quarta-feira, 11 de maio de 2016

A(s) image(ns) do dia











Com a Formula 1 a chegar a Barcelona, logo, ao primeiro circuito europeu do calendário (Sochi não conta...), é interessante de se ver o "paddock" e as caravanas que as equipas trazem para os circuitos.

E se alguns destes "palácios" são simples, outros são verdadeiros edificios escondidos nos camiões que os trazem. E claro, de uma certa maneira, mostra quem tem dinheiro e e quem anda apertado de finanças. Mas se acham que eles trocam de caravanas todos os anos, a resposta é não. Mesmo o da Ferrari já tem algum tempo...

De cima para baixo, eis os "palácios" de Ferrari, Force India, Haas F1, Manor, McLaren, Mercedes, Pirelli (a fornecedora da pneus), Red Bull, Renault, Sauber e Williams.

TCR/CNV: Veloso Motorsport mostra as suas cores

Ao contrário do projeto anterior, de Rafael Lobato e César Machado, dois jovens pilotos, o projeto de Francisco Carvalho e Nuno Batista é de dois veteranos no campo da velocidade portuguesa, com mais de duas dezenas de anos de experiência. Os dois pilotos da Veloso Motorsport vão partilhar este ano um Seat Leon TCR, um carro que já mostrou provas dadas nas competições um pouco por todo o mundo.

E a poucos dias do começo da competição, em Braga, apresentaram o seu novo projeto, e as suas ambições são grandes: o título nacional.  “Queremos o título. Apostamos forte e seria uma desilusão não chegarmos ao final do ano na qualidade de campeões. Eu e o Nuno Batista, piloto que dispensa apresentações, vamos enfrentar este desafio com motivação máxima, contando com o apoio essencial da Veloso Motorsport, uma das mais prestigiadas e competentes equipas europeias”, disse Carvalho à Autosport portuguesa.

Nuno Batista concorda com essa ambição, relembrando que “sempre quis montar e integrar um projeto capaz de vencer o CNV em termos absolutos e isso foi possível este ano. Sendo o Francisco Carvalho um dos melhores pilotos portugueses em carros de turismo, tê-lo como companheiro de equipa é excelente. Penso que temos reunidas as condições, para em conjunto com a Veloso Motorsport abordar todas as corridas com o objectivo de vencer e garantir o título”, comentou.

A Veloso Motorsport conta com o importante apoio da Seat Sport, e aposta forte neste campeonato, esperando materializar em vitórias toda a sua vasta experiência com esta nova geração de carros de turismo.

TCR/CNV: Lobato e Machado vão andar de Seat Leon

Os pilotos Rafael Lobato e César Machado irão defender este ano as cores da Speedy Motorsport no novo Campeonato Nacional de Velocidade, que este ano vai ter carros da TCR International Series. O objetivo de ambos é o de alcançar o título nacional no campeonato que começa este fim de semana em Braga.

Para Pedro Salvador, o responsável pela equipa, ele afirma-se “muito satisfeito pela dupla de pilotos com que nos propomos a lutar pela vitória no CNV. São dois jovens valores seguros do automobilismo nacional, extremamente determinados e competitivos que vão fazer um excelente trabalho de equipa”, comentou.

Para Rafael Lobato, que é o vice-campeão em título, reforça esta mesma ideia: “Espero que seja uma boa época, em que tanto eu como o César nos adaptemos bem ao SEAT da Speedy Motorsport. O César é um excelente piloto, já o demonstrou ao longo dos anos passados e é o actual campeão dos Fórmula Ford. Contamos fazer um campeonato com regularidade e ir evoluindo com o decorrer das provas, com o objectivo de, no fim, sermos campeões nacionais”, comentou.

O piloto realça ainda que “a época de 2016 vai ser diferente comparativamente ao ano passado. Carros diferentes, colega de equipa novo e novos adversários que já têm bastante experiência neste tipo de carros. Agradeço aos meus patrocinadores, família e amigos pelo apoio e pela oportunidade de poder correr mais um ano”, concluiu.

Já Cesar Machado afirma-se “bastante contente por ter conseguido colocar este aliciante projecto em pé, confirmando assim a minha presença no CNV pela equipa que me garantiu o título de campeão na Single Seater Series em 2015, a Speedy Motorsport. Quanto ao meu companheiro de equipa, acho que foi uma aposta acertada”, afirmou. 

Penso que seremos a dupla mais jovem presente neste campeonato, mas como não poderia deixar de ser, o grande objectivo a que nos propomos é a vitória neste renovado Campeonato Nacional de Velocidade. Sabemos desde já que o campeonato será muito difícil, tanto pela equivalência da performance dos carros, como pela experiência e qualidade da concorrência” concluiu.

O Campeonato Nacional de Velocidade começa este fim de semana no circuito Vasco Sameiro, em Braga, mas terá passagens por Vila Real (26 de junho), Portimão (9 e 10 de julho), Jerez (6 de novembro) e Estoril (26 e 27 de novembro) 

Já há nome: "The Grand Tour"

Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond já chegaram a um consenso sobre o nome que vão dar ao seu novo programa: vai-se chamar de "The Grand Tour" (GT). O programa será apresentado no canal de subscrição Amazon Prime e eles têm a intenção de apresentar o programa em várias localizações um pouco por todo o mundo. A Amazon fará em breve um anuncio sobre as localizações para as filmagens em estúdio, que vão acontecer ao longo deste verão.

Ainda não há uma data especifica para o começo das emissões, embora se fale desde há algum tempo que poderá acontecer durante o outono, e também se fala que eles poderão o conteúdo equivalente a três temporadas de uma só vez no canal de assinatura, feito para concorrer com a Netflix. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Youtube Motorsport Presentation: O novo Top Gear


O primeiro episódio do novo Top Gear vai para o ar no próximo dia 22 de maio, na BBC, e o canal já meteu o primeiro "teaser" da nova temporada, que terá sete (!) apresentadores, chefiados por Chris Evans, e que vai ter, entre outros, Sabine Schmitz, Chris Harris, Rory Reid, Eddie Jordan e Matt LeBlanc, o Joey de "Friends".

Coisas interessantes: o video foi colocado hoje e tem o dobro de "não gostos" do que o contrário. Parece que eles vão ser recebidos com hostilidade...

Esta vi no sitio do Julio Cezar Kronbauer.

Rumor do dia (II): Arrivabene substituido na Ferrari por Allison?

Os rumores vem fortes nesta terça-feira em Itália, referindo que Maurizio Arrivabene, o diretor da Ferrari, poderá ser despedido por Sergio Marchionne, para dar lugar a James Allison, o diretor técnico da marca, que está na equipa desde 2013. Apesar de nada se transpirar em Maranello, em termos oficiais, o facto de Marchionne ter sido nomeado recentemente como o diretor da marca do Cavalino Rampante - agora a marchar por si mesma depois de se separar do Grupo Fiat e de ter colocado parte do seu capital em bolsa - isto pode significar que ele está a moldar a direção ao seu gosto.

Arrivabene não está de costas voltadas com Marchionne, é bom que se diga, mas a sua nomeação, em março de 2014 - é um ex-diretor da Marlboro Itália - aconteceu por influência de Bernie Ecclestone, do qual é bom amigo. E foi uma nomeação de Luca de Montezemolo, o antigo diretor, no lugar de Stefano Domenicalli. Em suma, Marchionne quer um técnico, para fazer mover a equipa para fazer quebrar o domínio dos Mercedes e colocar a Scuderia no topo.

E Allison (aqui na foto) conhece bem os cantos à casa, já que esteve lá entre os anos de 2000 e 2005, na altura em que eles dominavam tudo, com Michael Schumacher, numa equipa gerida por Jean Todt e Ross Brawn e os carros eram desenhados por Rory Bryne. A parte chata é saber se Allison vai aceitar o cargo, pois há cerca de dois meses sofreu um grande golpe na sua vida pessoal, pois a sua mulher Rebecca morreu no dia a seguir ao GP da Austrália, aos 48 anos de idade. 

O jornalista britânico Joe Saward fala hoje no seu sitio que a presença de Allison terá uma influência muito grande, tão grande como era o de Mauro Forgheri nos anos 70 e 80, no qual a equipa estava na frente da competição e que tinha vencido várias vezes, com vitórias e campeonato, com pilotos como Niki Lauda, Carlos Reutemann, Jody Scheckter e Gilles Villeneuve

"Allison passou a trabalhar para mudar a mentalidade na Ferrari, trabalhando em muito mais do que um papel de gestão. Ele admitiu em 2015 que ele não tinha projetado uma única peça no carro daquele ano, mas em vez disso tinha dirigido os engenheiros sobre onde é que deveriam estar focados. Crucialmente, a Allison foi lhe dado um controle técnico global, incluindo o departamento de motores, uma posição de poder que não tinha sido visto na Ferrari desde os dias de Mauro Forghieri, no início dos anos 80 do século passado".

O interesse no facto de ter alguém que saiba como são as coisas por dentro é bem interessante do que ter um "relações públicas" como é Arrivabene. Mas gerir uma equipa como a Ferrari não é fácil, como sabem. E quando se exige a todos vencer ou... vencer, as coisas tornam-se complicadas. Embora nos últimos anos, até nem tem muitos motivos de queixa...

TCR Portugal: Manuel Gião corre pela Team Novadriver

A noticia vinha a circular desde há uns dias, mas só hoje é que ficou confirmado que Manuel Gião vai regressar ao Campeonato Nacional de Velocidade, a bordo de um dos Volkswagen Golf TCR, ao lado de Francisco Abreu, o atual campeão nacional.

Para o piloto lisboeta - com passagens pela World Series by Renault e mais recentemente pela Seat Leon Supercopa - este regresso significa não só uma injeção de experiência na equipa e na competição, como também uma tentativa de alcançar o título nacional, ao volante de um carro competitivo.

O regresso ao Team Novadriver era uma questão de tempo e oportunidade, pois o profissionalismo e ambição da equipa é meio caminho andado para OBTERbons resultados. Conheço muito bem os elementos da estrutura, sei do que são capazes, contando ainda com um piloto muito rápido como o Francisco Abreu, campeão nacional de 2015. O melhor de dois mundos – experiência e juventude - junta-se dentro do VW Golf GTI TCR, um carro que é muito semelhante ao modelo que utilizei nas duas últimas temporadas", afirmou Gião.

O campeonato Nacional de Velocidade, agora nos moldes do TCR, começa este fim de semana no circuito Vasco Sameiro, em Braga.

TCR Portugal: José Rodrigues apresenta o seu projeto... benfiquista

A poucos dias da estreia do TCR em Portugal - sob a capa do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV), José Rodrigues fará uma temporada ao volante de um Honda Civic da GEN Motorsport, e terá um apoio especial. O do... Sport Lisboa e Benfica. 

O piloto de 26 anos - que teve uma passagem pelo Troféu Abarth 500 - estava naturalmente satisfeito. "A ambição será sempre vencer. Corrida a corrida terei os olhos postos na vitória. Se assim não fosse, não estaria no Nacional de Velocidade, que será dos mais fortes dos últimos anos", comentou.

Já o vice-presidente do clube para as modalidades, Domingos Almeida Lima, explicou a razão pelo qual apoiou o projeto: "Escolhemos os melhores. Não tem em vista uma reorganização da secão motorizada, algo que o Benfica já teve no passado e neste momento está suspensa, é um apoio pontual. As excelências andam de mãos dadas e os atletas de excelência podem sentir o apoio do SLB. Enquanto as partes entenderem que é útil", explicou, em declarações captadas pelo jornal A Bola.

Não é a primeira vez que o Benfica apoia o automobilismo e o motociclismo nos últimos anos. Já apoiou o motociclista Paulo Gonçalves nas suas aventuras no Dakar - pelo menos desde 2014 - e já colocou o seu emblema no carro de Bernardo Sousa, em 2014, quando este correu no WRC2 ao volante de um Ford Fiesta RRC.

O CNV/TCR vai se estrear no próximo fim de semana, em Braga, numa jornada dupla que também acontecerá em Vila Real (26 de junho) Portimão (9 e 10 de julho), Jerez (6 de novembro) e Estoril (26 e 27 de novembro)

Rumor do Dia: Watkins Glen regressa à IndyCar?

Depois de se saber que a corrida de Boston da IndyCar ter sido cancelada, a organização andou frenéticamente à procura de um substituto para a vaga, e parece que foi encontrado na forma de um circuito tradicional do automobilismo americano: Watkins Glen. O circuito, situado a pouco mais de 200 quilómetros de Nova Iorque, já albergou a IndyCar entre 2005 e 2010, enquanto que já albergou a Formula 1 de 1961 a 1980, nos vários desenhos do seu circuito.

"Eu falei com Jay Frye [Presidente Compertição e Operações da IndyCar], e embora não tenhamos voltado a conversar ao telefone esta semana, não é nenhum segredo que eu gostaria de tê-los de volta", começou por dizer Michael Printup, diretor do Watkins Glen International ao site Motorsport.com.

"Tenho certeza de Jay falou para outros locais - ele está a fazer as suas diligências - mas os carros da Indy são muito rápidos e seria muito agradável vê-los em Watkins Glen... como disse, ainda não falamos esta semana, mas ainda estamos na segunda-feira", concluiu.

Contudo, ainda faltam algumas coisas para que se chegue à conclusão de que o circuito receberá as máquinas da IndyCar. O circuito vai receber um evento da Ferrari americana no fim de semana de 2 a 4 de setembro, que é a data inicialmente prevista para a corrida de Boston, e o final da temporada está marcada para o dia 18 de setembro, em Sonoma. E há outros locais que a IndyCar está a considerar.

Mas pelos vistos, é só esse o grande obstáculo que ainda não permite a confirmação deste possivel regresso.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Youtube Rally Testing: os testes do Toyota WRC para 2017


Os testes do Toyota para a temporada de 2017 do WRC vão no bom caminho, especialmente depois do carro ter sido homologado. Eles estão a decorrer na região de Jvaskyla, na Finlândia central, e entre os pilotos que o andam a experimentar estão Juho Hanninen e Kaj Lundstrom.

Contudo, a Autosport portuguesa fala hoje do rumor de que o próprio Tommi Makkinen também anda a experimentar o novo bólido, e que estaria tentado em voltar a colocar o capacete. O tetracampeão do mundo tem neste momento, 50 anos de idade...

Entretanto, fiquem com os videos. 

WRC: Nasser Al Attiyah quer correr num Volkswagen

O qatari Nasser Al Attiyah está este ano concentrado nos Jogos Olímpicos - quer voltar a ganhar uma medalha na modalidade de tiro - mas depois de competir no Raio de Janeiro pretende fazer seis ralis no WRC para compensar. E que algo que valha a pena: um Volkswagen Polo R WRC, que como sabem, não há fora da equipa oficial, excepto o carro que tripula Anders Mikkelsen.

Tenho falado com a Volkswagen sobre pilotar um Polo R WRC sob a sua chefia. Quero correr com a segunda equipa, onde se inclui o Andreas Mikkelsen. Se conseguir a aprovação deles, irei competir no Rali da Alemanha e farei seis provas até ao final da temporada.”, disse Al-Attiyah, em declarações captadas pela Autosport portuguesa.

Se não conseguir ter luz verde, então, não quero estar a competir no WRC2 e irei manter o orçamento que tenho para o próximo ano”, concluiu.

Nasser, para além dos ralis e do tiro - é bicampeão asiático nessa modalidade - tem também andado no campeonato do Médio Oriente de ralis e na Taça do Mundo de Todo-o-Terreno. Este ano, devido à sua concentração na sua modalidade olímpica, nem sequer participou no Rally Dakar, onde já venceu em 2011 e 2015. Para além disso, é sete vezes campeão na Taça do Médio Oriente em Ralis, e bicampeão no WRC2, em 2014 e 2015.

domingo, 8 de maio de 2016

WTCC: Coronel e Huff foram os melhores em Marrakech

O holandês Tom Coronel e o britânico Robert Huff foram os melhores este domingo na jornada dupla do WTCC, que se disputou no circuito marroquino de Marrakech. Coronel deu o seu melhor ao volante de um Chevrolet da ROAL, conseguindo a sua primeira vitória desde 2013 e aguentar os Citroen de Yvan Muller e José Maria Lopez, que subiram com ele ao pódio. Já Tiago Monteiro foi o melhor dos Honda, no quarto posto.

Já na segunda corrida, Huff levou a melhor sobre Norbert Mischelisz e Tiago Monteiro, numa tripla da Honda. O português levou a melhor sobre os Citroen de José Maria Lopez e Yvan Muller, e os Lada de Gabriele Tarquini e Hugo Valente.  

A primeira corrida resumiu-se às pressões dos Citroen sobre Coronel, depois de Nicky Catsburg ter dado toques em James Thompson (o poleman) e depois em Thed Bjork. Por causa disso, ele foi obrigado a fazer um "drive-through" e os comissários decidiram depois que o holandês começasse a segunda corrida das boxes.

Depois disso, Coronel aguentou os ataques do Citroen do argentino, enquanto que Muller também segurava o português da Honda, e isso foi assim até à meta. Rob Huff foi o sexto, depois de passar Gabriele Tarquini - o melhor dos Lada - numa manobra "musculada". Tom Chilton e Mehdi Bannani ficaram a seguir, com Fredeik Ekblom a ser o melhor dos Volvo, no décimo posto.

Antes da segunda corrida, o tempo trocou as voltas e começou a chover - o irónico é que Marrakesh ser no deserto! - e alguns pilotos decidiram arriscar e trocar de pneus para chuva. Na partida, Huff largou bem, seguido por Norbert Mischelisz e José Maria Lopez, com Tiago Monteiro a perder um lugar para o argentino e a ser pressionado por Yvan Muller. E em pouco tempo, os cinco primeiros começaram a abrir para Hugo Valente, o sexto.

No passar das voltas, Huff afastou-se de Mischelisz, mas na quinta volta, o argentino sofre um despiste e perde o terceiro posto para o piloto português. Depois, ele aproximou-se do piloto húngaro, pressionando-o para que cometesse um erro. Atrás, havia uma luta pelo nono posto, entre Tom Coronel, James Thompson e Tom Chilton, e pela metade da corrida, o holandês cometeu um erro e perdeu dois lugares para os seus perseguidores.

Na volta 13, os quatro primeiros rolavam juntos, enquanto que Muller já estava afastado e começou a ser pressionado pelo Lada de Tarquini. Huff sentia a pressão dos seus companheiros de equipa, mas aguentou até à meta, dando a tripla à Honda. Já Tiago Monteiro ficou com o lugar mais baixo do pódio, ganhando pontos a José Maria Lopez, com Yvan Muller a ser quinto, na frente de Gabriele Tarquini, o melhor dos Lada.

Na geral, o argentino da Citroen lidera o campeonato com 138 pontos, contra os 124 do piloto português. Robert Huff subiu agora ao terceiro lugar, com 98 pontos.

O WTCC volta à Europa a 28 de maio, no Nurburgring Norschleife.

DTM: Di Resta vence a segunda corida de Hockenheim

O escocês Paul di Resta foi o vencedor, esta manhã, da segunda corrida da jornada inaugural do DTM, que aconteceu no circuito de Hockenheim. O piloto da Mercedes levou a melhor sobre o alemão Timo Glock e o brasileiro Augusto Farfus, ambos da BMW, enquanto que António Félix da Costa foi obrigado a abandonar, após um furo na 11ª volta, numa altura em que estava a lutar pelo oitavo posto.

A segunda corrida ficou especialmente marcado pela partida excepcional de Di Resta, que fugiu ao resto do pelotão para dominar a corrida de fio a pavio. Apesar da pressão de Gary Paffett nas duas primeiras voltas, o escocês resistiu e afastou-se o suficiente para ser o vencedor com treze segundos de avanço.

Paffett andou durante muito tempo no segundo posto, mas após a sua paragem nas boxes, este aconteceu de modo atabalhoado e os comissários acabaram por penalizá-lo por isso. O inglês terminou a corrida na quinta posição, com Glock e Farfus a serem beneficiados. No pelotão do meio, houve diversos toques, o maior dos quais a acontecer com Bruno Spengler, que acabou na gravilha, juntamente com Esteban Ocon e Jaime Green.

Quanto a António Félix da Costa, desta vez a sua qualificação correu bem, conseguindo o décimo posto na grelha de partida, e logo no arranque, subiu uma posição e andou na luta pelo oitavo posto. contudo, os varios toques que sofreu nas primeiras dez voltas fizeram com que um dos seus pneus rebentasse, e os danos subsequentes obrigaram-o a abandonar a corrida.

Apesar do mau desfecho, o piloto de Cascais afirma que ficou satisfeito com o andamento do seu carro no fim de semana: "Fiz um bom arranque e tinha todas as condições para ir para a frente. Logo na primeira volta houve muitos toques e infelizmente, hoje calhou a mim, fiquei com o carro danificado e depois mais tarde acabei por furar o pneu. Não foi a melhor maneira de terminar este fim-de-semana, mas por outro lado, o andamento de ontem faz-me estar optimista para a próxima corrida", declarou o piloto da BMW Team Schnitzer.

O DTM continua daqui a duas semanas, na Red Bull Ring, na Áustria.

Youtube Motorsport Video: O amor de Gilles à velocidade

Eu já à partida iria fazer algo em homenagem à Gilles Villeneuve, falecido em Zolder faz hoje 34 anos. Contudo, o nosso finlandês favorito, Antti Kalhola, decidiu colocar hoje um video em homenagem a Gilles - o segundo da sua carreira - onde em pouco mais de quatro minutos, mostra até que ponto ele conseguia puxar pelos limites no seu Ferrari. E como era amado e respeitado por tudo e todos.


Quando mudar a meio do ano fez bem... ou nem tanto (Parte 3)

(continuação do capitulo anterior)

Na terceira (e última) parte desta série de trocas a meio da temporada, vamos para as últimas duas décadas e meia, incluindo a primeiras duas grandes trocas do qual a Red Bull se tornou famosa na Formula 1.


11 - Michael Andretti/Mika Hakkinen (1993)


Em 1993, Ayrton Senna andava indeciso sobre se iria ficar ou correr na McLaren, mas Ron Dennis não perdeu tempo em arranjar um piloto que o poderia substituir. O americano Michael Andretti, filho de Mário Andretti, era uma espécie de "vingança" da Formula 1 sobre a CART, ao tirar um dos seus pilotos mais proeminentes, depois de Nigel Mansell ter trocado as pistas europeias pelas americanas.

Depois de algum tempo, Senna decidiu ficar - a troco de um milhão de dólares por corrida - e começou a "devastar" o americano, que nitidamente tinha um problema de adaptação à Europa. Enquanto que Senna vencia corridas e era a verdadeira oposição à Williams, Andretti apenas conseguia três pontos até à prova de Monza, onde deu um ar da sua graça e conseguiu um terceiro lugar. 

Mas já era tarde para convencer Dennis, que trocou pelo finlandês Mika Hakkinen no GP de Portugal. Ali, o jovem piloto, com passagem pela Lotus, andou a par de Senna desde a primeira corrida e conseguiu um terceiro lugar no Japão, demonstrando a sua rapidez e um passaporte para ficar na equipa de Woking até ao final da sua carreira, em 2001.



12 - Jan Magnussen/Jos Verstappen (1998)



O pai de Kevin Magnussen é um dos melhores exemplos de talento desperdiçado. Certo dia, Ron Dennis contou que tinha aberto a sua mala de viagem para descobrir aquilo que considerou como "a mais desarrumada mala que tinha alguma vez visto. Se ele era assim para arrumar uma mala, imagino como seria a mente dele", concluiu.

Piloto de testes da McLaren, fez uma corrida pela equipa de Woking no final de 1995, quando Mika Hakkinen teve de ser operado devido a uma apendicite. Contudo, Magnussen queria correr, e conseguiu a sua chance em 1997, quando alinhou na Stewart Racing, a equipa de Jackie Stewart. Contudo, não teve muitas chances de brilhar, não só devido à fragilidade do seu carro, como também ao seu estilo fraco de condução. Tanto que Stewart o aconselhou a fazer umas lições de condução com ele (!). 

Quando por fim, Jan Magnussen conseguiu tirar partido do carro, veio tarde. O sexto lugar no GP do Canadá aconteceu irónicamente na sua última corrida pela equipa, sendo substituído por Jos Verstappen, pai de Max. Não fez grande coisa em termos de resultados - não pontuou nessa temporada. 


13 - Jacques Villeneuve/Robert Kubica (2006)


Jacques Villeneuve nunca mais foi o mesmo após ter vencido o mundial de Formula 1 em 1997, ao serviço da Williams. Foi para a BAR, conseguindo alguns resultados de relevo, até abandonar a Formula 1 em 2003. Regressou à categoria máxima do automobilismo no ano seguinte, pela Renault, e depois seguiu para a Sauber, assinando um contrato de duas temporadas, correndo ao lado de Felipe Massa. Contudo, em 2006, a BMW adquiriu a Sauber e contratou o alemão Nick Heidfeld, ficando com Villeneuve, para cumprir o seu contrato com a anterior entidade.

Contudo, ele era constantemente batido por Heidfeld e o canadiano mostrava uma crescente desmotivação para continuar na categoria máxima do automobilismo, e após um acidente feio na Alemanha, Villeneuve decidiu pendurar o capacete de vez. Os alemães não perderam tempo e foram buscar o seu piloto de testes, o polaco Robert Kubica, que tinha vencido a World Series by Renault no ano anterior.

Kubica estreou-se no GP da Hungria, deslumbrando quem não esperava muito dele. Acabou a prova no sétimo posto, mas acabou por ser desclassificado. Contudo, pouco tempo depois, em Monza, conseguiu o terceiro lugar final, sendo o primeiro piloto do Leste Europeu a subir ao pódio. 


14 - Scott Speed/Sebastian Vettel (2007)


Scott Speed foi um dos primeiros pilotos da Red Bull Junior Series, que tinha como objetivo de colocar pilotos jovens na Formula 1. Em dois anos, a equipa comprou primeiro a Jaguar, e depois a Minardi, para fazer, respectivamente a Red Bull e a Toro Rosso. Em 2006, ambas as equipas estavam prontas, e na "equipa B", o americano alinhava ao lado do italiano Vitantonio Liuzzi. 

Contudo, em 2007, as coisas não estavam a correr muito bem para o americano, que até então, ainda não tinha pontuado. No GP da Europa de 2007, a corrida ficou conhecida pelo temporal que se abateu logo na primeira volta, colocando muitos carros na gravilha, incluindo o de Speed. Chegado à boxe, Franz Tost, o diretor da equipa, teve uma discussão com ele que rapidamente virou azeda, com agressões de parte a parte. 

Speed foi despedido e logo a seguir, arranjou como substituto um alemão que lutava pelo comando da World Racing by Renault com o português Alvaro Parente. Chamava-se Sebastian Vettel, e não demorou muito para dar nas vistas, pontuando pela primeira vez na China, com um quinto lugar... depois de arranjar confusão na prova anterior, ao bater na traseira do Red Bull de Mark Webber!  


15 - Sebastian Bourdais/Jaime Alguersuari (2009)


Sebastien Bourdais era um europeu que foi à America para conquistar prestigio. Em 2007, tinha alcançado 31 vitóirias e quatro títulos seguidos na CART, já na sua decadência final, e resolveu tentar a sua sorte na Formula 1, ao serviço da Toro Rosso. Depois de um ano de adaptação, com dois sétimos lugares, esperava-se algo mais em 2009, agora que Sebastian Vettel tinha ido para a Red Bull. 

Contudo, o francês não tinha conseguido nenhum resultado de relevo e estava a ser constantemente batido por Sebastien Buemi. Depois de ter conseguido apenas dois pontos nessa temporada, foi dispensado após o GP da Alemanha, e para o lugar foi o espanhol Jaime Alguersuari, que na altura era o piloto mais novo de sempre ao volante de um Formula 1, com 19 anos de idade.

Bourdais foi de novo para os Estados Unidos, agora na IndyCar, e Alguersuari passou para a história como mais um dos pilotos "queimados" pelos energéticos.  


16 - Timo Glock/Kamui Lobayashi (2009)



A Toyota estava na Formula 1 desde 2002 e tinha ganho a reputação de ser uma equipa muito rica, mas sem alcançar resultados de relevo. Até 2009, não tinha alcançado qualquer vitória. E o mesmo se poderia dizer de Timo Glock, campeão da GP2 em 2007, e que em 2009 tinha conseguido dois pódios, um na Malásia e outro em Singapura. Mas durante a qualificação do GP do Japão, em Suzuka, Glock feriu-se na perna, devido à entrada de um braço da suspensão no seu cockpit, e para o seu lugar veio o japonês Kamui kobayashi.

O japonês tinha dado nas vistas na Formula 3 europeia, mas na GP2, tinha sido bem discreto. A chance de ser piloto titular numa equipa japonesa era ideal para brilhar e foi isso que aconteceu, na corrida seguinte, no Brasil. Kobayashi deu nas vistas, apesar de ter acabado apenas no nono lugar (na altura, não contava para os pontos), mas um sexto lugar em Abu Dhabi fez com que muitos começassem a ver que ali, poderia ter despontado um excelente piloto. Contudo, a Toyota decidiu retirar-se da Formula 1 no final desse ano, e mostrou o seu talento na Sauber.