E claro, para Schumacher, o cuplado por este azar é outro...
Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
Formula 1 em Cartoons - Marcos Antônio (Malásia)
E claro, para Schumacher, o cuplado por este azar é outro...
Jim Clark, o campeão tranquilo
Aqui se vê os treinos e a corida fatal, bom como algumas declarações de Jim Clark sobre a pista. Mas o mais interessante desta reportagem é que na véspera da sua morte, participou num programa de televisão local com o piloto Kurt Aherns, com ele a bordo do bólide. A conversa não foi nada de especial, mas ninguém sabia que menos de doze horas depois, estaria morto. Um dos melhores pilotos da sua geração, bicampeão do mundo e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, vivera apenas 32 anos para conseguir o seu lugar nos livros de História, e nos corações dos adeptos do automobilismo.
Se quiserem aproveitar para ver o excelente documentário feito pela BBC sobre a sua vida, sigam este link. O nome dado ao documentário tem tudo a ver com o seu estilo de vida. "O Campeão Tranquilo" (The Quiet Champion).
GP Memória - Brasil 1985
Nesta nova temporada na Formula 1, o pelotão estava significativamente rendido às maravilhas do motor Turbo, já que era a peça dominante num tempo onde novos pilotos e novas equipas assumiam a sua presença na categoria máxima do automobilismo.A McLaren, equipa campeã do mundo, iria manter a dupla que lhes deu o seu primeiro título de construtores desde 1976, o veterano austríaco Niki Lauda e o francês Alain Prost. Com 36 anos de idade, Lauda era o piloto com o numero 1 no seu carro, mas o seu companheiro de equipa era cada vez mais um nome a ter em conta, e se falhou conquistar o título nos últimos dois anos por muito pouco, todos sabiam que esse iria aterrar no colo dele, mais cedo ou mais tarde. Continuando com o modelo MP4/2 com motor TAG-Porsche, estavam no bom caminho.
Mas a McLaren tinha rivais. A começar, tinha a Ferrari, que mantivera a dupla do ano anterior, o italiano Michele Alboreto e o francês René Arnoux, e uma máquina nova, o modelo 126/85, esperando que fosse capaz de superar os carros de Lauda e Prost.Outra das candidatas era a Williams. Com o motor Honda, a equipa de Frank Williams e Patrick Head esperava que as coisas fossem melhores do que no ano anterior, em que se adaptaram aos Turbo de origem japonesa. E mantinham o finlandês Keke Rosberg nas suas fileiras, embora como companheiro tivesse agora o britânico Nigel Mansell, vindo da Lotus.
Nessa equipa, com motores Renault Turbo, o substituto de Mansell tinha sido o piloto revelação da temporada anterior, ao serviço da Toleman: o brasileiro Ayrton Senna. Apesar de ele não estar no topo da sua forma, pois passara boa parte do Inverno europeu a recuperar de uma paralisia facial, fizera o suficiente para estar a postos para experimentar a nova máquina na primeira corrida do ano, ainda por cima no seu Brasil natal. Ao seu lado, tinha como companheiro o italiano Elio de Angelis, que corria nos carros negros e dourados pela sexta temporada seguida.
Na Renault, a equipa que tinha trazido a tecnologia Turbo para a Formula 1, a temporada de 1984 fora algo desapontante, sem vitórias e com uma dupla que não era tão boa como se esperava. O francês Patrick Tambay e o britânico Derek Warwick tentavam fazer com que em 1985, as coisas melhorassem um pouco, e regressar aos triunfos. Mas não iria ser fácil.A mesma coisa acontecia na equipa Ligier, que também corria com motores Renault Turbo. O veterano piloto francês Jacques Laffite (41 anos) estava de volta à equipa, depois de dois anos na Williams, e iria alinhar ao lado do italiano Andrea de Cesaris, esperando que a temporada de 1985 seja um pouco melhor do que a anterior.
Na Brabham, numa escuderia feita à volta de um só homem, Nelson Piquet, tinha um novo companheiro de equipa, o francês Francois Hesnault. Continuavam com os motores BMW Turbo e os pneus, agora que a francesa Michelin tinha ido embora, passavam a ser calçados pelos italianos da Pirelli. A mesma coisa sucedia aos Alfa Romeo, que mantinha a mesma dupla, constituída pelo italiano Riccardo Patrese e pelo americano Eddie Cheever.
A Tyrrell ainda era a única equipa que corria com motores Cosworth atmosféricos no inicio da temporada de 1985. De regresso ao pelotão da Formula 1 depois do escândalo dos carros abaixo do peso regulamentar, e com a FIA a retirar os pontos que tinha ganho, Ken Tyrrell já negociava com a Renault um acordo para ter motores Turbo ainda nessa época, logo, esses motores tinham os dias contados. Para dupla de pilotos, iria ter em Jacarépaguá o sueco Stefan Johansson, vindo da Toleman, e o britânico Martin Brundle.
O piloto sueco tinha vindo de uma Toleman que tinha dado muito nas vistas em 1984. Só que a equipa, que estava previsto alinhar para esta temporada, ao volante do TG185, desenhado por Rory Bryne, andou a debater com um problema grave: não tinha um fornecedor de pneus. Tinha confiado na Michelin, depois de ter rompido o contrato de forma conflituosa com a Pirelli no ano anterior, mas a marca francesa decidiu abandonar a competição no final desse ano. Também não queria assinar com a Goodyear, devido a conflitos semelhantes no tempo da Formula 2, e tentou chegar a um acordo com a Avon. Contudo, este não aconteceu, e decidiu ausentar-se da corrida brasileira. Johansson iria alinhar ao lado do veterano britânico John Watson e pelo sueco Stefan Johansson, mas sem este volante, decidiu ir para a Tyrrell.A RAM era outra equipa que tinha motores Hart, e se em 1984 alinhara com Jonathan Palmer e Philippe Alliot, em 1985 iria manter Alliot e trocar Palmer pelo alemão Manfred Winkelhock, vindo da ATS.
Na Arrows, que continuava a ser propulsionado pelos motores BMW Turbo, o belga Thierry Boutsen continuava por mais uma época, e tinha ao lado o austríaco Gerhard Berger, que tinha dado nas vistas nos poucos Grandes Prémios que tinha alinhado pela alemã ATS, de Gunther Schmid, que tinha desaparecido no defeso, após ter perdido o fornecimento dos motores BMW.
Contudo, se a ATS desaparecia, outra equipa alemã estava a chegar. Era a Zakspeed, que tinha conseguido um feito: construir o seu próprio motor, de quatro cilindros. Nesse ano de estreia, iria alinhar com um só carro, para o britânico Jonathan Palmer, que tinha vindo da RAM. Mas devido a atrasos na construção do carro, a Zakspeed não iria alinhar em Jacarépaguá.
Contudo, não era a única a chegar nesta temporada de 1985. A italiana Minardi iria participar nesta competição, numa operação constituída por um só carro, pilotado pelo local Pierluigi Martini, que iria ter uma nova chance na Formula 1, depois de uma tentativa frustrada no final do ano anterior, com a Toleman, onde falhou a qualificação para o GP de Itália. Iriam alinhar no Brasil com motor Cosworth V8, pois estavam á espera dos Motori Moderni V6 Turbo, construídos por Carlo Chiti. E ainda este ano estava prevista a presença de uma equipa americana, a Beatrice, projecto de Carl Haas, que em principio iria correr com chassis Lola.
Para finalizar, a Spirit e a Osella. Ambas as equipas iriam alinhar somente com um carro na temporada de 1985. No caso da Spirit, seria com motor Hart Turbo e tinha como piloto o italiano Mauro Baldi. No caso da Osella, o motor era um Alfa Romeo Turbo V8, e tinha como piloto o italiano Piercarlo Ghinzani.
Ao todo, 25 carros iriam alinhar no Autódromo de Jacarepaguá, palco da primeira prova do ano, num país que estava a regressar à democracia e que tinha eleito o seu primeiro presidente civil desde 1960. Mas nesse momento, o país prendia a respiração: o presidente eleito, Tancredo Neves, então com 75 anos, tinha adoecido na véspera da sua tomada de posse, a 15 de Março, devido a dores abdominais e estava em São Paulo a lutar pela vida, pois tinha sofrido várias cirurgias e sofria aogra de uma septicemia generalizada. Numa era onde a democracia ainda era frágil, ainda existiam dúvidas se o processo ainda ia até ao fim.Na qualificação, o melhor foi o Ferrari de Michele Alboreto, que tinha a seu lado o Williams-Honda de Keke Rosberg. Na segunda fila estavam os Lotus de Elio de Angelis e Ayrton Senna, enquanto que na terceira estavam o segundo Williams-Honda de Nigel Mansell e o McLaren-Porsche de Alain Prost. Na quarta fila partiam o segundo Ferrari de René Arnoux e o Brabham-BMW de Nelson Piquet, e a fechar o “top ten” estavam o segundo McLaren-Porsche de Niki Lauda e o Renault de Derek Warwick.
Sob calor, máquinas e pilotos prepararam-se para a primeira prova de 1985, e na partida, Alboreto é surpreendido pelos Williams de Rosberg e Mansell, enquanto se defendia das investidas do piloto inglês, o finlandês passava à frente. Mais adiante, Alboreto e Mansell tocam-se, com o inglês a ir ao guard-rail, sem estragos de maior. Ele continuaria, mas os estragos foram os suficientes para abandonar a corrida na oitava volta.
Entretanto, Alboreto tentava apanhar Rosberg, mas o carro não tinha saído bem tratado daquele acidente, e não podia lutar convenientemente pela liderança. Nas primeiras nove voltas, era Rosberg que liderava, mas a seguir, o seu turbocompressor falhou e teve de abandonar a corrida. Alboreto assumiu de novo a liderança, com Prost em segundo e Senna em terceiro e Lauda em quarto, a fazer o que sabia melhor: recuperar posições de trás. O piloto italiano tentava manter a liderança, mas com um carro pouco colaborante, no final da volta 19, o francês assumiu a liderança para não mais a largar.
A partir daqui, Alboreto tentou aguentar as investidas de Senna, Lauda e De Angelis. As coisas mantiveram-se assim até à volta 27, quando Lauda encostou o seu carro à berma devido a problemas eléctricos. Assim, Senna herdou o terceiro posto, à frente de De Angelis e Arnoux, que parecia ser incapaz de apanhar os dois Lotus. E só subiu um posto após a desistência do piloto brasileiro devido a uma falha eléctrica.
As coisas foram assim até ao fim, com Prost a vencer na primeira prova do ano, seguido de Alboreto e De Angelis. René Arnoux, no segundo Ferrari, Patrick Tambay, no seu Renault e o Ligier de Jacques Laffite ficaram com os restantes lugares pontuáveis.Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/1985_Brazilian_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr405.html
Terça-feira, 6 de Abril de 2010
Noticias: Parente corre com Piquet no Open GT espanhol
Esta noticia é interessante, pois vem no Autosport português: a 30 de Outubro, na jornada final da Open GT espanhola, o Alvaro Parente, que é o piloto da Aurora Racing Team, terá como companheiro de equipa nada mais, nada menos que... Nelson Piquet Jr. A noticia foi revelada hoje, na apresentação da equipa à imprensa.O piloto português de 25 anos, que vai fazer o Open GT ao volante de um Ferrari 430 GT, terá um programa paralelo com a Formula Superleague terá de faltar à jornada... do Estoril, pois coincide com uma jornada do campeonato que mistura futebol com automobilismo. Aí, o seu substituto será o piloto brasileiro, que fará assim um regresso à Europa, depois de ter caído em desgraça com o "Singaporegate", em Setembro de 2008.
Parente afirmou que está “muito satisfeito por a Aurora Racing Team ter conseguido juntar o Nelson a este projecto. Somos amigos desde os tempos da A1GP e vai ser muito bom corrermos juntos na prova do Open. Acredito que toda a nossa experiência noutras categorias serão uma grande mais-valia para a equipa e que iremos conseguir bons resultados.“Quanto a Nelson Piquet Jr, ele afirma que “Estou muito contente por enfrentar este novo desafio e voltar a correr na Europa que é onde realizei grande parte da minha carreira. É mais uma nova categoria para mim e sinto-me muito motivado poder trazer toda a minha experiência para as corridas de GT – é algo que sei que vou gostar muito. Estou muito feliz por poder contar com a companhia de um piloto como o Álvaro Parente, desejoso de trabalhar com ele e com a Aurora Racing Team para conseguir excelentes resultados.“
Já Marcel Sanders, CEO do Aurora Group, afirma que “estou honrado por poder contar com a presença do Nelson Piquet ao lado do Álvaro Parente na ultima corrida do Open GT. Acredito que o Álvaro Parente e Nelson Piquet Jr, dois pilotos com qualidade para estarem na F1, serão a dupla mais forte no campeonato Open GT.""O nosso objectivo é vencer o campeonato espanhol de GT e as corridas do Open que participar-mos, podendo ser mais do que uma, se existir essa possibilidade por parte dos pilotos e equipa. Será uma grande oportunidade para a nossa equipa logo no segundo ano de existência e certamente que faremos o nosso melhor. São ainda excelentes noticias para o Aurora Group, parceiro neste projecto.“, concluiu.
Quanto ao seu companheiro de equipa, será em principio um piloto português "consagrado", que poderá ser ou Manuel Gião ou Francisco Cruz Martins, pois é uma questão ainda não resolvida.
A capa do Autosport desta semana
A capa do Autosport desta semana chegou atrasada, pois a revista só a publicou depois desta estar nas bancas. Mas com ou sem atraso, a capa era inevitável: a vitória de Sebastien Vettel na Malásia: "Vettel é o alvo a abater", coloca a revista em letras garrafais, perante um alemão levado em ombros pela sua equipa.Há outros subtítulos, relativos ao fim de semana malaio: "Se o alemão embala... quem o apanha?"; "Cinco pilotos separados por cinco pontos em campeonato louco" e sobre a prestação da Ferrari e da McLaren na qualificação: "As asneiras de Ferrari e McLaren em Sepang"
Em plano secundário, outras referências à Superleague Formula ("Parente coloca FC Porto na rota do título"), ao Mundial WRC ("Manóbras táticas dão a vitória a Löeb na Jordânia") e ao Moto GP ("Quem pode bater Valentino Rossi no Qatar?")
Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
O piloto do dia - Ronnie Bucknum
Quando o seu nome foi anunciado, todos os que sabiam sobre automobilismo fora da sua Califórnia natal se interrogaram quem era este piloto, pois nunca ouviram falar dele. E ainda por cima se interrogaram porque é que a Honda, que em meados de 1964 iniciaria a sua aventura na Formula 1, escolheria um piloto absolutamente desconhecido. Anos depois, descobriu-se que a razão era não só estratégica, de fazer vender motos e carros da marca no enorme mercado americano, como também era para ter um nome desconhecido para desenvolver um carro que tinha todos os defeitos de juventude que poderiam ser imaginados.
Para Ronnie Bucknum, foi a sua primeira, e única oportunidade de correr na categoria máxima do automobilismo, e isso foi o suficiente para o resto da sua carreira, que passou pela Endurance, onde foi terceiro classificado nas 24 Horas de Le Mans, a bordo de um dos míticos Ford GT40, até à USAC, onde conseguiu uma vitória em 1968. Hoje em dia o seu legado continua através do seu filho Jeff Bucknum, que corre na American Le Mans Series. No dia em que comemoraria o seu 74º aniversário natalício, eis a sua biografia.
Nascido a 5 de Abril de 1936 em Alhambra, na Califórnia, cedo começou a competir num mundo onde tinha dado a conhecer pilotos como Phil Hill e Dan Gurney, e a partir dos 20 anos, em 1956, começou a competir em eventos sancionados pela SCCA (Sports Car Club of América). Começando em máquinas como Porsche Speedster, e depois num Austin Healey 3000 e num MGB, tornou-se num dos melhores pilotos da Costa Oeste na sua categoria. Entre 1959 e 1964, participou em 48 corridas, das quais venceu 44, o que é um número impressionante.Em 1964, Bucknum participou nas 12 horas de Sebring, ao volante de um Porsche 904, e o seu estilo de condução despertou o interesse de uma marca que estava a ganhar fama no motociclismo: a Honda. Pouco depois, os responsáveis abordaram-no para perguntar se queria… correr para eles na sua aventura na Formula 1. Provavelmente foi o convite mais estranho da sua vida, e que o iria arrancar da obscuridade.
A Honda era uma marca fundada em 1946 por Soichiro Honda, um homem com profundos conhecimentos de mecânica. Inicialmente construía motos, mas no inicio dos anos 60, Honda queria dar o passo seguinte, ao construir automóveis. O seu primeiro modelo seria o desportivo S800, em 1963, mas esta incursão no mundo dos automóveis iria ser em grande, pois Honda, que no final da década anterior tinha entrado na competição motociclistica com excelentes resultados, queria dar o passo seguinte: a Formula 1.
O projecto tinha sido iniciado em 1962 com a construção de um motor V12 de 1.5 Litros, colocado de modo transversal e capaz de desenvolver cerca de 230 cavalos. Depois foi construído um chassis, que ficou conhecido como o RA271, e estabeleceram uma base na Holanda, para poderem usar o circuito de Zandvoort para testes. Como pilotos, a Honda só queria pilotos americanos, e escolheram quatro nomes, dois consagrados e duas promessas. Inicialmente, eles queriam Phil Hill, que tinha saído da experiência falhada da ATS, no final de 1963, mas eles estavam um pouco receosos para assinarem com ele. Quando este aceitou correr pela Cooper em 1964, viraram-se para Bucknum como segunda escolha.Quando o nome de Bucknum foi anunciado, toda a média especializada mandou um sonoro e unânime “quem?”, e o interrogou para saber das razões pelo qual decidiram por tal escolha. Ele respondeu da seguinte forma:
"Em primeiro lugar, o Japão nunca teve um Grande Prémio, logo eles não tem muitos pilotos. Em segundo lugar, os Estados Unidos não têm neste momento um carro de Grande Prémio, de modo que a contratação de um americano pela Honda seria bem vista. Agora entendo, pois existem boas razões para que a empresa ter escolhido um piloto americano - vender um lote de motos nos Estados Unidos", afirmou.
Contudo, a escolha de Bucknum tem de ser vista como um gesto de prudência. Na altura, a Honda palmilhava território desconhecido e apesar do projecto ser liderado pelo melhor homem de confiança de Honda-san, Yoshio Nakamura, não se sabia se iria ser algo parecido com o que acontecer noutros projectos como a Automobili Turismo & Sport, feito por engenheiros experientes vindos da Ferrari, e que se saldara num tremendo fracasso. O que se sabia era que a Honda queria aprender e evoluir na Formula 1.
No seu primeiro teste no carro, Bucknum sentiu a máquina e disse: “Foi a experiência mais assustadora que já tive, e pessoalmente, acho que fui muito mal." Mesmo assim, a Honda seguiu em frente e assinou com ele por quatro corridas na temporada de 1964. E a sua estreia foi no GP da Alemanha, no traçado de Nurburgring Nordschleife, com uns assustadores 22 quilómetros de extensão. De tempo incerto, muitas das vezes reclamava a vida de pilotos. E essa estreia tinha sido ensombrada com o acidente mortal do holandês Carel Godin de Beaufort, no seu Porsche privado…Largando do 22º e último lugar, manteve-se firma na pista até que à 11ª volta, problemas de direcção o impediram de continuar. Não correram na Áustria, no sentido de melhorar as suas performances, e quando voltaram para correr o GP de Itália, em Monza, Bucknum conseguiu melhor, ao largar do décimo posto e a andar num sólido quinto lugar até à volta 13, quando o motor sobreaqueceu. Em Watkins Glen, os mesmos problemas o colocaram fora de prova por volta da metade da corrida.
Estes resultados foram encorajantes para a Honda, que no inicio de 1965 contratou o seu compatriota Richie Ginther, vindo da BRM e um piloto bem mais experiente que Bucknum. Nesse ano, a Honda correu com dois carros, e consegue o seu primeiro ponto no GP da Holanda, quando Ginther chega no sexto posto. Entretanto, Bucknum continuava a não chegar ao fim em qualquer Grande Prémio, mas o carro evolui constantemente e a partir do final do ano, o carro já é mais fiável. E na última prova do ano, na cidade do México, é o momento da Honda brilhar, com Ginther a vencer a corrida, que seria a última com motores de 1.5 litros, e Bucknum a completar no quinto lugar, conseguindo os seus primeiros (e únicos) pontos da carreira, terminando no 14º posto do campeonato.Em 1966, ano de adaptação à nova formula de 3 litros, a Honda decide faltar grande parte do ano para desenvolver o novo motor V12, e somente aparece no GP de Itália, perto do final do ano, com Ginther e Bucknum ao volante. Ainda vão a tempo de conseguir pontos no México, mas Bucknum consegue somente um oitavo lugar. No inicio de 1967, A Honda contratou o britânico John Surtees e decidiu que iria correr só com um carro, dispensando os serviços de Bucknum. A sua aventura na Formula 1 tinha acabado ali
O seu palmarés: 11 Grandes Prémios, em três temporadas (1964-66), dois pontos.
Enquanto não corria na Formula 1 em 1966, recebeu um convite para participar nas 24 Horas de Le Mans, ao volante de um dos Ford GT40 da Holman & Moody, famosos na NASCAR Series. Aliás, partilhou o volante com Dick Hutcherson, um dos pilotos do momento na série. Ambos acabaram a corrida na terceira posição, a doze voltas do vencedor.
Para além das 24 Horas de Le Mans, Bucknum tentou a sua sorte nas 500 Milhas de Indianápolis, num Lola-Chevrolet, mas não conseguiu qualificar-se. A partir de 1967, correu na USAC Series, predecessora da CART e da IRL, conseguindo alguns bons resultados e uma vitória em 1968, em Brooklyn. Essa era apenas a sua segunda corrida em oval, um recorde que foi mais tarde igualado por outros dois pilotos com passagem pela Formula 1: Nigel Mansell e Juan Pablo Montoya. Continuou a tentar a sua sorte nas 500 Milhas de Indianápolis, e o seu melhor tinha sido em 1970, num Cecil-Ford, ao acabar na 15ª posição.
Nos anos 70, Bucknum passou para a Transam, onde correu na equipa de Roger Penske e tendo como um dos seus companheiros o compatriota Sam Posey, e no final da carreira correu com a NART, a equipa americana da Ferrari.Infelizmente, a sua carreira fora encurtada devido aos seus problemas de saúde. Era diabético, e a doença fez encurtar a sua esperança de vida e morreu a 16 de Março de 1992 na sua casa de San Luis Obispo, na sua Califórnia natal, aos 56 anos.
Hoje em dia, o seu apelido continua vivo graças ao seu filho Jeff Bucknum. Actualmente com 43 anos, correu na Indy Racing League e actualmente está na American Le Mans Series, mantendo o legado vivo nas pistas americanas.
Fontes:
http://jeffbucknum.com/driver/RonnieBucknumHistory.php
http://en.wikipedia.org/wiki/Ronnie_Bucknum
http://www.grandprix.com/gpe/drv-bucron.html
http://www.forix.com/8w/bucknum.html
http://f1database.blogspot.com/2009/09/uma-historia-ronnie-bucknum-na-honda.html
Domingo, 4 de Abril de 2010
Formula Superleague - Ronda 1, Silverstone
A Formula Superleague é uma tentativa de juntar duas modalidades que a maioria das pessoas gostam: Formula 1 e futebol. A ideia de Alex Andreu, de colocar uma competição automobilstica com critérios futebolisticos, é algo que ainda não interiorizei muito bem. Mas este ano terei muita oportunidade de o fazer, porque irei seguir os feitos de Alvaro Parente, piloto português que guiará pelas cores do F.C. Porto, a bordo de um chassis Menard, com um motor V12 de 750 cavalos.
Este ano, para além do ingresso do piloto português, a competição, patrocinada desde 2009 pela petrolifera angolana Sonangol, aumentou o seu "prize money". Só para terem uma ideia, o vencedor da Super-final, uma corrida que junta os seis melhores das duas corridas, receberá um prémio de cem mil euros. E o campeão conseguirá um milhão, mais um teste numa equipa de Formula 1.A competição deste fim de semana teve algo unico: era a primeira série a correr no novo traçado de Silverstone, onde haverá uma nova secção, em teoria mais rápida do que o normal. E ao ver as modificações feitas ao circuito, é estranho ver este circuito com nova cara. Deve ser uma questão de habituação...
Depois de uma qualificação que acabou num "shootout" entre Parente e o alemão Max Wissel, do FC Basel, vencido pelo piloto do clube suiço, as corridas de hoje deram bom resultado ao britânico Craig Dolby, que venceu a primeira e a Superfinal, enquanto que Parente, apesar de não ter conseguido qualquer pódio, foi extremamente regular e ainda conseguiu a melhor volta da corrida final. Na primeira corrida, Parente foi quarto e na segunda corrida, vencida por Sebastien Bourdais, terminou-a na quinta posição, os suficientes para poder correr na Super final em segundo da grelha de partida.Essa era uma excelente oportunidade para Parente brilhar, e o fez ao largar bem e assumir a liderança. Mas pressionado por Dolby, cometeu um erro que o fez cair para o sexto (e último) lugar. Conseguiu recuperar um posto e fez a melhor volta da corrida, um pequeno consolo. E na classificação geral, a regularidade dá ao piloto português o segundo lugar da classificação geral, atrás de Dolby.
Daqui a duas semanas a corrida será no circuito holandês de Assen.
The End: Eugene Terreblanche (1940-2010)
Se fosse um daqueles que puluam por ali e pensassem sem cabeça, diria que estaria muito contente por aquilo que aconteceu ao sr. Terreblanche. Mas tenho de ter cabeça fria e dizer que isto fez mais mal do que bem. Perferia que ele tivesse tido um ataque cardíaco, ou que tivesse acabado às mãos de um outro boer. Mas não: Eugene Terre'Blanche, de 69 anos, foi ontem à noite espancado até à morte por dois jovens negros, de 16 e 21 anos, na sua quinta na Africa do Sul, porque alegadamente lhes devia dinheiro. Mesmo que esse tenha sido o verdadeiro motivo, só despertou fantasmas que deveriam estar enterradas bem fundo no cemitério da História. Uma história de discriminação e ódio, que terminou em algo menos do que um milagre, há quase 16 anos.Claro, o governo sul-africano já condenou o seu assassinio. “Ninguém tem o direito de exercer justiça pelas suas próprias mãos”, disse o Presidente Jacob Zuma, que é de igual modo o líder do ANC, partido maioritário desde as primeiras eleições multirraciais efectuadas naquele país, em 1994. “É neste contexto que a morte de Terre'Blanche deve ser condenada, independentemente da forma como os seus assassinos pensem que teriam alguma justificação. Não tinham o direito de lhe tirar a vida”, concluiu.
De quando em quando vos falo sobre o que se passa naquele país africano, onde apesar de não ter pisado alguma vez o seu solo, tive ligações familiares no passado. E sei do regime que acontecia naquele país até ao final dos anos 80, inicio dos anos 90, como também sei que foram os boers, os colonos de ascendência holandesa, que criaram e mantiveram o regime de "apartheid" que dividiu aquele país durante mais de 40 anos.
Contudo, os boers, especialmente os de extrema-direita, nunca desistiram de ter o seu quintal, o seu "Boerstaadt", onde só eles teriam o direito de viver, e onde os negros seriam excluidos. E Terreblanche era o fundador e lider do Movimento de Resistência Afrikaner (AWB), que nos tempos de P.W. Botha, se pavoneava a cavalo nos desfiles tolerados pelo governo do Partido Nacional.Quando F.W. de Klerk se rendeu às evidências e libertou Nelson Mandela, para iniciar conversações com vista à transição para uma democracia multiracial, Terre'Blanche e os seus comparsas tudo tentaram para minar essa reconciliação, desde atentados à bomba até assassinios de politicos da oposição. O sindicalista Chris Hani, morto em Abril de 1993, foi obra de um emigrante polaco que queria ser membro do AWB.
Lembro-me em particular de um golpe de estado que tentaram dar no Bophutatswana, um dos bantustões que o Partido Nacional criou, numa última e patética tentativa de conseguirem a sua "republica boer". Foi no inicio de 1994. Lá apareceram esses tipos, armados com as suas caçadeiras e os seus fatos de cor caqui. Mas uma mera força policial, ajudada com elementos do exército, os expulsaram com alguma facilidade. Mas as represálias foram volentas.
Uma cena ficou na minha memória: um Mercedes azul, na berma da estrada, crivado de balas e com três deles feridos. Eles tinham aberto as portas para pedirem ajuda de uma equipa de reportagem que estava protegida da agitação. Pouco depois desses jornalistas procurarem ajuda para os socorrer, um grupo de soldados (ou policias, não me lembro bem) se acercou desse Mercedes azul e abateu-os a sangue frio. No mínimo, arrepiante.
Com a ascenção do ANC ao poder, o AWB dissolveu-se e Terreblanche chegou até a estar na prisão devido a um assalto e tentativa de assassinio. Cumpriu três anos de uma pena de seis, e quando foi libertado, adquiriu uma postura "low-profile". Mas a ideia de secessão nunca morreu, e quando se começou a ver as dificuldades do governo em lidar com a corrupção e o crime, para além do desemprego que grassa entre a maioria negra, bem como a desilusão de alguns brancos, o populismo voltou em força. E Terre'Blanche também voltou á ribalta. com uma menor ressonância do que antes, é certo, mas as razões continuam todas.E uma das polémicas do momento, ironia das ironias, tem a ver com uma canção do próprio ANC, que tem como refrão "Morte ao Boer", cantada pela juventude do seu partido e pelo seu lider, Julius Malema. Essa canção acaba de ser ilegalizada pela justiça sul-africana, por ser incitadora ao ódio. Isso, para além das declarações de Winnie Mandela, a ex-esposa de Nelsn Mandela, afirmando que ele tinha sido uma desilusão por não ter feito mais para que o país caisse nas mãos dos negros (as terras ainda pertencem na sua maioria aos fazendeiros brancos) faz-me lembrar que mesmo dentro do próprio ANC existam populistas negros que querem ser aspirantes a ditador, no pior estilo de Robert Mugabe, por exemplo. Dezasseis anos depois e com o Campeonato do Mundo de futebol à porta, o equilibrio continua a ser frágil e todos estes acontecimentos são golpes à ideia de tolerância e convivência racial no "país do arco iris".
Quanto a mim, ter simpatia por um tipo que dizia, quando fundou o seu partido, que lideres como Ian Smith, B. Vorster ou António de Oliveira Salazar eram "demasiado liberais"... só se fosse maluco. Como disse antes, se tivesse humor negro, até comemoraria com champanhe. Mas em 2010, com o Campeonato do Mundo à porta, este assassinato veio na pior altura. Só espero que fique por aqui.
Formula 1 2010 - Ronda 3, Malásia (Corrida)
Quando soube da possibilidade de chuva na Malásia, olhei para o calendário e recuei dezassete anos no tempo, mais concretamente a 1993. Num Domingo de Páscoa como este, chovia num outro lugar do planeta, um lugar onde máquinas e pilotos iriam correr, apesar do tempo que se fazia sentir, e iriam enfrentar os elementos. Esse outro lugar do planeta era Donington Park, no Midland inglês, e assisti, via TV, ao último brilho de um piloto chamado Ayrton Senna, que a bordo de uma máquina inferior aos Williams FW15, precisou apenas de uma volta para demonstrar até que ponto era genial à chuva.
Aqui na Malásia não se esperava ver tal coisa, aliás, esperava-se calor a uma tempestade a meio da corrida. E o asfalto estava seco à partida. Mas isso não foi impeditivo que os problemas começassem bem antes dela. Assim deve ter pensado o espanhol Pedro de la Rosa, quando viu o seu Sauber ficou parado na sua volta de instalação. Deve ser frustrante para um piloto nem começar para a corrida...
Na largada, o momento decisivo: Sebastien Vettel arranca bem e aproveita a longa recta para superar em velocidade Nico Rosberg e Mark Webber e ficar com a liderança, algo que tirando a obrigatória paragem em corrida, não mais a perdeu. Mais atrás, Ferrari e McLaren faziam corridas de recuperação, especialmente Lewis Hamilton, que galgava posições com uma facilidade impressionante... em poucas voltas já estava na zona dos pontos.A Ferrari fazia o mesmo, mas Felipe Massa conseguiu superar Fernando Alonso logo na partida e não mais a largou. Entre eles estava Jenson Button, que os dava luta. Mas o que não se sabia era que o piloto espanhol vivia um drama dentro do seu carro: corria sem embraeagem, que se tinha partido na volta de aquecimento. E o unico sinal desse problema era quando trocava de marchas entre a segunda e a terceira velocidade. De resto... parecia que estava tudo bem. Uma demonstração de que ou era a resistência da máquina, ou seria o talento do piloto.
À medida que as voltas decorriam, uma certeza se instalava no meio de todos: a chuva não iria aparecer. E a minha impressão de catástrofe, ou um reavivar do que tinha visto 17 anos antes tinha ido pelo cano abaixo. Mas mesmo assim, Sepang não era uma chatice. Pelo menos as quebras de motor eram bem maiores do que esperava.
Com o tempo, se os quatro pilotos da frente se mantinham imutáveis (Vettel, Webber, Rosberg e Kubica), atrás do Force India de Adrian Sutil (mais um bom resultado da equipa) a luta continuava. Hamilton pressionava o alemão, Massa tentava apanhar Hamilton, Button segurava Alonso. Seguindo o padrão habitual de "chegar, mas não conseguir ultrapassar", todos apostavam na travagem da primeira curva para concretizar isso. E na volta 55, o último drama da corrida: Alonso trava o mais tarde possivel, numa manobra suicida, para passar Button, mas não só não consegue como vê a caixa ceder. Valeu pela tentativa e pelo espectáculo televisivo, mas foi catastrófico em termos de pontos...
E no final, Sebastien Vettel quebrou a malapara e jogou o azar para longe. Para alguns, esta vitória tem duas corridas de atraso, mas demonstrou que isto era uma questão de tempo. E a dobradinha da Red Bull pode ser um sinal do que aí vem, quando o RB6 foi finalmente uma máquina fiável.Para acabar, duas palavras para Jaime Alguersuari e Nico Hulkenberg. Conseguiram os seus primeiros pontos da carrreira, ao terminarem respectivamente no nono e décimo postos. E o catalão de 20 anos, que já tinha dado nas vistas ao aguentar Michael Schumacher na Austrália (hoje perdeu uma porca e desistiu), hoje deu luta aos McLaren e Ferrari, superou o seu companheiro Sebastien Buemi e deu os primeiros pontos do ano para a Toro Rosso. Quanto a Hulkenberg, o décimo posto serviu para compensar a catástrofe que foi a corrida de Rubens Barrichello.
E outra coisa interessante: das equipas estreantes, cinco dos seus carros presentes terminaram a corrida! A fiabilidade lá está, agora toca a trabalhar na velocidade... Dentro de 15 dias, em Xangai, tem mais.
Sábado, 3 de Abril de 2010
Formula 1 em Cartoons - Crazy Circus (qualificação malaia)
A péssima qualificação dos carros da Ferrari e da McLaren na chuvada de Sepang, estragando provavelmente o fim de semana competitivo, não passou despercebido ao Marcel Marchesi, que no seu Crazy Circus, colocou "orelhas de burro" a Fernando Alonso, Felipe Massa e a Lewis Hamilton, pelo pouco tacto que tiveram ao esperar mais um pouco no inicio do treino, quando a chuva ainda era pouca, pois julgavam que as coisas iriam ser melhores.Na realidade, acabou por ser o contrário. Agora resta torcer para que tenham mais sorte do que o normal...
WRC 2010 - Rali da Jordânia (Final)
O final do rali pode ter acabado com o vencedor do costume, que aplicou uma vantagem de 35,8 segundos sobre o Ford de Jari-Matti Latvala, mas o dia foi marcada pelas táticas de Ford e Citroen, que colocaram máquinas secundárias para "abrir a estrada" e ajudar os dois primeiros classificados. Mikko Hirvonen, regressado através da cartada "Superally", e Sebastien Ogier, que teve problemas elétricos e perdeu muito tempo, foram os ajudantes de serviço.A tática resultou, e Sebastien Löeb conseguiu segurar a vantagem que tinha alcançado no final do segundo dia, apesar dos ataques de Latvala. Löeb conseguiu por fim uma vitória que tinha fugido inesparadamente em 2008, quando bateu de frente num troço de ligação com o carro do zimbabueano Conrad Rautenbach.
No último lugar do pódio ficou o norueguês Petter Solberg, a mais de um minuto de Löeb, sem poder alcançar os dois carros da frente, mas capaz de bater o segundo carro oficial, do catalão Dani Sordo. Depois veio o Stobart-Ford de Matthew Wilson, o Citroen de Sebastien Ogier, o Ford do argentino Frederico Villagra e o Citroen de... Kimi Raikonnen, que conseguiu por fim, numa prova sem erros, os seus primeiros pontos no WRC.
No PWRC, Patrik Flodin venceu pela segunda vez nesta época, com Armindo Araujo a conseguir levar o seu carro ao segundo lugar, mantendo a liderança do campeonato, depois de fazer uma prova regular, num local onde se exige muito dos carros."Optámos por mudar as afinações do carro, colocando-o mais duro, na tentativa de atacar ao máximo e recuperar a desvantagem para o Patrik Flodin. Logo nos primeiros quilómetros percebemos que o resultado dessa alteração não iria surtir efeito pois sentimos que estávamos a perder tempo. A partir daqui não valia a pena correr riscos pois ficámos um pouco distantes da liderança. Logicamente que gostaríamos de ter vencido, mas este segundo lugar é muito positivo para as contas do campeonato que continuamos a liderar. Isso para nós é o mais importante e estamos bastante satisfeitos com este inicio de época", afirmou o piloto de Santo Tirso.
O Mundial de Ralis continua dentro de 15 dias na Turquia, e vai ser o primeiro em superfície mista (terra com algum asfalto).
Formula 1 2010 - Ronda 3, Malásia (Qualificação)
Sabia-se que o fim de semana malaio seria marcado pela chuva, e isso incluia a qualificação. Mas não se previa que nesta qualificação, a chuva fizesse a sua aparição em força na Q1. E o resultado foi catastrófico na Ferrari e na McLaren: Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Felipe Massa não passaram da Q1, ficando respectivamente na 19ª, 20ª e 21ª posição, somente à frente dos Hispania e o Virgin de Lucas di Grassi. Quem manda esperar pela melhoria do tempo? Eis a paga!
Destes, Jenson Button foi o que se safou desta armadilha. Mas não muito, pois logo na Q2 sofreu um despiste e não marcou qualquer tempo. E pela primeira vez este ano, mais cedo do que se julgava, uma das estreantes passou da Q1, especificamente o Lotus de Heiki Kovalainen e o Virgin de Timo Glock, mais experimentados. Era a segunda surpresa do dia...
E por fim, quando se viu quem eram os dez seleccionados para tentar a pole-position na Q3, outras surpresas: os Force India de Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi, o Sauber de Kamui Koboyashi e os Williams de Nico Hulkenberg e o de Rubens Barrichello. E dos da frente, só os Red Bull e os Mercedes é que lá estavam. No final, o carro que fez a "pole-position" era o mesmo. O mesmo? Só se for a equipa, pois desta vez o "poleman" foi Mark Webber.
"Foi uma qualificação muito traiçoeira e difícil para toda a gente. A minha volta na Q2 não foi muito boa e sabia que tinha de continuar a atacar porque as condições da pista podiam mudar muito rapidamente, com muitos pontos complicados ao longo da pista. Foi muito desafiante e ver alguns pilotos de fora logo na primeira fase é surpreendente, mas é uma questão de sensibilidade e de acertar na altura certa. A pole é 'responsabilidade' do meu engenheiro que decidiu montar os pneus intermédios. Existiam muitos sítios traiçoeiros, como na curva 2, onde havia muito 'acquaplaning', mas consegui manter-me no asfalto e fiz o meu trabalho", afirmou o australiano no final da qualificação.
Ao seu lado na grelha vai estar o Mercedes de Nico Rosberg, que mais uma vez aproveitou a chuva e os seu talento para, mais uma vez, superar Michael Schumacher, que desta vez ficou no oitavo posto da grelha. Aliás, a maioria dos pilotos que estão no Q3... são alemães. O Red Bull de Sebastien Vettel é terceiro, Adrian Sutil é quarto no seu Force India, enquanto que Nico Hulkenberg ficou logo a seguir. Robert Kubica levou a sua Renault ao sexto lugar, à frente de Rubens Barrichello e de Michael Schumacher. Na quinta fila estarão Koboyashi e Liuzzi.
Amanhã é dia de corrida. Com chuva garantida, outra coisa é certa: as surpresas não acabarão por aqui. Não ficaria admirado, por exemplo, em ver uma das estreantes nos pontos...Sexta-feira, 2 de Abril de 2010
Feliz Aniversário, "Black Jack" Brabham!
Jack Brabham documentary from Juha on Vimeo.
Jack Brabham comemora hoje o seu 84º aniversário natalicio na sua Austrália natal, apenas três semanas depois de ter aparecido no Bahrein como o mais velho dos campeões do mundo ainda vivos. Mesmo idoso, quase surdo, com degrenescência ocular, que o impede de conduzir um carro no dia-a-dia, e a necessitar de diálise três vezes por semana, "Black Jack" continua a viver a vida ao lado de Lady Margaret Brabham, a sua segunda mulher, e a seguir os feitos do seu neto Matthew Brabham, filho de Geoff e que corre no karting.
Ao longo deste documentário da TV australiana, descobre-se que ele é mais famoso fora do país do que dentro dele. Descobre-se também algo que achei interessante: a sua amizade com o neozelandês Bruce McLaren. Brabham e McLaren tinham uma amizade que fazia lembrar a de um mestre e do seu discipulo mais dedicado, especialmente quando no final da década de 60 cria a McLaren. E fala-se que a morte de Bruce, a 2 de Junho de 1970, poderia ter percipitado a sua retirada. Mas "Black Jack" já tinha ideias de retirada ainda antes desse ano, e só não foi mais cedo, por exemplo, porque não tinha um bom piloto para o substituir. É sabido que no final de 1969 queria Jochen Rindt de volta, mas que Colin Chapman recusou libertá-lo do seu contrato.
A reportagem é grande, mas é uma boa diversão para esta noite longa. Divirtam-se!
WRC 2010 - Rali da Jordânia (Dia 2)
O segundo dia do Rali da Jordânia foi como habitualmente marcado pelo ataque de Sebastien Löeb à liderança, mas outro ingrediente importante foi adicionado a este dia, que foi o atraso sofrido por Mikko Hirvonen, que comprometeu bastante o seu resultado final, regressando apenas para o Superally.Logo na primeira especial do dia, Mikko Hirvonen foi vitima de um despiste, causando a quebra da suspensão do seu Ford Focus WRC ceder logo na primeira especial do dia. Esse resultado fez com que o piloto só volte amanhã em versão Superally, mas poderá ter consequências no campeonato, já que Löeb tem uma oportunidade de outro para se distanciar no comando do campeonato.
E sabendo disso, atacou ao longo deste dia para diminuir a desvantagem que tem em relação ao lider, o finlandês Jari-Matti Latvala, que no final do dia conseguiu chegar à liderança. Mas a vantagem para o finlandês é apenas de 30 segundos, que pode ser insuficiente, pois como abre a estrada nas classificativas de amanhã, o finlandês da Ford pode adoptar a mesma tática e sair a ganhar. E as declarações de Löeb exprimem esse receio: "Não sei se [a vantagem] é suficiente. Tentei forçar o máximo possível e não consegui fazer o melhor do que isto. Espero que seja uma boa escolha", afirmou.Mais atrás, Sebastien Ogier é agora o segundo classificado, a 24,6 segundos de Löeb, mas conseguiu manter a diferença para os seus adversários mais directos, como Latvala, o espanhol Dani Sordo e o norueguês Petter Solberg. Agora, o francês da Junior Team da Citroen tem uma vantagem de apenas três segundos para o finlandês da Ford, mas tem dezanove segundos de diferença para Solberg e 24 para Sordo.
Mais atrás, no sexto posto, está Matthew Wilson, mas muito distante (mais de cinco minutos) seguido pelo argentino Frederico Villagra e pelo finlandês Kimi Raikonnen, que está a fazer uma prova calma, isenta de erros.Quanto aos portugueses, Armindo Araujo e Bernardo Sousa tiveram sortes diferentes. O português da Mitsubishi Evo X do agrupamento de Produção é segundo classificado, lutando com o sueco Patrik Flodin pela vitória, com uma diferença de 23 segundos entre os dois. "Estou a dar o máximo mas continuo a perder tempo. Tenho de continuar a lutar. Está a ser uma grande batalha [com Flodin]. É difícil, mas temos mais um dia e amanhã é para atacar".
Já Bernardo Sousa teve um dia para esquecer. Depois de ter perdido a liderança para Xavier Pons, andou o dia todo para recuperar o tempo perdido, e as coisas estavam a ser vantajosas para ele à entrada da última etapa, com a diferença entre ambos a 7, 3 segundos... quando bateu numa pedra e danificou a suspensão. "Entrámos muito depressa numa curva, batemos e furámos um pneu. Tive muita sorte. Não sei o tempo, nem quero saber...", afirmou Bernardo Sousa, desapontado com o sucedido.Contudo, o pior veio depois. No troço de ligação, decidiram que iriam fazer o último diua em modo Superally, e foram empurrados até ao Parque de Assistência, devido à falta de gasolina. Contudo, como não tinham entregue a carta com as notas, os comissários da FIA os viram a empurrar, conmsideram-os como participantes. Resultado: foram excluidos.
"Para mim tudo isto é estranho. Os comissários desportivos basearam-se nos regulamentos, considerando que, como não tínhamos entregue a carta de controlo, julgaram termos oficialmente desistido e desse modo que não poderíamos ser levados para a nossa assistência. Como tal, asseguraram-nos que não lhes restavam outra decisão se não a de nos excluir da competição", lamentou.O Rali da Jordânia termina amanhã.
