho, mas pode ter a sua lógica. Manuel Machado é um treinador com inumeros anos de casa. Licenciado em Educação Física, a sua abordagem profesoral como explica os jogos já foi motivo de piadas dos Gato Fedorento, que chamou às suas explicações de "Machadês". Apesar de nunca ter treinado um "Grande", tem fama de fazer bons resultados nos clubes onde passa. E tem uma zanga pessoal com Jorge Jesus, actual treinador do Benfica, que chamou certo dia, com ar de desprezo, de "mestre da tática". E Jesus respondeu, há umas semanas, quando goleou a sua equipa por 6-1, levantando quatro dedos no momento do quarto golo benfiquista...





Mas isso não explica o que se está a passar agora. No inicio da semana, Machado deslocou-se ao Continente para fazer uma pequena cirurgia. Aparentemente, tratava-se de uma hérnia. Mas a operação correu mal, e no regresso à Madeira, a ferida infectou. De tal maneira que Machado encontra-se no Hospital do Funchal, na ilha da Madeira, em coma induzido, e com prognóstico reservado. Fortemente sedado, revelou-se durante o fim de semana que a hérnia... foi afinal uma lipoaspiração. Ou se perferirem, em puro Machadês: "uma intrevenção cirurgica de ordem estética no sentido de retirar da zona abdominal alguma massa gorda que se mantinha teimosamente alojada no meu corpo"...


Aos dois, desejo-lhe as melhoras. Ao Manuel Machado, que sobreviva a este problema de saúde, pois a sua participação em conferências de imprensa são verdadeiras pérolas para todos nós. E para o "Tigre": pense menos no golfe e mais em salvar o casamento.

Noticias: FIA divulga as entradas de 2010

A FIA divulgou esta tarde as equipas e os numeros que vão usar na temporada de 2010, com os pilotos que já foram confirmados até agora. Pode-se dizer que há algumas certezas, e outras no qual só falta a vontade das equipas. Chamem-lhe burocracia ou outra coisa qualquer, mas as coisas estão assim. É por isso que se explica a ausência da Sauber, por exemplo. Mas confirma-se que a BMW e a Toyota desapareceram, e as quatro novas equipas - Lotus, Manor (que já tem o seu nome Virgin Raging incluido), USF1 e Campos - estão lá confirmadas.


As novas ficaram com os últimos oito numeros da grelha, dada a sua novidade. Mas quem ficou com o primeiro lugar nesses "novos" numeros foi a Lotus, que parte com o 18 e 19. A Campos tem o 20 e 21, a USF1 tem o 22 e 23, e a Virgin a 24 e 25. A sauber, caso consiga o direito a entrar, terá possivelmente o 26 e o 27. Números míticos, sem dúvida!


Quanhto aos "velhos", a Ferrari correrá com os numeros 7 e 8, com a Mercedes a herdar os numeros da Brawn GP, com o 3 e 4. Os 5 e 6 serão da Red Bull, enquanto que a Renault, caso continue em 2010, terá os numeros 11 e 12. Como de costume, não há numero 13. Eis a lista completa, com os TBA a significar em inglês "a ser anunciado" (to be announced):


Vodafone McLaren Mercedes
1) Jenson Button
2) Lewis Hamilton

Mercedes GP
3) Nico Rosberg
4) TBA

Red Bull Racing (motor Renault)
5) Sebastian Vettel
6) Mark Webber

Scuderia Ferrari Marlboro
7) Felipe Massa
8) Fernando Alonso

AT&T Williams (motor Cosworth)
9) Rubens Barrichello
10) Nico Hulkenberg

Renault F1 Team
11) Robert Kubica
12) TBA

Force India F1 Team (motor Mercedes)
14) Adrian Sutil
15) Vitantonio Liuzzi

Scuderia Toro Rosso (motor Ferrari)
16) Sébastien Buemi
17) TBA

Lotus F1 Racing (motor Cosworth)
18) TBA
19) TBA

Campos Meta 1 (motor Cosworth)
20) TBA
21) Bruno Senna

US F1 Team (motor Cosworth)
22) TBA
23) TBA

Virgin Racing (motor Cosworth)
24) Timo Glock
25) TBA

Sauber volta a comandar, Thiessen retira-se

As novas de hoje da regressada Sauber não são novidade nenhuma, devido ao que se leu por estes dias, mas merecem ser referidas. Porque estas declarações provêm da boca dos próprios responsáveis. Peter Sauber falou ao site oficial da Formula 1 que "este acordo [com a BMW] significa que o futuro da equipa e a localização de Hinwill estão seguros. Estou muito aliviado com esta situação".


Para o veterano suíço, que trouxe o nome Sauber para a Fórmula 1 na já longínqua temporada de 1993, "teria sido uma pena se uma das melhores fábricas da Formula 1 fosse fechada", acrescentando que é o único financiador da equipa e que não há qualquer outro parceiro, por agora.


"Quanto ao lugar na grelha, estou muito confiante de que teremos uma confirmação final muito em breve. O nosso carro para 2010 está perfeitamente dentro dos prazos. O desenvolvimento e a fabricação de peças não foi afectado por toda esta situação. Continuar com o desenvolvimento ininterrupto foi possível devido à excelente cooperação com a Ferrari, que nos forneceu todos os dados com a devida antecedência. O acordo com a Ferrari foi obtido muito cedo. Pouco depois da BMW anunciar a sua saída no final de Julho, falei com Luca di Montezemolo e em pouco tempo - e sem qualquer burocracia - recebemos um okay. Vamos usar motor e transmissão Ferrari", afirmou.


Quanto ao chassis de 2010, caso não haja problemas, terá o nome de C29, E Sauber mostra-se confiante: "Quanto à performance do C29, estamos todos muito confiantes. Dois meses antes dos primeiros testes, já atingimos uma boa base para desenvolver ainda mais", concluiu.


Quem já não acompanha mais nesta aventura vai ser Mario "Ned Flanders" Thiessen. O director desportivo da BMW decidiu acompanhar a equipa na saída da competição máxima do automobilismo. Numa entrevista ao diário suiço "Blick", Thiessen afirma que vai ser "responsável pelas actividades desportivas da BMW no futuro", continuando a supervisionar o envolvimento da marca bávara no automobilismo. Alguns órgãos de comunicação falam que, depois da BMW sair da Formula 1 e reduzir as suas actividades no WTCC, é provavel que se concentrem na Le Mans Series...

domingo, 29 de novembro de 2009

Youtube F1 Classic: Graham Hill, a lenda




Hoje comemora-se mais um aniversário da morte de Graham Hill. Como sabem, ele foi um daqueles pilotos especiais que nos anos 60 e 70, tiveram a sorte de sobreviver numa época onde as possibilidades de morrer em pista eram muito altas. O irónico desta situação é que ele morre no mesmo ano em que se retirou para cuidar da sua equipa, a Hill. Formada em 1973 após a sua saída da Brabham, e depois de usar chassis Shadow e Lola, faz o seu próprio chassis em 1975, conseguindo três pontos. Nesse dia 29 de novembro de 1975, depois de uma sessão de testes com o chassis GH2 que ia usar na temporada de 1976, acabará por morrer num acidente aéreo, no campo de golfe em Arkley, em conjunto com o seu piloto Tom Brise, o seu projectista e alguns mecânicos.



Mas essa história contei-vos nos anos anteriores. O que vos coloco hoje são dois videos no Youtube que determinam o tipo de pessoa que era: sempre bem disposta em com um excelente sentido de humor. Foi essa postura à frente das câmeras que o tornou muito popular na Grã-Bretanha, pois a BBC costumava convidá-lo para apresentar algumas galas, e chegou a participar em alguns filmes, normalmente com pequenos papeis (os chamados cameos)





No primeiro filme, ele explica em detalhes o circuito do Mónaco, um sitio onde ganhou por cinco vezes. O filme é de 1968, depois de ele ter ganho a sua quarta corrida por lá. ainda iria ganhar mais uma, no ano seguinte. Não só seria a sua última nas ruas do Principado, mas como seria a última da sua carreira. No final desse ano, sofre um grave acidente em Watkins Glen, e fractura ambas as pernas. Mas no final desse ano, é votado como o Desportista do Ano, e na cerimónia em questão, a BBC faz um directo do hospital, onde recupera das suas feridas. E não perde o bom humor!



Pequeno detalhe neste segundo filme: O apresentador tem a seu lado Jacky Ickx, e se olharem bem, pode ver atrás deles uma mesa onde estão Jochen Rindt. e provavelmente Bruce McLaren (não tenho a certeza). O apresentador chama Hill, como "o homem que estableceu um recorde que jamais será superado". Como todos sabemos agora, o seu sucessor na coroa monegasca tinha nessa altura uns meros nove anos de idade, a mesma que o seu filho Damon tinha nessa altura...



Se puderem, procurem logo depois no Youtube o documentário feito pela BBC sobre ele chamado "Driven". Aí podem ver o estilo de pessoa que era, quer em termos públicos, como o seu estilo de condução ou as suas apresentações, como também a maneira como se comportava em casa, com a sua esposa e os seus três filhos: duas raparigas e o rapaz, Damon Hill.

sábado, 28 de novembro de 2009

Um regresso saudado

A FIA confirmou esta sexta-feira que o GP do Canadá de 2010 será disputada nos próximos cinco anos no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal. Num investimento de 15 milhões de euros por ano (9.5 milhões de euros), os governos do Quebeque, de Montreal, do Canadá e do Turismo do Canadá, que decidiram unir esforços e intervieram no sentido de garantir o regresso da formula 1 à América do norte, após um ano de ausência.


"O regresso da Fórmula 1 a Montreal atesta todos os nossos esforços e determinação. Este acordo que permite ganhos para os dois lados, vem ao encontro das exigências que tínhamos estabelecido e com a capacidade dos contribuintes pagarem e irá criar estabilidade para os próximos cinco anos", começou por afirmar o "Mayor" de Montreal, Gerald Tremblay.


"Estou muito contente que a nossa metrópole possa trazer de volta esta palco importante para a Fórmula 1 para todos os adeptos do Mundial de Fórmula 1 e uma oportunidade importante em termos de divulgação internacional", finalizou.


Justificando que os ganhos obtidos pela realização da prova são bastante importantes para o país e para o desenvolvimento local, os Governos e os responsáveis envolvidos no acordo para salvar o GP vão receber 30 por cento dos lucros provenientes da venda dos bilhetes. Por fim, uma das mais populares corridas do calendário está de volta.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Youtube F1 Classic: GP da Alemanha 1970, parte II



Na Quarta-feira, coloquei a reportagem sobre os treinos para o GP da alemanha de 1970, que como sabem, aconteceu em Hockenheim, depois da pressão feita pelos pilotos para que não corressem em Nurburgring tivesse resultado. Hoje coloco as primeiras voltas dessa corrida, transmitida a preto e branco, no veloz autódromo. Notem que a pista é exactamente igual ao que viamos até há meia dúzia de anos atrás: tem duas chicanes.


Contudo, não há nada na Ostkurwe para fazer abrandar os carros. Essa explicação é simples: as alterações nessa curva só aconteceram depois de 1980, quando o francês Patrick Depailler teve o seu acidente fatal a bordo do seu Alfa Romeo. De resto, são dez minutos sem comentários, onde podemos ver e ouvir a Formula 1 em bruto: o altifalante a nunciar os pilotos, o ruido dos carros no momento da partida, e as ultrapassagens entre os lideres, o Ferrari de Jacky Ickx e o Lotus de Jochen Rindt, com algumas interferências do Matra de Jo Siffert ou do Matra de Henri Pescarolo.


Para finalizar, em termos históricos: Ickx e Rindt tiveram uma batalha épica pela liderança, mas foi o austriaco a levar a sua adiante. Foi a sua última vitória na Formula 1, pois morreria um mês e quatro dias depois. Rindt foi o segundo e Dennis Hulme o terceiro, no seu McLaren. Emerson Fittipaldi, então no seu segundo Grande Prémio, conseguiu os seus primeiros pontos ao acabar na quarta posição. E também existe outra coisa rara: Rindt corre com um capacete integral!


São dez minutos de filme, e eis uma boa proposta de fim de semana, caso não tenham muito com que fazer. Que tal, hein?

Falta a confirmação oficial para este final ser feliz

Leio hoje nas noticias que a BMW vai entregar a equipa a Peter Sauber. Fico feliz por isso, pois acho que seria um acto de justiça ao homem que fundou a sua equipa há mais de 30 anos e que está na Formula 1 desde 1993. contudo, essa entrega tem condicionantes: terá que ser quando a FOTA autorizar a sua inscrição, e esta tem de ser aceite por todos.

Ora, isso tem alguma água pela barba, pois como sabem, há algumas semanas atrás, essa inscrição fora vetada por Williams e Campos Meta, por outro motivos que não os verdadeiros: não acreditavam numa grelha de 28 carros, e porque assim o dinheiro que a FIA dava às equipas ficaria mais dividido. E numa época de crise, todo o dinheiro para fazer funcionar as suas máquinas era bem vindo...

Fala-se que caso haja autorização, Peter Sauber já tenha garantidos motor e caixa de velocidades da Ferrari. Seria o reatar de uma relação antiga. E talvez o patrocinio fiel da petrolífera malaia Petronas, que apesar dos apelos do governo malaio para apoiar a "sua" Lotus, e das investidas da Williams, pode ficar na equipa de Sauber.

E a Qadbak? Como seria de esperar, era tudo treta. O "investidor árabe" não era mais do que um inglês chamado Peter King, que já tinha sido condenado por fraude, e que o negócio já foi cancelado, estando agora, segundo o "gossip" do momento, a ser procurado por um grupo de americanos, apoiados por Bernie Ecclestone. Os seus nomes? Tudo no segredo dos Deuses...

Gosto de saber que esta história está a caminho do seu termo, com bons resultados. Peter Sauber é como Frank Williams, um garagista que, embora sem vitórias, marcou um periodo da história da Formula 1. E o irónico da situação é que Sauber é suiço. Um país que, como sabe, não são permitidas corridas em circuitos desde 1955.

Noticias do dia: Force India confirma Liuzzi e Sutil

O proprietério da force India, Vijay Mallya, confirmou esta manhã que os pilotos que alinharam no final da temporada de 2009, o italiano Vitantonio Liuzzi e o alemão Adrian Sutil, irão continuar na equipa na temporada de 2010.


"Estamos muito contentes por manter os préstimos do Adrian e do Tonio para mais uma temporada. Sempre defendemos que a consistência é elemento-chave nesta etapa de desenvolvimento da equipa e pela primeira vez em muitos anos, daremos continuidade não só aos mesmos pilotos, mas também ao mesmo motor e à mesma gestão", começou por afirmar Mallya, acreditando que esta estabilidade no alinhamento dos pilotos poderá levar a equipa para mais altos vôos.


"Estou certo de que temos uma das duplas mais dinâmicas da grelha e espero que isto se revele importante para nos manter em boa posição naquilo que todos nós esperamos que seja um ano de transição para a equipa", acrescentou.


Em relação aos pilotos, a safisfação era palavra de ordem nas declarações de Sutil e Liuzzi: "Sinto-me bem aqui, sinto-me em família e quando nos sentimos à vontade podemos dedicar cem por cento da nossa energia na pista. Na próxima época, quero estar nos pontos de forma regular, mesmo até lutar pelo pódio, e a equipa tem os mesmos objectivos", referiu o piloto alemão.


Liuzzi seguia o mesmo diapasão: "Sempre foi meu objectivo manter-me na F1 em 2010 e finalmente consegui. Sinto que as cinco corridas que fiz em 2009 foram um aquecimento; voltar à competição, conhecer o carro e voltar às boas sensações. Agora que já o consegui, sinto-me preparado para dar o máximo na próxima época. Fomos muito fortes na fase final da época de 2009, por isso se continuarmos a partir do ponto onde parámos, penso que poderá ser um bom ano", afirmou.


Aos poucos e poucos, a grelha de 2010 vai sendo formada.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A 5ª Coluna desta semana

A 5ª Coluna desta semana trata essencialmente do nevoeiro especulativo que assalta a Formula 1 por estes dias. Os rumores são tantos que a BBC Sport decidiu fazer um "gossip column" sobre tudo o que se ouve por aí no mundo da Formula 1. Que vai desde quem vai ser o segundo piloto da Mercedes, até se o negócio da Qadbak Sauber vai para o espaço ou se Alvaro Parente vai ser (ou não) piloto da Virgin/Manor. Eis um excerto:


"A Manor Grand Prix, que provavelmente irá ter o nome de Virgin em 2010, é uma das novas equipas da Formula 1 na próxima temporada. Das que se fala, é a qual temos menos notícias, mas já confirmaram um piloto: o alemão Timo Glock, ex-Toyota. Quanto ao segundo piloto? Outra grande especulação.


O favorito à vaga, pelo menos na imprensa generalizada, é o brasileiro Lucas Di Grassi. Todos falam dele como se o lugar já estivesse garantido, e muitos têm fontes dentro da marca que dizem que as negociações estão bem encaminhadas. Parece que sim. Mas… cá em Portugal falam que o Álvaro Parente também está perto do lugar. O Autosport fala até que ele esteve na sede da marca na semana passada e “se comportou de forma brilhante” (
são palavras da revista Autosport) numa simulação feita na fábrica.


Lamento ser desmancha-prazeres, mas para mim é tudo especulação para vender. Espero e desejo estar enganado em relação a esta história, mas como é uma revista afirma uma coisa que não leio em mais lado nenhum? É como na história do Lito Cavalcante, que afirma a pés juntos que o Raikonnen já assinou pela Mercedes. Não sei se sabem, mas no primeiro caso, cheguem a ler um comentário do jornalista britânico Joe Saward a gozar com a situação… confesso que todo este tipo de notícias me deixa nervoso, mas se nada disto se confirmar, vou pedir satisfações a quem?"



O resto podem ver neste link. Desejo-vos boas leituras!