segunda-feira, 16 de julho de 2012

Noticias: Marussia exclui problemas mecânicos no acidente com De Villota

A Marussia divulgou esta tarde o resultado do seu inquérito ao acidente de Maria de Villota, que aconteceu há quase duas semanas no aeródromo de Duxford e que resultou em ferimentos graves na cabeça e na perda do olho direito.

A nossa investigação exclui o carro como fator no acidente. Já o partilhámos com a HSE (Dep. Saúde e Segurança na Grã-Bretanha), que realiza a sua própria investigação. Este era um passo necessário na tentativa de entender o que se passou”, referiu John Booth, diretor da equipa.

De Villota, de 32 anos, estava a fazer um teste aerodinâmico no aeródromo do sul da Grã-Bretanha quando perdeu o controlo do seu carro e bateu na rampa de um dos camiões que estavam presentes, descido ao nivel do capacete do seu piloto. Transportada em estado grave para o hospital, sofreu ferimentos graves na cabeça e na perda do olho direito. Neste momento, apesar de ainda estar ho hospital, está em processo de recuperação e poderá ser transferida para Espanha nos próximos dias.

GP Memória - Grã-Bretanha 1977

Duas semanas depois de terem corrido no circuito de Dijon-Prenois, máquinas e pilotos atravessavam o Canal da Mancha para correr no GP da Grã-Bretanha, que como acontecia em todos os anos ímpares, acontecia em Silverstone. E também como acontecia normalmente, o numero de inscritos aumentava substancialmente. Mas para esta edição, tinha-se alcançado o incrível numero de... 36 carros inscritos. Por causa disso, a organização decidiu que iria ser feita uma sessão de pré-qualificação na quarta-feira anterior à corrida, a 13 de julho.

Na lista de inscritos, aparecia por fim a aguardada entrada da Renault, com o seu motor Turbo. Pilotado pelo francês Jean-Pierre Jabouille, a equipa conseguiu que lhe fosse concedida uma dispensa da pré-qualificação. Assim sendo, quem iria alinhar por ali seriam alguns conhecidos, como o LEC de David Purley, o Penske de Jean-Pierre Jarier, inscrita pela alemã ATS, os McLaren privados de Emilio de Villota e Brett Lunger, o BRM de Guy Edwards, o Surtees de Tony Trimmer, os March de Brian Henton e do finlandês Mikko Kozarowitzky, ambos inscritos pela RAM, o March-Williams de Patrick Néve e o March privado de Arturo Merzário

Mas havia estreantes e mexidas neste Grande Prémio, que iriam sujeitar-se à pré-qualificação: a McLaren tinha inscrito um terceiro casrro a um jovem canadiano que tinha causado furor na Formula Atlantic chamado Gilles Villeneuve, a Ensign tinha um segundo carro, inscrito pela Theodore Racing, para o francês Patrick Tambay, o March de Andy Sutcliffe, e havia a inscrição do australiano Brian McGuire, que tinha modificado um velho Williams FW04 ao ponto de ser inscrito com o seu próprio chassis, a McGuire.

A sessão de pré-qualificação tinha sido marcada pelos acidentes. Primeiro, o carro de Kozarowitzky batera forte, mas depois o LEC de Purley sofrera problemas com o aceletador, que ficara preso, e o carro embateu fortemente no muro, ferindo-o gravemente. Sobreviveu, mas não voltou mais a correr. Mais tarde, decobriu-se que o impacto do carro contra o muro tinha sido superior a 173 G's, tornando-se num recorde do mundo reconhecido pelo Guiness.

No final, Villeneuve, De Villota, Néve, Lunger, Jarier, Tambay e Merzário passaram, enquanto que para além de Purley e Kowarowitzky, Sutcliffe, Trimmer, Edwards e McGuire não passaram à fase seguinte.

Na sexta e no sábado aconteceram as duas sessões de qualificação, e aí também existia uma alteração na lista de inscritos, com o australiano Vern Schuppan no lugar do seu compatriota Larry Perkins. O melhor ao fim dessas sessões foi James Hunt, que conseguiu ser melhor do que o Brabham-Alfa Romeo de John Watson. Na segunda fila estava o Ferrari de Niki Lauda, tendo a seu lado o Wolf de Jody Scheckter. As Lotus ficavam com a terceira fila, com Gunnar Nilsson e ser melhor do que Mário Andretti, enquanto que na quarta estavam o segundo Brabham-Alfa Romeo de Hans-Joachim Stuck e o March de Vittorio Brambilla. A fechar o "top ten", na quinta fila, estavam de um modo surpreendente, dos pilotos que vinham da pré-qualificação: o terceiro McLaren de Gilles Villeneuve e o Theodore-Ensign de Patrick Tambay.

Quanto a Jean-Pierre Jabouille, o carro conseguiu apenas o 21º tempo. Modesto, mas melhor do que Emerson Fittipaldi, que estava imediatamente a seguir no seu carro, ou Riccardo Patrese, apenas 25º no seu Shadow.

Quatro pilotos falharam a qualificação para a corrida: o McLaren de De Villota, os March de Alex Dias Ribeiro e Brian Henton e o Ensign de Clay Regazzoni.

A corrida começou com Hunt a partir mal e cair para o quarto lugar, atrás de Watson, Lauda e Scheckter. Atrás dele estavam os dois Lotus e o McLaren de Villeneuve, que tinha saltado para o sétimo posto e estava a conseguir acompanhar os da frente. Na terceira volta, Andretti passa Nilsson e é quinto, enquanto que Hunt começa a reagir e passa Scheckter, para ficar com o terceiro posto. A partir daqui, o britânico foi atrás de Lauda, para o conseguir passar na volta 23, ficando com o segundo posto. Pouco tempo antes, na volta 16, o Renault de Jabouille tinha encostado para abandonar, vítima de problemas no seu turbocompressor.

A partir daqui, Hunt partiu em perseguição de Watson, enquanto que Villeneuve parava por problemas com o seu sistema de injeção de combustivel, que lhe tinha dado uma luz de aviso, mas que na realidade, o problema era na... lâmpada. Regeressou à pista, mas com uma volta de atraso.

Entretanto, Hunt aproximava-se de Watson, mas na volta 50, a bomba de combustível voltava a falhar-lhe, tal como tinha acontecido em Dijon. Ele foi às boxes, mas de pouco adiantou, por iria desistir à 60ª volta. Com isso, Hunt era o líder, seguido por Lauda e Scheckter, mas ele acaba por desistir na volta 59, vítima de uma quebra no motor. O mesmo iria acontecer na volta 62 a Mário Andretti, implicando que Gunnar Nilsson ficaria com o terceiro posto.

No final, Hunt iria ser coroado como o grande vencedor da corrida, seguido por Niki Lauda e Gunnar Nilsson. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o segundo McLaren de Jochen Mass, o Brabham de Hans-Joachim Stuck e o Ligier-Matra de Jacques Laffite.  

domingo, 15 de julho de 2012

Noticias: Ogier testa na Alemanha com o Polo WRC

Depois de há cerca de duas semanas, Sebastien Ogier ter andando na Finlândia para testar o Polo R WRC, a equipa voltou de novo na alemanha para mais uma barteria de testes nas estradas alemãs, no intuito de o fazer desenvolver nas superficies asfaltadas, de modo a preparar-se para a temporada de 2013, apesar de ele se estrear no Rali da Sardenha, já em outubro.

Em declarações à imprensa alemã, divulgadas neste final de semana, o piloto francês afirmou que existem diferenças de andamento quer no asfalto, quer nos troços em terra, mas apesar disso tudo, o carro ainda tem muito para evoluir, se quiserem chegar a um ponto "ótimo", de forma a poder andar a par de Citroen e Ford. “No asfalto, falta-nos potência, mas está prevista uma nova evolução de motor. Temos também que trabalhar mais nos diferenciais e amortecedores, e para já penso que estamos melhor no asfalto que na terra. Falta-nos motricidade pelo que devemos testar amortecedores diferentes.”, referiu Ogier.

François-Xavier Demaison, engenheiro chefe da equipa Volkswagen, salienta que a experiência da Citroen e da Ford é muito maior que a deles e que o primeiro ano da marca será de aprendizagem: “Temos que ser realistas, pois a Citroen e a Ford estão no WRC há muito tempo e o nível atual do campeonato é muito elevado. Acredito que o Sébastien (Ogier) faça a diferença em alguns ralis, e por isso vejo possibilidades da obtenção de pódios, mas isso dependerá das circunstâncias dos ralis. Não penso que seja possível, em condições normais, vencer ralis no primeiro ano. Em performance pura ficaria surpreendido.”, referiu Demaison.

GP Memória - Grã-Bretanha 1967

Quinze dias depois de terem corrido em Le Mans, máquinas e pilotos tinham atravessado o Canal da Mancha para correrem na pista de Silverstone o GP da Grã-Bretanha, a sexta prova do campeonato do mundo daquele ano.

Normalmente, a corrida britânica era o palco ideal para que alguns pilotos pudessem fazer a sua estreia e a grelha, que tinha tido apenas 15 carros em Le Mans, tinha aumentado para 21. Entre os pilotos que se estreavam ou estavam de volta, haviam os britânicos David Hobbs (num BRM da Bernard White Racing), Alan Rees (um Cooper oficial) e Piers Courage (num BRM da Reg Parnell Racing). Mas este último teve de ceder o seu carro para Chris Irwin, ficando de fora da corrida.

Havia também mais cinco carros privados presentes em Silverstone: os dois Cooper-Maserati de Jo Siffert e Jo Bonnier (da Rob Walker Racing), os carros privados guiados por Bob Anderson e pelo suiço Silvio Moser, e o carro do francês Guy Ligier.

A Ferrari aparecia com apenas um carro, para Chris Amon, enquanto que a Cooper, por exemplo, tinha carro para Jochen Rindt e Pedro Rodriguez, para além do outro carro para Alan Rees. Para finalizar, a Lotus queria corrigir o que tinha acontecido em França, quando dominou, mas viu os seus carros desistirem devido a problemas mecânicos. E assim sendo, tentou melhorar os modelo 49 de Jim Clark e Graham Hill, no sentido de continuarem a ser mais velozes, mas serem mais eficientes.

E conseguiram: numa grelha em que os carros se dispunham numa fila de 4-3-4, Clark fez a pole-position, com Hill no segundo lugar. Jack Brabham foi o terceiro e Dennis Hulme o quarto, compondo a primeira fila. Dan Gurney era o quinto, seguido por Chris Amon, o Honda de John Surtees, os Cooper de Jochen Rindt e Pedro Rodriguez, e a fechar o "top ten", o segundo Eagle de Bruce McLaren.

A corrida começou com Clark a disparar na frente, seguido de Hill e Brabham. O australiano ultrapassou o segundo Lotus na segunda volta, enquanto que o seu companheiro de equipa Dennis Hulme tinha feito uma má partida, mas agora estava numa fase de recuperação, pois na nona volta, já era quarto classificado, atrás de Hill.

Entretanto, o britânico da lotus estava ao ataque, determinado em recuperar o segundo posto, algo que iria conseguir algumas voltas mais tarde. Depois, o australiano seria passado pelo seu companheiro de equipa que, não se ficando por ali, partiu atrás de Hill, disposto a ficar com o segundo lugar. Mas este também tinha o ritmo elevado, porque queria apanhar Clark, o que conseguiu na volta 26.

A partir dali, tentou afastar-se do escocês, mas na volta 55, começa a ter problemas com uma das suspensões traseiras. Os problemas causados foram mais do que suficientes para que parasse nas boxes para tentar reparar o problema, cedendo a liderança a Clark. Hill voltou à pista, mas na volta 64, o motor rebenta e acaba por abandonar.

Assim, Clark somente tem de levar o seu carro até à meta, para vencer pela segunda vez na temporada, com Dennis Hulme no segundo lugar. Chris Amon ainda conseguiu ultrapassar Jack Brabham para ficar com o lugar mais baixo do pódio, enquanto que nos restantes lugasres pontuáveis ficaram Jack Brabham, o Cooper-Maserati de Pedro Rodriguez e o Honda de John Surtees.

GP Memória - Grã-Bretanha 1972

Duas semanas depois de Charade, o pelotão da Formula 1 atravessava o Canal da Mancha para poder correr no circuito de Brands Hatch o GP da Grã-Bretanha, a sétima prova do campeonato do mundo de 1972. Havia ao todo 27 carros inscritos na corrida britânica, com algumas entradas novas. Carros novos, como o Pollitoys construido por Frank Williams e guiado pelo francês Henri Pescarolo, que semanas antes tinha vencido em Le Mans, ao lado de Graham Hill, e o Connew, um chassis feito por um britânico na garagem (!) da sua casa. O carro era guiado pelo francês Francois Migault.

A BRM, aproveitando o que tinha acontecido ao austriaco Helmut Marko em Charade, decidiu que era altura de uma remodelação de alto a baixo na sua estrutura, que estava demasiado esticada com cinco carros. Assim sendo, dispensou o sueco Reine Wisell e o neozelandês Hownden Ganley, e foi buscar Jackie Oliver para o colocar ao lado de Jean-Pierre Beltoise e Peter Gethin. Na Ferrari, apesar de Clay Regazzoni estar ainda lesionado, Nanni Galli não podia correr com eles devido a compromissos com a Tecno, e deu uma oportunidade ao jovem italiano Arturo Merzário, pois Mário Andretti continuava ausente para correr nos Estados Unidos.

Após as duas sessões de qualificação, o melhor foi o Ferrari de Jacky Ickx, que conseguira bater o Lotus de Emerson Fittipaldi. O americano Peter Revson, no seu McLaren, foi o terceiro, seguido pelo Tyrrell de Jackie Stewart. Tim Schenken era o quinto, no seu Surtees, seguido pelo BRM de Jean-Pierre Beltoise. O segundo Surtees de Mike Hailwood era o sétimo, na frente do March de Ronnie Peterson e a fechar o "top ten" estavam o segundo Ferrari de Arturo Merzário e o Brabham de Carlos Reutemann.

A corrida começou com Ickx a manter o primeiro posto, seguido por Fittipaldi e um veloz Beltoise, que saltou do sexto para o terceiro lugar. Atrás, Francois Migault nem chegara a largar: uma quebra da suspensão impedira-o de partir.

A corrida continuou inalterada na frente, enquanto que Stewart passava nas sete voltas seguintes os carros de Peterson e Beltoise, para reclamar o terceiro posto. Após isso, partiu ao ataque de Fittipaldi, no sentido de apanhar o segundo lugar, algo que aconteceu na volta 25. Mas o piloto brasileiro reagiu, no sentido de poder recuperar a posição que tinha perdido, algo que tinha conseguido na volta 36. Agora, o brasileiro fazia os possíveis para se afastar do escocês e apanhar o belga da Ferrari.

Mas não se esforçou muito: na volta 49, o Ferrari do piloto belga começou a dar problemas em termos de pressão de óleo e acabou por desistir, entregando a liderança a Fittipaldi. A luta com Stewart passava agora a ser uma luta pela liderança da corrida. Atrás, Revson herdava o terceiro posto, e estava muito isolado em relação ao quarto lugar, ocupado pelo segundo Tyrrell de Francois Cevért. Contudo, o francês despista-se na Paddock Hill Bend, no inicio da volta 61 e fica ao lado do Brabham de Graham Hill. O lugar é herdado por Ronnie Peterson, que é assediado pelo Matra de Chris Amon, que estava a fazer uma corrida de recuperação desde o 17º posto que tinha partido.

Contudo, Peterson é traído pelo motor no inicio da última volta, quando começa a fazer Paddock Hill Bend. O motor corta o suficiente para causar-lhe um pião e embater fortemente nos carros de Cevért e de Hill. Ele escapou sem ferimentos, mas tinha perdido as hipóteses de pontuar.

No final da corrida, Fittipaldi leva a melhor sobre Stewart e vence pela terceira vez naquele ano. Revson fica com o lugar mais baixo do pódio, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficam Amon, o segundo McLaren de Dennis Hulme e o Ferrari de Arturo Merzário, que comete a proeza de pontuar na sua corrida de estreia.

Formula 1 em Cartoons: o castigo de Pastor Maldonado (GP Toons)

Depois de mais uma azelhice de Pastor Maldonado em Silverstone - do qual Sergio Perez acabou por pagar grandemente - e da travagem demasiado tardia de Kamui Kobayashi, que magoou quatro mecânicos, mandando dois para o hospital, ambos acabaram por ser gastigados com pesadas multas por parte da FIA.

Mas para o Hector Garcia, do GP Toons, os castigos que ambos levaram, deveriam ser diferentes...  

sábado, 14 de julho de 2012

WSR: Frijns vence em Moscovo, Felix ds Costa sétimo

A World Series by Renault faz este fim de semana a sua estreia na Rússia, mais concretamente no circuito de Moscovo, situado nos arredores da capital. Num fim de semana algo agitado - houve uma tempestade na sexta-feira que arrancou parte das cadeiras da bancada principal - a primeira prova do fim de semana foi relativamente calma, pois o holandês Robin Frijns prtiu da pole-position e liderou de ponta a ponta.

Numa corrida onde todos andaram juntos - nove segundos separaram o primeiro do décimo classificado - o piloto holandês destacou-se de inicio, escapando-se do resto do pelotão, até que o seu ritmo abrandou nas voltas finais e foi apanhado pelo dinamarquês Marco Sorensen, que por sua vez era perseguido pelo francês Jules Bianchi. Contudo, Sorensen faz um pião quando tentou ultrapassar Frijns, e caiu para o quinto posto, o lugar onde acabou a corrida. Com a vitória do piloto holandês, este alcança a liderança do campeoanto, seguido por Bianchi e o o britânico Sam Bird.

Quanto a Antonio Felix da Costa, depois de conseguir o sétimo posto na qualificação, ganhou um lugar na partida, mas viu-se na luta pela liderança, fazendo com que andassem juntos, mas sem grande resultado. O final, o piloto português foi o sétimo classificado, conseguindo mais alguns pontos para o campeonato. “Na qualificação senti o carro bem equilibrado, mas na corrida, com o depósito cheio senti muitas dificuldades em encontrar um ritmo rápido. Foi uma corrida de muita luta e concentração em que o resultado final acaba por ser positivo, pois demos mais um passo em frente e marcamos mais pontos no campeonato”, afirmou o piloto português.

Em relação à corrida de amanhã, Félix da Costa está apostado em melhorar as afinações do seu carro e com isso subir mais alguns lugares: “Vamos efetuar algumas alterações no carro pois acredito que podemos entrar na luta pelo "Top 5", mas precisamos de descobrir alguns décimos de segundo”, finalizou. 

Noticias: navegador checo morre no Rally Bohemia

Depois de ontem o norueguês Mads Ostberg ter apanhado um susto no shakedown do Rally Bohemia, a tragédia abateu-se sobre este mesmo rali quando o navegador checo Bohulslav Cepelcha morreu esta manhã, vítima de um acidente na terceira especial. Apesar dos esforços das equipas de socorro, que o levaram para um hospital em Liberec, acabou por não resistir aos ferimentos.

Cepelcha tinha 35 anos de idade e era o navegador do piloto Martin Smerad desde 2007. Ambos guiavam um Mitsubishi Lancer Evo IX quando sofreram um acidente. Quanto ao piloto, sofreu ferimentos ligeiros e foi levado para um hospital em Liberec. Não se sabe se o rali foi apenas suspenso ou cancelado.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Noticias: Ostberg recupera de acidente na Rep.Checa

As últimas noticias sobre o estado de saúde de Mads Ostberg são mais favoráveis para o piloto norueguês. Acidentado esta tarde no Rali Bohemia, na Republica Checa, a Ostberg foi-lhe diagnosticada uma fissura numa das vértebras, mas segundo o próprio piloto norueguês... a fissura é antiga. 

"O Doutor disse que tinha duas fissuras nas minhas costas, mas que não tinham acontecido hoje. Estranho..." afirmou o piloto na sua conta no Twitter. Ostberg já está a caminho da Noruega para descansar.

O piloto de 24 anos acidentou-se no "shakedown" do rali, quando bateu com o seu carro no muro. O seu navegador, o sueco Jonas Andersson, escapou incólume. Resta agora a Ostberg descansar por algumas semanas e ver se estará em condições para correr no final do mês na Finlândia.

GP Memória - Grã-Bretanha 1997

Quinze dias depois de Michael Schumacher ter vencido em Magny-Cours, máquinas e pilotos deslocavam-se para Silverstone no sentido de correr por lá o GP da Grã-Bretanha. Com o piloto da Ferrari a "fugir" na classificação geral, pois tinha aogra uma vantagem de 14 pontos sobre Jacques Villeneuve, a Williams tinha de reagir, se não queria que a decisão do campeonato fosse resolvida demasiado cedo e desfavorável às suas contas.

Sem alterações na lista de pilotos, a sessão de qualificação acabou com os Williams na primeira fila da grelha de partida. Jacques Villeneuve foi melhor do que Heinz-Harald Frentzen, enquanto que na segunda fila, Mika Hakkinen foi o terceiro no seu McLaren, melhor do que Michael Schumacher, que foi o quarto. O seu irmão Ralf Schumacher foi o quinto na grelha, seguido do segundo McLaren-Mercedes de David Coulthard. Eddie Irvine, no segundo Ferrari, era o sétimo, seguido pelo Benetton de Alexander Wurz. A fechar o "top ten" ficaram o Sauber de Johnny Herbert e o segundo Jordan de Giancarlo Fisichella.

Debaixo de sol, a corrida começou com atraso. E para Heinz-Harald Frentzen, foi o inicio do desastre, pois ficara parado segundos antes de começar a corrida, forçando esta a ser abortada. Quando recomeçou, o alemão teve de partir do último posto da grelha, e na tentativa de passaar o máximo numer de carros possivel, tocou em Jos Verstappen e acabou por abandonar.

Na frente, Jacques Villeneuve teve de aguentar os ataques de Micheal Schumacher, que aproveitou o buraco causado por Frentzen, mas um toque no muro das boxes por parte de Ukyo Katayama fez com que o carro ficasse no meio da pista. Inevitavelmente, o Safety Car foi chamado, para que se pudesse retirar com segurança o Minardi do piloto japonês.

A corrida recomeçou na quarta volta, com Villeneuve e Schumacher a afastarem-se de Coulthard, que sendo mais lento do que o resto do pelotão, conseguia abrir uma diferença para o resto. As coisas andaram assim até à volta 20, altura em que Schumacher parou, voltando no segundo lugar, pois a diferença que Coulthard tinha aberto era o suficiente para tal, para desespero de Mika Hakkinen, o quarto classificado.

Na volta seguinte, foi a vez de Villeneuve parar, mas este se revelou um desastre. Uma das porcas não foi devidamente ajustada e o canadiano perdeu quase meio minuto, caindo para o sétimo posto, deixando o piloto alemão numa liderança confortável. Se as coisas acabassem assim, o campeonato estava quase decidido a favor do alemão...

Mas Villeneuve não desistiu e partiu ao ataque. Como Coulthard tinha herdado o segundo posto, cedo o canadiano se juntou a eles. E para melhorar as coisas, a sorte estava a seu lado: na volta 36, começou a sair fumo brande de uma das rodas do carro do piloto alemão. Uma volta depois, revelou-se a razão: um cubo de roda defeituoso, e o piloto da Ferrari viu-se obrigado a abandonar.

Com os Benetton a parar apenas uma vez - e com resultados no final - o lider era agora Mika Hakkinen, que conseguira livrar-se de David Coulthard e parecia que estava a caminho da sua primeira vitória. Mas Villeneuve estava a apanhá-lo, ao ritmo de um segundo por volta. A dez voltas do fim, Villeneuve estava atrás de Hakkinen, mas ultrapassá-lo iria ser outra saga.

E é nessa altura que a sorte ajuda-o mais uma vez: a sete voltas do fim, o motor Mercedes explode e o finlandês, visivelmente frustrado, encosta o seu carro e volta a pé às boxes, vendo que a sua vitória iria cair nas mãos de Villeneuve, que iria conseguir reduzir a diferença para Michael Schumacher. Atrás, outro golpe de teatro iria causar consequências na classificação, quando a duas voltas do fim, o motor Mugen-Honda do Prost de Shinji Nakano explode, dando o sexto lugar ao Arrows de Damon Hill, que por fim iria pontuar naquela temporada.

No final, Jacques Villeneuve vencia a corrida e conseguia reduzir para quatro pontos a desvantagem que tinha para Michael Schumacher. Jean Alesi era o segundo, no seu Benetton, recompensando uma grande corrida, enquanto que Alexander Wurz era o terceiro, conseguindo assim o seu primeiro pódio da sua carreira. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de David Coulthard, o Jordan de Ralf Schumacher e o Arrows de Damon Hill, feliz por conquistar os seus primeiros pontos do ano.

Noticias: Mads Ostberg sofre acidente na Republica Checa

O piloto norueguês Mads Ostberg, recente vencedor do Rali de Portugal, sofreu esta manhã um grave acidente no Rally Bohemia, na Republica Checa, quando perdeu o controlo do seu Ford Fiesta WRC e bateu contra uma parede.

Segundo noticias no local, o piloto norueguês poderá ter sofrido uma fratura numa vértebra ou um disco deslocado, pelo que está a ser levado num avião-ambulância de volta à Noruega. O seu co-piloto, o sueco Jonas Andersson, não sofreu ferimentos. Segundo testemunhas no local, eles referem que o seu Fiesta escorregou demasiado e bateu forte numa parede com a frente direita do carro.

Ostberg, de 24 anos, corre no WRC desde 2006 pela sua equipa, a Adapta. Depois de ter andado num Subaru Impreza até 2010, em programas parciais, com bons lugares mesmo numa máquina relativamente datada, correu em 2011 num Ford Fiesta da Stobart, onde conseguiu dois segundos lugares na Suécia e na Grã-Bretanha. Este ano, de volta à estrutura da Adapta, tornou-se no primeiro privado em 18 anos a vencer oficialmente uma prova do WRC, no Rali de Portugal. Neste momento, é o quarto classificado do Mundial, com 80 pontos e três pódios.   

Youtube Classic Motorsport: Racing in Slow Motion 4


O Matthias Manizer - mais conhecido por Mattzel89 - é outro daqueles que vale a pena seguir. Coloca todos os fins de semana vários videos das corridas que vão acontecendo, sejam eles Formula 1, IndyCar, GP2, NASCAR, GP3, Ralis, etc. Mas ele também têm um "hobby" que é o "Racing in Slow Motion" do qual existem três filmes, e do qual ele faz um por ano, mais coisa, menos coisa.

Hoje apareceu o quarto filme da saga. São quase dezasseis minutos ao todo, logo, lá tem de arranjar algum tempo nas vossas agendas para ver isto. E pelos vistos, valeu a pena a espera. Para começar, temos a citação do Michael Delaney, a personagem interpretada por Steve McQueen, no filme de culto "Le Mans". E só pelos primeiros minutos, já vale a pena ver, e mostra-nos porque é que gostamos disto tudo.

Arranjem um pacote de pipocas. Já tem com que fazer para o fim de semana.

Youtube Comedy: os imitadores de Ken Block


Já todos conhecem Ken Block. Empresário e piloto de ralis, já foram cinco "ghynkhanas" feitos por ele e colocados em video. Graças ao poder do Youtube e das redes sociais, foram vistos por milhões em todo o mundo. Mas isso já começou a fazer com que aparecessem imitadores e cómicos, como este pessoal, que decidiu pegar em carrinhos de supermercado e começou a imitar, perante os surpresos compradores, as manobras do piloto americano.

E um deles imita na perfeição o tubo de escape do Fiesta...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

5ª Coluna: As corridas do meu dia

Tenho a sorte de o meu aniversário calhar na data de duas corridas mais emblemáticas de um período, num dos circuitos que mais gosto, que é Silverstone. As corridas de 1987 e 1992 foram, de uma certa maneira,  Há mais um Grande Prémio que aconteceu num dos meus aniversários, em 2009, e que foi em Nurburgring, na Alemanha, onde Mark Webber levou a melhor. Mas esse é ainda muito recente nas nossas memórias para uma reflexão como esta que ando a fazer.

Lembro-me bem da corrida de 1987. Estava de férias num sitio chamado Monte Gordo, no Algarve, e aqueles tempos eram um grande contraste com o que passamos agora neste retângulo como o nosso. Havia prosperidade, vivia.se uma campanha eleitoral que iria resultar na primeira maioria absoluta de Cavaco Silva, e estavamos "casados de fresco" com a União Europeia, então CEE. Eramos doze, muito longe dos 27 que somos agora, e a ideia do fim da Guerra Fria e do desmoronamento da Cortina de Ferro, embora longinqua, já tinha parecido estar ainda mais.

E os Turbo dominavam na Formula 1, embora já se sabia também que estava tudo a prazo. Sabia-se que dali a ano e meio iriam acabar, sendo substituidos pelos motores atmosféricos de 3.5 litros. E sem motores Renault, eram os Honda os dominadores, espalhados por Williams e Lotus. Queria ver se Ayrton Senna iria quebrar o dominio da dupla Nelson Piquet e Nigel Mansell, e o que se falava muito era uma coisa chamada "suspensão ativa", pois ambas as marcas estavam a desenvolver esse sistema. Haviam os Ferrari, os McLaren e os Benetton, mas eles mais preciam ser atores secundários.

E nessa corrida de 1987, toda a gente era ator secundário perante os Williams-Honda. Nelson Piquet e Nigel Mansell estavam a fazer uma corrida à parte, pois facilmente ficavam na frente desta gente toda e davam uma volta a todos. Mas o que Mansell fez nesse dia entra nos anais de história: um atraso por causa de um problema num cubo de roda, o coloca nas boxes na volta 28, mas com pneus novos, foi buscar Piquet como se não existisse mais amanhã, e quando o conseguiu, a pouco mais de duas voltas do fim - tinha 65 nessa altura - engana-o com uma manobra em que o coloca pela direita, para que Piquet o bloqueasse. Mas como ele abriu o flanco, aproveitou e ultrapassou-o.

As bancadas ficaram em delírio e eu, que estava a ver isto tudo na TV, em companhia da minha familia - tios, pais, prima e o meu irmão - estava espantado por ver como é que tal coisa era possivel. Não que era legal, porque era - nada dessas regras estúpidas que existem agora - mas porque como é que foi capaz de o enganar. Conseguiu enganar o mestre da manha, Nelson Piquet, que menos de um ano antes, tinha feito uma fabulosa ultrapassagem por fora e no sujo (!) no GP da Hungria, sobre Ayrton Senna.

Claro, no final, a multidão entrou em delírio pela manobra e demonstrou todo o seu amor pelo "brutânico". Não o "amor" norte-coreano, mas o espontâneo, o verdadeiro, pelo "Leão", que todos o adoravam, apesar de ser fogoso, puxar pelo carro como se não existisse mais o amanhã, e ter perdido mais títulos do que ganhou, como disse certo dia - e com razão - Nelson Piquet. E como sabem, nesse ano, o último a rir foi Piquet, que levou para casa o seu terceiro título mundial. Silverstone não passou de mais um episódio. Mas que episódio!

Cinco anos depois, o calendário deu outra coincidência: mesma corrida, mesmo circuito, mesma equipa, mesmo piloto. Quem não conhece muito bem a história, vai pensar que Mansell nunca saiu da Williams. Nada mais errado, pois o "brutânico" esteve na Ferrari por duas temporadas, a começar em 1989. Tinha sido a última contratação de Enzo Ferrari ainda em vida, em 1988, e Mansell teve a ingrata tarefa de correr numa era onde estavam a experimentar a caixa de velocidades semiautomática. Apesar de quebrar constantemente, na sua primeira corrida, em Jacarepaguá, assistiu-se a um milagre quando não só aguentou até ao fim, como ganhou a corrida.

Mas três anos depois, ele estava de volta para a Williams, atraído pelos motores Renault e por um salário tão grande dado por Frank Williams, o suficiente para retirar-lhe qualquer pensamento de retirada da competição. Em 1992, ele estava no topo do mundo: tinha o melhor carro, tinha o melhor motor, ganhava todas as corridas. Ayrton Senna estava secundarizado na McLaren - apesar de o ter batido no Mónaco, uma corrida que nunca venceu - Alain Prost cumpria um ano sabático, Nelson Piquet estava a convalescer no hospital, depois da batida de Indianápolis. E novos valores surgiam, como um certo alemão, de seu nome Michael Schumacher.

Quanto ao mundo à volta, havia coisas que não tinham mudado, mas outras que tinham mudado tudo. Não havia mais Muro de Berlim, nem União Soviética. Estavamos todos mais preocupados e curiosos com os Jogos Olimpicos que iriam acontecer em Barcelona e a União Europeia ainda continuava a ser de doze, mas já se falava de uma "união monetária", uma moeda comum a todos.


A corrida não teve história, pois Mansell "comeu tudo" do inicio até ao fim. O que mais me impressionou foi a reação das pessoas no final da corrida. Estavam mais de 200 mil pessoas, segundo me contaram. Todas a celebrarem Mansell, todas a exteriorizarem as frustrações que sentiram todos esses anos pela má sorte do "brutânico", todos a ver que, por fim, o título mundial não seria mais do que um "pró-forma". Iria ser, um mês depois, na Hungria. Mas Mansell já tinha 39 anos, e no final daquele ano, quando soube que Alain Prost iria para a equipa, decidiu bater a porta com estrondo e ir para os Estados Unidos, correndo na CART e vencendo aquilo tudo sem grandes problemas.

Em suma, duas corridas no mesmo dia, no mesmo local, com a mesma equipa e o mesmo piloto. Mas com imensas diferenças. São coisas que tive o privilégio de ter visto no dia dos meus anos.

The End: Andre Simon (1920-2012)

Era um dos últimos sobreviventes da primeira década da Formula 1. O antigo piloto francês André Simon, que participou em doze corridas entre 1950 e 1957, morreu ontem aos 92 anos de idade, em Evian-Les Bains. Filho de um garagista e orfão de pai aos nove anos, entrou no negócio dos automóveis como mecânico aos 13 anos, para ajudar o seu tio, que tinha uma garagem. Aos poucos, ficou interessado no automobilismo, mas os seus planos foram adiados devido à II Guerra Mundial.

Apesar disso, não o impediu de ter uma carreira particularmente longa, desde o final da II Guerra Mundial até 1966, altura em que teve um acidente grave quando pilotava um Maserati de GT's, que o deixou em coma por algumas semanas, é que fez pendurar o seu capacete. Começou com um velho Talbot-Lago, e os resultados foram bons o suficiente para correr nas 24 Horas de Le Mans de 1949 com um Delhaye, onde fez uma volta mais rápida antes de se retirar devido a uma falha mecânica.

Na Formula 1, Simon correu em carros da Maserati, Gordini e da Ferrari - em 1952 - que inclui também uma participação no GP do Mónaco de 1955, a bordo de um Mercedes oficial. Nas doze corridas que participou, a sua melhor classificação foram dois sextos lugares, que nesses tempos, não contavam para os pontos.

Após se ter retirado da Formula 1, passou para os GT's onde correu em carros como o Ferrari 250 GTO. Também esteve na equipa oficial da Mercedes nas fatídicas 24 Horas de Le Mans de 1955, ao lado do alemão Karl Kling. Rolavam na quinta posição quando aconteceu o acidente que matou Pierre "Levegh" e mais oitenta espectadores. Em 1962, venceu a Volta à França em Automóvel, ao lado do seu co-navegador Maurice Dupeyron. Após o seu acidente em 1966, e que precipitou a sua retirada do automobilismo, decidiu concentrar-se nos negócios da familia até se reformar, em 1984. Ars lunga, vita brevis.