segunda-feira, 25 de junho de 2012

O enorme retorno da Formula 1?

Desde há algum tempo que sabemos que a Formula 1 vai para a Bolsa de Valores. Que a CVC Capital Partners colocou o equivalente a 30 por cento das suas ações para uma oferta pública de venda na Bolsa de Singapura, numa operação que será ajudada por quatro bancos multinacionais como a suiça UBS, a espanhola Santander e as americanas Morgan Stanley e Goldman Sachs, creio eu.

Esta segunda-feira, o jornal Daily Telegraph falava na sua secção financeira que o retorno desta operação de mil milhões de dólares poderá ser de até... 600 por cento. Descobri este artigo através do Twitter do Karun Chandhok e decidi espreitar e tentar esmiuçar o que vem lá dentro. É que caso isto seja verdadeiro, significa uma das mais bem sucedidas ofertas públicas de sempre numa bolsa de valores.

Contudo, eu tenho algum cepticismo em relação a uma ação destes, nos tempos conturbados que as bolsas de todo o mundo passam neste momento, é complicado. Vide, por exemplo, a operação do Facebook na Bolsa de Nova Iorque e a queda das suas acções nos dias e semanas seguintes. Aliás, falou-se inicialmente que esta operação poderia ser adiada de forma a não ser realizada este ano. Agora fala-se que sim, esta será realizada, pelo menos a acreditar no que vêm da boca de Bernie Ecclestone.

Acho estranho que tal coisa possa ter assim tanta valorização. Aliás, acho até que é um exagero. Mas quando leio quem o autor da matéria, que é o Chris Sylt, que escreve muitas vezes para o site Pitpass, tendo a acreditar que por ali pode haver um fundo de verdade nestas coisas. Mas há outras coisas na matéria que devem ser realçadas, como por exemplo, as dívidas e empréstimos contraídos ao longo dos anos pela CVC Capital Partners. Há um empréstimo de 1,1 mil milhões de dólares contraído em 2006 ao Royal Bank of Scotland, dívida essa que a CVC herdou quando ficou com os ativos da Formula 1 e do qual ainda está a ser paga, apesar dos enormes lucros que a Formula 1 anda a ter todos os anos, cerca de 30 por cento em média.

Todas estas noticias, porém, saem numa altura em que se está a negociar o novo Pacto da Concórdia, do qual não se sabe muito. Fala-se de que algumas equipas, como a Red Bull, McLaren e a Ferrari, poderiam ter um recebimento anual da Formula 1 por valores a rondar os 35 a 50 milhões de euros, tendo em troca a possibilidade de alargar o calendário para 23 ou 24 corridas, o que seria puxar pelos limites fisicos de toda a gente nesta competição.

Mas há também uma pergunta do qual eu gostaria de fazer há muito: com um futuro capital bolsista, as contas não deveriam ser transparentes? pode não ter muito a ver com isto, mas... acho que desde há muito se deveria saber os detalhes destes Acordos, que para mim são demasiadamente generalistas e demasiadamente opacas para ver em detalhe aquilo que sabemos por portas e janelas travessas: que quem manda no negócio é Bernie Ecclestone. E numa futura capitalização bolsista, ele no final do dia levará para casa mais algumas centenas de milhões de dólares no seu bolso. Interessante, não é? 

Esta geração de pilotos deve ser educada

O GP de Valencia foi pródigo, como sempre, de lutas entre pilotos, do qual muitas vezes terminaram em acidente. Os dois mais conhecidos foram os de Jean-Eric Vergne com Heikki Kovalainen, e o da penultima volta da corrida, entre Pastor Maldonado e Lewis Hamilton, uma luta pelo terceiro posto que terminou em choque, com ambos os pilotos a perderem a "medalha de bronze" a favor do veteranissimo Michael Schumacher, que aos 43 anos, se tornou no piloto mais velho a subir ao pódio desde Jack Brabham, que foi segundo classificado no GP da Grã-Bretanha de 1970, corrida vencida pelo lotus de Jochen Rindt e onde Emerson Fittipaldi se estreou na categoria máxima do automobilismo.

A tarde de domingo foi mais prolongada do que o normal, porque os comissários de pista se dedicaram a ver o filme da corrida, de trás para a frente e parando várias vezes para ver todos os incidentes de corrida: entre Kovalainen e Vergne, os dois incidentes de Kamui Kobayashi com Bruno Senna e depois com Felipe Massa, e para finalizar, o incidente entre Maldonado e Hamilton. E todos eles acabaram com penalizações: Vergne paga uma multa de 25 mil euros e perde dez lugares para Silverstone, Kobayashi perde cinco lugares nas duas manobras "banzai" e Maldonado perderá também dez lugares na qualificação britânica, para além da penalização de vinte segundos pós-corrida, que o fizeram perder o décimo posto a favor do seu companheiro de equipa, o brasileiro Bruno Senna.

É ótimo termos lutas na pista? Claro. É ótimo vermos ultrapassagens, mas acho sempre que tem de ser feito em segurança e sem colocar outros em perigo. No caso do incidente Vergne/Kovalainen, creio que foi mais um incidente de corrida, e as multas e penalizações foram um pouco exageradas. O próprio piloto francês pediu desculpa ao finlandês via Twitter, dizendo que o erro foi dele e foi um daqueles do principiante que ele é. Claro, isso não evita as penalizações acima referidas.

No caso de Maldonado/Hamilton, acho que aquilo foi mais um abuso, embora ache que o britânico estava na trajetória certa. Mas com pneus totalmente gastos, não tinha muitas hipóteses. E Maldonado, acho eu, é vítima da sua própria impulsividade. Fico com a sensação que não tem paciência, não sabe esperar, ainda por cima sabendo que os pneus do britânico estavam em pior condição dos dele. E por causa disso, perdeu um pódio certo. Aí, direi que mereceu as penalizações, não porque tivesse sido culpado, mas para que pense o que perdeu por "deitar fora o cérebro". Deve aprender a ser mais paciente nas corridas, fale com o Alexander Wurz para que lhe ensine a usar o cérebro.

Isto tudo demonstra que esta geração de pilotos não foi educada a ultrapassar o seu adversário. Foram moldados para que não desistir de lutar pela posição, não impota como. E isso para mim é preocupante, pois estamos a falar da primeira geração que cresceu sem ver mortes na Formula 1. Toda a gente sabe disso desde o 1º de maio de 1994, mas essa geração está a chegar às pistas e julga que tudo isto é como na Playstation, e não é. Fiquei muito preocupado quando um um Twitter do piloto cipriota Tio Elinas, que nesta segunda corrida em Valencia, para chegar ao terceiro posto, não hesitou em colocar para fora o seu adversário, o italiano Kevin Ceccon. Para se justificar, citou Ayrton Senna após o GP do Japão de 1990, quando colocou Alain Prost fora de pista na primeira curva:

"Estamos a competir para vencer. E se não lutares por aquele nicho, aquele pedaço de pista, não és mais um piloto de corridas".

Para quem não sabe - ou já não se lembra - isso foi em resposta a uma pergunta feita por Jackie Stewart, o tricampeão do mundo escocês, numa entrevista na corrida seguinte, no GP da Australia. Ao lhe perguntar se a sua manobra na corrida anterior não era perigosa, colocando-os em risco de vida, Senna defendeu-se nessa altura - e de modo algo exaltado - da manobra na primeira curva por causa do então presidente da FISA, o francês Jean-Marie Balestre, lhe ter mexido no lugar da pole-position, uma subtileza para ajudar o seu arqui-rival Alain Prost. Mas aquele exemplo ficou na mente de muita gente, especialmente desta nova geração, que passou as manhãs e tardes de domingo na frente dos televisores. E muitos, como sabem, aprenderam a idolatrar Senna. 

Só que Senna provavelmente foi para o seu túmulo desconhecendo que tinha criado, com os seus exemplos, pequenos monstros. Quer queiramos, quer não, esta jovem geração foi educada a seguir os exemplos dos seus ídolos. E os que cresceram nos anos 90 têm dois nomes na cabeça: Senna e Schumacher. Não tem Alain Prost, não tem Damon Hill, não tem Mika Hakkinen. Os seus dois maiores expoentes são pilotos que decidiram que para vencer, tinham de ser bravos, tinha de valer tudo. Escuso de vos lembrar a manobra de Schumacher a Hill em Adelaide, em 1994... A frase que Elinas citou é o exemplo desta geração: vão dar tudo para passar e tudo para vencer. Colocar fora o adversário é um incidente de corrida, porque os carros são fortes, protegem-no do embate contra a parede ou do muro de pneus.

Acho que na minha ótica, estes pilotos não só deveriam ser educados a conduzir. Também deveriam ser educados a como comportar-se em pista. O automobilismo, que eu saiba, nunca deixou de ser perigoso e como a FIA gasta neste momento muitos milhões a prevenir a sinistralidade rodoviária, não seria de mau tom se colocasse algum dinheiro de parte para aducar os pilotos que tem e aí vêm.

WRC: Presidente da Toyota planeia regresso em 2014

A noticia aparece de vez em quando, mas desta vez os rumores são realidade. Apesar de ainda não se saber em que modelo, o presidente da Toyota, Yoshitaki Kinoshita, afirmou esta semana na sede da TTE, em Colónia, que a marca está a desenvolver um motor 1.6 Turbo para 2014, com o objetivo de o colocar num modelo para correr no Mundial WRC, naquilo que pode ser um regresso à competição desde 1999.

O nosso objetivo é o WRC, e esperamos que seja possível já em 2014. Precisamos de entrar no jogo, desenvolver motores e homologar um carro. O futuro é para já desconhecido mas temos de colocar um projeto nos ralis em marcha. Temos conversado com a FIA, mas para chegar ao WRC são precisos vários passos. Recordo que ao parar em 1999 a Toyota perdeu pessoas e 'know how' a esse nível. Portanto, temos de 'reconstruir' isso tudo.”, referiu.

Caso isso aconteça, a Toyota poderá ser a quinta marca a fazer parte do Mundial, ao lado da Ford, Citroen, Volkswagen - que entrará em 2013 - e eventualmente Mini. Contudo, o presidente não referiu que modelo é que iria ser usado, embora se fale muito do utilitário Yaris.

Contudo, no Japão, a marca honologou um modelo GT86 com um motor atmosférico de dois litros. Embora isso não pode ter nada a ver com o assunto, o que se sabe é que neste momento, a Toyota está em conversações com a FIA no sentido de esclarecer sobre os regulamentos, de modo a poderem escolher o modelo mais adequado para um eventual regresso, dentro de ano e meio.

Formula 1 em Cartoons - Valencia (Pilotoons)

A corrida espanhola, vista pelo Bruno Mantovani, mostrou um Fernando Alonso dominante. Diria mesmo... monstro. E isso que podem ver pelo seu desenho, não é? 

domingo, 24 de junho de 2012

Youtube Rally Crash: o acidente de Ott Tanak na Nova Zelândia


O Rali da Nova Zelândia só teve dois momentos onde os pilotos passaram por um mau bocado, ao contrário do que acontece normalmente. O primeiro aconteceu com o - já habitual - Jari-Matti Latvala, quando perdeu o controlo do seu carro e prendeu uma das rodas do seu Ford Fiesta numa cerca, fazendo-o perder cerca que quatro minutos e o afastando da luta pela vitória.

O segundo momento aconteceu esta madrugada, durante a 20ª classificativa do rali, quando o estónio Ott Tanak perdeu o controle do seu Ford Fiesta, quando lutava pelo quinto lugar neste rali, devido também a um despiste quando tentava ser mais rápido do que a sua concorrência mais direta, constituida pelo belga Thierry Neuville e o Mini de Dani Sordo. Contudo, os estragos de Tanak foram demasiado grandes para poder continuar neste rali, impedindo-o de marcar pontos.

Mas é como digo: tirando este dois, o rali neozelandês até foi calmo. Até Ken Block se portou bem e levou o carro até ao fim...

Formula 1 2012 - Ronda 8, Valencia (Corrida)

Quando amanheceu neste domingo de verão, em Valencia, sabia-se que para alem do calor convidar as pessoas a irem às praias de El Puig e arreedores, iria haver o último GP da Europa naquelas paragens, dado que a crise aperta por aquelas bandas e as regiões autonómicas estão já à beira da falência. Havia muita expectativa, claro, para saber se iria haver um oitavo vencedor diferente nesta temporada, com os Lotus a serem os candidatos numero um e dois. também havia expectativa para saber quem seria o piloto que iria repetir uma vitória nesta temporada. O candidato numero um seria Sebastien Vettel, por partir da pole-position, mas também tinha Lewis Hamilton, o segundo da grelha. 

Havia também outros candidatos mais improváveis, como Fernando Alonso, que partia da 11º posição, e Mark Webber, que era o 19º na grelha, mas por aquelas bandas, tudo era possivel, especialmente devido ao facto de saber se as peças dos carros iriam resistir ao calor sufocante daquelas bandas.

A corrida começou com Vettel a segurar Hamilton, Grosjean e Maldonado e a ficar na frente da corrida, enquanto que mais atrás, o japonês Kamui Kobayashi armou confusão, ao bater em Bruno Senna, com este a ir para as boxes porque os comissários consideraram que... o brasileiro era o culpado. Mas isso tem uma explicação: o comissário convidado daquele final de semana era Mika Salo. Aquele que quer ver o Senna fora para colocar o Valtteri Bottas porque acha que é o maior...

A corrida estava tranquila até na primeira paragem nas boxes, com Vettel na frente de Hamilton, Grosjean e Alonso, que tinha aproveitado bem a primeira paragem para subir umas posições. Tudo indicava que o pódio era algo possivel para o espanhol, mas...

Mas... Jean Eric Vergne toca em Heikki Kovalainen, naquela nova briga que há entre a Caterham e a Toro Rosso, ambos ficam danificados - e Vergne leva dez lugares de penalização e 25 mil euros de multa - e o Safety car entra em pista. O resultado faz com que Vettel, que liderava com sobras, se juntasse com o resto do pelotão e visse toda essa vantagem a esfumar-se. Quando esta começou, Alonso passa Grosjean e beneficia do primeiro golpe de teatro do dia: a desistência de Vettel, vítima de um problema hidraulico. 

Assim sendo, Alonso fica com o primeiro lugar, e com pneus mais novos, vai-se embora com alguma facilidade frente a Romain Grosjean e a Lewis Hamilton. Pouco depois, o segundo golpe de teatro acontece quando o piloto francês desiste com problemas no alternador do seu carro. Tudo isto em claro contraste com Felipe Massa, que tinha (mais uma vez) uma corrida para esquecer, pois sido mais uma vítima do excesso do Sauber de Kamui Kobayashi. O brasileiro arrastou-se pela pista pelo resto da corrida, ao ponto de ter sido ultrapassado pelo Caterham de Vitaly Petrov, que chegou a andar nos pontos até que um toque com o Toro Rosso de Daniel Ricciardo o fez partir o bico e acabar mais atrás, na 13ª posição.

A parte final foi emocionante. Com os pneus Pirelli a esfarelarem-se, Alonso escapava-se das confusões que aconteceria atrás, especialmente Lewis Hamilton, que era segundo e lutava contra maus pneus. Não aguentou Kimi Raikkonen e na penultima volta, resistiu até que pode aos ataques de Pastor Maldonado, o piloto da Williams. E a luta foi tal que ambos... bateram. O britânico desistiu de imediato e o venezuelano, mesmo com o nariz quebrado, acabou a cair até ao décimo posto, o último lugar pontuável. Quem beneficiou disto tudo foi Michael Schumacher, que com o seu Mercedes, subiu ao pódio no terceiro lugar, o primeiro desde o seu regresso, em 2010. Mas... 

Mas parece que as corridas deste ano não acabam depois da bandeira de xadrez. Parece que a nova tendência é a secretaria da FIA, devido às penalizações. Primeiro, o venezuelano foi penalizado com dez lugares na partida do GP seguinte, em Silverstone. E para piorar as coisas, levou 20 segundos de penalização, perdendo o décimo posto a favor de Bruno Senna. Depois surgiram as suspeições de que Michael Schumacher passou em plena zona de DRS sob bandeiras amarelas, o que poderia dar uma penalização de vinte segundos.

No pódio, a chorar pelo facto de ter vencido "em casa", Fernando Alonso deve estar a pensar na sorte que teve e no esforço que fez do 11º posto para chegar até ali. E deverá pensar também no mau carro que lhe deram no inicio do ano e no esforço que fez nas primeiras corridas para o fazer funcionar, antes deles terem melhorado o carro. E querem saber quem vai vencer o título? Vai ser o Fernando Alonso. 

A razão? Já se sabia que é muito bom a tirar o melhor do carro, mas hoje, teve a estrela da sorte. E em Valencia, lucrou imenso com os azares e os desastres dos outros: Vettel desistiu com problemas mecânicos, Hamilton bateu em Maldonado, Grosjean teve também problemas mecânicos, Webber teve um mau fim de semana. O Principe das Asturias, neste fim de semana valenciano, nasceu com o rabo para a Lua. E no dia em que por fim, houve uma repetição na lista de vencedores nesta temporada, parece que Alonso é agora o candidato numero um. Afinal de contas, no carro mais improvável para vencer como começou por ser o Ferrari F2012, ele tem agora vinte pontos de avanço... 

GP3: Niderhauser vence, Felix da Costa oitavo

O suiço Patric Niederhauser tornou-se no quinto vencedor diferente em seis corridas ao ganhar esta manhã a segunda corrida da GP3 que aconteceu esta manhã no circuito de Valencia. A corrida foi um duelo entre ele e o alemão Daniel Abt, com o cipriota Tio Elinas a ficar com o terceiro posto, mas com uma decisão polémica, ao colocar para fora o carro do italiano Kevin Ceccon.

Quanto a Antonio Felix da Costa, depois de uma corrida para esquecer, o piloto português tinha de fazer algo de diferente para que saísse de Valencia com um sorriso nos lábios. E assim fez: em apenas 14 voltas, patindo de último na grelha, passou 16 concorrentes e chegou ao fim na oitava posição, conseguindo de permeio a volta mais rápida da corrida.

Foi uma corrida sempre ao ataque, efetuei inúmeras ultrapassagens e o carro estava bem equilibrado. Na última volta consegui ainda a volta mais rápida, que não só me dá dois pontos extra, como mostra que estamos rápidos e dá-me confiança para encarar com otimismo a próxima corrida, em Silverstone”, referiu.

A GP3 voltará para mais um fim de semana duplo no circuito de Silverstone, dentro de duas semanas.

WRC 2012 - Rali da Nova Zelândia (Final)

Como seria de esperar, os Citroen venceram em toda a linha, com o resultado já combinado desde o inicio do dia de ontem, quando se decidiu que Sebastien Löeb seria o vencedor do rali, relegando Mikko Hirvonen para o segundo posto. A diferença entre os dois pilotos ficou-se pelos 29,6 segundos, relegando o terceiro classificado, o Ford fiesta oficial de Petter Solberg, a um minuto e 36 segundos do piloto francês, que cada vez mais se aproxima de mais um título mundial.

O norueguês Petter Solberg foi o melhor dos Ford, como já foi dito anteriormente, que conseguiu superar o russo Evgueny Novikov.

A grande novidade deste terceiro dia foi a retirada do estónio Ott Tanak, na 20ª classificativa deste rali, quando este se despistou a alta velocidade e capotou fortemente. Os danos foram demasiado extensos para poder continuar e o piloto perdeu uma boa oportunidade para manter o quinto posto, que acabou nas mãos do belga Thierry Neuville. Dani Sordo, que venceu duas classificativas neste domingo, foi o sexto da geral, na frente do finlandês Jari-Matti Latvala, que teve mais um rali para esquecer, sendo que o sétimo posto final  sabe a muito pouco.

Quanto a Armindo Araujo, o oitavo lugar final é uma recompensa pelo facto de ter levado o carro até ao fim, apesar das dificuldades que teve, especialmente com a suspensão. conseguiu manter o ritmo no terceiro dia, controlando os avanços do seu mais direto concorrente, o americano Ken Block. “Fizemos um rali muito bom e conseguimos alcançar o resultado que cumpre com os objetivos que traçamos. Hoje tivemos de gerir muito bem os pneus que ainda tínhamos disponíveis e segurar a vantagem com que partimos sobre o Ken Block. Foi um dia tranquilo, sem cometer erros e estamos muito satisfeitos por termos voltado a terminar nos pontos”, afirmou. 

A fechar os pontos apareceu o austriaco Manfred Stohl, que pilotando o carro da Brazil World Rally Team, no lugar de Daniel Oliveira, saiu da sua situação de retirada para terminar este rali num bom décimo posto e recolher um ponto para a classificação geral.

Agora o Mundial de ralis regressa à europa para no final do mês de julho, correr nas velozes classificativas da Finlândia.   

sábado, 23 de junho de 2012

GP3: Mitch Evans vence primeira corrida em Valencia

Mitch Evans foi o melhor esta tarde na GP3 em Valencia, numa corrida onde ele dominou ao longo do final de semana na pista espanhola. Na corrida, o piloto australiano largou melhor do que o finlandês Aaro Vaino e do italiano Kevin Ceccon, que se atrasou um pouco, superado por David Fumarelli e o cipiriota Tio Ellinas, que lutaram entre si para ver quem ficava com o lugar mais baixo do pódio. No final, Fumarelli conseguiu uma ultrapassagem bem feita a Ellinas e fica com o lugar mais baixo do pódio. 

Para Antonio Felix da Costa, está a ser um fim de semana dse pesadelo. Depois da organização lhe ter retirado o quinto melhor tempo na grelha, por se terem descoberto discos de travões mais estreitos no seu carro, o piloto português viu-se obrigado a partir da última posição da grelha. Contudo, após a partida, conseguiu recuperar grande parte do tempo perdido até à quarta volta quando, ao disputar a décima posição na corrida com o russo Dimitry Suranovich e o americano Conor Daly, Felix da Costa exagerou na travagem e bateu no carro do piloto russo, abandonando os dois. 

Depois da penalização na qualificação, tudo ficou mais difícil, ainda assim ataquei ao máximo na corrida e nas duas primeiras voltas recuperei de 24º para 11º, até que na terceira volta envolvi-me num acidente com um adversário. Acabou por ser um péssimo final, num dia para esquecer”, referiu o jovem piloto da equipa Carlin.

Em relação às mulheres, a melhor foi a local Carmen Jordá, que foi 13ª, na frente de Vicky Piria, que chegou ao fim na 17ª posição, um lugar na frente da britânica Alice PowellA segunda corrida ocorrerá amanhã de manhã.

Formula 1 2012 - Ronda 8, Valencia (Qualificação)

Debaixo de um sol escaldante, neste fim de semana valenciano (quase 40 graus à sombra), máquinas e pilotos encararam esta qualificação para o GP da Europa, em Valencia, como mais uma etapa neste campeonato absolutamente equilibrado, tão equilibrado que muitas vezes, um segundo é tempo mais do que suficiente entre uma pole-position e ficar encravado no meio do pelotão, num cinzento - e quem sabe infernal - 14º posto. É isto que se viu nos treinos livres e era isto que se esperava na qualificação.

E assim foi, não sem surpresas. O filme da Q1 começou com a noticia da indisposição de Timo Glock, que o impediu de disputar a qualificação, mas depois teve um momento surpreendente com o mau tempo de Mark Webber, que não foi capaz de passar para a fase seguinte, ficando apenas no 19º posto na grelha de partida, batendo apenas os Marussia e os HRT, nem sequer chegando ao Toro Rosso de Jean-Eric Vergne. Foi um dia de pesadelo para o piloto australiano, pois depois de ter perdido grande parte da sessão de treinos livres desta manhã devido a problemas de travões, na qualificação contou igualmente com problemas no DRS do seu monolugar.

Em claro contraste, também na Q1, foi interessante ver a confirmação da tendência revelada no dia anterior: os Caterham estão a evoluir e já estão lado a lado com os Toro Rosso. Heikki "Angry Bird" Kovalainen não só passou para a Q2 como ficou na frente de... Daniel Ricciardo, o melhor colocado da equipa de Faenza. Aparentemente, as suas prestações nos treinos estão a melhorar bastante e a ideia de começarem a ameaçar os lugares pontuáveis começa a ser algo real. E não ficaram muito longe do Sauber de Sergio Perez, menos de um segundo, para ser mais exato.

Mas também houve outra surpresa na Q2, quando Fernando Alonso conseguiu apenas o 11º tempo, falhando por pouco a passagem para a Q3, para desilusão dos muitos fãs locais que foram aplaudir o "Principe das Asturias". Aquela recuperação da Scuderia, mais do que óbvia nas últimas corridas, parece que foi dado um passo atrás nesta qualificação valenciana. Mas esse foi também o símbolo do enorme equilíbrio que existe neste momento entre os carros da frente, onde existem doze, treze ou mais carros no mesmo segundo.

E claro, para o piloto espanhol, isso não implica que o fim de semana esteja perdido: “Não conseguir chegar à Q3 é um bocado triste para nós mas hoje foi assim. Infelizmente não fomos suficientemente rápidos, mas a corrida é amanhã e esperamos conseguir marcar muitos pontos amanhã mesmo começando de 11º lugar e veremos em que posições vamos terminar”, começou por referir Alonso à BBC após o final da qualificação. Felipe Massa foi o 13º, com o alemão Michael Schumacher entre eles, e Bruno Senna foi 14º.

Na Q3, Sebastian Vettel precisou de fazer apenas uma tentativa para obter a sua terceira "pole" do ano. Sem cometer erros, e estando com os melhores pneus possíveis, fez um tempo de 1.38,086 segundos, o suficiente para bater Lewis Hamilton por 324 centésimos. O britânico fez um bom tempo, mas esteve mais uma vez nas bocas do mundo por motivos menos bonitos: um alegado bloqueio à volta mais rápida de Nico Rosberg faz com que seja, mais uma vez, escrutinado pelos comissários, que verificarão se é passível de ser - ou não - penalizado.

Pastor Maldonado deu também nas vistas ao ser o terceiro na grelha, mostrando que nas pistas mais urbanas, o venezuelano dá um ar de sua graça com o seu Williams. Romain Grosjean e Kimi Raikkonen foram quarto e quinto, separados por apenas... oito milésimos de segundo, ambos na frente do Mercedes de Nico Rosberg e do Sauber de Kamui Kobayashi. O Force India de Nico Hulkenberg, o McLaren de Jenson Button - continua a sofrer nesta parte da temporada - e o segundo Force India de Paul di Resta fecharam a Q3 nesta corrida espanhola.

E no final, independentemente das polémicas, Seabastian Vettel fazia história. A pouco mais de duas semanas de comemorar o seu 15º aniversário, o bicampeão alemão igualava o recorde de Jim Clark e de Alain Prost, que juntos têm seis títulos mundiais. Terceiro no "ranking" de "pole-positions" todos os tempos, a partir dali, falta apenas Ayrton Senna e Michael Schumacher para os apanhar. E mesmo que este ano, o Red Bull RB8 não seja um grande chassis, comparado com o do ano passado, numa temporada tão equilibrada como esta, ainda serve para fazer um ou outro brilharete, comemorado da unica maneira que sabe: de dedo indicador espetado.

E a continuar assim, provavelmente neste final de semana teremos repetição em termos de vencedores. Vettel é o favorito numero um e tem tudo para ganhar.

WRC 2012 - Rali da Nova Zelândia (Dia 2)


O segundo dia do Rali da Nova Zelândia foi essencialmente marcado pela luta entre os dois primeiros, Sebastien Löeb e Mikko Hirvonen, ambos pilotos da Citroen, que lutaram pela primeira posição ao longo do dia, distanciando-se grandemente da concorrência, reduzindo as hipóteses de vitória aos dois pilotos.


Tivemos uma boa batalha com o Mikko hoje. Foi uma tarde difícil, muito escorregadia, além de eu não gostar do troço de Girls High School. É bastante técnico e perdi cerca de oito segundos ali de manhã. É interessante ter uma batalha com o Mikko e amanhã vou forçar para o manter atrás de mim”, referiu Löeb no final do dia.

Pouco depois, a Citroen ordenou aos seus pilotos para que mantivessem as posições até ao final do rali, o que significava que Sebastian Löeb, caso não tenha qualquer problema ou despiste, é o vencedor deste rali. 

Disse-lhes para se manterem como estão agora. Não faz sentido para eles continuarem a lutar amanhã”, começou por afirmar Yves Matton, diretor da equipa Citroën Racing, acrescentando que o facto de Hirvonen estar ‘curto’ em pneus macios para o último dia ajudou a tomar esta decisão. “O Sébastien tem alguns pneus [macios] para amanhã, mas o Mikko não e com esta situação uma hipótese de luta poderia ficar ainda mais complicada, pelo que é prudente que parem [de lutar pela vitória]. Falei com o Mikko e ele compreende, sendo que na verdade, ele chegou à mesma conclusão que eu acerca desta situação”, acrescentou.

Atrás, no terceiro lugar, está Petter Solberg, que após ter passado o russo Evgueny Novikov, afastou-se e consolidou o lugar mais baixo do pódio, sem contudo poder apanhar os pilotos da frente. Quinto classificado é o estónio Ott Tanak, também em Ford, que tem atrás de si o Citroen de Thierry Neuville e o Mini de Dani Sordo, não muito longe entre si. Jari-Matti Latvala está a tentar recuperar o tempo perdido, mas é um distante oitavo, a mais de quatro minutos do líder. 

Quanto a Armindo Araujo, o seu dia foi complicado, devido a problemas num dos seus amortecedores. Apesar de saber que dificilmente iria resistir aos ataques de Jari-Matti Latvala, teve de se preocupar em minimizar as perdas perante o Ford Fiesta do americano Ken Block, que estava atrás de si, no décimo posto.

Começamos a ouvir um barulho estranho logo na primeira especial do dia e senti que a traseira estava demasiado solta. Durante a manhã o barulho foi aumentando de intensidade e aí percebemos que uma peça do suporte do amortecedor tinha cedido. Não podíamos trocar essa peça na assistência remota e por isso tivemos de fazer todas as especiais assim”, explicou, na chegada a Auckland, o piloto do Mini.

Atacamos forte na segunda metade e corremos o risco de o problema se agravar e desistir mas, só assim, conseguiríamos minimizar as perdas para o Ken Block. Sabíamos também à partida para o dia de hoje que seria difícil segurar o Latvala atrás de nós e estamos satisfeitos por termos conseguido manter uma posição dentro dos dez primeiros que é o nosso objetivo”, disse ainda o piloto de Santo Tirso.

O Rali da Nova Zelândia termina na próxima madrugada.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

GP Memória - Belgica 1952

Dois meses depois do inicio da temporada, em Berna, máquinas e pilotos estavam em Spa-Francochamps para a terceira prova do ano, três semanas depois de ter vencido as 500 Milhas de Indianápolis. O numero de inscritos era grande, mas haviam algumas ausências de relevo, como o argentino Juan Manuel Fangio, que sofrera um grave acidente em Monza e iria ficar fora de combate por vários meses.

E para piorar as coisas, o italiano Luigi Fagioli, que no ano anterior tinha vencido o GP de França, numa condução partilhada com Juan Manuel Fangio, tinha morrido, vítima de ferimentos causados por um acidente três semanas antes, numa prova de Sport no Mónaco.

Assim sendo, 22 carros participam na corrida belga, com a Ferrari a inscrever três carros, para Alberto Ascari, Piero Taruffi e Nino Farina, com mais dois carros privados nas mãos de Charles de Tornaco e Louis Rosier. Sem Maseratis nos inscritos, os maiores rivais eram os franceses da Gordini, que tinham dois oficiais para os franceses Robert Manzon e Jean Behra, bem como para o belga Johnny Claes. Dois Simca-Gordini estavam presentes, e ambos pertenciam a privados: o tailandês Bira e o americano Robert O'Brien.

Os ingleses estavam presentes em grande numero. Cinco HWM estavam inscritos, para os britânicos Lance Macklin e Peter Collins, os belgas Roger Laurent e Paul Frére, e o australiano Tony Gaze, um antigo piloto da RAF na II Guerra Mundial. Três Cooper-Bristol estavam presentes, para Mike Hawthorn, Alan Brown e Eric Brandon. Havia também um ERA-Bristol para Stirling Moss, um Frazer-Nash para Ken Wharton, um Aston Buttleworth para Robin Montgomerie-Charrington, e por fim, um Veritas para o belga Arthur Legat.

Na qualificação, o melhor foi Alberto Ascari, três segundos mais rápido do que Nino Farina e nove segundos mais rápido do que Piero Taruffi. Robert Manzon e Jean Behra foram respectivamente quarto e quinto na grelha, seguido do Cooper-Bristol de Mike Hawthorn. Ken Wharton foi o sétimo, seguido do HWM de Paul Frére. A fechar o "top ten" estavam o Cooper-Bristol de Alan Brown e o ERA-Bristol de Stirling Moss.

O dia da corrida começou debaixo de chuva e a pista ainda estava molhada quando se deu o sinal de largada. Taruffi arrancou mal enquanto que Behra, pelo contrário, foi bastante melhor e conseguiu passar os dois pilotos da Ferrari e ficar no primeiro lugar após o final da primeira volta. Entretanto, Moss deu também nas vistas à chuva, mas depois sofreu um despiste e abandonou.

Nas voltas seguintes, ambos os Ferrari passaram Behra, afastando-se dele, enquanto que Taruffi fazia uma corrida de recuperação, chegando-se ao francês na volta 13, ultrapassando-o. Mas pouco depois, na zona de Malmedy, o italiano despista-se e bate em Behra, abandonando ambos. Quem herda o lugar é Robert Manzon, que tinha ultrapassado Mike Hawthorn, que sofria com uma fuga de combustível no seu Cooper.

Até ao final da corrida, Ascari foi capaz de segurar Farina e vencer pela primeira vez na temporada. Robert Manzon deu um pódio à Gordini, enquanto que Hawthorn e o belga Paul Frére, no seu HWM.

Grand Prix, o álbum de banda desenhada

Se algum dia me perguntassem para escolher cinco blogs do qual espero mais ansiosamente pelos seus comentários, os que vêm logo à cabeça, sem pensar, são estes: o Cadernos, do Daniel; o Bandeira Verde, do Leandro; o F1 Nostalgia, do Rianov; o F1 Corradi, do Humberto e o francês Memoirs des Stands. Claro que todos os outros são dignos da espera, mas o facto destes serem originais ou que nos trazem algo de novo, significam que a espera é algo do qual vale a pena. No caso do blog francês, hoje me apresenta algo que não vejo frequentemente, fora do universo do Michel Vaillant: um álgum de banda desenhada. Neste caso em particular, trata-se do álbum "Grand Prix", desenhado por Marvano, sobre os anos 30.

O álbum, no seu original francês, já tem dois volumes e o terceiro sairá no próximo 29 de junho em terras gaulesas. E neste terceiro volume, fala-se sobre os anos finais, entre 1937 e 39, com os acidentes mortais de Bernd Rosemeyer e Ernest Von Delius, bem como a ascensão e queda de Richard Seaman e a caminhada para o conflito armado que a cada dia que passava naqueles tempos, era cada vez mais inevitável.

Tal como no caso de Michel Vaillant, há uma mistura de ficção com realidade, mas neste caso, o piloto ficcionado, Henry Tolliver, não parece ser uma personagem tão central como Michel Vaillant. Aqui, ele parece ser mais testemunha dos factos que aconteceram naquele tempo, como o famoso desafio Auto Union-Mercedes, de 28 de janeiro de 1938 e que terminou com a morte de Rosemeyer, ou por exemplo, a última corrida antes da II Guerra Mundial, em Belgrado, vencida por Tazio Nuvolari, num Mercedes, corrida ao mesmo tempo que Grã-Bretanha e França declaravam guerra à Alemanha nazi.

Os desenhos são bem feitos. Espero ver algum dias essas obras traduzidas para português.

Formula 1 2012 - Ronda 8, Valencia (Treinos)

Duas semanas depois de terem estado em Montreal, a Formula 1 regressa à Europa para aquela que vai ser a última passagem pelo circuito urbano de Valencia como GP da Europa, já que em 2014, ele voltará como GP de Espanha, no acordo que já fez oficiosamente com Barcelona para alternar como palco do GP ibero, como forma de partilhar as despesas, cada vez maiores e mais exigentes, da parte de Bernie Ecclestone.

Estas sessões de treinos são o que são: para uns, meros testes para adptação do carro para situações de corrida, para outros, ver como é que ele se comporta quando está o mais leve possivel e com novas peças, estadas em simuladores virtuais e em túneis de vento. Daí que ver Pastor Maldonado no topo da tabela de tempos na primeira sessão, e Sebastian Vettel no topo na segunda sessão, tem de ser visto de forma relativa, porque podem ser apenas testes para a qualificação de amanhã. Em suma: não levem isto muito a peito.

Na primeira sessão, como foi dito, Pastor Maldonado foi o melhor, conseguindo bater por 83 centésimos de segundo o Red Bull de Sebastian Vettel, e por 94 centésimos o outro Red Bull de Mark Webber. Jenson Button foi o quarto melhor, a 104 centésimos, e Fernando Alonso, o herói local, o quinto, a 175 centésimos. Paul Di Resta foi sexto, a 215 centésimos, seguido por Michael Schumacher, Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Kimi Raikkonen, este a 730 centásimos.

Interessante foi ver que os 13 primeiros estiveram separados por menos de um segundo, sendo que Felipe Massa fez o 14º melhor tempo, já a mais de um segundo. Bruno Senna cedeu o seu lugar nesta primeira sessão ao finlandês Valtteri Bottas, que fez o 16º tempo, imediatamente na frente do Caterham de Heikki Kovalainen, que ficou a meros 1.552 segundos do primeiro lugar, e na frente dos Toro Rosso. Sinal dos tempos? A tendência indica que sim...

Na segunda sessão, onde os pilotos estavam mais preocupados com simulações de corrida, Sebastian Vettel foi o melhor, conseguindo bater por 131 centésimos o Force India de Nico Hulkenberg. Kamui Kobayashi deu uma manifestação de força ao conseguir o terceiro melhor tempo, a 261 centésimos do primeiro, apesar de ter tido problemas com o seu Sauber. Michael Schumacher foi o quarto, seguido por Bruno Senna, a 310 centésimos de Vettel. Paul di Resta foi o sexto melhor, seguido por Fernando Alonso, a 399 centésimos. Romain Grosjean foi o oitavo e o melhor dos Lotus, a 534 centésimos e a fechar o "top ten" ficaram o Red Bull de Mark Webber e o segundo Lotus de Kimi Raikkonen.

Desta vez, foram 15 os pilotos que ficaram separados por um mero segundo, com Felipe Massa a fechar nesse grupo. E desta vez, foi Vitaly Petrov a ficar na frente dos Toro Rosso, a 1,6 segundos do melhor piloto, enquanto que desta vez, os Marussia foram melhores do que os HRT, mas a meros três segundos dos primeiros. Ver-se-á se tal coisa se repetirá na qualificação de amanhã que tal como hoje, acontecerá debaixo de imenso calor.

WRC 2012 - Rali da Nova Zelândia (Dia 1)

Depois de terem andando no mês passado nas classificativas pedregosas da Grécia, o Mundial de Ralis está agora no outro lado do mundo, mais concretamente na Nova Zelândia, onde nestaa madrugada europeia se realizou a primeira etapa. As incidências foram mais ou nemos as mesmas dos ralis anteriores: Sebastian Löeb lidera, Jari-Matti Latvala foi à valeta, Mikko Hirvonen e Peter Solberg secundarizam-se. 

Mas vamos por partes: o rali começou com Hirvonen a fazer uma partida melhor do que Löeb, chegando a abrir uma vantagem de onze segundos sobre o piloto francês, que o obrigou a efetuar manobras de recuperação do tempo perdido. Jari-Matti Latvala, o melhor dos Ford, era o terceiro, na frente do belga Thierry Neuville, enquanto que Petter Solberg tinha sido vítima de uma má escolha de pneus e caira para sexto, a 54 segundos de Hirvonen, tendo entre ele o estónio Ott Tanak e o russo Evgueny Novikov. No oitavo e nono lugares rolavam os Mini de Dani Sordo e Armindo Araujo.

Com o aproximar do meio dia, Löeb começava a recuperar segundos perante Hirvonen, e no final da quarta classificativa, a diferença foi de 3,9 segundos, com Latvala no terceiro posto, a 16 segundos. Contudo, na parte da tarde, houve alterações dramáticas. Na sétima classificativa do dia, Latvala despistou-se e bateu numa cerca, perdendo cerca de quatro minutos para recolocar o seu carro na estrada, caindo para o nono lugar da classificação, atrás do mini de Armindo Araujo. Estou muito, muito desiludido. Não me consigo recordar de estar assim tão desapontado em muito tempo”, referiu Latvala no final do dia. 

As esperanças da Ford estão agora em Petter Solberg, mas este tem vindo a perder algum tempo devido a escolhas de pneus, estando agora com mais de um minuto de atraso e no quarto lugar da geral, sete segundos mais abaixo do Citroen de Evgueny Novikov.

Na frente, Sebastian Löeb é agora o novo lider, com uma vantagem de quatro segundos sobre Mikko Hirvonen, fazendo com que este rali, mais uma vez, fique nas mãos da Citroen. “Os pneus macios eram definitivamente a melhor escolha para esta manhã e a minha opção por ser o segundo na estrada pareceu resultar bem dadas as condições da estrada. Mas ainda há muito caminho pela frente”, referiu o piloto francês, lembrando que este rali está longe de ser fácil.

Evgueni Novikov é o terceiro, na frente de Petter Solberg, espreitado pelo estónio Ott Tanak, o quinto classificado, pois a diferença entre o terceiro e o quinto é de apenas 17 segundos. Thierry Neuville é sexto, seguido dos Mini de Dani Sordo - que pagou caro por uma escolha errada de pneus - e Armindo Araujo.

Quanto ao piloto português, está a fazer uma prova sem mácula, dando-se bem nos pisos escorregadios deste rali: “Entramos muito confiantes e temos conseguido impor um ritmo bastante rápido sem correr grandes riscos. Perdemos alguns segundos na sétima especial pois não consegui evitar um pião mas todas as restantes classificativas correram muito bem." começou por dizer o piloto de Santo Tirso na chegada à zona de assistência na cidade de Auckland.  

"Fizemos uma escolha acertada ao nível de pneus e sabíamos que estaríamos mais competitivos neste tipo de piso, menos duro, e isso é bem visível pelo encurtar da diferença para os nossos adversários mais diretos. Este foi o dia mais longo mas faltam ainda muitas especiais até ao final. Vamos manter a nossa estratégia e fazer tudo para que amanhã consigamos continuar dentro de um lugar que cumpra com os nossos objetivos”, concluiu.

O Rali da Nova Zelândia prossegue na próxima madrugada.