segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Extra-Campeonato: Aconteceu uma coisa estranha a caminho...

Só hoje à tarde é que recebi a foto, porque o meu amigo que a tirou tinha escrito mal o meu endereço de e-mail. E isto foi o final feliz de algo que não estava nada à espera. Para vos ser franco, eu só fui à FNAC para fazer o cartão de sócio, e fui para o auditório porque não encontrei ninguém que me atendesse nessa altura.

Quando cheguei ao auditório, lembrei-me na minha mente da entrevista que ele dera no dia anterior no Jornal de Leiria. O Filipe Melo, o autor da triologia "Doug Mendonça e Pizza Boy", que é provavelmente o melhor álbum do ano em português, estava a ser apresentado por aqueles dias e jornalista que o entrevistou é um bom amigo meu. Andamos na mesma faculdade em Coimbra - em anos diferentes - e uma das minhas amigas namorou com esse rapaz. Quando lá cheguei, estavam numa espécie de "perguntas e respostas", que eram feitas como se fosse o "Trivial Pursuit". Achava tudo um piadão e decidi alinhar na brincadeira, mal sabendo das consequências, porque pensava que ia ganhar uma t-shirt ou um exemplar do livro autogrfado.

Não. Ganhei uma Erdinger e uma coxa de frango oferecidos pelo autor. O livro fui comprar, mas como autógrafo, pedi-lhe os acordes de "Highway to Hell", dos AC/DC, porque achava que era apropriado para o tema. Acreditem, depois de lerem o livro, é.

Em suma, esta pequena historieta de sexta-feira à noite é um bom exemplo de como a vida nos pode reservar belas surpresas. De uma noite à partida sem história, acabo com uma história para contar por muito tempo. E ainda tive tempo para cumprir o meu objetivo inicial: fiz o cartão de sócio.

P.S: Já me ia esquecendo: a pergunta que me fez ganhar a "cerveja Taça da Alemanha" tinha a ver com quem era a atriz que fazia o papel do Ivan Drago no "Rocky IV". Era a Brigitte Nilsen. 

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana tem como fotografia o Mini 4All a passar por uma duna, algures no deserto africano ou sul-americano, em preparação para a prova que arrancará dentro de duas semanas, no Mar del Plata argentino. Serve para mostrar o especial que a revista vai fazer antes do arranque do Rali Dakar: "Mini é a favorita no Dakar". Mais abaixo, nos subtítulos, há referências a Stephane Peterhansel, piloto da marca ("Peterhasnsel com oportunidade de ouro na ausência da VW"), ao regresso do atual campeão, Nassser Al Attiyah ("Al-Attiyah defende título com Hummer"), e os portugueses ("Carlos Sousa e Leal dos Santos apontam ao top 10")

Na parte de cima da revista, há referências à Formula 1, nomeadamnte uma entrevista a Felipe Massa, onde diz "Não mudei com acidente na Hungria", e a revolução na Toro Rosso ("Buemi e Alguersuari despedidos da Toro Rosso"). Para finalizar, referência do WRC, com a decisão da Ford ("Ford continua na competição e contrata Petter Solberg") 

Rua Jean-Pierre Beltoise, Montlhery, França

Normalmente, dar o nome de alguém a uma rua numa cidade qualquer, um pouco por todo o mundo, acontece quando a pessoa em questão está morta. E quando acontece o contrário, ou é uma manifestação de "lambe-botismo" ao ditador de ocasião, ou então a personagem merece mesmo uma homenagem em vida, pelas suas contribuições para o país, e porque não, para o mundo. E é essa ultima parte que vou falar disso, porque é raro. E essa raridade acontecveu neste final de semana, na vila francesa de Montlehry, nos arredores de Paris, quando a autarquia local decidiu homenagear Jean-Pierre Beltoise com o nome de uma rua.

Atualmente com 74 anos, Beltoise foi homenageado pelos seus contributos ao automobilismo francês, quer na Formula 1, quer na Endurance, ao serviço da Matra, e depois na BRM. Um placa de bronze com uma moto e um carro - simbolizando as suas carreiras em ambas as carreiras - foi colocada com a data do seu nascimento inscrita. E na cerimónia estiveram os familiares, como a sua mulher Jacqueline, ex-Cevért, e o seu filho Anthony Beltoise, que também teve uma carreira no automobilismo, e muitos dos que seguiram a sua carreira. A placa foi descerrada pela ministra do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, Nathalie Kosciusko-Morizet.

Bom saber que há excepções à regra...

The End: Kim Jong-Il (1942-2011)


Já me ia deitar para o meu sono de beleza quando li, pelas três da manhã, no Twitter da Al Jazeera, que tinham acabado de morrer o Kim Jong-il. Num fim de semana onde ficamos tristes com as mortes da Cesária Évora, no sábado, e do Vaclav Havel, no domingo, a noticia da morte do "Querido Lider", aos 69 anos, parece que nos deu uma espécie de macabro equilibrio entre os "bons" e os "maus da fita".

Contudo, parecia que ele tinha andado morto durante todo este final de semana. As autoridades norte-coranas disseram que ele bateu as botas no sábado de manhã, dentro de um comboio. Resta saber se estava a caminho de Pequim, para tratamento, ou então estava a viajar para outro canto do pais. O funeral vai ser no próximo dia 28 de dezembro, em Pyongyang, provavelmente sobre neve e muito frio, e as pessoas, genuinamente, chorarão baba e ranho, como vi no funeral do seu pai, em 1994.

A Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo. E o seu povo foi tão bem sucessivamente moldado que tenho aquele receio de que no dia em que eles começarem a ver que há um mundo fora de Pyongyang e os programas de TV com paradas militares eternas e bandas militares enormes, tenham uma espécie de colapso mental. E também tenho outro receio, esse partilhado com o resto do mundo: que o seu filho, descrito por alguns como "Brilhante Camarada", Kim Jong-un, seja ainda mais radical do que o pai e o avô. Daí que neste momento, o exército sul-coreano esteja em alerta, e a Bolsa de Seoul tenha caído quase cinco por cento após o anuncio da morte do Kim Jong-il.

Quanto ao resto, não me perguntem quando é que aquele pesadelo acabará. Nem como, porque suspeito que alguns dos malucos que andam por ali queiram acabar com um estoiro. Afinal, eles têm armas nucleares...

Para finalizar, como já faltam cerca de doze dias para o final do ano, estou a ver que vai ser marcante. Muhammar Khadaffi, Osama Bin Laden e agora Kim Jong-il, terminaram as suas vidas este ano. São três ditadores - ou personagens sanguinárias, o que perferirem - que de uma certa forma marcaram as nossas vidas. E estes três, de um conjunto de algumas dezenas que abandonaram a vida para entrar nos livros de História - dois deles, Cesária Évora e Vaclav Havel, encantaram-se ao mesmo tempo que o Kim - nos assombrarão por muito, mas muito tempo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Noticias: Fato de competição de Steve McQueen vale quase um milhão

Vi a noticia no site do Adam Cooper, mas já conhecia de antemão o leilão: um par de fatos de competição que o ator norte-americano Steve McQueen usou no filme de culto "Le Mans" foi este final de semana vendido a uma preço recorde de... 984 mil dólares. Com este preço, dado por um comprador anónimo, o fato de competição de Michael Delaney - a personagem que McQueen interpretou no filme - tornou-se no pedaço de memorabilia automobilistica mais cara de sempre a ser vendida em leilão, excluindo modelos de automóveis.

A "Profiles in History", que organizaou o leilão, conta que este fato fora dado pela Solar Productions, no inicio de 1971, para o jornal britânico The Observer, no sentido de fazer parte de um concurso para promover o filme. O vencedor foi um rapaz, então com 12 anos, de seu nome Timothy Davies, de Wolverhampton, e o fato foi-lhe dado numa cerimónia feita pelo jornal, pelo piloto Richard Attwood, vencedor da corrida no ano anterior. Contudo, Davies não é o beneficiário deste leilão, pois já tinha vendido o fato a outra pessoa...

Nesse leilão também estiveram outros items, como um anel de casamento de Marylin Monroe ou um par de sapatos vermelhos que Judy Garland usou no filme "O Feiticeiro de Oz", embora em relação a este último, o artigo foi retirado por falta de compradores.

Grand Prix Toons

Descobri isto um pouco por acaso. Colocara-me o endereço no Twitter e eu, curioso que sou, fui espreitar. O GP Toons começou as suas atividades há alguns dias e já colocou alguns belos desenhos, como este. O estilo dele pode fazer lembrar o Bruno Mantovani ou o Jim Bamber, mas os assuntos são divertidos na mesma. E o autor destes desenhos, Hector José Garcia, já colocou alguns desenhos bem artisticos, como o McLaren MP4-8 de Ayrton Senna ou o BMW 320i de Alex Zanardi, dos seus tempos do WTCC. 

 Em suma, é uma bela proposta de visita para este Natal. Divirtam-se!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Dan Wheldon, o meu Piloto do Ano

Não gosto de votações. Acho que elas, de uma certa maneira, são como o sexo dos anjos: cada um tem a sua opinião e as discussões para o justificar porque A é melhor do que B fazem mais mal do que bem. Contudo, para mim, ao ver esta fotografia, escolhi "de caras" quem é o meu "Piloto do Ano" no automobilismo. Para o mal e para o bem.

Ele não vai ter mais essa chance para este lugar, porque está morto há dois meses. Vimos ele a correr, a máxima velocidade, a caminho de um improvável prémio de cinco milhões de dólares, numa oval demasiado veloz para tantos carros, como Las Vegas. "Viajamos" no seu carro até quase aos últimos três segundos da sua vida, quando o realizador, por instinto, fez um plano geral para que pudessemos ver, de uma forma voyeuristicamente macabra, a tragédia a acontecer à frente dos nossos olhos. Alguns milhões de pessoas, nos Estados Unidos e no resto do mundo, viram a vida de Dan Wheldon acabar aos 33 anos de idade.

Qualquer piloto que pague o preço mais alto a fazer que gosto ganha automáticamente uma aura de santidade em nós, "petrolheads". Todos os seus defeitos são eliminados, e as suas dificuldades são consideradas como uma espécie de "medalha de honra" para os momentos gloriosos que essa pessoa teve. E no caso de Wheldon, o ano de 2011 foi também aquele em que conseguiu o maior dos prémios: vencer as 500 Milhas de Indianápolis.

As circunstâncias dessa vitória serão relatas nos anos, décadas e séculos que aí vem, como uma das maiores de sempre, por ser tão incrivel. É o melhor exemplo daquela velha frase "para vencer, primeiro cortas a meta". Ninguém esperava que J.R. Hildebrand batesse com o seu carro no muro, na última curva, da última volta da prova mais importante do automobilismo americano. Nesse aspecto, foi uma vitória caída do Céu para o Dan Wheldon.

E caramba... como ele comemorou essa vitória! Havia uma boa razão para isso: Wheldon não tinha conseguido um lugar no pelotão da Indy para a temporada de 2011. Para alguém que tinha vencido em 2005 o título da Indy, era de uma tremenda injustiça ver os outros a correr, enquanto que ele ficava nas boxes ou na bancada. Teve a chance da Indy, e depois disso, foi testar o carro da categoria para 2012, com esperança de alcançar um lugar no pelotão. Ia alcançar esse objetivo, pois a Andretti iria contratá-lo para o lugar de Danica Patrick, que vai para a NASCAR. A IndyCar e a Dallara não o esqueceram e ele será homenageado com as suas iniciais no bólido.

Quando ele partiu para correr a prova de Las Vegas, sabiamos que aquela era uma prova condenada ao fracasso desde o inicio. Era uma disputa louca por cinco milhões de dólares ao piloto vindo do exterior, que fosse capaz de bater os pilotos establecidos. Convidaram pessoas desde Kimi Raikkonen e Petter Solberg, passando pelo Alex Zanardi e Jacques Villeneuve. todos recusaram, uns por desinteresse, outros porque acharam aquilo uma loucura. Villeneuve filho criticou - antes e depois da corrida - que aquilo era tudo uma loucura. Parecia que tinha razão, porque afinal de contas, o unico que aceitou, e foi aceite pela organização, foi o britânico. A carambola e as suas consequências trágicas foi apenas uma arrepiante cereja em cima do bolo de algo que tinha começado errado.

E agora, por causa disto, as ovais serão muito poucas em 2012. Tirando Indianápolis, só ficam Texas, Fontana e Iowa. Não ficaria admirado se num futuro mais próximo, a Brickyard seja a ultima resistente, qual "aldeia gaulesa" que resiste sempre ao invasor romano. Mas nisso, Dan Wheldon não tem culpa nenhuma. Ele apenas queria correr porque isso fazia parte do seu sangue.  

Youtube Motorsport Comedy: A versão automobilistica de Um Conto de Natal

Em tempos de Natal, nada como uma versão automobilistica do clássico "Um Conto de Natal", de Charles Dickens. Já podem imaginar quem é o Ebeneezer Scrooge, mas para vos ser franco, este versão é só no papel, porque acho que o anãozinho já não tem cura... mas vivemos os tempos de Natal, logo, vamos nos divertir!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma carta para Colin Chapman

Caro Colin:

Provavelmente já deve ter ouvido isto dezenas de milhares de vezes, mas não ouviu isto da minha parte: para mim, foi uma das pessoas mais marcantes da Formula 1, senão a mais marcante. Nunca foi uma pessoa dita convencional, porque sempre puxou os limites de tudo. Os limites técnicos, comerciais e até os limites legais.

Desde os seus tempos do Lotus Seven que ficou obcecado com a ideia de que "quanto mais leve, mais veloz é o carro". De fato o foi, mas o preço a pagar foi elevado. Tirando o Enzo Ferrari, você foi o dono que viu mais pilotos mortos a bordo dos seus carros. Stirling Moss, que guiou todo o tipo de carros, acabou a sua carreira a bordo de um Lotus, em Goodwood, Alan Stacey e Chris Bristow morreram na mesma tarde em Spa-Francochamnps em carros teus, em circunstâncias diferentes. Parece que não ficaste abalado com nada disso. 

Até ao dia em que um dos teus carros matou o teu melhor piloto, e provavelmente o teu melhor amigo, Jim Clark. Pensaste sériamente em largar tudo, mas mantiveste o passo, porque afinal de contas, tinhas conseguido o negócio da tua vida quando convenceste a Imperial Tobacco a patrocinar os teus carros. Primeiro, eram Gold Leaf, depois a John Player Special. 

Muitos ficaram com medo de andar nos seus carros, mas sabiam que de outra forma, não seriam campeões. Aparentemente, quando Jochen Rindt perguntou se deveria ficar na Brabham ou ir para a Lotus, a resposta que teve - uns falam do próprio Jack Brabham, outros afirmam que foi o seu empresário, um tal Bernie Ecclestone - foi: "se quiseres ser campeão do mundo, vais para a Lotus. Se quiseres sobeviver, ficas na Brabham". Isso só demonstra o fascinio e consequente medo de guiar nos teus carros.

E os teus carros ficaram definitivamente na História. Com números. Todo e qualquer "petrolhead" sabe que se falar de numeros como "25", "49", "72" ou "79", sabem que se fala de carros míticos, que marcaram toda uma geração. Os meus favoritos pessoais são o 72 e o 79, porque acho que marcaram toda uma época. Mas também foram carros que morreram pilotos teus. Rindt foi no 72, e Peterson podia ter sido salvo se tivesses um modelo 79 de reserva e não o 78 com que ele usou, na sua corrida fatal. 

Ficou também obcecado com a ideia de que conseguia controlar tudo, mesmo nos aspectos que nunca conseguir controlar. Como na história do DeLorean, não é? De nada adiantou ter morrido - ou fugido para o Mato Grosso, como alguns amigos meus gostam de especular, qual Elvis Presley - para sabermos as falcatruas com a DeLorean, com as contas paralelas no Panamá e na Suiça, ou então os milhões de libras dados pelos governo britânico a uma fábrica da Irlanda do Norte para construir DeLoreans, e no final descobriu ser-se um buraco sem fundo. Quando as coisas ficaram fora de controlo, o coração não aguentou. Pudera... quem aguentaria aquilo tudo? E o escândalo? A reputação? E a possibilidade de passar algum tempo na prisão? Não admiraria que, tendo você 54 anos, parecia ter 70.

Em suma, você ficou para a História como uma personagem complexa, com várias camadas, por vezes contraditória. Um dia podia ser o projetista genial que contornava as regras vigentes para bater a concorrência, outro dia andava com personagens duvidosas como o David Thiemme, da Essex. Mas o legado ficou. A Lotus continua a existir, a sua equipa de Formula 1 decaiu e saiu de cena por 16 anos, para depois voltar e ter... duas equipas com o mesmo nome. Acho que de além-túmulo, teria adorado assistir a isto. Ou então, teria criado um novo Polo Norte Magnético, de tanto você se revirar na campa...

Na minha opinião, as suas contradições só o tornaram ainda mais fascinante. Acho que merecia um filme de Hollywood, sabe? Ah pois... Caro Colin, desejo-lhe que goze a Eternidade da melhor maneira. Não sei por onde anda, e francamente, não quero saber se está no Mato Grosso ou no Raio que o Parta. Foi-se para o Grande Desconhecido e provavelmente já deve ter ajustado contas com alguns que pagaram o preço mais elevado por terem o previlégio de guiar as suas máquinas.

Quanto a mim, despeço-me. Espero que nos encontremos por aí, um destes dias, neste vasto Universo, para uma conversa sobre automobilismo. De perferência sem o anão por perto...

Noticias: Force India confirma Nico Hulkenberg e Paul Di Resta para 2012

A Force India anunciou esta tarde no seu site oficial que a sua nova dupla para a temporada de 2012 será constituida pelo britânico Paul di Resta e pelo alemão Nico Hulkenberg, que regressa à competição depois de um ano como terceiro piloto da marca. 

Ainda não foi anunciado o seu terceiro piloto, mas tudo indica que será uma grande surpresa, pois o francês Jules Bianchi está como terceiro piloto da marca, ele que têm vínculo com a Ferrari. Assim sendo, a equipa de Vijay Mallya acabou por dispensar o alemão Adrian Sutil, que muito provavelmente estará a caminho da Williams-Renault. 

No comunicado oficial da marca, Vijay Mallya afirmou estar contente em apresentar a nova dupla ao mundo: "No Paul e em Nico temos dois pilotos extremamente talentosos, com um potencial tremendo. Creio que Paul atraiu a atenção de toda a gente na temporada que passou pela sua velocidade e maturidade, e confirmou a nossa aposta nele no inicio do ano, e estamos ansiosos por voltar a trabalhar com ele na próxima temporada", começou por dizer. "Quando ao Nico, nós sabíamos que era uma estrela em ascensão quando o contratamos no final de 2010. apesar de ter tido apenas um contacto limitado com o nosso carro, ficamos convencidos de que merece uma oportunidade para 2012". Quanto a Adrian Sutil, Mallya desejou boa sorte para o piloto: "Esteve conosco desde que entramos neste desporto. Fez parte do nosso sucesso nas últimas quatro temporadas e desejamos o melhor para o seu futuro.", concluiu. 

No mesmo comunicado, Paul di Resta afirmou estar contente com a decisão: "Estou ansioso para a minha segunda temporada na Formula 1, para continuar a evoluir e a crescer dentro da Sahara. Sempre disse que gosto de fazer parte desta equipa, são ambiciosos, com fome de sucessos e trabalham bem em equipa. Estou verdadeiramente ansioso para a temporada de 2012 e acreditamos que poderemos chegar aos melhores lugares. Quero agradecer a todos na equipa pelo seu trabalho duro e por todo o apoio que me deram. Espero que voltemos ainda mais fortes para 2012.

Quanto a Nico Hulkenberg, o piloto alemão afirmou: "Estou óbviamente feliz por ficar na Sahara Force India, e por me darem uma chance para correr na próxima temporada. Não foi fácil ver este campeonato nos bastidores, mas fiz o melhor para ajudar a equipa e mostrar do que sou capaz. Estou extremamente motivado para 2012 e quero agradecer a todos por acreditarem que merecia esta nova chance. Estou ansioso por voltar ao trabalho durante este Inverno, para desenvolver o novo carro e ajudar a equipa a evoluir", concluiu. 

 Com isto, falta ainda sber quem irá ocupar o segundo lugar da Williams e o segundo lugar na Hispania, para se completar o "lineup" da Formula 1 para a temporada de 2012.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O cartão de Natal de Mark Webber

Mark Webber mostrou hoje no seu Twitter um dos cartões de Natal que recebeu. Da autoria de Jim Bamber, o mítico cartoonista da Autosport britânica, vê-se o piloto australiano debaixo da árvore de Natal, a abrir os presentes, e ele comenta um desses presentes, um "aquecedor" para o seu carro. Ele comenta: "Não é nada simpático por parte do pessoal em dar um aquecedor para o meu carro!"

Da janela de casa, espreitando, estão Jaime Alguersuari, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo. E olham para a prenda com segundas intenções...

Reggazzoni!


Ciao Clay!

Já passaram cinco anos desde que tu foste embora. Embora o mundo agora estaja a passar dias maus, o automobilismo até parece que nada sabe do que se passa. Está tudo como antes, embora agora não seja tanto uma luta entre a Ferrari e a McLaren, porque há agora um novo ator, que é a Red Bull. Aliás, agora vivemos o dominio de outro alemão, chamado Sebastian Vettel. Não sei se chegaste a ouvir falar dele, mas enfim, os dois últimos títulos foram dele.

Mas não é para falar sobre o que se passa por aqui que escrevo isto. Hoje vi aquele teu acidente que sofreste no Mónaco, em 1968, no qual escapaste por instinto - não, não chamo de milagre, digo instinto porque tu reagiste. Ao ver aquilo pensei para mim mesmo: 'se não tivesses sobrevivido, o que nunca teriamos visto?'

Eis o que poderiamos ter perdido se não tivesses reagido naquele dia, a aquele choque: teriamos perdido um piloto que teria entrado de rompante na Ferrari, na Formula 1, em 1970. Tinhas perdido a tua chance de correr na Scuderia de Enzo Ferrari, o sonho de qualquer piloto que fala italiano - e não só. Terias perdido a oportunidade de vencer na Catedral, em Monza, não uma, mas duas vezes, pela marca.

Terias perdido também a oportunidade de conhecer um bom piloto, um jovem austriaco que vivia de empréstimos atrás de empréstimos, que conheceste quando foste um ano para a BRM - a troco de um cheque bem gordo, cujos valores exatos levaste para a cova - e que tu ficaste impressionado com a sua rapidez e a sua técnica. Quando voltaste à Ferrari, em 1974, recomendaste-o ao Commendatore e salvaste a carreira dele, mesmo se mais tarde arruinou a tua. Sim, foste tu que nos deste a conhecer Niki Lauda ao mundo. Quem é que teria feito no teu lugar se tivesses desaparecido naquele acidente no Mónaco, antes da tua carreira de Formula 1?

E não te deixaste abater quando no final de 1976 tu perdeste o teu lugar na Ferrari e foste correr na Ensign, uma equipa quase de final de pelotão. Deste o teu melhor, foste profissional e conseguiste alguns resultados. No ano seguinte, foste para a Shadow, mas não foi muito melhor. Onde tu verdadeiramente conseguiste uma segunda vida, ou um regresso, foi na novata Williams. O Tio Frank viu-te num excelente parceiro para o Alan Jones.

Estavamos em 1979 e já tinhas 40 anos, quase dez de carreira na Formula 1. A Williams era uma equipa nova, com dinheiro fresco vindo dos árabes e tinha feito o seu primeiro chassis decente. E em Silverstone, parecia que iria ser o dia de Alan Jones. Mas depois, o motor deixou-o mal, e tu aproveitaste, rindo e sorrindo! Foi um belo regresso, Clay, e que mereceste tal coisa. E marcaste o teu lugar na história, pois foste, és e serás sempre o primeiro vencedor de um carro da Williams.

Depois, voltaste para a Ensign, querendo repetir a história. Até parecia que ias bem, mas depois... aquele acidente em Long Beach estragou tudo. Não te permitiu que tivesses um final de carreira digno, em que saísses no teu próprio pé, e nem pagaste aquele preço que muitos dos teus colegas e amigos pagaram pelo amor ao automobilismo que também tinhas. Mas não te lamentaste, seguite em frente e fizeste a tua vida, outra vez.

Em suma, depois de ver a história do Mónaco, fico com a impressão de que tiveste uma segunda vida. E agarraste-a com ambas as mãos e gozaste-a o mais que pudeste. Mesmo que os teus últimos 26 anos tenham sido numa cadeira de rodas, não mostraste sinal de arrependimento. Adoraste a vida que tiveste, foste feliz naquilo que querias fazer, correste até aos 40 anos, quando a maior parte das pessoas queria mas é a reforma. E mesmo depois daquele acidente em Long Beach, que te atirou para uma cadeira de rodas, tu continuaste a guiar, a fazer o que gostavas. Fizeste o Dakar e tudo!

Viveste 38 anos depois dessa corrida no Mónaco. Aproveitaste bem e sempre com um sorriso. E foste um exemplo para muitos.

Grazie, Clay! Dá um abraço a todos e esperemos que um dia nos cruzemos, algures nesse Grande Desconhecido...

5ª Coluna: A politica da Toro Rosso

Apesar das várias especulações nesse sentido, toda a gente foi apanhada de surpresa quando a Toro Rosso anunciou ontem que iria alinhar em 2012 com uma dupla totalmente nova. Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo irão alinhar na equipa, em substituição de Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari. Como dizia ontem Joe Saward no seu blog, "foi um massacre".

Mas creio que este era um massacre esperado. Alguns dias antes, na segunda-feira, creio eu, li uma declaração do piloto espanhol, dizendo algo como que "não tinha vencido nenhuma corrida pela Toro Rosso". Se procuravam por sinais, esta pode ser encarada como uma prova. Por um lado, não deixo de respeitar tal decisão, pois o objetivo da Toro Rosso é esse mesmo: serve de viveiro para pilotos jovens, vindos da escola de formação da Red Bull, logo, o tempo de vida terá de ser escasso.

Mas por outro, acho que o timing do anuncio dos novos pilotos é o de uma tremanda sacanagem: em dezembro, a dez dias do Natal e com o pelotão em ebulição para preencher os pooucos lugares que restam, especialmente na Williams. Alguersuari e Buemi foram apanhados "de calças na mão", depois de uma boa temporada da parte dos dois pilotos, especialmente o catalão de 21 anos. Quem acabaria a carreira com essa idade, especialmente depois de uma boa segunda metade da temporada?

O problema desta atitude de Rainha de Copas, a personagem do "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carrol é o de usar e deitar fora. A Red Bull está obcecada em encontrar um "Vettel II", mas até agora só tem encontrado "Mark Webbers". Alguersuari, o mais jovem piloto de sempre na Formula 1, e Buemi, um suiço, são bons pilotos, mas não servem para os critérios da marca de bebidas austriaca. Não os impressionaram nestes dois anos que tiveram na categoria máxima do automobilismo e começavam a ver que os pilotos que estão atrás deles, como estão agora Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo, querem ter a sua oportunidade e não lhes davam. Para que Ricciardo pudesse ter uma hipótese na Formula 1 neste ano, a Red Bull pagou alguns milhões de dólares (cinco milhões, creio eu) para a meia época que o australiano teve na Hispania.

Quanto a Alguersuari e Buemi, "enxotados" sem apelo nem agravo, vão ter de encontrar um lugar o mais rapidamente possivel. Mas eles estarão aflitos, porque a maior parte dos lugares já foram ocupados. A Force India deverá divulgar os seus pilotos amanhã, a williams no inicio da semana e só deve sobrar uma vaga na Caterham e na Hispania. Talvez seja o lugar ideal para Jaime Alguersuari, mas há algo que me diz que não verei estes dois pilotos na grelha de partida na temporada de 2012. A vida continuará para eles, provavelmente noutras categorias, como a DTM, GT1 ou no WEC.

Por outro lado, hoje, Riccardo e Vergne rejubilam com esta oportunidade. Todos reconhecem o talento de ambos os pilotos e irão demonstrar isso nas pistas de todo o mundo a partir de 2012. Mas a partir de agora, vão ser mais dois que irão viver com uma permanente "espada de Dâmocles", porque a Red Bull, que lhes pagou as suas carreiras, espera que não sejam bons pilotos. Tem de ser magnificos, e o resto do mundo irá assistir a isso. Porque outros dois pilotos estão á esquina, a quererem os seus lugares. A Formula 1 pode ser um lugar cruel, mas parece que os lugares da Toro Rosso fazem lembrar um tanque cheio de crocodilos.

Clay Regazzoni, Formula 3, GP do Mónaco de 1968

Esta semana recebi na minha caixa do correio uma série de fotos de impressionante: o acidente de Clay Regazzoni no GP do Mónaco de Formula 3 em 1968. Conhecia razoávelmente bem essa história - aliás, as fotos foram tirados do blog do Saloma - , mas até hoje ainda não me tinha debruçado realmente sobre essa história em particular. Agoira que vejo as fotos, digo para mim mesmo que o suiço teve muita sorte: caso não tivesse sobrevivido, nunca o teriamos conhecido, nem saberíamos da sua carreira na Formula 1, que durou uma década e que terminou com outro acidente, em Long Beach, que o deixou paralisado de cintura para baixo nos seus restantes 26 anos da sua vida.

Em 1968, Regazzoni alternava entre a Formula 3 e a Formula 2, ambos a bordo de um Tecno da equipa oficial. Já tinha 28 anos, um pouco velho para chegar à Formula 1, mas era um piloto veloz e algo agressivo para os seus adversários. Tanto que nesse mesmo ano iria estar envolvido numa controvérsia na corrida de Zandvoort, onde foi acusado de bater deliberadamente no carro de um inglês chamado Chris Lambert, provocando a sua morte.

Nessa prova do Mónaco, que servia como prova de suporte para o Grande Prémio do Mónaco, "Regga" estava fazer a sua corrida quando perdeu o controlo do seu carro após a chicane do Porto. Sem poder fazer grande coisa, bateu forte no "guard-rail" que na altura - e pelas fotos - se podia ver que era de uma só barreira. E era um dispositivo novo, colocado para substituir os fardos de palha, após o acidente mortal de Lorenzo Bandini, no ano anterior.

Com o seu carro de Formula 3, mais pequeno do que um carro de Formula 1, e devido à violência do impacto, Regazzoni passou por baixo do guard-rail e esteve a milimetros de ser decapitado. Mas o que lhe salvou foi o seu instinto de sobrevivência, pois baixou-se o suficiente de forma a que a lâmina da barreira de proteção passasse imediatamente abaixo da sua querida cabeça. E pouco depois, saiu incólume do seu carro.

É importante falar sobre isto pelo simples fato de até que ponto Regazzoni teve sorte. Alguns anos depois, em 1974, quando o suiço já era piloto da Ferrari e lutava pelo título mundial, na prova de Watkins Glen, um dos seus concorrentes, o austriaco Helmut Koinigg, teve um acidente semelhante com o seu Surtees oficial. O carro passou por baixo do guard-rail duplo e o pobre austríaco, então com 25 anos, teve morte imediata devido à decapitação causada pelo impacto.

No dia em que se comemoram cinco anos da sua morte, numa auto-estrada italiana, ver que a vida dele poderia ter acabado muito antes da sua carreira na Formula 1, e não aconteceu por mera sorte - ou instinto - é incrivel. Mas a vida é assim mesmo. E esse momento de sorte nos permitiu conhecer um excelente piloto que marcou o seu tempo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Antonio Felix da Costa, GP2 e a Formula 1

Ando desde ontem a ler a matéria do Autosport desta semana sobre a hipótese de Antonio Felix da Costa poder ir para a Formula 1 em 2012. Estava curioso de ler, depois da chamada de capa na segunda-feira à tarde. Depois de espreitar a matéria escrita pelo jornalista Ricardo S. Araujo, conseguindo ir para além do cartão de visita do piloto e seu respectivo palmarés - e de algum "whisful thinking" por parte do autor do artigo, diga-se - descobres que há substância nesta matéria. Mas para o encontrar, temos de ir ao canto inferior direito da matéria que cabe duas páginas inteiras. E do qual transcrevo para aqui:

"Nem António Felix da Costa nem Tiago Monteiro o confirmam, mas a Autosport sabe que uma das hipóteses em cima da mesa é uma ligação à Lotus Renault já em 2012 que permitira ao jovem português ser piloto de reserva na equipa de Raikkonen e Grosjean na Formula 1, competindo em simultâneo na GP2 na formação apoiada pela estrutura de Enstone. Segundo o que apuramos, das propostas que Felix da Costa e Monteiro receberam, a da Lotus-Renault é uma das mais atrativas, até porque o orçamento pedido é pouco superior aos dois milhões de euros atualmente necessários para uma época na GP2 Series.

Para o enviado especial do Autosport, Luis Vasconcelos, 'a ligação à Lotus Renault - suponho que com um espaço pequeno no R32 para o patrocinador principal e com direito a um dia de testes no final da temporada - poderia ser um argumento de peso para o António na procura de patrocinadores. E seria bom, porque lhe permitiria ver, por dentro, como funciona uma equipa de Formula 1, passar horas no simulador, trabalhar com os engenheiros e perceber melhor como tudo funciona. Por outro lado, ficarias dependente na escolha de uma equipa na GP2, que pode ser boa ou má'

Contudo, o acordo com a Lotus Renault até pode contemplar que a época da GP2 seja com a Ocean, de Tiago Monteiro, além de incluir testes privados e demonstrações de Felix da Costa com um F1, inclusivé em Portugal. Outra hipótese, menos provável, seria um regresso à GP3 ou mesmo a F3 com umas equipa de topo para lutar pelo título. Com Tiago Monteiro e o pai de Antonio, Miguel Felix da Costa, a tentarem reunir apoios, as próximas semanas serão decisivas para eventual entrada do jovem português na Formula 1 em 2012."

Quando li isto, pensava que era algo do qual nenhuma das partes iria afirmar algo, nem que fosse para as desmentir. Iria ficar em "águas de bacalhau". Contudo, não sabia ainda que o próprio Felix da Costa tinha confirmado essa hipótese numa mensagem na sua página oficial do Facebook:

"Olá a todos, é verdade, estamos muito perto mas ao mesmo tempo é preciso que as pessoas que realmente acreditam e apoiam estejam cada vez mais presentes e ajudem cada vez mais, falem, divulguem e vamos conseguir lá chegar. É preciso que Portugal apoie e mais do que nunca nesta fase de 'crise' o turismo e o desporto com os excelentes atletas que temos sejam usados para trazer alegrias a Portugal! LETS GO AFC#13"

Mais tarde, nessa noite, o meu amigo Gonçalo Sousa Cabral, do 16 Valvulas, entrevistou o seu irmão Duarte, que é piloto nos GT's, numa equipa nacional, e quando falou do seu irmão, deu mais alguns pormenores, não muitos. Afirmou que a ideia era de o colocar na Gravity Sports, a agência que cuida dos pilotos da Lotus-Renault e que teve este ano pessoal como o Bruno Senna, o Romain Grosjean, mas também personagens como o Jerome D'Ambrosio e o Ho-Pin Tung. Por um lado pode ser com, se for bem planeado, mas um entre muitos... é complicado.

Mas depois de ler tudo isto, chega-se a certas conclusões. Primeiro que tudo: Felix da Costa é seguido atentamente por boa parte do pelotão da Formula 1 desde há algum tempo. Essa observação aumentou depois de novembro de 2010, quando esteve no "rookie test" de Abu Dhabi, ao serviço da Force India, onde fez o terceiro melhor tempo e deixou Paul di Resta, então o terceiro piloto da marca, a mais de um segundo. Apesar de ter tido uma modesta temporada de GP3 em 2011 - só venceu uma corrida em Monza - os elogios continuaram. O Luis Fernando Ramos, o Ico, elogiou-o há cerca de um mês e meio quando o viu correr de kart em Abu Dhabi, comparando-o a Esteban Gutierrez, que agora é o terceiro piloto da Sauber.

Ainda por cima, na sua primeira corrida a sério na GP2, com o carro da Ocean, no mesmo Abu Dhabi, apesar de uma má qualificação, conseguiu levar o seu carro para o sétimo lugar final. E agora em Macau, fez uma qualificação espantosa, apesar de não ter acabado nenhuma das corridas devido a problemas mecânicos. Ou seja: basta "enxotar o azar" para que os resultados apareçam e as suas perspectivas de um lugar na elite se aclarem.

Ainda por cima, é auxiliado na sua carreira por Tiago Monteiro, que puxou os cordelinhos na Force India - que já foi Jordan, Midland e Spyker - para lhe dar a primeira chance ao "Formiga". E o seu plano inicial na GP2 é o de aprender a conhecer o carro na Ocean, a equipa do Tiago Monteiro. Provavelmente ao lado do holandês Nigel Melker, anunciado hoje como piloto da equipa.

Em suma: daqui a algumas semanas, veremos se Felix da Costa deu mais um passo rumo ao seu objetivo de vida. Boa sorte para ele!