terça-feira, 31 de julho de 2018

A situação atual da Formula E

A temporada da Formula E terminou há duas semanas, nas ruas de Nova Iorque, e só em dezembro, em paragens sauditas é que veremos em ação os novos carros, em mais uma nova temporada da competição. A temporada de 2018-19 terá mais uma nova equipa, a HWA, que na DTM alemã serve de equipa de fábrica da Mercedes, com a garantia que a Porsche poderá aparecer na temporada de 2019-20.

Primeiro que tudo, as certezas. Tudo indica que a Audi, Jaguar e a Techeetah irão manter a dupla de pilotos que encerrou a temporada passada. A equipa alemã terá Lucas di Grassi e Daniel Abt como dupla de pilotos, enquanto na Jaguar, Nelson Piquet Jr e o neozelandês Mitch Evans ficam por lá mais uma temporada e na equipa campeã do mundo de pilotos, Jean-Eric Vergne ficará a defender o título mundial ao lado de Andre Lotterer.

Quanto às incertezas, comecemos pela Venturi. Já se sabe que terá nova estrutura acionista, com a entrada de Susie Wolff, mulher de Toto Wolff, na equipa, e terá Felipe Massa como piloto. Isso faz com que haja uma segunda vaga que poderá ser disputada entre alguns dos pilotos que andam a rondar. A começar por Tom Dillmann, que correu em três provas, no lugar de Edoardo Mortara, por causa dos seus compromissos com o DTM, passando pelo próprio Mortara, e provavelmente algum dos experimentados da competição, como Stephane Sarrazin, por exemplo. E também o alemão Maro Engel pode estar nessas considerações.

A Renault vai ser subsistida pela Nissan na próxima temporada - na realidade, como fazem parte do mesmo grupo, tudo fica na mesma - e Sebastien Buemi irá manter-se na equipa. Mas não Nicolas Prost, que depois do seu pai ter "migrado" para a Formula 1, ficou um pouco orfão. Aliado a isso, a sua fraca campanha na competição fizeram com que saísse no final desta temporada. Mas ele procura por lugar, afirmando a sua experiência e veterania ao longo destes anos. Quanto ao lugar vago, nada se saber quem irá ficar com ele, mas se a Nissan tiver a oportunidade de ter Jean-Eric Vergne nos seus carros, seguramente não a vai desperdiçar.

Quem quer um piloto de primeira linha é a BMW. Depois de ter andado a aprender com a Andretti, agora vai ser a tempo inteiro, e anda a investir fundo em ter uma máquina preparada para competir com os melhores. Contudo, queriam um piloto forte para elevar a concorrência dentro da equipa, pois têm o português António Félix da Costa. Tentaram a sua sorte com Sam Bird, mas a Virgin largou a DS e vai ter os motores da Audi para a próxima temporada. E o inglês, terceiro classificado na temporada passada, quer tentar a sua sorte com estes motores porque acredita que tem uma chance para o título, algo do qual com a BMW, ainda não tem qualquer certeza, pois é tecnologia por testar.

Na Mahindra, ambos os pilotos poderão sair. Nick Heidfeld decidiu abandonar a Formula E, aos 41 anos de idade, e Felix Rosenqvist poderá não iniciar a próxima temporada porque a Chip Ganassi o quer num dos seus carros na IndyCar em 2019, e isso é incompatível com o calendário da Formula E. Assim, caso seja verdadeiro, a Mahindra - que mostrou ter um bom carro - torna-se num lugar apetecível para todos os aspirantes a correr na Formula E. E claro, candidatos não faltarão.

Falta ainda saber quem ficarão na Dragon Racing. José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio são dois bons pilotos, e certamente teriam lugar no mercado, mas ainda não existem certezas sobre se continuarão na Formula E. Aliás, o argentino foi chamado à Dragon depois da jornada dupla de Hong Kong, quando suíço Neel Jani saiu da equipa.

O defeso ainda está no inicio, mas são muitas as vagas por preencher, os lugares por confirmar. Nas próximas semanas e meses, ver-se-á como se comporá o pelotão da Formula E numa temporada em que teremos uma máquina nova e as corridas serão diferentes do habitual.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

E se o Roborace resgatar o passado?

Desde que se soube da realização da Roborace, a competição de carros guiados autonomamente, sem condutor, existe uma grande expectativa sobre o que isto irá ser, bem como uma multidão de "puristas" que afirmam isto não ser automobilismo ou ser a morte do automobilismo. Contudo, caso comecem a ler este artigo vindo originalmente no site e-racing365.com, provavelmente terão mais razões por considerar isto como um sacrilégio.

Bryn Balcombe, o chefe de estratégia da Roborace, fala que se pensa em usar os dados gravados no passado pelas equipas de Formula 1 com o intuito dos carros imitarem os estilos dos pilotos ao volante. Ou seja, poder replicar estilos de pilotos atuais como os de Lewis Hamilton ou Sebastian Vettel, ou até de pilotos do passado, como Michael Schumacher ou Ayrton Senna, no sentido de poder dar um elemento de personalidade aos carros. Por outras palavras, dar "alma" a carros sem condutor.

"Uma coisa que nos perguntam [muito] é se podemos replicar um piloto humano existente ou um piloto humano histórico", começou por dizer Balcombe.

Então, você pode colocar Lewis Hamilton no simulador e, em seguida, pegar os dados do simulador e usá-los para criar uma versão AI de Lewis Hamilton, que é o piloto do carro? Ou até mesmo se Ayrton Senna pode voltar, como futuro piloto de IA?", continuou.

"Se você olhar para os dados que a McLaren tem sobre a história de condução do Senna e sobre o que a Williams também tem, você pode pegar isso e criar o que seria uma representação realista de Senna e do seu estilo de condução", concluiu.

Balcombe acredita que a Roborace poderá ser um encontro entre os estilos de condução do passado, presente e do futuro, todos numa pista, e poderia servir como tira-teimas sobre quem são os melhores de sempre. Mas ele também acredita que essa abordagem permitirá que os espectadores que assistam a estas corridas se associem aos participantes, apesar da ausência de um motorista humano. As equipas poderão ajustar os estilos de condução de seus carros para desfazer as "personalidades de corrida" que são vistas no automobilismo hoje.

"Quando você assiste à Fórmula 1, não consegue ver o rosto do piloto. O modo como os pilotos de corrida se expressam é pela forma como o carro é controlado. Quando você assiste a um jogo de ténis, por exemplo, é muito mais fácil ver suas expressões e também a maneira como eles se movem."

Com um piloto de Fórmula 1, você vê isso pela maneira como controlam o veículo e a maneira como interagem com os outros. A partir disso, você sabe se eles são agressivos ou passivos. Acreditamos que o software que está dentro desses veículos será diferenciado. Ele será produzido por equipes diferentes e eles colocarão pesos diferentes lá sobre quão agressivo ser ou não, ou quão difícil de guiar."

A partir disso, o público verá personalidade. Eles se conectarão a uma ou outra equipa, com base nas ações do veículo. Essa é uma maneira de fazer isso", concluiu.

A Roborace afirma que irá fazer uma nova demonstração no final do ano, enquanto continuam os testes para o melhoramento do estilo de condução dos carros autónomos.

Em suma, é fascinante, mas ao mesmo tempo pode ser perigoso. Muitos não aceitariam a ideia de rever os seus ídolos em carros sem condutor. Muitos dizem neste momento que a partir da altura em que existir corridas deste tipo, o automobilismo como conhecemos está morto. Mas de uma certa maneira, isto é uma evolução, um não significa a supressão do outro, pois continuarão a existir corridas de carros com condutor, é apenas mais uma chance fantástica de vermos automobilismo. 

Youtube Formula One Classic: GP da Alemanha de 1978


A 30 de julho de 1978 decorreu o GP da Alemanha, a prova onde houve algo que já era raro: um dos Lotus 79 desistiu durante a corrida. É certo que isso tinha acontecido duas semanas antes, no GP britânico, quando Mário Andretti e Ronnie Peterson não chegaram ao fim da corrida e houve um duelo pelo comando da corrida entre Brabham e Ferrari, com Carlos Reutemann a levar a melhor sobre Niki Lauda, mas nas longas retas de Hockenheim, Mário Andretti levou a melhor sobre Jody Scheckter e Jacques Laffite

E claro, para o Brasil, este foi um bom dia. Emerson Fittipaldi largou de décimo para acabar em quarto no seu Copersucar, e Nelson Piquet estreava-se na categoria máxima do automobilismo graças a um lugar vago na Ensign. 

Assim sendo, ao vivo, a cores e na íntegra - com narração em alemão - eis o GP da Alemanha de há precisamente 40 anos.

Um Formula One Masters a caminho?

Que a Liberty Media possa andar à procura de algo para enriquecer o seu portfólio, é verdade, e muitas ideias deverão andar a flutuar por aí. E uma delas é a de uma série Masters, onde correriam os pilotos do passado não muito distante, provavelmente em chassis únicos e em provas com pouco mais de uma hora de duarção. Sean Bratches afirmou que essa ideia anda a ser pensada desde há algum tempo.

"Estamos a falar sobre a organização de uma corrida Legend", começou por dizer o americano em declarações à Sky Sports. "A história tem um papel tão notável no desporto e os pilotos estão incluídos. Quando vêem os veículos clássicos, em seguida, os fãs falam. Eu pedi recentemente uma lista na qual cada piloto individual de Fórmula 1 é especificado por nacionalidade", concluiu.

A ideia não é nova. Entre 2005 e 2006 aconteceu uma competição que teve apenas três corridas em Kyalami, Silverstone e Losail, no Qatar. Nigel Mansell venceu a primeira corrida, em Kyalami, batendo Emerson Fittipaldi, e repetiu o feito no Qatar, enquanto Eddie Cheever foi o vencedor em Silverstone, antes a série ser cancelada devido ao processo que opunha a organização do campeonato ao fabricante de chassis Delta Motorsport e ao patrocinador principal, a Altech.

Em 2014, Bernie Ecclestone considerou a ideia e chegou a registar o nome "Historic Formula One" com intenções de usá-lo. E provavelmente, se a Liberty Media voltar a usar essa ideia, é provável que vá usar outro nome...


A situação da Force India

Desde quinta à noite, ou sexta-feira de manhã que foi conhecida a situação da Force India. Colocada sob administração para proteger-se de credores, o objetivo é agora de encontrar um comprador para a equipa no sentido de salvar as cerca de 400 pessoas que lá trabalham e arranjar um comprador à equipa que pertence a Vijay Mallya desde 2008, e que pretende vender desde há algum tempo para tentar pagar as dívidas que contraiu com a falência da Kingfisher Air. E ainda mais com a prisão de Subrata Roy, o dono da Sahara, nesse caso por fraude fiscal - deve cerca de mil milhões de euros ao fisco indiano.

Pouco depois se soube que tinha colocado a equipa nessa situação: tinha sido Sergio Perez, mais a Mercedes. A marca alemã tem cerca de 10 milhões de libras a receber e o piloto mexicano tem cerca de quatro milhões para receber também. 

Neste momento, segundo conta o Joe Saward na sua coluna na Motorsport Week, a Force India está nas mãos de dois administradores competentes, Geoff Rowley e James Baker, ambos da FRP Advisory, uma forma conhecida no meio. E ambos já estiveram envolvidos nos processos de administração da Marussia, em 2014, e da Manor, dois anos depois. E o próprio Joe afirmou que uma das razões pelo qual se avançou com a primeira tentativa de administração foi o contrato com a Rich Energy, uma firma de bebidas britânica, que desde o inicio do ano foi dito que pretendia comprar ou patrocinar a equipa, mas que desde então tem sido colocadas diversas dúvidas sobre a sua existência.  

No Sábado à noite, Perez colocou na sua conta no Twitter uma carta a explicar a sua versão dos acontecimentos. Ali disse que estava entristecido com a versão vista pela imprensa britânica, respondendo que tomou tais ações no sentido de salvar os 400 postos de trabalho existentes na equipa. 

"Force India está há muito tempo numa situação critica. Na quarta-feira, um dos credores estava num tribunal de Londres no sentido de liquidar a equipa. Isso significaria o encerramento imediato e a perda de todos os postos de trabalho. Sendo um credor dessa equipa, pediram para que usasse um procedimento legal chamado 'administração', onde a equipa continuaria a trabalhar enquanto se procura por um novo proprietário", afirmou na sua carta.

"Conseguimos tudo muito rapidamente e o juíz esteve de acordo com o nosso pedido, com a ajuda da BWT [o patrocinador] e a Mercedes. Como resultado, a equipa está agora nas mãos de um administrador que pode ajudar a vender a equipa e a salvar os 400 postos de trabalho", continuou, antes de concluir dizendo que "a minha prioridade foi de salvar o trabalho de todos os meus companheiros".

A partir de agora, o tempo conta velozmente. Interessados parece que não faltam. Já se falou aqui da Rich Energy, mas há mais. Já se falou também por aqui no inicio da semana de Lawrence Stroll poderia comprar a equipa para colocar o seu filho Lance a correr por ali, mas o Joe fala da hipótese de compra por parte da Castle Harlan, um fundo de investimento que terá Tavo Hellmund, o mexicano-americano que ergueu o Curcuit of the Americas, bem como Michael Andretti, que poderá ter o apoio de outro fundo de investimento, por agora desconhecido.

As coisas estão fluidas, como já se disse. Espera-se que dentro de um mês, quando a Formula 1 estiver de volta à ativa, em Spa-Francochamps, já haja uma espécie de acordo, e quem conseguir, terá de certeza uma equipa bem competitiva nas suas mãos. Veremos como isto terminará. 

domingo, 29 de julho de 2018

WRC 2018 - Rali da Finlândia (Final)

Como seria de esperar desde a primeira especial, o estónio Ott Tanak foi o vencedor do Rali da Finlândia, ele que dominou desde a primeira especial, a bordo do seu Toyota Yaris WRC. O estónio acabou com 32,7 segundos de avanço sobre o norueguês Mads Ostberg, a bordo do seu Citroen, que também conseguiu o seu primeiro pódio do ano. Jari-Matti Latvala foi o terceiro, a 35,5 segundos do seu companheiro de equipa.

"Como é que nos podemos reclamar? Foi um fim de semana perfeito para nós. O primeiro dia foi difícil, mas depois disso nós apenas aumentamos nossa diferença. Existe apoio total atrás de nós, acho que é assim que precisa ser feito - quando todos nós trabalhamos juntos. Em termos de o campeonato, vamos ver onde acabaremos", disse Tanak, na meta.

Sebastien Ogier, apesar de ter sido apenas quinto, esta feliz por achar que está na direção certa rumo a mais um campeonato, já que Thierry Neuville terminou apenas no nono posto. "Dei tudo em todo o fim de semana e não há muito mais que eu possa fazer. O mais importante é que ao menos vamos na direção certa no campeonato", disse o piloto francês da Ford.

Com apenas quatro especiais por acabar, duas passagens por Laukaa e Ruuhimäki, o dia começou com Ostberg ao ataque, tentando recuperar algum do terreno perdido para Tanak, mas ganhou apenas 2,9 segundos ao estónio. E para piorar, apenas conseguiu uma vantagem de 0,9 segundos sobre Jari-Matti Latvala.

O perigo era tal que Latvala acabou por vencer na especial seguinte, fazendo perigar o segundo posto de Ostberg, pois ganhara 1,2 segundos. Tanak foi quinto, perdendo quatro segundos, mas já tinha tudo controlado. E Latvala aproveitou para atacar ainda mais, vencendo na segunda passagem por Laukaa e diminuir a diferença para 2,5 segundos. 

Mas no tira-teimas da segunda passagem por Ruuhimäki, a Power Stage, é que decidiu tudo. Tanak venceu na frente de Ostberg por 0,5 segundos e Latvala foi o terceiro, a 0,8. Basicamente os três primeiros do rali, hierarquizados, os mais velozes da prova. Neuville foi o quarto na super-especial, seguido por Ogier, mas o francês levou a melhor sobre o belga na geral.

Depois do pódio, Hayden Paddon repetiu o seu melhor resultado do ano, sendo quarto, a um minuto e 35 segundos, na frente de Sebastien Ogier, a dois minutos e 15, conseguindo passar Teemu Suninen. Elfyn Evans foi o sétimo, a dois minutos e 29 segundos, na frente de Craig Breen, a três minutos e oito segundo, no seu Citroen, e a fechar o "top ten" ficaram os Hyundai de Thierry Neuville e de Andreas Mikkelsen, a oito minutos e 37 segundos.   

Após o rali, Neuville continua a liderar com 153 pontos, contra os 132 de Ogier e os 107 pontos de Ott Tanak. O WRC prossegue dentro de três semanas, em terras alemãs, entre os dias 16 e 19 de agosto.

Formula 1 2018 - Ronda 12, Hungria (Corrida)

A corrida húngara foi, de uma certa forma, a prova de um passeio para Lewis Hamilton, que aproveitou a desvantagem dos Ferrari para alcançar uma vantagem que já é superior a uma corrida, ou seja, tem tudo para poder ser campeão este ano, se a máquina - ou o piloto - não falhar. E se na frente, nunca foi incomodado, graças aos esforços do seu Sancho Pança, Valtteri Bottas, por muito pouco, ele não lhe deu o bónus de atirar para fora o seu rival na luta pelo título e ir de férias com a taça na mão.

E tudo isto no dia em que Fernando Alonso comemorou o seu 37º aniversário natalício, comemorado com as máscaras da ocasião...

Contudo, a corrida foi mais do que isso, pois também tivemos mais incidentes, ultrapassagens, estratégias e desistências. Não foi uma excelente corrida, mas de aborrecida, pouco ou nada teve, especialmente nas últimas voltas. Apenas o líder é que não foi incomodado.

Nos céus azuis de Budapeste, depois do sábado chuvoso, o domingo estava verdadeiramente de verão. A partida aconteceu sem grandes incidentes. Hamilton manteve-se na liderança, com Bottas a aguentar as investidas de Raikkonen e Vettel, enquanto atrás, Ricciardo perdia quatro lugares, provavelmente com um contacto com alguém. E mais atrás, a corrida de Charles Leclerc acabaria no final da primeira volta, provavelmente por algum problema mecânico.

As coisas na frente andariam calmas até à volta seis, quando o motor de Max Verstappen ficou sem potência e acabaria por encostar à berma de vez. O Virtual Safety Car estava em ação por momentos, antes de voltar tudo ao normal. Agora, Gasly era quinto, mas estava a oito segundos de Raikkonen, e Ricciardo passou Alonso para ser 11º.

Ricciardo começou a subir lugares atrás de lugares, e pela volta 15, já era oitavo, depois de passar Brendon Hartley, ao mesmo tempo que Raikkonen ia às boxes para fazer a sua troca de pneus. Na saída das boxes, o australiano já tinha passado Carlos Sainz Jr. para ser sétimo. E também por esta altura, Bottas parava nas boxes, colocando pneus médios e Gasly... em terceiro. Três voltas depois, o finlandês da Mercedes passava o francês da Toro Rosso e tentava apanhar o alemão da Ferrari. E na volta 21, Ricciardo passou Magnuseen para ser sexto para na volta seguinte Raikkonen passar Gasly para ser terceiro.

Hamilton acabou por parar na volta 27, com Vettel a aproveitar para aumentar o ritmo, para tentar ter uma chance quando fosse a sua vez de trocar de pneus. Ambos tinham ritmos semelhantes, e para piorar as coisas, para o lado da Mercedes, Vettel conseguia afastar-se do inglês, que tinha pneus... mais novos. Atrás, Bottas era pressionado por Raikkonen, e Ricciardo já tinha passado Gasly para ser quinto.

Vettel chegou às boxes na volta 39, para trocar para ultras, depois de Raikkonen ter trocado pela segunda vez. Mas a troca correu mal e ficou atrás de Bottas, para ser terceiro, de uma certa forma, a sua corrida estaria mais dificultada. A diferença entre os três primeiros era de oito segundos, mas ao alemão, tinha Bottas a dificultar-lhe a vida, apesar do alemão ter ultras calçados.

Ricciardo parou na volta 45, quando já era quarto, e como andava a corrida, parecia que tudo estava decidido. Mas na volta 51, Stoffel Vandoorne teve problemas no seu carro e acabou na berma, que deu novamente em Safety Car Virtual, e que durou o tempo suficiente para tirar o carro da berma. No regresso da bandeira verde, Vettel atacou Bottas para tentar ser segundo e ir em perseguição de Hamilton, e Raikkonen aproximava-se de ambos.

Vettel atacou Bottas - agora a fazer muito bem o seu papel de escudeiro - mas com Raikkonen a andar bem mais veloz que todos eles, chegamos ao momento do embraçado: deixar passar Raikkonen para tentar a sua sorte ou mantêm-se a hierarquia? E no meio disto tudo, Hamilton tem 22 segundos de vantagem. Se nada acontecesse ao seu carro, a vitória era dele.

Vettel atacou Bottas na volta 66 e o alemão passou, mas na curca 3, quando lutavam pelo segundo posto, o finlandês tocou na traseira do alemão, com o piloto da Mercedes a perder a asa dianteira, e havia receios de Vettel de sofrer um furo. Felizmente, nada havia, mas o finlandês iria cair para o quinto posto, com a troca de asa. Mas o finlandês defendeu.se dos ataques do australiano, e tocaram-se no final da reta. Ambos continuaram e na última volta, trocaram de posições.

Claro, o maior beneficiado foi Hamilton que, tranquilo, rumou para mais uma vitória, com os Ferrari a acompanhá-lo no pódio, derrotados, porque este deveria ter sido o seu curcuito... mas não foi. Daniel Ricciardo ficou com o quarto posto, depois de Bottas o ter deixado passar - e ainda teve dez segundos de penalização como "prenda", na frente de Pierre Gasly, que mais uma vez, ficou nos pontos, num honroso sexto posto. Magnussen ficou na frente de Fernando Alonso, no duelo pessoal a três pelo sétimo posto da geral - o outro piloto é Nico Hulkenberg - e a fechar o "top ten" ficou Carlos Sainz Jr. e Romain Grosjean.

Agora, a Formula 1 vai tirar quatro semanas de férias, que bem merece. Depois, volta o ritmo frenético, a partir de Spa-Francochamps. 

Youtube Formula One Classic: GP da Holanda, 1973


A coisa bem interessante é que poderemos encontrar parte da temporada de 1973 no Youtube e na íntegra, sem narração e só com o som ambiente. Contudo, este GP holandês fica tragicamente marcado pelo acidente mortal de Roger Williamson, durante a 14ª volta da corrida. Bem como as tentativas do seu compatriota David Purley de o salvar. 

Ai está o video da corrida, ao vivo e a cores. E com todo o seu horror.  

GP Memória - Holanda 1973

Duas semanas depois da Formula 1 ter corrido em Silverstone e de se ter assistido à maior carambola da história do automobilismo até então, máquinas e pilotos rumavam a Zandvoort, para ser palco do GP da Holanda. A pista fazia o seu regresso à Formula 1, depois de um ano de ausência. Durante esse tempo, tinha sido palco de profundas obras de remodelação, que implicou o reasfaltamento da pista, um melhor sistema de drenagem de águas pluviais, novas escapatórias e barreiras de proteção, melhorando bastante a segurança.

O regresso fora saudado por pilotos, que elogiaram os esforços da organização. E no dia da corrida, esperavam-se 80 mil espectadores à volta da pista, pois estava um típico dia de verão. 

No pelotão da Formula 1, Jody Scheckter estava fora, por acharem que era "um perigo" para os outros pilotos, pois tinham-o culpado pela carambola que tinha acontecido no final da primeira volta da corrida britânica. A Ferrari estava ausente da prova, enquanto a Brabham não preencheu o lugar deixado vago por Andrea de Adamich após o seu acidente em Silverstone, que o deixara lesionado no tornozelo. Em contraste, na Iso-Marlboro, havia um novo piloto na equipa: o local Gijs Van Lennep.

Com 24 inscritos, Emerson Fittipaldi sofrera uma lesão na perna devido a um acidente nos treinos e apenas largaria da 16ª posição. Em contraste, o seu rival, Jackie Stewart, era segundo, atrás de Ronnie Peterson, o poleman. Francois Cevért era o terceiro, com Dennis Hulme a seu lado, no McLaren. Carlos Reutemann era o quinto, seguido pelo segundo McLaren de Peter Revson, e James Hunt, no March da equipa Hesketh. José Carlos Pace era o oitavo, no seu Surtees, e a fechar o "top ten" estavam o BRM de Jean-Pierre Beltoise e o Shadow-Ford de Jackie Oliver.

A corrida começou com Peterson na frente dos Tyrrell, seguido por Hulme, Pace e Revson. Niki Lauda atrasava-se devido a um despiste, caindo para o fundo do pelotão. Fittipaldi não aguentou as dores e acabou por abandonar na segunda volta.

As coisas estavam assim até à volta sete, quando um pneu do March do britânico Roger Williamson rebentou e ele bateu forte nos guard-rails, arrastando-se por mais de 150 metros depois do embate. A fricção causou um incêndio e um carro parou atrás para o tentar ajudar a tirá-lo das chamas. Era outro March, o privado de David Purley. Apesar de ter tentado virar o carro e apagar as chamas, os seus esforços foram inúteis e o britânico de 25 anos, visto como um dos mais promissores a chegar à Formula 1, acabaria por morrer sufocado devido aos fumos.

A corrida prosseguia com Peterson na frente, perseguido por Stewart e Cevért. As coisas andaram assim até à volta 66, quando o motor do sueco explodiu, deixando o escocês na frente, e assim foi até à meta. 

Stewart tinha razões para celebrar, porque agora tinha batido o recorde do seu compatriota Jim Clark, estabelecido cinco anos e meio antes, na África do Sul. Contudo, ao chegar à meta, foi avisado dos eventos e os festejos foram contidos, em sinal de respeito. Francois Cevért foi segundo, completando a dobradinha da Tyrrell, enquanto James Hunt era terceiro, no primeiro pódio da sua carreira. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de Peter Revson, o BRM de Jean-Pierre Beltoise e o Iso-Marlboro de Gijs Van Lennep. 

sábado, 28 de julho de 2018

Youtube Rally Action: Rally of Finland, 2018


O rali da Finlândia já foi chamado de "Rali dos Mil Lagos", mas também poderia ser chamado de "rali dos mil saltos", tamanha é a quantidade de saltos que os pilotos tem de dar ao longo da prova, num piso de terra muito veloz, capaz de fazer despistar, caso cometam um excesso.

E é isso que vou mostrar nestes dois videos dos dois primeiros dias do Rali da Finlândia, até agora dominado por Ott Tanak. Espero que gostem.

WRC 2018 - Rali da Finlândia (Dia 2)

Ott Tanak lidera destacado o Rali da Finlândia, no final do segundo dia competitivo da prova. O estonio da toyota tem agora uma vantagem de 39 segundos sobre Mads Ostberg, da Citroen. Jari-Matti Latvala, noutro Toyota, é o terceiro classificado, quando faltam quatro especiais para terminar esta prova, e do qual parece que os nipo-finlandeses da Toyota Gazoo parecem ter tudo controlado.

Com oito especiais pela frente neste sábado, havia um duelo entre Tanak e Ostberg pela liderança, com Latvala em terceiro e a espreitar pela liderança. O dia começou na primeira passagem por Päijälä, com Tanak a ser o melhor, seguido por Latvala e Ostberg, empatados a 8,5 segundos. Esapekka Lappi foi o quarto noutro Toyota, a 11,2 segundos.

Tanak voltou a vencer, na primeira passagem por Pihlajakoski, de novo à frente de Ostberg, a 4,7 segundos, e de Latvala, a 5,4. Por esta altura, Tanak estava tranquilo: "Parece que definitivamente não está tão difícil como ontem, mas neste, o ritmo é melhor. As lacunas normalmente são pequenas, não são tão grandes assim", disse o estónio da Toyota.

Já Ostberg afirma que está a ir um pouco mais devagar para ver se mantêm na estrada. "Estamos apenas dirigindo devagar esta manhã para ver como andam os outros! Estamos tentando aumentar o ritmo passo a passo, é muito bom. Não estamos dispostos a fazer nada estupido, nessas velocidades você quer ficar agarrado à estradas", comentou o norueguês da Citroen.

Tanak voltou a ganhar em Kakaristo, e a hierarquia era a mesma: Ostberg atrás, a 3,7 segundos e Latvala, a sete segundos. Lappi era quarto, a 9,9 segundos, e no final da manhã a hierarquia manteve-se: Tanak vencedor, 0,6 à frente de Latvala e um segundo na frente de Ostberg. Lappi era o quarto, a 1,4 segundos. E no final das especiais da manhã, o estónio tinha uma vantagem de 23 segundos sobre Ostberg, com Latvala a ser terceiro, a 44,6, e Hayden Paddon era o quarto, já a um minuto e 16 segundos, com Esapekka Lappi a aproximar-se no quinto posto, depois de passar o Ford de Teemu Suninen.

A tarde era dedicada à segunda passagem pelas especiais da manhã, e aí, Tanak manteve o ritmo, mas Latvala acompanhou-o, tanto que empataram na segunda passagem por Tuohikotanen. Lappi foi o terceiro, a 0,9 segundos. Lappi venceu em Kakaristo, ganhando dois segundos a Latvala e 2,4 a Tanak, mais calmo depois de ver Ostberg em sexto, a 7,8 segundos. 

Lappi continuava ao ataque, vencendo na segunda passagem por Päijälä, e conseguindo chegar ao quarto posto, passando Paddon, que perdera 16,6 segundos, pois estava a poupar nos pneus, demasiado desgastados. E Lappi consolidou esse quarto posto ao vencer na segunda passagem por Pihlajakoski, 1,7 segundos na frente de Paddonm o terceiro, com Tanak a meio, a 0,8 segundos.

Na geral, com Tanak a 39 segundos de Ostberg, Latvala era o terceiro, a 44 segundos. Lappi estava no quarto posto, a um minuto e vinte segundos, perseguido por Hayden Paddon, a menos de dez segundos, e ambos um pouco longe de Teemu Suninen, no seu Ford. Sebastien Ogier era sétimo, a dois minutos e sete segundos, na frente de Elfyn Evans, a dois minutos e 17 segundos, e a fechar o "top ten" estavam o Citroen de Craig Breen, a quase três minutos, e o Hyundai de Thierry Neuville, a três minutos e 34 segundos.

O rali da finlândia termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais.

Youtube Construction Circuit: O novo autódromo brasileiro


Parecendo que não, este vai ser o próximo autódromo no Brasil. Situado em Lima Duarte, a cerca de 40 quilómetros de Juiz de Fora e duzentos do Rio de Janeiro, o Autodromo Potenza está a ser construido numa área de 900 mil metros quadrados, logo, “espremido” entre montanhas, o que exigiu uma certa ginástica para o desenho do traçado e das estruturas das boxes e demais instalações, segundo conta a organização.

O autódromo foi desenhado por Johnny Bonilla, uruguaio radicado no Rio Grande do Sul, e ajudou a desenhar o Velopark, no Rio Grande do Sul.

O autódromo terá 3600 metros de extensão, construido com o conceito de ‘arena’ em mente, a pista terá 12 metros de largura, alargado para 15 na reta principal. As obras já começaram, estão em fase de terraplanagem, e o asfalto irá ser colocado no inicio do ano que vêm e poderá estar pronto dentro de seis meses para homologação por parte da CBA, a Confederação Brasileira de Automobilismo. 

O desenho do circuito, em sentido horário, conta com três retas e predominância de curvas lentas. Vai ser o segundo circuito no Estado de Minas Gerais, depois de Curvelo. 

E deixo aqui um video com o atual estado de construção da pista.

Formula 1 2018 - Ronda 12, Hungria (Qualificação)

Como sete dias - ou seis, se preferirem - é tempo curto, mas mudam muita coisa. A Ferrari está em estado de choque, não só por causa de Sebastian Vettel e a vitória perdida na chuva, que o colocou sob brasas, mas também pelo outro choque que já tinhamos ouvido durante esse fim de semana, mas nos dias seguintes ouvimos todos os devidos pormenores: a grave doença e consequente morte de Sergio Marchionne, o "big boss" - perdão, o "capo de tutti capi" - do grupo FCA - Fiat Chrysler Automobiles. Operado a um tumor no ombro, do qual estava a ser tratado desde há um ano, sofreu uma embolia que o deixou em coma profundo até morrer, na terça-feira.

E por causa disso, a Ferrari corrida com faixas negras nos seus carros e nos braços dos pilotos, com a bandeira da Scuderia a meia haste. E claro, as imensas homenagens a Marchionne.

Mas também neste fim de semana, rebentou outra bolha, com a noticia da administração da Force India, devido às dividas existentes a algumas partes, como ao piloto Sergio Perez e à Mercedes. Em conjunto, as dívidas rondam as dez milhões de libras, e a administração poderá lançar algumas das coisas que se ouviram ao longo da semana. Uma delas, a da possibilidade de Lawrence Stroll de comprar parte da equipa para o seu filho, Lance Stroll, correr.

Claro, a Force India não vai ter a sua última corrida aqui em Budapeste. É uma proteção aos credores, com um administrador encarregado de arranjar um comprador até determinado prazo. Por agora, está tudo resolvido, mas... o tempo conta. Velozmente.

O sábado de Budapeste é um típico de verão: calor e chuva. E esta começou a cair quinze minutos antes de começar a Q1, fazendo com que os pilotos começassem a qualificação com intermédios. Mas esta começou a intensificar-se, tanto que todos foram à pista para fazer um tempo antes que tivessem de trocar para os azuis, de chuva intensa.

Nessa altura, os Ferrari lideravam, com Raikkonen à cabeça, seguidos pelos Mercedes, mas a chuva tinha parado e a pista começado a secar, de tal forma que houve quem ousasse, colocando pneus ultramacios. E compensou: Kevin Magnussen e Carlos Sainz Jr começavam a fazer tempos melhores do que os de intermédios, e o pelotão seguiu-os. E no meio da confusão, Daniel Ricciardo esteve perto de ser eliminado à primeira, e só uma volta in extremis o salvou de passar à Q2.

No final, foram os Force India de Esteban Ocon e Sergio Perez, o Sauber de Charles Leclerc, o McLaren de Stoffel Vandoorne e o Williams de Serguei Sirotkin é que ficaram pelo caminho nesta primeira fase da qualificação.

A Q2 começou com seco mas logo, logo, passamos para a chuva, que aumentou ainda mais à medida que os minutos passavam. A pista encharcou-se, os pilotos começaram a sair dos limites, e os tempos começavam a ser bem mais lentos. Aos poucos, os pilotos andavam com os azuis, os de chuva pura e dura. Sebastian Vettel aproveitou bem e fez 1.28,636, com a concorrência a ficar... dois segundos mais lentos. e os mais lentos estavam a sete e oito segundos do primeiro. Praticamente, as coisas estavam decididas, e bem antes do final da Q2, Fernando Alonso, Daniel Ricciardo, Nico Hulkenberg, Lance Stroll e Marcus Ericsson estavam de fora.

E claro, com os pneus de chuva e os tempos a não melhorarem, tínhamos os Ferrari, Mercedes, os Toro Rosso, os Haas, o Red Bull de Max Verstappen e o Renault de Carlos Sainz Jr, que era... segundo na tabela de tempos.

A chuva ainda caia quando começou a Q3, fazendo com que os pilotos usassem os pneus azuis, esperando por uma aberta. E claro, qualquer um poderá ser o "poleman", pois isto vai ser até ao último momento.

Max Verstappen fez 1.38,8, mas Bottas melhorou, para a seguir Hamilton ficar na tabela de tempos. Vettel andou cauteloso, para ser quarto, para ser superado por Sainz Jr. Raikkonen melhorou para terceiro, e Verstappen baixou para 1.38,032. Hamilton melhorou para 1.36,648, ficando no topo da tabela de tempos, com Raikkonen a fazer 1.37,3. Os pilotos melhoravam constantemente e a tabela de tempos andava fluida.

Raikkonen fez 1.36,186, melhorando muito, pelo menos em termos de aderência, e ficando na frente dos Mercedes. Sainz aproveita bem as condições para ser terceiro, antes dos Mercedes tentaram a sua sorte. E foi o que aconeceu. Primeiro Bottas, depois Hamilton fez a pole-position, ficando com a primeira fila da grelha, 250 centésimos na frente de Bottas. Vettel era quarto, não muito longe dos três primeiros, mas praticamente era outra demonstração de que estava atrás dos seus rivais.

Como amanhã não deverá chover, e como esta é uma pista estreita, é altamente provável que isto seja uma grande procissão até à bandeira de xadrez. Mas uma coisa é falar, outra coisa é correr... 

sexta-feira, 27 de julho de 2018

WRC 2018 - Rali da Finlândia (Dia 1)

O estónio Ott Tanak é o lider do Rali da Finlândia, um dos clássicos do WRC. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 5,8 segundos sobre Mads Ostberg, da Citroen e 23,1 segundos sobre o terceiro classificado, Jari-Matti Latvala, também em Toyota. Tudo isto depois do primeiro dia completo do rali finlandês. 

Depois de máquinas e pilotos terem feito o "shakedown" em Harju, onde Ott Tanak foi o melhor, ao volante do seu Toyota, conseguindo uma vantagem de 0,7 segundos sobre Thierry Neuville e 0,8 sobre 0,8 sobre Sebastien Ogier, o rali prosseguiu esta sexta-feira, com a realização de dez especiais.

Tanak começou a manhã ao ataque, ganhando na primeira passagem por Moksi, e dando uma vantagem de 1,3 segundos sobre Andreas Mikkelsen, 6,6 sobre o Ford de Teemu Suninen e 9,4 sobre Jari-Matti Latvala. Ogier era o sétimo, perdendo 15,5 segundos, enquanto Esapekka Lappi se despistou e deixou morrer o motor, perdendo meio minuto, e Craig Breen sofreu um furo e perdeu 47,8 segundos.

Latvala venceu na primeira passagem por Urria, batendo Breen por 0,8 segundos, com Tanak em terceiro, a 1,1, mas a manter a liderança sobre Mikkelsen por 4,3 segundos. A seguir, na primeira passagem por Ässämäki, Mads Ostberg reagiu e venceu a bordo do seu Citroen, deixando Jari-Matti Latvala a 3,2 segundos e Ott Tanak a 4,8, numa especial onde Neuville foi apenas décimo, a 13,4 segundos do vencedor.

"Estamos a fazer o nosso melhor, mas as condições são muito escorregadias e eu não posso fazer mais nada, para ser honesto. O carro não está a comportar como deveria. Nós nos concentramos no nosso objetivo principal [que é] de manter contato com Seb e terminar à frente dele no final do rali", disse o belga, agora oitavo classificado à saída desta especial.

A manhã acabou na primeira passagem por Äänekoski, onde Tanak foi 0,9 segundos mais veloz que Hayden Paddon e 1,6 sobre Mads Ostberg, numa especial onde Neuville perdeu quase meio minuto devido a um despiste. "Cometi um erro e saí de estrada. Foi uma nota muito otimista. Estava pensando em mudar [de ritmo], mas não ouvi a próxima", disse o piloto belga.

A especial foi aproveitada por Tanak para passar Ostberg e ficar na frente por 1,1 segundos, com Latvala em terceiro, a 10,8 segundos e Paddon em quarto, a 14,8.

A parte da tarde começou com a reação de Ostberg, que venceu em Oittila, batendo Tanak por 1,2 segundos e voltando a liderança com uma vantagem... de 0,1 segundos. Suninen era o terceiro na especial e terceiro na geral, mas a quase vinte segundos, depois de passar Hayden Paddon, que caira para quinto.

Tanak atacou outra vez, na segunda passagem por Moksi, e ganhou... mas empatado com Ostberg, com Latvala a ser terceiro, a 2,2 segundos. Na segunda passagem por Urria, era a vez de Craig Breen a vencer, batendo Lappi por 0,1 segundos, enquanto Ostberg era quinto, a 3,1 segundos e Tanak o nono, a 4,9, fazendo com que a liderança para Ostberg se alargasse... mas não muito.

Tanak atacou na segunda passagem por Ässämäki, batendo Lappi por 1,8 segundos e deixando Ostberg a 2,9, voltando à liderança por um segundo exato. "Amanhã vai ser uma luta justa, então vamos nos esforçar muito. Hoje foi muito importante conseguir uma boa posição para amanhã. Foi muito difícil. Acredito que a posição na estrada vai fazer uma grande diferença", disse o estónio.

"O risco é bastante alto, nós tivemos algum desgaste de pneu e eu não pude puxar [muito]. Eu só tive que ir a uma velocidade decente e não fazer nenhum estrago. Eu não estou feliz com a minha velocidade, mais uma vez fiz de propósito e eu não posso fazer mais", respondeu Ostberg.

Tanak venceu depois a segunda passagem por Äänekoski, 0,7 segundos na frente de Latvala, e no final do dia, na super-especial de Harju, Sebastien Ogier conseguiu dar um ar da sua graça, batendo Thierry Neuville e Ott Tanak por 0,2 segundos.

Na geral, depois dos três primeiros, Hayden Paddon é o quarto e o melhor dos Hyundaim a 36 segundos, com Teemu Suninen a ser o melhor dos Ford, dez segundos mais atrás. Sebastien Ogier é o sexto, a 58,9 segundos, com Elfyn Evans logo atrás, a um minuto e um segundo, e Esapekka Lappi o oitavo, a 1.01,4 segundos. A fechar o "top ten" estão o Citroen de Craig Breen e o Hyundai de Thierry Neuville.

Amanhã realizam-se mais oito especiais do Rali finlandês. 

Noticias: Michelin pensa em regressar, mas...

A Michelin pensa em voltar à Formula 1 em 2021, agora que o obstáculo das jantes de 18 polegadas foi removido. Contudo, a marca francesa, apesar desse interesse, poderá voltar a dizer "não" a um regresso devido a alguns obstáculos, como a obrigatoriedade de fornecer jantes de 13 polegadas durante a temporada de 2020, e obrigar os seus pneus a uma elevada degradação.

Como toda a gente sabe, quem vê a Formula E sabe que os pneus são fornecidos pela marca francesa e têm aquilo do qual pretendem mostrar ao mundo. As jantes têm 18 polegadas e as marcas fazem com que sejam as mais próximas dos carros de estrada. Ou seja, não há degradação. Tudo aquilo que vai contra o caderno de encargos da FIA.

Charlie Whiting já admitiu que a situação não é ideal, e afirmou que houve tentativas para prolongar o contrato vigente até 2021 para que esta situação não surgisse, mas o acordo entre o fornecedor actual - a Pirelli - e a FIA não foi possível. O dinheiro que é necessário para desenvolver um pneu destes para apenas uma época poderá afastar os possíveis interessados, logo, a marca italiana tem uma vantagem clara.

As propostas dos fornecedores terão de ser entregues até ao final do mês de Agosto, mas é altamente provavel que o concurso fique "deserto", logo, a Pirelli vença por "default" e fique na Formula 1 por mais alguns anos.