quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O acidente mortal de Lorenzo Bandini

Esta descobri no Blog do Mulsanne: um documentário sobre as circunstâncias do acidente mortal de Lorenzo Bandini, no GP do Mónaco de 1967. Até agora, este foi o unico acidente mortal, em termos oficiais, na história da pista monegasca, embora haja outro, ocorrido em 1952, onde a vitima mortal foi Luigi Fagioli, mas nesse ano, a prova não contava para o campeonato.


O despiste de Bandini ocorreu na Chicane do Porto, à 82ª volta do circuito, numa prova que tinha nessa altura 100 voltas, o que davam ao todo duas horas e meia de competição.

Aliás, uma das causas apontadas para este acidente foi o cansaço do piloto italiano, que lutara durante muito tempo para bater Graham Hill e tentava buscar Denny Hulme, que ia a caminho da sua primeira vitória da sua carreira (e que mais tarde nesse ano alcançou o título mundial). O documentário, da RAI Tre, mostra os testemunhos da altua, de Bandini, da sua esposa Margherita, da irmã, e de responsáveis da Scuderia, como Mauro Forgheri.

O documentário pode ser visto aqui. Desde já aviso que têm algumas imagens impressionantes...

A história de um pequeno milagre

Fazer ralis em lugares recônditos é o melhor exemplo como a carolice, a paixão e o poder de improvisação, muitas das vezes supera a falta de profissionalismo que se pode encontrar em muitos outros lugares do Mundo.

No continente africano, tirando a Africa do Sul e o Norte de Africa, poucos são os países que se podem gabar de ter uma estrutura minimamente profissional. E no Zimbabwe, outrora o "celeiro de Africa", agora governada por Robert mugabe, o homem que está no poder desde a independência, em 1980, e que regista uma inflação multimilionária, fazer este ano o Rali do Zimbabwe foi no mínimo, um milagre.

A história, contada pelo mítico jornalista Martin Holmes no jornal português Autosport, tem todos os contornos de filme de Hollywood: "Há uma adaptabilidade incrível, uma notável 'fuga para a frente' na mentalidade das pessoas. Este é um país onde não existe sequer dinheiro suficiente a circular para, pelo menos, estagnar a inflacção. Os patrocínios, são em géneros, e se for necessário dinheiro, há que vender esses mesmos produtos. Como habitualmente, o evento foi patrocinado pela Dunlop."

O resto da história podem ler aqui, mas em termos competitivos, pode-se dizer que o vencedor foi o japonês Hiroshi Miyoshi, no seu Mitsubishi Lancer Evo IX, à frente de alguns concorrentes sul-africanos. com apenas uma prova por disputar, o vizinho Rali da Zambia, Miyoshi é o virtual campeão africano de ralies. Mas ver uma prova dessas a ser realizada, nos dias que correm nesse país, roça o milagre...

GP Memória: Holanda 1978

Depois do caos que tinha sido a corrida anterior, na Austria, todos pensavam que tudo voltaria ao normal na etapa seguinte, o Grande Prémio da Holanda, no circuito de Zandvoort, pois o céu estava limpo para todo o fim de semana, e tudo indicava que o dominio da Lotus iria continuar...

Mas antes do fim de semana começar, havia algumas alterações no pelotão da Formula 1. Na ATS, Gunther Schmidt substitui Hans Binder pelo local Michael Bleekmolen juntou-se a Jochen Mass na equipa, enquanto que a organização recebe a inscrição do americano Danny Ongais, que alinha com o seu Shadow da Interscope Racing. Com 33 pilotos inscritos, fez-se mais uma vez a pré-qualificação, onde Ongais, Ertl e Rolf Stommelen, no seu Arrows, foram eliminados.

Nos treinos, a Lotus conseguiu monopolizar a primeira fila da grelha, com Mario Andretti à frente de Ronnie Peterson, não dando hipóteses a ninguém. Na segunda fila estavam o Brabham Alfa-Romeo de Niki Lauda, e a seu lado o Ferrari de Carlos Reutmann. Na terceira fila estavam o segundo Ferrari de Gilles Villeneuve e o Ligier-Matra de Jacques Laffite. Emerson Fittipaldi mantinha a boa forma do seu Copersucar, ao ser décimo na grelha.

No "warm-up" de Domingo, o inglês Rupert Keegan tem uma batida forte no seu Surtees, lesionando-se no pulso, e não podendo correr, cedeu o seu lugar ao italiano Arturo Merzário, no seu próprio carro. No inicio da corrida, os Lotus estão na frente, com Laffite a conseguir um arranque notável, saltando de sexto para terceiro no final da primeira curva. Momentos depois, o Tyrrell de Didier Pironi e o Arrows de Riccardo Patrese colidem fortemente, mas sem consequências para ambos.

Nas voltas seguintes, Os Lotus afastam-se do pelotão, com Andretti sempre na frente, e Peterson um pouco atrás. A distância entre ambos era curta, e parecia que o sueco estava em melhor forma do que o americano, mas havia entre ambos e Colin Chapman um acordo em que Andretti era o primeiro piloto e Peterson o segundo. Mais atrás, Lauda era agora o terceiro, com Reutmann, Watson, Fittipaldi e Villeneuve logo a seguir. Laffite teve problemas, e ficou cedo para trás, acabando no oitavo posto.

O resto da corrida não teve grande história, escepto os problemas que Reutmann teve devido a um pneu furado na volta 38, sendo ultrapassado por Watson, Fittipaldi e o seu companheiro Gilles Villeneuve, para acabar no sétimo posto. Quando a corrida acabou, todos sabiam que o piloto americano era o virtual campeão do Mundo, pois com 27 pontos em jogo, e com Peterson (12 pontos de diferença) a obedecer a ordens de equipa, ele não podia ser mais alcançado pelo resto do pelotão, pois Niki Lauda, o terceiro no campeonato, tinha já 28 pontos de atraso sobre Andretti. A Lotus podia começar a comemorar, mas mal sabiam que esta tinha sido a última vitória de um piloto americano na Formula 1, e que nos três anos seguintes, os espectadores não iriam ver o típico chapéu de Chapman a ser atirado para o ar sempre que um dos seus carros cruzasse a linha em primeiro lugar...

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/1978_Dutch_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr310.html

A1GP: Organização anuncia nova data no calendário

A A1GP anunciou hoje que vai correr no novo circuito de Chengdou, no centro da China, para o próximo dia 9 de Novembro, a segunda etapa da temporada 2008/09, substituindo o Autódromo de Xangai no calendário.


O novo circuito, com 3,367 metros de extensão, foi concluido há algum tempo atrás, e fica situado nos arredores da cidade. É também a capital da provincia de Sichuan, que sofreu um forte terramoto no passado mês de Maio, que matou mais de 70 mil pessoas.


Originalmente, nesta data deveria acontecer a corrida de Jacarta, na Indonésia, mas os organizadores decidiram mudá-la para o dia 14 de Dezembro, de modo a poder receber a prova chinesa numa altura em que as condições metereológicas ainda o permitam.


Tony Teixeira, o luso-sul-africano que está à frente da A1GP, justificou esta nova alteração do calendário: "O povo chinês sempre foi dos mais apaixonados, e esta é a forma que temos para agradecer esse apoio. E como vimos nos Jogos Olimpicos, a China sabe organizar eventos desta envergadura", disse. A organização afirmou também que as receitas desta prova vão para o Sichuan Earthquake Reflief Fund, criado pelo Governo chinês para canalizar as verbas para a reconstrução das zonas afectadas pelo tremor de terra.


Nos próximos dias, a organização vai anunciar o calendário definitivo da época 2008/09, que sofreu uma alteração do calendário na semana passada, quando decidiu adiar o seu inicio, marcado para o dia 21 de Setembro, no circuito de Mugello. Agora, o arranque está marcado para o dia 5 de Outubro, no circuito holandês de Zandvoort.

Sato e Buemi vão testar pela Toro Rosso

Há já semanas que se sabe da existência de, pelo menos, um lugar vago na Toro Rosso (STR) para a temporada de 2009, e que esse lugar é bastante cobiçado por muitos pilotos. E que Gerhard Berger e Dieter Maeschitz, os donos da STR (com uma quota de 50 por cento cada um) querem uma dupla que mescla experiência com juventude. Ora, várias hipóteses surgiram durante as últimas semanas, entre os quais o suiço Sebastien Buemi e o japonês Takuma Sato.



Hoje, o site português Sportmotores afirmou que Sato e Buemi vão dfazer um "shoot-out" no circuito espanhol de Jerez de la Frontera de 17 a 19 de Setembro. Buemi, actualmente na GP2 e pertencente a Red Bull Academy Team, e Takuma Sato, japonês e sem emprego depois do colapso da Super Aguri, em Maio, vão experimentar o carro, para saber se ficam pelo menos com o lugar do alemão Sebastien Vettel, que vai para a Red Bull em 2009.

Posso confirmar que o Sebastien irá testar connosco em Jerez no próximo mês, mas isso não significa que será nosso piloto em 2009. Estamos à procura de um piloto para a próxima temporada e vamos avaliar o Sebastien Buemi, mas ele é piloto da Red Bull e é natural que ele teste connosco”, afirmou uma fonte da equipa.

Quanto a Sato, é uma boa hipótese, agora que o interesse pelo brasileiro Bruno Senna parece ter diminuido um pouco, pois não está previsto qualquer teste com ele nesta altura. ”Estamos em contacto com o Takuma, uma vez que procuramos um piloto, e ele é uma possibilidade para 2009. Poderá testar connosco em Jerez, mas isso não está confirmado. Quanto ao Bruno, neste momento, não mantemos qualquer contacto com ele”, afirmou a mesma fonte.



A temporada de 2008 ainda não acabou, mas a de 2009 já mexe.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Bolides Memoráveis - March 2-4-0 (1977)

Na semana em que se comemora mais um aniversário da morte de Ken Tyrrell, lembro um dos projectos que nasceu como consequência do sucesso do Tyrrell P34, de 1976. Na realidade, estre carro nunca correu oficialmente, mas podemos inclui-lo na categoria de um dos carros mais originais que a Formula 1 jamais conheceu: o March 2-4-0.

No final de 1976, a March decidiu envredar pelo mesmo caminho da equipa do Tio Ken, mas com uma diferença: em vez de um carro com quatro rodas na frente, teria quatro rodas na traseira! Dois eixos, logo, quatro rodas. Essas quatro rodas traseiras teriam o mesmo diâmetro das rodas da frente, de 16 polegadas, pois assim ganharia maior aderência do que um unico pneu traseiro, que na altura tinha uma dimensão maior... A ideia era ganhar maior aderência nas curvas, logo, maior eficácia na potência do carro. O carro é projectado por Robin Herd, que seguiu a sugestão de um dos seus patrões, um tal de... Max Mosley, pois achava que construir um tal carro não só garantia melhores resultados, mas também imensa publicidade...

O carro foi apresentado à imprensa no final de 1976 no circuito de Silverstone, com o neo-zelandês Howden Ganley ao volante. Nas semanas anteriores, criou-se uma enorme expectativa na imprensa sobre o projecto que a March estaria a fazer, graças às "dicas" de Mosley... o carro foi mostrado, e os jornalistas e fotógrafos ficaram impressionados com o tipo de carro, ainda mais revolucionário do que o Tyrrell.

Contudo, o que eles não tinham visto na altura era que o projecto tinha um grande defeito: a caixa de velocidades. Esta teve de ser feita de raíz, e logo, era um mecanismo tão complexo que se partia facilmente, e para piorar as coisas, em Bicester, o dinheiro para projectar tal coisa não era muito abundante. No dia do teste, a ligação da caixa de velocidades ao segundo eixo traseiro quebra, e os mecânicos decidem colocá-lo apenas com um eixo traseiro, para poderem fazer mais voltas sem problemas. Assim foi.

Quando o carro voltou à fábrica, os responsáveis viram que o carro precisava de uma caixa de velocidades mais complexa e mais forte, para poder aguentar os dois eixos traseiros. Sem dinheiro, o entusiasmo pelo projecto foi-se desvanecendo, e mais tarde, ele foi abandonado. Contudo, um March 2-4-0 foi levado para o Brasil, no final de Janeiro de 1977, para que pudesse ser dadas umas voltas em ambiente competitivo. O sul-africano Ian Scheckter (irmão de Jody) foi o piloto que deu umas voltas no carro nos treinos, mas sem sucesso.

Em Fevereiro, Ganley e Scheckter fizeram mais um teste com o March. Sem terem sido resolvidos os problemas com a caixa de velocidades, o carro deu mais algumas voltas. Nessa altura, ambos os pilotos elogiaram o facto do carro correr "sobre carris", e mais uma vez, fez capa de jornais. Mas nessa altura, o destino do March estava traçado, e o projecto foi cancelado.

Em 1979, o carro voltou à ribalta por outros motivos. Roy Lane, um dos melhores pilotos de montanha da Grã-Bretanha (quatro títulos, entre 1975 e 96), adquiriu um chassis March 2-4-0 para o campeonato de Montanha daquele ano. Lane ganhou várias corridas nesse ano, mas os problemas com a transmissão e com a caixa de velocidades fizeram com que no final daquele ano, trocasse aquele carro por outro com quatro rodas e dois eixos.


Contudo, o conceito permaneceu na mente de projectistas durante mais algum tempo, e em meados de 1982, a Williams desenhou o FW08B, com dois eixos traseiros e efeito-solo, onde fez testes em Paul Ricard, batendo o recorde da pista por várias vezes. Contudo, esse protótipo nunca viu a luz da competição, porque no final daquele ano, a FISA definiu que os carros tivessem apenas um eixo dianteiro e um eixo traseiro...


Fontes:

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

As notas de Valencia

Num Grande Prémio onde a emoção não existiu, é mais fácil chegar à unanimidade. Pelo menos foi o que pensei quando vi as notas dos outros no GP da Europa, em Valencia. As diferenças entre nós não foram muitas, e até há casos de unanimidade!




Desta vez andamos a ver a mesma coisa. Ainda bem!

O humor corrosivo ataca...

Com o regresso da Formula 1 à acção, no circuito urbano de Valencia (só de lembrar o circuito, fico com sono...) voltam as tiradas humoristicas. Hoje trago dois exemplos daqueles que tenho andado a ver um pouco pela blogosfera. O primeiro é o do Capelli, que em conjunto com o caricaturista Sergio Mantovani, decidiu gozar com a quebra do motor de Kimi Raikonnen. Agora já sei o que seria o do GP hungaro, pois eles não o fizeram...


A segunda tiragem vem da Venezuela, terra do Blog do Nuvolari. Com o acidente do Fernando Alonso com o Kazuki Nakajima, logo na primeira volta, o meu amigo decidiu declarar o filho de Satoru como perigo público, colocando-lhe umas orelhas de buro pelo gesto feito. Acho que nem o pai se lembraria dessa...

IRL - Ronda 15, Sonoma

O piloto brasileiro Helio Castroneves conseguiu esta noite a sua primeira vitória nesta temporada, ao ganhar no circuito californiano de Sonoma, numa dobradinha da equipa Penske, já que o seu companheiro de equipa, o australiano Ryan Briscoe, foi segundo. Esta vitória é importante para o campeonato, já que o actual lider, o neozelandês Scott Dixon, não conseguiu ficar entre os primeiros lugares.


Numa corrida sem motivos de interesse, viu Castroneves largar da "pole-position", controlando a corrida durante as suas 80 voltas de duração. O seu rival, Scott Dixon, que partida do quinto lugar, não teve argumentos para o ir buscar, e para piorar as coisas, um mau reabastecimento relegou-o para o 12º lugar final, provavelmente a sua pior posição nesta temporada.


A acompanhá-lo no pódio foi o seu companheiro de equipa, o australiano Ryan Briscoe, e o Andretti-Green de Tony Kanaan. No quarto posto fcou o inglês Dan Wheldon, seguido pela americana Danica Patrick, que obteve aqui o seu melhor resultado do ano em circuitos convencionais. Ernesto Viso, da Venezuela, foi o sexto.


Esta vitória compensou o incidente que sofreram no inicio deste fim de semana, quando um dos camiões da marca pegou fogo, destruindo os chassis de Castroneves e Briscoe. Contudo, a equipa enviou outro camião, com mais dois chassis, e foram estes que deram a dobradinha, e recolocam o piloto brasileiro na luta pela liderança do Indy Racing League.


No campeonato, Dixon continua a liderar com 576 pontos, seguido por Castroneves, com 533, e Dan Wheldon num distante terceiro lugar, com 352 pontos. A próxima prova acontecerá no dia 31 de Agosto, em Detroit.

Historieta da Formula 1: Phil Hill na Ferrari

"Phil Hill na Ferrari? Mas é a equipa onde ele ganhou o seu campeonato de 1961!", dizem vocês. Obviamente, é verdadeiro. Mas a historieta que vos trago aqui acontece quinze anos depois do piloto americano ter ganho o título mundial em Monza, às custas da vida do seu companheiro e rival, o alemão Wolfgang von Trips.

Em 1975, Hill, agora com 48 anos, e retirado da competição desde 1967, escrevia para a revista "Road & Track Magazine", a mais importante revista automobilistica dos Estados Unidos. No inicio de 1975, Hill testou no circuito californiano de Riverside (que infelizmente não existe mais) o Ferrari 312B3, então pilotado por Niki Lauda. Com o capacete à moda antiga (da mesma forma que fez Stirling Moss uns anos mais tarde), deu umas voltas e ficou impressionado com a rápida evolução que a Formula 1 tinha tido desde os seus tempos na marca do Cavalino Rampante.

"O carro tem o dobro de potência que eu estava esperando", afirmou Hill. Em relação às asas do carro e à potência dos travões, fez uma comparação em relação ao seu tempo: "Na minha época você tinha que reduzir as marchas para travar, neste aqui, você só faz isso se quiser".

Ainda em 1975, Hill experimentou desta vez o Ferrari 312T2, quando a Formula 1 chegou a Watkins Glen para correr a etapa americana. Agora com capacete integral, Hill brincou com o carro e continuou a elogia-lo, bem como a incrível evolução que a Formula 1 tinha tido naquele curto espaço de tempo...

Já agora, podem ver isto e muito mais no F1 Nostalgia, o blog do "soviético" Rianov Albinov.

domingo, 24 de agosto de 2008

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport mostra, como sempre a Formula 1 em posição de destaque. Mas hoje, a vitória de Felipe Massa em Valencia mostra também que a Scuderia tam que escolher o seu piloto para atacar a liderança do Mundial e alcançar o título de pilotos.


E a ideia do título: "Ferrari tem que escolher", demonstra que a marca do Cavalino Rampante tem de escolher Felipe Massa, pois ele não só tem melhores resultados em termos de corrida, como também está em melhor forma do que Kimi Raikonnen, que não só não ganha (ou acaba corridas), como também está em pior forma do que o piloto brasileiro.


Noutros quadrados, temos o bom resultado de Miguel Ramos nos GT's, como também o piloto que vai tripular o carro do F.C. Porto na nova Formula Superleague, o francês Tristian Gommendy. Uma edição aparentemente a não perder...

GP2 - Valencia (Corrida 2)

Esta manhã aconteceu a segunda corrida do fim de semana duplo da GP2 em Valencia. E mais uma vez, a confusão foi nota dominante. O brasileiro Lucas di Grassi ganhou esta corrida, a sua segunda vitória do ano, batendo o italiano Luca Fillipi e o belga Jerome D'Ambrosio.



Contudo, o piloto italiano teve pouco tempo para celebrar o seu pódio, dado que os Comissários Desportivos do circuito de Valencia penalizaram-no em vinte e cinco segundos, pois consideraram que poderia ter evitado o incidente que colocou fora de corrida o francês Romain Grosjean. Assim, Fillipi caiu para o décimo terceiro posto, permitindo que D’Ambrosio subisse ao segundo posto e o italiano Giorgio Pantano ao terceiro.



Os comissários aproveitaram também para penalizar o indiano Karun Chandhook, que provocou o abandono do russo Vitaly Petrov, o vencedor da primeira corrida de Valencia, numa tentativa de ultrapassagem. como o indiano também acabou por desistir, a sua penalização consiste em perda de cinco posições na grelha de partida da próxima corrida, daqui a duas semanas no circuito belga de Spa-Francochamps.



Quanto a Alvaro Parente, a sua corrida terminou antes de completar a primeira volta, quando após uma má partida, fez um pião, e não mais continuou a corrida. Mais um fim de semana inglório para o piloto português da Super Nova...

No campeonato, o italiano Giorgio Pantano tem agora 70 pontos, mais 12 do que Bruno Senna, que também não pontuou em Valencia. Esta vantagem já aparenta ser decisiva, dado que não falta muito mais provas para o final do campeonato. Alvaro Parente é agora décimo no campeonato, com os mesmos 26 pontos que tinha antes de chegar a Valencia.

Formula 1 - Ronda 12, Valencia (Corrida)



Uma corrida boa para fazer adormecer elefantes. Pelo menos em termos de lutas directas. Ganhou o melhor, Felipe Massa, que viu o seu o motor do seu companheiro Kimi Raikonnen a "entregar a alma ao Criador", depois de ter atropelado um mecânico nas boxes. Massa, que comemorou hoje o seu centésimo Grande Prémio, sempre dominou o assunto, deixando Lewis Hamilton e Robert Kubica a uma distância razoável, incapazes de ameaçar o brasileiro durante a corrida. Agora o piloto brasileiro está a seis pontos do piloto da McLaren...



Somente três carros abandonaram a corrida, com Fernando Alonso a ser o primeiro, depois Sutil e Raikonnen. E o circuito, se é desafiador, deve ser no papel, porque na realidade, tem tudo para convidar os teleescectadores a uma boa sesta à hora do almoço (horário europeu...)

No final, os que se podem aplaudir foram Sebastien Vettel, que acabou em sexto, e os toyota, em subida de forma, e que coloca os seus dois pilotos nos pontos, algo que só tinha acontecido no Canadá. E claro, o oitavo lugar de Nico Rosberg. E agora, o Kazuki Nakajima deve ser "persona non grata em Espanha, por ter abalroado Fernando Alonso logo na primeira volta...

Ao fim e ao cabo, depois de três semanas de férias e da "overdose" olimpica, o regresso foi enfadonho. Que a Belgica nos traga chuva em Spa-Francochamps!

Eu já desconfiava...

... mas o Luiz Fernando Ramos, o Ico, confirmou no seu blog. Como ele está em Valencia a fazer a cobertura do fim de semana competitivo, está mais por dentro do que se passa. E disse que, caso não fosse a intervenção do Safety Car, por causa do Andreas Zuber, a prova de GP2 em Valencia teria entrado para a história do automobilismo pelos piores motivos.




Os homens que encheram os depósitos dos carros calcularam mal o consumo necessário dos carros, pois hoje, o céu esteve nublado e as temperaturas cairam bastante. Resultado: os carros consumiram mais, e quando cortaram a meta, quase todos estavam a entrar em pane seca!


Em suma, o carro do Alvaro Parente, pelo facto de ter partido de trás e feito uma corrida de trás para a frente, pagou um pouco o facto de ter puxado mais pelo carro, logo, gastou mais gasosa. Mas a culpa não foi dele, foi dos básicos (para não chamar outra coisa) que encheram os depósitos dos carros.

GP Memória - Portugal 1958

Quando foi revelado o calendário para o Mundial de Formula 1 em 1958, este trazia duas estreias consigo: Portugal e Marrocos. Ambos os circuitos eram citadinos, e o primeiro era uma promoção do Grande Prémio de carros de Sport, que se fazia desde 1951 na zona da Boavista, na cidade do Porto, a segunda maior do país. A segunda prova, em Marrocos, encerraria o campeonato.


Quando máquinas e pilotos chegam ao Porto, o pelotão ainda estava a abalada por mais uma morte na Formula 1, a de Peter Collins, o vencedor do GP inglês, e que tinha morrido na prova seguinte, no circuito alemão de Nurburgring. Ainda de luto, e tentando recuperar da morte de Luigi Musso mês e meio antes, em Reims, a Ferrari só levou dois carros para a prova portuguesa, pilotados por Mike Hawthorn e Wolfgang von Trips. Hawthorn só queria duas coisas: ganhar o título mundial e retirar-se da Formula 1 de vez, antes que os carros o matassem…


A Vanwall, sua rival, levara três carros, para Stirling Moss, Stuart Lewis-Evans e Tony Brooks, e tinha ambições legitimas para ganhar esta corrida, pois estava em jogo não só o título mundial de pilotos, como também o de construtores, algo que tinha sido lançado nesse ano.

Na BRM, o francês Jean Behra e o americano Harry Schell eram os representantes da marca no circuito português, e a Cooper trazia Roy Salvadori, Maurice Trintignant e Jack Brabham, e a Lotus só inscrevia um carro, para Graham Hill, já que Cliff Allison iria alinhar com um Maserati 250F, da mesma forma que o americano Carrol Shelby, o sueco Jo Bonnier e a italiana Maria Teresa de Fillipis. Assim sendo, somente 15 carros alinhariam na prova portuguesa, corrida num traçado urbano, onde teriam que correr em troços de paralelepípedo, e atravessar linhas de eléctrico…


Nos treinos, o melhor foi Stirling Moss, no seu Vanwall, seguido por Mike Hawthorn, e o segundo Vanwall de Stuart Lewis-Evans, uma primeira fila toda inglesa. A seguir vinham o BRM de Jean Behra e o terceiro Vanwall, de Tony Brooks. Wolfgang Von Trips era o sexto.


O dia da corrida tinha amanhecido com chuva, mas o traçado estava a secar quando máquinas e pilotos iniciaram as 50 voltas de corrida do GP de Portugal. Hawthorn partiu melhor, mas cedo Moss recuperou a liderança da corrida, e de lá não mais saiu. Hawthorn andou no segundo posto, seguido por Behra e Lewis-Evans, mas algum tempo depois teve problemas de motor e teve que ir à boxe, caindo para o terceiro posto. Behra herdou o lugar, mas pouco tempo depois, foi a vez dele de ter problemas de motor, e perder o segundo lugar para Hawthorn. Mais tarde, escapou a hipótese do pódio, a favor de Lewis-Evans.


No final, Moss ganhou a corrida, mas sem fazer a volta mais rápida. E no final, o inglês viu o seu compatriota Hawthorn parado na berma, tentando pegar o seu motor. Quando viu que os espectadores tentavam empurrá-lo para que pudesse voltar à corrida, Moss assinalou-o, pois caso isso acontecesse, seria desclassificado. Hawthorn agradeceu, e tentou ele mesmo pôr o carro em funcionamento. Conseguiu, e ainda fez a volta mais rápida. Ninguém sabia na altura, mas esse gesto seria decisivo no campeonato…


Fontes:

http://www.grandprix.com/gpe/rr073.html
http://en.wikipedia.org/wiki/1958_Portuguese_Grand_Prix