segunda-feira, 8 de junho de 2009

Noticias: FOTA decidiu banir KERS em 2010

Não sei se tem a ver com a guerra que está a levar com a FIA, mas não me admiraria: a FOTA decidiu este fim de semana em Istambul que iria deixar de usar o sistema de recuperação da energia cinética, ou KERS. A razão? O elevados custos de manutenção do mesmo dispositivo, para além de nesta época, a maioria das equipas não estar a usar o sistema.




Apesar da BMW Sauber ter insistido na manutenção do KERS para 2010, o facto de todas as outras equipas da Associação não quererem aquele dispositivo e o facto de não existir qualquer obrigatoriedade para a sua utilização na próxima temporada, levou a FOTA a abandoná-lo. "Nós votámos a favor do KERS mas, como sucedeu com todas as outras decisões da FOTA até agora, seguimos a [decisão da] maioria", afirmou Mario Theissen, director desportivo da BMW em Istambul.

Jackie Stewart, 70 anos!




No próximo dia 11, um dos maiores pilotos de sempre comemorará 70 anos de vida. Jackie Stewart é considerado como o primeiro piloto profissional de Formula 1, pois surgiu numa altura de transição, entre uma era de "gentleman-drivers", nos anos 60, para uma onde se começou a preocupar-se mais com aspectos como o "marketing", a publiciade e a... segurança.



Foi o primeiro paladino da segurança, mesmo indo contra a opinião dominante. mas sabia que esse era o seu caminho, pois tinha visto demasiados amigos a morrerem em competição, alguns deles os seus melhores amigos, como Jim Clark, Jochen Rindt e Francois Cevért. Estabeceu uma parceria imbatível com Ken Tyrrell, que lhe deu os seus três títulos mundiais, embora o primeiro veio sob a capa da Matra International, em 1969.



Depois da sua carreira competitiva na Formula 1, Stewart tornou-se num dos melhores comentadores de televisão nos Estados Unidos e na Austrália, e nos anos 90 ajudou a carreira do seu filho Paul Stewart. Ambos depois elaboraram uma equipa, que depois passou para a Formula 1, apoiada pela Ford, onde em três temporadas, venceu uma corrida, tornando-se bem sucedido como piloto como construtor, algo que só Jack Brabham e Bruce McLaren conseguiram.



Pelos seus feitos, foi condecorado como Cavaleiro pela Rainha de Inglaterra e hoje goza de um imenso prestígio quer dentro, quer fora da Formula 1. E em homenagem a ele, vou colocar ao longo da semana a sua biografia e os seus feitos como piloto e pessoa. Como "teaser", meto o videoclip "Supreme", do cantor Robbie Williams, onde ele compete contra Stewart para o título mundial.

Formula 1 em Cartoons - F1Database (Turquia)

Com o Grande Prémio da Turquia concluido, começam, claro, os rescaldos da corrida e as tiradas humoristicas da Blogosfera. O primeiro é o F1 Database, do Bruno Santos, que decidiunum dos seus quadros, falar sobre a discussão entre FOTA e FIA, referente ao tecto salarial para 2010. Eis o texto que acompanhava esta foto...


"Max Mosley elaborou um regulamento muito contestado, onde os times ficariam limitados a um teto de 40 milhões de euros e ganhariam benefícios, ao contrário dos outros times, o que certamente criará uma divisão na pista entre os carros. As equipes atuais se manifestaram contra e agora os pilotos resolveram apoiar a causa. Todos se reuniram no QG da Toyota para discutir o problema de redução de gastos:"

domingo, 7 de junho de 2009

Noticias: FOTA reage a futuras deserções

Depois das deserções de Williams e Force India, que foram imediatamente suspensas da FOTA, e para evitar que Max Mosley fique a rir-se nesta batalha, as restantes equipas decidiram elaborar um acordo de penalização no valor de 50 milhões de dólares, para dissuadir futuras deserções para o lado da FIA.

Segundo o jornal inglês Sunday Times, Ferrari, Mercedes-Benz, Toyota, Renault e BMW assinaram esta manhã em Istambul um acordo em que qualquer destas equipas será penalizada em 50 milhões de dólares caso abandone a FOTA nos próximos 30 dias. Como durante esse tempo, acontecerão eventos como a confirmação das inscrções para o campeonato de 2010, e o braço de ferro entre FOTA e FIA está cada vez mais forte do que nunca, com Max Mosley absolutamente irredutivel na questão do tecto orçamental ( é o lado jogador em acção...), a ideia de um campeonato paralelo é cada vez mais real...

Na sua coluna do 'Sunday Times', o ex-piloto e comentador da BBC Martin Brundle resume muito bem o que terá de suceder: "alguém vai ter de capitular em prol da Formula 1". Mas parece que ninguém quer perder a face...

IRL - Ronda 6, Texas Motor Speedway

Quinze dias depois de Helio Castro Neves ter ganho pela terceira vez na sua carreira as 500 Milhas de Indianápolis, o piloto brasileiro da Penske voltou às vitórias na oval da Texas Motor Speedway, ganhando pela terceira vez este ano e mostrando que é um forte candidato ao título da IRL em 2009, algo que ainda falta ganhar na sua carreira.


A corrida foi dominada pela Penske, com o australiano Ryan Briscoe a dominar as operações durante 160 das 228 voltas ao circuito, apesar de no inicio da corrida ter sido dominado pelo Chip Ganassi do escocês Dario Franchitti. Contudo, cedo a perdeu a favor do piloto da Penske. Castro Neves era terceiro, atrás de Franchitti, mas na volta 85 passou o escocês e depois de uma ronda de pitstops, a dupla australo-brasileira ficou com as duas primeiras posições, sem oposição de Scott Dixon, agora o terceiro.


A corrida não teve grande história até à volta 170, quando um acidente envolvendo A.J. Foyt IV provocou a então terceira bandeira amarela da prova. Houve nova troca de pneus, e os homens da Penske entraram ao mesmo tempo, com o brasileiro a ser mais rápido e a assumir a liderança de vez. Ainda teve de conter os constantes ataques do australiano até ao final, mas manteve o sangue frio para controlar a prova e garantir a sua segunda vitória do ano.


Depois de Castro Neves e Briscoe, Scott Dixon completou o pódio, seguido por Marco Andretti, Dario Franchitti e Danica Patrick.


No final da prova, Castro Neves estava eufórico: "Parece um sonho! Na primeira vez em que eu entrei no carro em Long Beach, eu perguntei se isso era um sonho e [o chefe de estratégias da equipa] Tim Cindric disse que era realidade. Certamente parece um sonho, mas eu entendo que não é. E isso é uma boa notícia. A Penske fez um trabalho incrível hoje", afirmou.

GP2 - Ronda 3, Turquia (Corrida 2)

A corrida desta manhã, em Istambul, deu a Lucas di Grassi a sua primeira vitória do ano, enquanto que para Alvaro Parente, a sua tipica corrida de recuperação fez com que chegasse ao décimo lugar final, partindo da 20ª posição. O piloto do Porto ficou na frente do seu companheiro, Karun Chandhok, que terminou na 14ª posição.


Foi uma prova sem grande história, pois os seis primeiros ficaram definidos rapidamente. Lucas di Grassi, que partia nos lugares da frente, não teve grandes problemas em levar o carro da Racing Engineering ao seu primeiro triunfo do ano, nunca sendo incomodado nem por Javier Villa, nem pelo russo Vitaly Petrov. Nico Hülkenberg, Pastor Maldonado e Alberto Valério completaram os pontos sem se incomodarem mutamente.

Depois da corrida de ontem era difícil hoje alcançar um bom resultado. Dei o meu máximo, ataquei do princípio ao fim, mas não era possível fazer mais. O carro do Mortara tinha uma velocidade de ponta muito elevada, o que me impediu de alcançar o nono posto. Tudo poderia ter corrido melhor aqui na Turquia, mas acabei por cometer um erro... Penso que poderemos ser bastante competitivos nas próximas provas, dado que o carro está muito mais rápido e penso que ainda podemos melhorar um pouco”, concluiu o piloto português.

Quanto ao luso-angolano Ricardo Teixeira, da Trident Racing, voltou, como tem sido hábito desde o início da temporada, a mostrar que ainda não tem andamento para a maioria do pelotão da GP2. Nesta corrida conseguiu levar o seu carro ao 18º posto da geral, terminando à frente dos dois acidentados pilotos da equipa Fisichella Mostor Sport: Andreas Zuber e Luiz Razia.

Na classificação geral, o russo Vitaly Petrov comanda, com 33 pontos, mais dois do que Romain Grosjean, e mais 15 do que o terceiro classificado, o belga Jerome D'Ambrosio. A competição regressará dentro de duas semanas, para a ronda de Silverstone, no mesmo fim de semana competitivo da Formula 1.

Formula 1 - Ronda 7, Turquia (Corrida)

Ao contrário do que é habitual, este ano o vencedor não foi o primeiro a sair da pole-position. Mas o homem que marcou o seu nome na lista dos vencedores é um velho conhecido: Jenson Button. Pela sexta vez este ano, o piloto inglês da Brawn GP ganhou a corrida, numa temporada que está a ser cada vez mais monótona, e que cada vez mais se está a tornar num passeio para ele, pois cada vez mais se torna evidente quem vai ser o novo campeão do mundo de 2009.



Se Button é o grande vencedor, pode-se dizer que o grande derrotado é Sebastien Vettel. Era o "poleman", numa pista onde todos os vencedores anteriores conseguiram-no, depois de partir no primeiro lugar da grelha. Hoje, foi diferente: Button levou a melhor na partida, passando Vettel, que cometeu um erro ao sair ligeiramente de pista, e com o seu companheiro Rubens Barrichello a fazer a pior corrida do ano. O veterano piloto brasileiro partiu mal, atrasou-se, despistou-se quando disputava uma posição com Heiki Kovalainen, desistiu no final da corrida com a caixa de velocidades partida. Por causa deste desastre turco, o seu companheiro de equipa foge na liderança do campeonato e agora tem cada vez mais perto os dois homens da Red Bull.



Button, que tinmha o carro mais pesado, graças ao "génio da tática" Ross Brawn, conseguiu segurar Sebastien Vettel, especialmente depois da primeira paragem nas boxes. Nas seguintes, Vettel teve um mau jogo de pneus e permitiu a ultrapassagem do seu companheiro Mark Webber, que fez o seu melhor resultado do ano, embora tenha optado por uma tática mais conservadora do que o seu companheiro. No final, pode-se dizer que Vettel arriscou e... perdeu. O seu terceiro lugar foi o máximo daquilo que conseguiu salvar.

O resto não teve grande história: Jarno Trulli foi quarto classificado, colocando de novo a Toyota nos lugares de destaque, depois do desastre monegasco, Nico Rosberg conseguiu a sua melhor posição do ano com o seu Williams-Toyota, Felipe Massa foi regular e acabou na sexta posição, seguido por Robert Kubica, que conseguiu os seus primeiros ponto do ano, e por fim o alemão Timo Glock fechou os pontos, numa corrida nada emocionante. Aliás: quando via a corrida, mais me sentia na pele de Homer Simpson quando vê o "2001 - Odisseia no Espaço": boceja, semicerra os olhos e grita: "Boooring!!!"

Mais atrás, viamos Kimi Raikonnen, Fernando Alonso, Heiki Kovalainen e Lewis Hamilton fora da zona dos pontos. Ver o inglês a terminar a corrida na 13ª posição final é confrangedor, pois a sua defesa do título mundial é a pior desde 1997, quando Damon Hill correu na Arrows. Mas para ver esta performance, tenho que recuar 29 anos no tempo e lembrar-me de Jody Scheckter, no seu pífio Ferrari 312T5, a tentar marcar pontos com ele, sem grandes hipóteses de tal. Que a ordem anterior esteja virada para baixo, é um facto. Mas ver Hamilton a arrastar-se nas pistas, com um carro mau, menos de um ano após ter sido campeão do mundo, simplesmente é triste. Já não acredito em ver Hamilton no pódio este ano...

Em contraste com os acontecimentos na pista, nos bastidores, as coisas aquecem a cada minuto. Desde reuniões, ameaças de boicote e afins, a FOTA decidiu cerrar fileiras, para evitar deserções para a FIA, como fizeram Force India e Williams. 12 de Junho é sexta-feira, e muito pode acontecer. E a 19 de Junho, começam os treinos para o GP de Inglaterra, em Silverstone. Que tipo de Formula 1 irá aparecer nesse dia?

sábado, 6 de junho de 2009

Pérola televisiva do dia



Esta vi no blogtorsport, do AC. Se quiserem, pode ser considerado com o o"momento Saloma do dia". Demonstra que na Alemanha também há humoristas e tipos capazes de provocarem o adversário...

GP2 - Ronda 3, Istambul (Corrida 1)

Foi uma corrida agirada e atribulada, mas no final, o russo Vitaly Petrov venceu a primeira corrida do fim de semana turco, em Istambul, com os Ocean a perderem soberana oportunidade de pontuar nesta corrida. Karun Chandhok ficou parado na grelha de partida, o que obrigou à saída do Safety Car, e Alvaro Parente despistou-se na famigerada Curva 8, quando seguia na segunda posição.


As primeiras curvas ficaram marcadas por bastantes trocas de posições nos lugares da frente. Com Chandhok parado, Luca Fillipi e Romain Grosjean a disputarem a curva 3 de forma impossivel, com prejuizo maior para o piloto francês, que caiu para a nona posição. Alvaro Parente, que com isto tudi subia para a quarta posição, tentava uma ultrapassagem "impossivel", resultando numa saida de pista e perda de duas posições, para o espanhol Javier Villa e o austroárabe Andreas Zuber.



Assim, teve de forçar o andamento para recuperar o tempo perdido. Primeiro para ultrapassar Villa, o que conseguiu, e depois a pressionar o alemão Nico Hulkenberg, o "poleman", que foi assim até este ir às boxes, para fazer o seu reabastecimento. Assim Parente era segundo, e na volta 14, quando tentava forçar o ritmo para ficar à frente dos dois após a sua passagem pelas boxes, um despiste na famigerada Curva 8 terminou com a sua corrida.



A má colocação do monolugar da Ocean na curva forçou à entrada do Safety Car, que reagrupou o pelotão. Pouco depois da saída deste, o espanhol Dani Clos, numa manobra muito optimista, levou ao abandono do italiano Edoardo Mortara e quase colocava Karun Chandhok de fora, embora Mortara tenha sido mesmo o único a ficar no local. Numa prova com bastantes abandonos, o líder do campeonato, Romain Grosjean, não viu a bandeira de xadrez, o mesmo sucedendo com outro espanhol, Roldan Rodriguez.



Incólume a todos os incidentes e trocas de posições esteve sempre Vitaly Petrov, que cruzou a meta isolado e sem qualquer preocupação. Luca Filippi ficou em segundo, na frente do italiano David Valsecchi e do brasileiro Alberto Valério, que conseguiu segurar o quarto posto ante os ataques de Hulkenberg nos momentos finais. O venezuelano Pastor Maldonado, o holandês Gierdo van der Garde e o espanhol Javier Villa terminaram nos restantes lugares pontuáveis.



Amanhã de manhã realiza-se a Sprint Race em que só pontuam os seis primeiros, e em que a tarefa dos pilotos da ORT não será fácil: Chandhok parte de 14º, enquanto que Parente vai partir de 20º. Aparentemente é mais um fim de semana para esquecer...

Formula 1 - Ronda 7, Turquia (Qualificação)





Uau! O meu piloto favorito na "pole-position". Pois é, Sebastien Vettel foi o homem do dia na qualificação para o GP da Turquia, batendo Jenson Button por 0.105 segundos.

Por um lado, é bom ver que os Brawn GP não são imbativeis, por outro, é excelente que a pessoa que os bateu seja Sebastien Vettel. Pela sua juventude e postura em campo (e fora dela) faz sentir algo que não tinha desde os tempos de Jacques Villeneuve: um piloto com carisma.

"Depois de ontem, em que tivemos um problema de motor e rodámos muito pouco, fiquei com um bom 'feeling' acerca do carro e hoje fizemos um bom trabalho. Finalmente, conseguimos ficar à frente dos 'homens de branco'", afirmou o piloto alemão de 21 anos. Vettel também aproveitou o facto do RB5, desenvolvido por Adrian Newey, ter recebido recentemente um novo pacote aerodinâmico, nomeadamente um novo difusor duplo.

Depois de Vettel, ficaram os homens da Brawn GP, com Button a ficar à frente de Rubens Barrichello. Sabia-se que os tempos de ontemm onde os Brawn GP estiveram no meio da tabela, não inidicavam realmente o seu potencial, e isso confirmou-se na qualificação.

"Ontem , foi um dia difícil, com as condições da pista muito instáveis, devido ao vento, mas hoje com algumas alterações na afinação do carro e com a acalmia do vento, conseguimos estar bem melhor. É bom estar na primeira linha e tenho de dar os parabéns ao Sebastian pelo bom trabalho. Aqui é possível ultrapassar por isso será uma corrida interessante", afirmou o líder do mundial, na conferência de imprensa realizada no final da qualificação.


Já Rubens Barrichello, que ainda não conseguiu superar Jenson Button esta temporada, vai partir da terceira posição na grelha. Apesar disso, mostra-se satisfeito com o resultado: "Foi uma qualificação difícil, porque na Q2 tive alguns problemas com o tráfego, mas na fase decisiva decidi correr com os pneus principais [duros], embora nunca saibamos bem quais são os melhores. Podia ter feito melhor na segunda tentativa mas voltei a apanhar tráfego. Mas estou contente, até porque estou no lado limpo da pista", referiu o veterano piloto brasileiro.

Depois dos homens da Brawn GP ficou o segundo Red Bull de Mark Webber, seguido por Jarno Trulli, do Toyota. Kimi Raikonnen e Felipe Massa conseguiram levar os seus Ferrari à Q3, e conseguiram, respectivamente, o sexto e sétimo tempos. Dada esta época, até foi um bom resultado colectivo, mas uma desilusão em relação aos anos anteriores, pois Felipe Massa é o actual "Sultão turco" devido às suas três vitórias consecutivas em Istambul...

A fechar o top ten ficaram o Renault de Fernando Alonso, o Williams de Nico Rosberg e o BMW Sauber de Robert Kubica, que finalmente consegue meter o seu carro na Q3. Se a Ferrari consegue dar um ar da sua graça, a McLaren vive dias de amargura: Heiki Kovalainen e Lewis Hamilton estão no fundo da tabela, na 14ª e 16ª posições. Hamilton, o actual campeão do mundo, nem passou da Q1! Mas ficou á frente de Nelson Piquet Jr...

Para finalizar, deixo uma frase com as expectativas de Vettel para amanhã. Quando lhe mostraram que todos os vencedores do GP turco partiram da pole-position, afirmou: "Estamos a dar o nosso máximo para mantermos essa estatística". Ele não vai leve para a corrida?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Feliz Aniversário, Rianov!

O soviético favorito da Blogosfera (não, não é o Flávio Gomes...) fez anos. Rianov Albinov, dono do fabuloso F1 Nostalgia e actualmente a escrever no site Motorpassion, comemorou ontem mais um aniversário natalicio. Certamente deve ter comemorado em grande com a sua familia e amigos, espero que sim!


Para celebrar essa data, decidiu criar um desafio impossivel. Sim! Não é que ele vai sacar uma foto de quase impossivel identificação? Um teste feito no inicio de 1982, no circuito de Paul Ricard, a bordo de um Ligier. Ele quer saber quem é o senhor que está sentado no "cockpit". Alguém sabe? Eu deixei o meu palpite no site...


E já agora... Feliz Aniversário, Rianov!

GP2 - Ronda 3, Istambul (Qualificação)

Ao mesmo tempo que temos a Formula 1, a GP2 também corre este fim de semana, e a qualificação teve lugar esta tarde, com o alemão Nico Hulkenberg na pole-position, a sua primeira da carreira, e os Ocean em boa posição, depois de terem liderado nos treinos livres da manhã. O indiano Karun Chandhok foi quinto e o português Alvaro Parente irá partir da sétima posição, no melhor resultado de conjunto da equipa nesta temporada.

Hulkenberg bateu o italiano Luca Fillipi, da Super Nova Racing, por um décimo de segundo, dando a primeira posição da grelha à ART. Na segunda fila da grelha ficaram os Addax de Romain Grosjean e Vitaly Petrov, que ficaram na frente de Chandhok. A qualificação deu com que falar na sua fase final, quando Petrov parou no meio da pista, alegadamente devido a uma avaria na caixa de velocidades, obrigando a amostragem de bandeiras amarelas. Nessa altura, quer Parente, quer Chandhok estavam em pista, e as suas performances ficeram irremediavelmente prejudicadas.


Apesar dos resultados terem sido um pouco aquém das expectativas, confiança não falta nas bandas da equipa de Tiago Monteiro para as corridas do fim de semana. Pelo menos é o que transpira nas declarações dos seus pilotos:



"Podíamos estar no Top 3 sem grandes problemas, porque tanto de manhã como na qualificação estivemos sempre nos primeiros lugares. Mas depois tanto tempo sob bandeira amarela não permitiu aproveitar o segundo jogo de pneus. Acontece, mas mesmo assim não estamos mal. Penso que teremos uma boa afinação para a corrida e partir da terceira linha abre boas perspectivas. Sem dúvida que o carro melhorou muito desde que começámos em Barcelona. A frente está muito mais precisa e há outros pequenos pormenores que fazem muita diferença. Vamos fazer tudo para merecer um bom resultado", diz Chandhok.


"Nos últimos minutos estava a fazer uma volta muito rápida mas no último sector fiquei atrás do Pastor Maldonado que estava numa volta lenta. Depois veio a situação da bandeira amarela que me prejudicou tal como aconteceu a tantos outros pilotos. Mesmo assim o lugar na quarta linha é bom e deixa em aberto uma boa corrida. O carro está bom nos treinos livres mostrámos que estamos cada vez mais competitivos. Estou confiante para as duas corridas aqui na Turquia," garante Parente.


A primeira corrida da jornada dupla em terra turcas começará às 14 horas de amanhã.

Formula 1 - Ronda 7, Turquia (Treinos)

Duas semanas depois do travado Mónaco, passamos para o veloz circuito de Istambul, na Turquia, com os treinos de hoje, sempre "a feijões", a demonstrarem o típico dos treinos livres: Nico Rosberg na frente numa sessão, e Heiki Kovalainen a liderar noutra.
Na primeira sessão de treinos livres, Nico Rosberg valeu o epíteto de "rei das sextas-feiras" ao ser mais rápido, batendo o McLaren de Lewis Hamilton, que tinha liderado grande parte da sessão. O piloto alemão conseguiu o tempo de 1.28,952 segundos, mais 0.311 segundos que o actual campeão do mundo. Jarno Trulli, da Toyota, ficou na terceira posição, com o tempo de 1.29,271 segundos, a escassos oito milésimos de segundo de Hamilton. Sebastien Vettel, no seu Red Bull, foi o quarto.

Os Brawn-Mercedes de Rubens Barrichello e Jenson Button foram respectivamente, nono e 11º classificados, a mais de meio segundo de Rosberg. quanto aos Ferrari, Felipe Massa classificou-se na quinta posição, e Kimi Raikonnen foi sétimo.

Na segunda sessão do dia, o McLaren de Heikki Kovalainen foi o mais rápido, colocando o seu McLaren-Mercedes à frente do Renault de Fernando Alonso por apenas... 0.006 segundos! Isso demonstra que o carro do piloto espanhol estará melhor do que nas últimas provas, fruto das novas melhorias introduzidas no R29.

Nesta sessão, o BMW Sauber de Robert Kubica fez o terceiro tempo, a pouco mais de dois décimos de segundo do mais rápido, na frente do Williams de Kazuki Nakajima. Nico Rosberg, o "rei da sexta-feira", foi apenas sétimo, batido pelo Red Bull de Sebastien Vettel e pelo Toyota de Jarno Trulli. Rubens Barrichello foi oitavo, e o seu compatriota Felie Massa foi 11º, logo à frente do actual líder do Mundial de Formula 1, Jenson Button.

O 12º lugar do piloto inglês colocou-o logo na frente de Lewis Hamilton, mas pior, pior, ficou Kimi Raikonnen, que foi apenas 15º classificado na grelha. Mas este ficou a 0.679 segundos de Kovalainen, o que evidencia o enorme equilibrio existente na actual grelha de partida. Amanhã vai ser a qualificação, e como é obvio, será o momento da verdade... Vamos ver mais do mesmo ou haverá alguma surpresa?

GP Memória - Estados Unidos 1989

Uma semana depois da Cidade do México, a Formula 1 chegava aos Estados Unidos, e iria estrear um novo circuito citadino numa remota localidade com tradição no desporto automóvel, devido ao seu pequeno circuito oval nos arredores da cidade. Phoenix, a capital do estado do Arizona, parecia ser um local improvável para se albergar a Formula 1, especialmente no meio do deserto. Mas as ruas alargadas dessa cidade foram as escolhidas para suceder a Detroit como local para albergar o Grande Prémio dos Estados Unidos.


Ainda por cima, a corrida desse ano iria ser disputada no inicio de Junho, numa altura em que o deserto americano faz das suas, com temperaturas a rondar os 40 graus Celsius. Logo, sol e muito calor esperavam máquinas e pilotos para o fim-de-semana competitivo, num circuito muito travado (nove curvas eram feitas em segunda velocidade…) onde a Lótus comemorava o seu 400º Grande Prémio da sua carreira. Nas pré-qualificações de sexta-feira de manhã, com os Brabham de Martin Brundle e Stefano Modena a conseguirem facilmente a passagem aos treinos qualificativos, o Onyx de Stefan Johansson e o Dallara de Alex Caffi ficaram com as restantes duas vagas.


Um dia depois, as qualificações deram a Ayrton Senna a sua oitava polé-position consecutiva e finalmente, batia o recorde que pertencia a Jim Clark e que tinha igualado na semana anterior, no México. A seu lado estava, a mais de 1,4 segundos do piloto brasileiro, o seu companheiro Alain Prost. Na segunda fila estava Alessandro Nannini, no seu Benetton, tendo a seu lado o Ferrari de Nigel Mansell. O quinto na grelha era o Brabham de Martin Brundle, com Alex Caffi a seu lado, no Dallara-Judd. O segundo Brabham de Stefano Modena era sétimo, à frente do segundo Ferrari de Gerhard Berger. A fechar o “top ten” estavam o Tyrrell de Michele Alboreto e o Arrows de Derek Warwick.


Dos 30 pilotos que foram permitidos treinar nessa qualificação, os quatro azarados foram os Ligier de René Arnoux e Olivier Grouillard, o Larrousse de Yannick Dalmas e o Coloni de Roberto Moreno.


Na partida, Senna é superado por Prost, mas na primeira curva, o brasileiro recupera a liderança. Nannini, o terceiro, estava a queixar-se de dores no pescoço, devido a uma batida no “warm up”. Abandonou na décima volta, devido a problemas físicos. Mansell herda a posição, seguido do Brabham de Modena, o Dallara de Caffi, o Brabham de Brundle.


Com o avançar da corrida, Senna ganha distância sobre Prost, mas a partir da vigésima volta, o motor do seu McLaren começa a soar estranho, e se de inicio não afectou a condução, a partir da 30ª volta Prost aproxima-se e apanha Senna na liderança. Nessa altura, Mansell fica com o alternador do seu Ferrari avariado e Gerhard Berger e Alex Caffi ascendem á segunda e terceira posição. O Williams de Riccardo Patrese e o Arrows de Eddie Cheever estão atrás, e Brundle é sexto.


Na volta 44, depois de se atrasar bastante, Senna desiste com uma avaria eléctrica. Prost passa para a frente, com Berger em segundo e Patrese em terceiro. Poucas voltas depois, outro momento cómico do ano, protagonizado por Andrea de Cesaris: na volta 51, estava a ser dobrado pelo seu companheiro Alex Caffi, quando… toca nele e o coloca fora de pista! De Cesaris acabou a corrida na oitava posição, mas provavelmente deve ter voltado a pé para o hotel…


O final de corrida transformou-se mais numa prova de resistência. Levado até ao limite de duas horas, Berger desistiu na volta 61, com um alternador avariado, e Jonathan Palmer perdeu um quarto lugar garantido devido à… falta de gasolina. O lugar foi herdado pelo Rial de Christian Danner que partira… da última posição. No final, que aconteceu na volta 75 das 81 previstas, Alain Prost vencia pela segunda vez no ano, seguido por Patrese e Eddie Cheever, que iria conseguir o seu último pódio da sua carreira. Depois de Danner, chegaram o Benetton de Johnny Herbert e o Williams de Thierry Boutsen.


Fontes:


Santos, Francisco – Formula 1 1989/90, Ed. Talento, Lisboa/São Paulo, 1989

Vatanen a presidente? Se for, eu apoio!

Li isto, esta tarde, no Blog do Ico.


Sabe-se há bastante tempo que a FOTA procura por um opositor a sério para contestar Max Mosley na FIA, nas eleições de Outubro. Eleições essas que Mosley poderá concorrer de novo, mostrando que após 18 anos no poder, ainda quer ficar lá até morrer. Sabe que tem o apoio das federações, já que até agora não apareceu ninguém a sério para o contestar.


Ninguém a sério... até agora. Pode haver um sério rival à sua presidência, que tem o melhor de dois mundos: foi piloto de competição, e tem experiência politica: o finlandês Ari Vatanen.





Um dos muitos "finlandeses voadores" que puluaram na década de 70 e 80 nos Ralies, Vatanen tem 52 anos e correu pela Ford, Peugeot e Subaru. Correu em máquinas lendárias como Ford Escort e o Peugeot 205 Turbo 16. Foi campeão do Mundo de Ralies em 1981, tendo como navegador David Richards. Sim, o actual patrão da Prodrive...


Em 1985, sofreu um acidente bastante grave no Rali da Argentina, no qual ficou quase dois anos a recuperar dos seus multiplos ferimentos, e depois foi correr no mítico Rali Paris-Dakar, onde uma das suas edições, a de 1987, foi tão acesamente disputada com Jacky Ickx, que Jean Todt, então director desportivo da Peugeot, teve de a desmpatar via moeda ao ar. Ganhou o finlandês.


Correu no Mundial de Ralies até 1998, com carros como o Ford Escort RS Cosworth e o Subaru Impreza, na equipa do seu amigo David Richards. Depois envolveu-se na politica. Alinhando pelos conservadores europeus, foi eleito em 1999 para o Parlamento Europeu, primeiro por um partido finlandês., e depois pelos franceses da UMP. A razão dessa mudança? Simples: já vivia em França há mais de 15 anos...


Mas as suas tarefas no Parlamento Europeu não o impediam de participar em competições. Prova disso foi que particicipou no Rali Dakar de 2007, alinhando num Volkswagen Touareg, onde não conseguiu chegar ao fim.


Portanto, eis alguém que está no melhor de dois mundos. Espero que aceite mais este grande desafio pela frente, pois bem precisamos de alguém que combine o amor pelo desporto pelas preocupações politicas prementes, quer na Formula 1, quer em Le Mans, quer, claro, nos Ralies. E ainda por cima, está um pouco "fora" da actual orbita de Max Mosley e Bernie Ecclestone. Se aceitar o desafio, tem todo o meu apoio!